08 de julho de 2020 - 20:09

Política

Lockdown coordenado entre VG e Cuiabá

Devido ao anúncio do secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, de que os leitos de UTI estão quase lotados na região metropolitana, a cidade de Várzea Grande deve implementar lockdown com a maior urgência.

A única coisa que falta ser acertada é se Cuiabá aceita a proposta, tendo em vista que as duas cidades comportam juntas quase 1 milhão de habitantes e são separadas apenas por um rio. Porém, mesmo se não houver acordo com a capital, a prefeita Lucimar Campos (DEM) deve decidir fechar tudo. 
O secretário de saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, foi o entrevistado desta terça-feira (9) da Rádio Nativa FM. Segundo o gestor, o fechamento total é algo que está a ponto de acontecer em um ou dois dias. O que falta é o consentimento dos gestores de Cuiabá. 
"Essa possibilidade estamos avaliando há algum tempo. Chegar a 60% de ocupação seria um sinal de alerta. Mas, esse sinal acendeu agora, como disse o secretário Gilberto, dizendo que o sistema entrou em colapso. Com isso, o lockdown é iminente. Vamos falar com Cuiabá, pois aqui é entrada, e falar com os municípios pois o movimento com os municípios da baixada é importante", disse o secretário.
O secretário de Saúde disse que deve primeiramente haver um fechamento total no feriado e depois disso, manter o isolamento da cidade para tentar frear a proliferação do vírus. 
"Em um ou dois dias, vamos começar o lockdown de feriado e depois disso vamos endurecer o protocolo mais ainda. Atualmente, temos um fechamento geral à noite. Às 19h a cidade para, com isso a movimentação diminui. Porém, temos que parar geral. Não temos leitos de UTI, a realidade é essa. Temos que tomar atitudes. Se Cuiabá não aceitar esse pedido de fechamento, infelizmente a prefeita Lucimar vai fazer sozinha", ponderou.  
Mesmo sabendo que cada prefeito tem a autonomia de decretar e fiscalizar de sua maneira, o secretário de Saúde de Várzea Grande espera que os gestores vizinhos aceitem a proposta. E vale ressaltar que o efeito de uma possível diminuição nas contaminações em decorrência dessa medida será sentido em pelo menos 14 dias após o fechamento.
 
"Cada prefeito tem autonomia de decretar lockdown no seu município. O que queremos fazer é uma ação coordenada. Se não tem leitos em Várzea Grande, então não tem em Cuiabá. Se Várzea Grande fechar, Cuiabá tem que fechar. Se não temos mais leitos de UTI, temos que decretar Lockdown. Vale lembrar que o efeito só será sentida em 14 dias", alertou o secretário.
Durante a entrevista, os jornalistas Kleber Lima e Paulo Sá, apresentadores do programa da Rádio Nativa FM, tentaram contato com o secretário de Estado, Gilberto Figueiredo, e o de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, para falar sobre o assunto. Mas, ambos estão em reunião desde o começo da manhã desta terça-feira para tratar dessa possibilidade. 
Vale ressaltar que o próprio secretário Diógenes Marcondes disse que buscará o contato com os prefeitos do Vale do Rio Cuiabá e buscar uma saída de fechamento coordenado, com a participação de todas as cidades envolta. 

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