22 de setembro de 2019 - 17:51

Saúde

08/01/2019 11:54

Sem salários há seis meses, médicos do Samu ameaçam demissão em massa

Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam na Baixada Cuiabana denunciaram condições precárias de trabalho e atraso de seis meses nos salários. Em carta enviada para conhecimento das autoridades na última segunda-feira (07), eles ainda ameaçam uma demissão em massa.

Conforme o documento, não há outro serviço pré-hospitalar que preste atendimento ao estado e municípios que compõem a Baixada Cuiabana. Além disso, pontua que toda assistência médica de urgência e emergência fica a cargo da instituição.
 
Uma médica que trabalha há mais de cinco anos no Samu contou  que já foi feita uma tentativa de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, porém não chegaram a nenhuma conclusão.
 
Os médicos dizem que trabalham em condições indignas. Pontuam também sobre a falta de medicações básicas, falta de luvas, macas, ambulâncias – que por vezes não estão funcionando e até mesmo a falta de local apropriado para manter as medicações.
 
“É com muita angustia que esta equipe redige esta carta, pois chegamos ao limite de nossos esforços junto a Secretaria Estadual de Saúde, entidade responsável por gerir as empresas as quais prestam e deveriam repassar os proventos de nossa árdua labuta, já tão conhecida pela população cuiabana”, descreve o documento.
 
Com seis meses de atrasos nos pagamentos, os médicos dizem que fica inviável manter o vinculo com a instituição e ameaçam desligamento em massa. Contudo, afirmam que serão respeitados todos os trâmites necessários junto aos órgãos competentes para que não haja prejuízos à população.
 
“Posto isso e diante da gravidade da situação gostaríamos do apoio da população e das autoridades para nos auxiliar a resolver tal e desagradável situação, pois não há nenhuma instituição dentro do nosso colossal estado tão abandonada quanto nós médicos do Samu”, finaliza.
Outro lado 
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual Saúde informou que deverá se manifestar em breve sobre a situação. 
 


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