Homem tenta liberar carro apreendido em operação contra jogatina em MT

Polícia 20/01/2020 06:38

Um homem que teve seu veículo apreendido na deflagração da operação “Mantus”, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tenta a restituição do bem na Justiça. O caso tramita na 7ª Vara Criminal, sob a condução do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

O homem alega que adquiriu o veículo, que não é citado no despacho, de um dos alvos da operação. Mesmo assim, o automóvel foi alvo de restrição judicial.

O magistrado intimou o proprietário do veículo –identificado como M.S.C. -, para apresentar a cópia autenticada do “Certificado de Registro de Veículo” e outros documentos que comprovem que ele comprou o carro antes dele ser alvo da operação..

“Analisando o caso em tela, extrai-se que a cópia do Certificado de Registro de Veículo apresentado pelo requerente não é autenticada, bem como, não está presente a parte de preenchimento, que é necessária para saber se o bem já foi, ou não, vendido a outrem. Portanto, intime-se o requerente para apresentar cópia autenticada e completa do Certificado de Registro de Veículo, devidamente preenchido”, revelam os autos.

 

MANTUS

Na manhã do dia 29 de maio de 2019, a PJC deflagrou a operação “Mantus”, que prendeu o bicheiro João Arcanjo Ribeiro e outras 31 pessoas em Cuiabá. Em sua residência, os agentes de segurança encontraram R$ 200 mil em dinheiro vivo.

De acordo com as investigações, duas organizações criminosas – que utilizavam, inclusive, práticas de sequestro e tortura contra seus adversários -, atuavam no Jogo do Bicho em Mato Grosso. Uma delas era liderada por João Arcanjo Ribeiro. A outra,tinha como líder o empresário, e também “Comendador”, Frederico Muller Coutinho. Assim como seu concorrente, Coutinho foi preso pelos policiais do GCCO.

A PJC também informou que, apenas no período de 1 ano, as duas organizações movimentaram em contas bancárias cerca de R$ 20 milhões – excluindo os valores que circularam em dinheiro vivo.

João Arcanjo Ribeiro chegou a ser preso na operação mais foi solto no fim de setembro deste ano.