Três integrantes já condenados do grupo de extermínio denominado “Os Mercenários”, de Várzea Grande, voltam a ser submetidos a julgamento popular em março, na comarca de Cuiabá. São eles Claudiomar Garcia de Carvalho, José Francisco Carvalho Pereira e Helbert de França Silva. Outros cinco membros do grupo, sendo quatro deles réus presos, também serão julgados em sessões do Tribunal do Júri, no decorrer do mês. Confira aqui (link) a pauta completa de julgamentos.
Segundo o MPMT, Luciano e a companheira Célia Regina voltavam de uma festa, numa motocicleta, quando foram surpreendidos por tiros ao chegar em casa. Ele foi atingido cinco vezes, inclusive na cabeça, morrendo no local. Ela foi atingida no braço, mas conseguiu fugir e se abrigar na casa de um vizinho. “Diante do contexto dos fatos, trata-se de crime praticado por organização criminosa de grupo de extermínio e crimes mediante paga, o que demonstra de forma insofismável, o caráter torpe da conduta, uma vez que menosprezam o Estado de Direito e criam um Estado paralelo, ditando suas próprias regras, isso quando não agem mediante o pagamento de propinas ou em razão de desacertos com suas vítimas”, consta na denúncia.
Claudiomar Carvalho também vai a júri no dia 19 de março, ao lado de José Francisco Carvalho Pereira e Jozilmo Silverio dos Santos, pelo triplo homicídio de Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira e Vinícius Silva Miranda, e tentativa de homicídio de Alan Chagas da Silva. De acordo com o Ministério Público, o crime aconteceu em abril de 2016, no bairro Cohab Cristo Rei, quando os réus efetuaram vários disparos de arma de fogo contra as vítimas.
O outro integrante do grupo a ser julgado pelo júri é Marcos Augusto Ferreira Queiroz, no dia 3 de março. Ele é acusado de participar do homicídio qualificado de Edcarlos de Oliveira Paiva, também em abril de 2016, no loteamento Joaquim Curvo. Segundo a denúncia, na data do crime a vítima estava em um bar, próximo à casa dela, conversando com o proprietário do estabelecimento, quando foi atingida por tiros.
Organização - O MPMT alega que o grupo “Os Mercenários”, formado por aproximadamente seis policiais, além de civis, se associaram mediante estrutura ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais.
Conforme apurado durante as investigações, os integrantes do grupo possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.



