O delegado de polícia Frederico Murta afirmou, em conversa com a imprensa na manhã desta quarta-feira (25), que os criminosos que cavaram o túnel em direção à Penitenciaria Central do Estado (PCE), em Cuiabá, o faziam submersos em esgoto. Ele conduziu a "Operação Armadillo", deflagrada para cumprir ordens judiciais contra grupo criminoso que planejou fuga em massa da PCE através de um túnel, flagrado pela polícia em setembro de 2022.
A autoridade policial disse que as chances de os criminosos sobreviverem se continuassem cavando eram muito baixas, já que, durante o processo, eles atingiram uma rede de esgoto que deixou o buraco inundado, podendo causar um desabamento a qualquer hora.
“Eu creio que eles não iriam conseguir por questões estruturais, eu acho que aquilo ali ia desabar a qualquer momento, grandes chances de todos morrerem ali dentro. Mas, caso conseguissem, com certeza iriam abrir uma saída muito grade”, disse.
Na ocasião da descoberta do túnel, em setembro de 2022, todos os 12 envolvidos, oriundos do estado do Piauí, foram presos em flagrante. Alguns já possuíam experiências em atividade garimpeira, com trabalho em escavações.
Os criminosos estavam no imóvel, no bairro Jardim Industriário, há cerca de 20 dias. O grupo tinha objetivo de cavar um túnel com 200 metros de extensão, para que conseguissem acessar a PCE, onde estão presos de alta periculosidade.
Em continuidade às investigações, na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Civil deflagrou a Operação Armadillo, que mirou outras oito pessoas envolvidas no planejamento e execução do plano de fuga frustrado. Durante a execução, foram presas ao todo cinco pessoas, sendo identificadas duas delas como o engenheiro Anderson Ramos da Cruz, de Rondonópolis, e Luiza Vieira da Costa, que era presidente da associação “Amigos e Familiares de Recuperando de Rondonópolis” (AFAR).
Além dos mandados de prisão, foram decretados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, 12 ordens de busca e apreensão domiciliares e uma de sequestro de imóvel. Os mandados foram cumpridos em cidades de Mato Grosso (Cuiabá e Rondonópolis); Bahia (Salvador) e Piauí (Oeiras).

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