O 4º Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito continua nesta terça-feira (28) com uma programação gratuita cheia de atividades. O evento tem oficinas para quem quer aprender sobre cinema, debates com diretores e a exibição de filmes novos do Brasil e de outros países.
O 4º Bonito Cinesur Festival de Cinema Sul-Americano continua nesta terça-feira (28) com uma programação voltada para a formação de novos profissionais do audiovisual, debates com diretores e exibição de filmes inéditos nacionais e internacionais. Todas as atividades são gratuitas.
- O festival oferece oficinas práticas de cinema com profissionais experientes.
- Há debates sobre cinema com críticos e curadores para o público.
- Crianças e famílias podem assistir a filmes especiais na programação.
- Um filme de Mato Grosso do Sul compete na mostra estadual do festival.
- O evento reúne filmes de dez países diferentes da América do Sul.
Logo pela manhã, os participantes selecionados para o eixo educativo voltam às oficinas práticas. O cineasta Luiz Carlos Lacerda, conhecido como Bigode, continua a oficina de como fazer um filme documentário, enquanto o roteirista Thiago Amendoeira dá a oficina de roteiro.
Já o Projeto Garoto Cidadão recebe uma oficina de cinema de animação para crianças, comandada por Ara Martins.
Além das atividades de aprendizado, o Hotel Sesc Bonito recebe uma série de debates sobre filmes com curadores e equipes das produções que estão concorrendo nas mostras competitivas. Os encontros dão ao público a chance de conhecer os bastidores das produções e discutir os temas abordados nas obras.
Debate sobre crítica cinematográfica
À tarde, a programação continua com a terceira conversa do Bonito Cinesur Educa. A mesa "A Crítica no Cinema" reúne os críticos José Geraldo Couto e Rodrigo Fonseca, além da curadora Cecília Diez, para discutir o papel da crítica na formação do público e no fortalecimento da produção audiovisual.
Sessão para crianças e jovens
O público infantil e as famílias terão espaço garantido na programação com a exibição de "Colegas e o Herdeiro", dirigido por Marcelo Galvão. A produção acompanha Stalone, um jovem com síndrome de Down, que viaja ao Uruguai com os amigos após a morte de um hoteleiro. Durante a aventura, ele disputa a herança deixada pelo falecido com o filho adotivo, que é autista.
Filme de Mato Grosso do Sul na mostra competitiva
Representando Mato Grosso do Sul na mostra competitiva estadual, o documentário "Ao Sul do Sol", de Rodolfo Ikeda, será exibido no fim da tarde. O longa mostra os encontros entre a comunidade okinawana e povos indígenas do Pantanal, aproximando tradições, memórias e manifestações culturais em uma história que conecta Okinawa ao Mato Grosso do Sul.
Amazônia, meio ambiente e direito à terra
A programação da noite começa com a sessão especial do documentário "Minha Terra Estrangeira", dirigido por João Moreira Salles e Louise Botkay. O filme acompanha o líder indígena Almir Suruí e sua filha, Txai, antes das eleições de 2022, falando sobre a proteção da Amazônia, a resistência dos povos indígenas e os desafios políticos no país.
No mesmo horário, a mostra competitiva ambiental apresenta duas produções internacionais. O curta boliviano "Uma Uñjirinaka Cuidadorxs del Agua" mostra comunidades indígenas que enfrentam a contaminação da água na região do Lago Titicaca. Em seguida, o documentário argentino "Propiedad Privada Prohibido Pasar" mostra moradores da Patagônia em meio à disputa pelo direito à terra por causa da especulação imobiliária.
Produções do Chile e da Argentina fecham a noite
Às 20h30, a mostra competitiva sul-americana leva ao público duas produções de ficção. O curta chileno "Futura Licenciada" acompanha uma universitária que busca conquistar independência enquanto termina a faculdade. Já o longa argentino "La Noche Está Marchándose Ya" conta a história de um projecionista que transforma o cinema municipal onde trabalha em abrigo para moradores durante uma crise, até que uma nova ameaça coloca a comunidade em risco.
Encerrando a programação do dia, o tradicional Cine Música volta a ocupar o Café Bar Cacá Diegues, juntando cinema e apresentações musicais em um dos espaços de convivência do festival.
Festival reúne produções de dez países
Nesta edição, o Bonito Cinesur exibe filmes do Brasil, Argentina, Peru, Paraguai, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Equador e Chile, reunindo mais de 150 convidados entre atores, diretores, produtores, pesquisadores e estudantes.
O festival tem cinco mostras competitivas de filmes. As produções selecionadas disputam o Troféu Pantanal, dado pelos jurados oficiais e pelo público. O crescimento do evento também aparece no número de inscrições. Em 2026, o festival bateu recorde, com 905 filmes inscritos, superando os cerca de 600 registrados em 2023.
A programação completa, com horários das sessões e outras atividades, está disponível no site oficial do festival. A 4ª edição do Bonito Cinesur tem patrocínio master do Banco do Brasil e da Petrobras, além de patrocínio da Caixa Econômica Federal, EMGEA, Sesc MS e Fecomércio MS. O evento conta ainda com apoio da Prefeitura de Bonito, da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS) e do Governo do Estado. A realização é da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura.

Festival de Cinema Sul-Americano tem 4ª edição com programações gratuitas (Mariane Chianezi)


