Flávio diz confiar nas urnas, mas não explica informação falsa

Política Eleições 22/07/2026 15:31 Estadão Conteúdo jovempan.com.br

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas brasileiras teriam a 'mesma origem' da empresa venezuelana Smartmatic, uma informação falsa já desmentida pela Justiça Eleitoral.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) afirmando que não colocou em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros em Brasília. O comunicado veio depois que um trecho do discurso do parlamentar gerou polêmica, ao mencionar informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas usadas no Brasil.

  • Flávio Bolsonaro disse que as urnas brasileiras teriam a 'mesma origem' da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu essa informação desde 2017, afirmando que a Smartmatic nunca forneceu urnas para o Brasil.
  • As urnas brasileiras foram desenvolvidas por técnicos da Justiça Eleitoral e fabricadas por empresas contratadas por licitação pública.
  • O senador disse que sua fala foi mal interpretada e que confia no sistema eleitoral, mas não explicou a origem da informação falsa.
  • A nota de esclarecimento foi assinada por Flávio, pelo senador Rogério Marinho e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri.

Na nota, Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e afirma que 'não está questionando o sistema de votação brasileiro'. O texto também diz que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela.

O documento, porém, não esclarece a origem da afirmação feita pelo senador durante o evento de que as urnas brasileiras teriam a 'mesma origem' da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração repete uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral.

Durante o discurso, Flávio afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que 'muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana'. A afirmação contraria informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desde 2017, quando a alegação passou a circular nas redes sociais, o TSE informa que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no país foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana.

A nova nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe.

O comunicado afirma a 'integral confiança no sistema eleitoral brasileiro' e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.