Zema quer privatizar tudo e fazer reformas

Política Privatização 28/07/2026 07:00 Estadao Conteudo noticiasaominuto.com.br

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, candidato à Presidência pelo partido Novo, afirmou que pretende privatizar todas as empresas estatais, fazer uma nova reforma da Previdência e uma reforma administrativa, além de revisar os programas sociais. Ele também defendeu o impeachment de três ministros do STF e um novo julgamento para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira, 27, que, se for eleito, vai promover várias privatizações. Segundo ele, todas as empresas estatais podem ser vendidas.

  • Zema quer privatizar todas as empresas do governo, sem exceção.
  • Ele defende uma nova reforma da Previdência e uma reforma administrativa.
  • O candidato quer revisar os programas sociais para combater fraudes.
  • Zema apoia o impeachment de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Ele defende um novo julgamento para o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não fala em indulto.

A ideia é privatizar tudo, não tem vaca sagrada. Com transparência, essas empresas vão valorizar na hora que o presidente, empresário competente, for eleito, disse Zema a jornalistas, em Brasília, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.

Ele evitou dizer quem será seu ministro da Fazenda, caso assuma a Presidência. Mais que nomes, há propostas. Nomes bons, nomes que vão resolver os problemas do Brasil e não lotear secretarias, disse.

Zema também defende uma nova reforma da Previdência e uma reforma administrativa. Tem uma reforma administrativa que vamos precisar fazer. Vamos precisar rever a reforma da Previdência. A expectativa de vida cresceu. A conta não fecha. Pauta impopular, mas necessária. E vamos fazer também revisão de programas sociais, que tem muita fraude, disse.

Impeachment de ministros do STF

O candidato disse ainda que apoia o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Temos ali dois ministros envolvidos até o pescoço com o banqueiro bandido, e um terceiro, nem tanto, mas envolvido com patrocínios de congressos jurídicos, disse Zema a jornalistas, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.

Moraes e Toffoli são acusados de envolvimento com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025.

Zema citou a possível relação dos ministros com Vorcaro: Não fui eu que andei no jatinho do banqueiro bandido, foram eles. Não fui eu que recebi o banqueiro bandido diversas vezes, que tenho ele na minha agenda de celular. Nunca nem escutei a voz do dito cujo.

O ex-governador de Minas voltou a defender mudanças no Judiciário, inclusive o fim das decisões monocráticas. Também disse que as emendas são o mal que acomete o Brasil hoje e disse que lutará para combater o câncer da corrupção.

Indulto a Bolsonaro

Romeu Zema defendeu ainda um novo julgamento para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas evitou dizer se, eleito, concederá indulto a ele.

Quero um julgamento justo, disse Zema a jornalistas, em Brasília, após a convenção nacional do Novo que confirmou a candidatura dele à Presidência. Houve um julgamento político, nós precisamos resolver esse problema. Temos que olhar para o futuro.

Zema foi perguntado diversas vezes se concederia um indulto a Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, mas não respondeu. Os pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) já defenderam o indulto.

O ex-governador de Minas disse, porém, ser necessário encerrar o assunto sobre os atos de 8 de Janeiro: Temos que passar uma borracha nisso, e falar: Está resolvido e vamos olhar para o futuro. Em que depender de mim, será feito, disse.