25 de agosto de 2019 - 02:00

Política

Confusão na AL

Servidores da Educação, que estão em greve desde o dia 27 de maio, tentaram invadir o Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta quinta-feira (18). Diversas pessoas começaram a bater na porta que dá acesso ao local, enquanto seguranças da Casa de Leis tentavam impedir a passagem. A Polícia Militar precisou ser acionada para garantir a segurança. Houve relato de agressões de ambas as partes.

A confusão se instalou na porta que dá acesso ao Plenário da Casa de Leis. Seguranças precisaram se colocar na frente dos servidores para evitar que eles entrassem no local. Enquanto isto, eles começaram a se irritar e dizer que estavam sendo segurados e empurrados. Dedos em riste eram vistos nas duas partes.

 
Logo depois, alguns servidores começaram a bater na porta do Plenário e começaram a gritar “abre esta porta” e “estamos sem salário”. Enquanto isto, na parte de trás, houve empurrões. Na sequência, homens da Polícia Militar começaram a chegar para tentar amenizar a situação.
 
Mesmo assim, os professores acusaram os militares de agressão. “Estão batendo em professor”, disse um dos deles, de forma exaltada. Uma servidora da Casa de Leis também relatou ter sido segurada pelo braço por um dos grevistas. 
A Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) precisou ser acionada para conter os manifestantes, que depois de toda a confusão retornaram para as galerias. 
O deputado estadual Max Russi (PSB) usou o microfone para sair em defesa da servidores da Casa de Leis que teria sido agredida. "Pegaram uma servidora nossa pelo braço, não querendo deixá-la entrar. É servidora como todos, não é desta forma que vamos resolver o embate".
"Vou defender o servidor da Assembleia Legislativa, porque são eles que atendem todos os deputados e recebem muito bem quem vem até esta Casa procurar atendimento. Não vou aceitar fazer um tipo de coisa destas com nossos servidores, sendo atacados na sua integridade", finalizou.
O deputado Ludio Cabral (PT), que está do lado dos grevistas, também usou o microfone para pedir calma aos manifestantes e repudiar a tentativa de invasão. "A manifestação aqui é legítima, mas precisa se manter como pacífica. Há algumas pessoas com compartamento que não é o melhor para o processo que estamos vivenciando".
O presidente da ALMT, Eduardo Botelho (DEM), ameaçou realizar a sessão de portas fechadas, caso a confusão não fosse encerrada. "Eu quero manter ela aqui, mas irei mudar a sessão se for necessária. Tenho prerrogativa". 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) , Valdeir Pereira, disse que "esta Casa de Leis é um puxadinho do governo do Estado. Vamos permanecer aqui o tempo que for necessário, para que não seja mais. A truculência da Polícia Militar, quando o cidadão está precisando de policiamento, é inaceitável. Estão agindo assim com os servidores, para evitar que a gente não permaneça aqui".



Atualizada às 11h22 e às 11h37.

Telefone para contato

(65) 3358-5258

© copyright 2018 Todos os direitos reservados.