A Secretaria Municipal de Educação, comandada pelo advogado Alex Viera Passos, negou-se a responder Recurso Administrativo produzido por Eva Sampaio e Maria Pinto da Silva, pois ambas foram aprovadas em recente concurso para merendeira e são negras.
Ambas estavam viajando, para cuidar de parentes adoentados em São Luis do Maranhão e Chapada dos Guimarães, e não puderam ser informadas em tempo hábil, para serem avaliadas pelos peritos que lhes examinaria a cor da pele, declarando-as oficialmente negras ou não negras.
Ocorre que ambas já tinham passado por este constrangedor exame da cor da pele e ambas foram admitidas como negras, no anterior concurso, quando não foram aprovadas.
Neste concurso onde tomariam posse agora no inicio do corrente ano, foram impedidas de iniciarem sua nova carreira profissional, pois a Secretaria Municipal de Educação, capitaneada por um operador do Direito, não lhes concedeu o direito de recorrerem da decisão administrativa, negando-lhe o direito constitucional de peticionarem em proteção de seus direitos, perante qualquer órgão público.
O advogado Dionildo Gomes Campos, foi o autor do documento protocolado em tempo hábil, tendo fornecido telefone com whats aps, e endereço eletrônico, para mais rápida troca de informações, não obteve qualquer manifestação do Secretário Municipal de Educação, que permaneceu inerte perante o reclame de duas brasileiras, que sofrem por serem mulheres, e por serem negras.
Estatísticas nacionais, mostram que as mulheres sempre recebem menor salário que os homens, para a mesma função. E as negras quando admitidas, demoram mais tempo para serem promovidas na ascensão profissional, como bem mostram todos os estudos sociológicos realizados neste país que foi o último do mundo, a reconhecer a infâmia da escravização do ser humano.



