22 de setembro de 2019 - 18:23

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23/02/2019 11:21

O Brasil está “um passo atrás” das organizações criminosas, em termos de tecnologia, diz Selma

Senadora mato-grossense também avalia que as universidades brasileiras “são pobres” em pesquisas tecnológicas, problema intensificado com agrave crise que o setor atravessa atualmente.

Da Assessoria

Vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), a senadora Selma Arruda, alertou, nessa quarta-feira (20),  que as organizações criminosas que atuam no país estão muito mais avançadas  na área tecnológica do que  o próprio aparato oficial de segurança nacional. Para Selma, essa é uma discussão que deve ser colocada à  mesa, com urgência na CCT do Senado, como forma de transformar as ideias em propostas legislativas.

“Fui juíza por 22 anos e a maior parte desse tempo, na área criminal, ou seja no combate a essas organizações criminosas  e posso afirmar com certeza , que elas têm e aplicam muito mais tecnologia que o Estado Brasileiro, ou seja, estamos um passo atrás dessas organizações”, enfatizou  Selma, ainda observando que esses grupos criminosos “não são apenas os que a gente conhece aqui no Brasil, não, pois estamos a mercê também das organizações criminosas internacionais, que são todas interligadas”.  Nesse mesmo sentido, a senadora ainda defendeu discussões mais avançadas quanto à chamada inteligência artificial, uma área que só pode evoluir, se a ciência e a tecnologia forem priorizadas.

“Esse é um tema muito pouco discutido aqui no Brasil, mas que nos países desenvolvidos é abordado com muito mais abrangência”, comparou.

O alerta foi feito pela senadora mato-grossense, durante a segunda reunião ordinária da CCT, ocasião em que Selma também defendeu uma abordagem  mais intensa sobre alternativas tecnológicas para incrementar a produtividade e o desenvolvimento do conteúdo aplicado pelas universidade brasileiras. Nesse aspecto, a senadora foi taxativa: “ Precisamos crescer a jato e não a passos do século passado”, apontou.

De acordo com Arruda,  não há como falar em desenvolvimento, sem falar em  ciência e tecnologia e não se pode ignorar, no âmbito do Legislativo e do próprio Executivo, a  importância que o setor acadêmico tem para esse desenvolvimento.

“Nós temos hoje, uma carência muito grande, não apenas financeira, mas também de conteúdo nas universidades, inclusive  em termos de   pesquisas. Nossas universidades  são muito pobres nessa questão”, avaliou, ao mencionar a crise econômica  enfrentada atualmente pelas universidades.

Telefonia

Selma Arruda também atacou, na reunião da CCT, outros dois problemas crônicos enfrentado  pela população brasileira, especialmente a que vive nos centros mais periféricos do país: a telefonia e a internet. 

“Quem mora nos grandes centros, talvez não sinta essa dificuldade, mas eu, por exemplo, venho de um Estado com dimensões continentais , aonde em muitas cidades não pega internet e em outras, a internet pega e cai com muita frequência, então, como pensar em desenvolvimento, com essa precariedade?”, indagou a senadora, acrescentando que a população está pagando um preço muito alto, para ter um serviço de baixa qualidade.

 

 


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