21 de maio de 2018 - 10:19

Cidades

07/05/2018 11:10

Crea identifica engenheiro com 1.200 ARTs em apenas um ano e intensifica fiscalização

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea/MT), engenheiro agrônomo João Pedro Valente, identificou no início de sua gestão um engenheiro que havia assinado 1.208 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), em apenas um ano, o que foi considerado absurdo pelo órgão. Além disto, o novo gestor afirmou que irá intensificar a fiscalização contra os conhecidos ‘canetinhas de ouro’, que apenas assinam o documento, mas não acompanham a obra.
 
“A forma que estamos trabalhando para alcançar os maus profissionais é implementar um livro de ordem. Nele, estará registrado todas as vezes que ele foi até a obra e as alterações feitas. Outra coisa é a questão da análise da ART, para saber se fez o projeto ou só assinou. Este ano, identificamos um profissional no Estado que, em apenas um ano, fez 1.208 trabalhos. Ele não tem condições de fazer isto, ainda mais em uma cidade do interior”, revelou o presidente ao Olhar Direto.
 
João Valente explica que o Crea é responsável por fiscalizar e também punir estes profissionais, já que é autônomo: “Porém, temos um veículo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Se a pessoa entender que deve, pode recorrer no Confeg. O mau profissional passa por todo um julgamento, uma análise. Temos 42 conselheiros vindos de diversos locais. Depois, existem as recomendações: repreensão reservada ou pública, suspensão temporária do título e até a suspensão definitiva. Tudo depende do grau da gravidade”.
 
O engenheiro ainda explica que está sendo feito um levantamento para verificar casos de disparidade salarial dentro do órgão: “Temos casos de funcionários no Crea que entraram ao mesmo tempo, na mesma função e com salários diferentes. Se a pessoa estiver ganhando menos injustamente, vamos subir o salário. Se identificarmos que está recebendo a mais, por progressão ilegal, a Justiça é acionada e essa pessoa responderá. Espero que não tenha, mas se tiver, tomaremos as medidas cabíveis”.
 
Questionado se uma fiscalização maior poderia ter resultado nas obras da Copa do Mundo, que tiveram vários problemas, o novo presidente se rende à realidade: “Não posso assegurar que os problemas não teriam acontecido. Nestas obras, as decisões são políticas e econômicas. Muitas vezes, o edital exige tal coisa e precisa ser assim. Precisamos crescer e ganhar respeitabilidade para fazer o enfrentamento. É comum ouvir que os empresários precisam cortar preços, tirar algumas coisas. Se ele coloca muito alto, os órgãos de controle dizem que ele está fazendo algo errado. É um setor muito complicado”.
 
João Pedro Valente é técnico em agropecuária formado pela Universidade de Franca e Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Valente também possui Mestrado e Doutorado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
 
O agrônomo possui diversas experiências profissionais, dentre elas a atuação como professor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT); professor colaborador da Unesp de Jaboticabal estado de São Paulo; além de discente da Faculdade de Agronomia e de Medicina Veterinária da UFMT. Atuou como Engenheiro Agrônomo da UFMT e também Diretor Financeiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT). João Valente passou por todos os níveis e classes da carreira, desde 2016 é professor titular aposentado.
 
Entre as promessas feitas durante a campanha estão: Valorizar o Profissional e fortalecer as Entidades de Classe; Atuar com ética, integridade e cidadania; Agir com transparência, estabelecendo convênios, e parcerias públicas e privadas; Implantar um Plano de Ação Integrada, com as Entidades de Classe e Instituições de Ensino; Orientar, fiscalizar e normatizar o exercício profissional e suas atividades em defesa da sociedade; Fortalecer as inspetorias regionais, e ampliar a sua capacidade de atendimento, como apoio institucional aos profissionais e às entidades de classe sediadas no interior; Aperfeiçoar o plano de PCCS – Plano de Carreira, Cargos e Salários do CREA-MT e realizar o alinhamento salarial, dos servidores, tendo como referência os salários praticados até 2001.


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