26 de setembro de 2018 - 04:43

Política

Fora da TV, juíza chama tucanos de "covardes" e promete "bombas" no Facebook

Selma Arruda anuncia que fará uma "live" às 19h00 e deve acirrar ainda mais crise

A candidata ao Senado, juíza aposentada Selma Arruda (PSL), usou suas redes sociais, por meio de vídeo, nesta tarde de segunda-feira (3) para classificar como covarde a retirada de seu programa eleitoral do horário gratuito por parte da coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB). “Conforme vocês puderam verificar, na data de hoje, 3 de setembro, a coligação Segue em Frente Mato Grosso, cujo candidato ao governador é Pedro Taques e o candidato ao Senado é Nilson Leitão, me excluíram da propaganda eleitoral, de forma ilegal e covarde”, afirmou.

Em tom de crítica, a candidata afirmou ainda que a coligação não incluiu no mapa de mídia  enviado às emissoras de TV e rádio seu vídeo que deveria ir ao ar ao lado dos demais candidatos ao Senado. Ela citou que a coligação não reservou sequer o espaço de 32 segundos, destinados anteriormente pela aliança a ela. “Isso tudo porque declarei independência da candidatura daquelas pessoas que estão delatadas e acusadas de corrupção”, argumentou.

Selma disse também que já está tomando as medidas judiciais cabíveis para garantir sua presença no horário eleitoral gratuito, citando que, por ser mulher, a coligação deve respeitar a cota de gênero, que dispõe do tempo mínimo de 30% do tempo do horário eleitoral gratuito. A candidata prometeu fazer uma transmissão de vídeo ao vivo pelo Facebook às 19 horas desta segunda-feira para detalhar os motivos que a levaram a abandonar a coligação de Pedro Taques.

O CASO

O imbróglio é fruto de um desentendimento entre Nilson Leitão e Selma Arruda pelo tempo de TV e rádio nas propagandas eleitorais gratuitas. Selma buscava a divisão igualitária do tempo da coligação entre os dois candidatos.

Já Leitão, por sua vez, defendia que o tempo do PSDB – por ser o maior – deveria ser somente dele e, o restante pertencente à coligação, ser dividido entre os dois.

Não chegando a nenhum acordo, Selma chegou a exigir uma reunião com a coordenação da coligação para os dois candidatos negociarem o tempo de propaganda eleitoral. Porém, antes mesmo de esgotar o prazo de 24 horas dado por ela, a candidata voltou atrás e declarou independência. A notícia foi dada por ela na última sexta-feira (31 de agosto) durante coletiva de imprensa.

Fonte: Folha Max

Na ocasião, ela chegou a alegar que um dos motivos para sua decisão era o fato de o governador e o candidato Nilson Leitão terem sido delatados pelo empresário Alan Malouf e pelo ex-secretário de Educação Permínio Pinto, em acordo de colaboração premiada homologado junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Apesar de dito isso, Selma já tinha conhecimento da suposta delação desde os tempos em que era titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. A notícia da homologação também não surgiu na sexta-feira. Na semana passada, dia 28 de agosto, o jornal Folha de S. Paulo revelou a homologação do acordo de Permínio. Uma semana antes, o mesmo jornal revelou a homologação do acordo de Malouf.

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