Governo reduz previsão de arrecadação com imposto sobre dividendos para 2026

Economia Arrecadação 25/07/2026 18:01 Redação - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

A Receita Federal diminuiu a estimativa de arrecadação com o imposto sobre dividendos de R$ 28 bilhões para R$ 17,2 bilhões em 2026, por causa de um resultado abaixo do esperado no primeiro semestre. O governo ainda confia que vai cumprir a meta fiscal, com um superávit primário de R$ 10,8 bilhões.

A Receita Federal reduziu de R$ 28 bilhões para R$ 17,2 bilhões a estimativa de arrecadação com a tributação sobre dividendos em 2026. Os novos números foram apresentados nesta sexta-feira (24), durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, e refletem um desempenho abaixo do esperado no primeiro semestre.

  • O governo esperava arrecadar R$ 28 bilhões com o imposto sobre dividendos em 2026, mas agora a previsão é de R$ 17,2 bilhões.
  • De janeiro a junho, a cobrança rendeu apenas R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos.
  • A diferença entre o previsto e o realizado é de R$ 10,8 bilhões a menos.
  • O imposto sobre dividendos foi criado para compensar a perda com a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
  • Apesar da queda, o governo acredita que vai cumprir a meta fiscal, com um superávit primário de R$ 10,8 bilhões.

De janeiro a junho, a cobrança rendeu R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos. A expectativa do Fisco é arrecadar mais R$ 15 bilhões entre julho e dezembro, totalizando os R$ 17,2 bilhões projetados para o ano. O resultado representa uma frustração de R$ 10,8 bilhões em relação à previsão inicial do Orçamento.

Entenda o motivo da queda na arrecadação

A tributação sobre dividendos foi criada como medida para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. O impacto da isenção também foi estimado em R$ 28 bilhões.

O que diz o governo sobre a nova previsão

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que ainda é cedo para revisar novamente as projeções, destacando que esse tipo de receita costuma apresentar variações ao longo do ano. De acordo com ele, o governo mantém segurança quanto ao cumprimento da meta fiscal, estimando um superávit primário de R$ 10,8 bilhões dentro da margem prevista pelo arcabouço fiscal.