Dia Nacional da Adoção tem sessão especial na Câmara de Cuiabá

Cultura 28/05/2018 15:37
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O vereador Marcelo Bussiki (PSB) homenageou nesta sexta-feira (2505), em sessão solene em celebração ao Dia Nacional da Adoção algumas famílias que realizaram a chamada “adoção especial”, de crianças que possuem algum tipo de deficiência física, mental ou doenças genéticas, e também os pais que adotaram menores de diferentes idades em reconhecimento pelo ato de amor e generosidade.

 

Segundo o vereador Marcelo Bussiki, a homenagem é uma importante oportunidade de incentivo à adoção.  Em Mato Grosso, temos 76 crianças a espera de uma família e outras 19 em processo de adoção, esses dados estão no Cadastro Nacional de Adoção. “ Apresentei propostas e emendas parlamentar para a estruturação da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), e no Plano Plurianual para criar um programa de incentivo à adoção fortalecendo as famílias que estão interessadas em adotar”, e vamos fazer uma grande divulgação para que todos reconheçam que adotar é um ato de amor”.

 

Para a juíza aposentada Selma Arruda, mãe de três filhos, a adoção tem várias nuances, é um ato de amor e proteção social. "Sou mãe adotiva e posso dizer isso a vocês: é um ato que temos medo de fazer, mas posso assegurar quando se toma uma decisão, Deus abençoa e fala ‘vai dar certo’. Adotar é resgatar um filho que Deus te deu e estava em outro lugar fisicamente”, e concluiu a adoção permite que as crianças sejam inseridas na sociedade de modo positivo. Isto porque as crianças que não são adotadas ficam vulneráveis, podendo ser “adotadas” por organizações criminosas, fato conhecido por ela, que foi magistrada titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Na solenidade, estava acompanhada pelo seu marido Norberto Arruda e o filho Felipe Arruda.

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Ao receber a homenagem, Luciano Nunes, assessor de gabinete da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e sua esposa Kelen da Silva Barcelos agradeceu, e destacou que não há diferença dos filhos biológicos e adotivos, o amor é o mesmo. Nós tentávamos ter filhos, e não vinham, e adotamos os irmãos Marcos Felipe Barcelos Nunes, de 11 anos e Vitor Gabriel Barcelos Nunes, de 10 anos e nos sentimos realizados. E dois anos depois, minha mulher engravidou e nasceu nossa filha Geovanna Barcelos Nunes, de 2 anos. "A adoção é uma experiência maravilhosa para darmos e recebermos amor, respeito e dedicação. Quero que eles tenham um futuro promissor, sejam honestos e cresçam unidos pelo carinho e educação que receberam".

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Adotar o Marcos e o Vitor é poder dar uma família a eles, e com essa família ensinar valores, princípios, educação e segurança. Que anoiteça ou amanheça eles têm para onde voltarem e com quem contarem. E devemos lembrar que não tivemos a oportunidade de escolher, mas fomos escolhidos por eles mesmos, e essa escolha se comprovou quando eles me perguntaram o que eu achava de ser mãe e meu esposo Luciano, o pai deles. E naquele momento respondi: "Se era da vontade deles, que podiam sim me chamar de mãe”. Kelen, lembra que logo em seguida começou o questionamento de não possuírem o meu sobrenome no nome deles, e fomos atrás pra realizar esse desejo. Cada dia estava bem claro que eles queriam fazer parte da nossa família, encerrou emocionada.

 

Presentes no evento, o vereador Felipe Wellaton, Áurea Maria Abranches Soares, supervisora de Controle Externo do TCE-MT, Lindacir Rocha Bernadon, presidente do Conselho estadual da Criança e do Adolescente, Mônica Camolezi dos Santos Melo, secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social e Andréia Noite representante da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara).

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Denise Niederauer 

Assessoria