Alerta sobre febre maculosa: saiba como se prevenir e tratar a doença

Saúde 24/07/2026 09:11 Agência SP, a agência de notícias de São Paulo agenciasp.sp.gov.br

A Secretaria de Saúde de São Paulo emitiu um alerta para a população sobre a febre maculosa, uma doença grave transmitida por carrapatos. O tratamento é gratuito pelo SUS e deve ser iniciado rapidamente. O estado já registrou 19 casos e 18 mortes em 2026.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo fez um alerta para a população com orientações de como prevenir a febre maculosa e a importância de diagnosticar e tratar a doença o mais rápido possível. Neste ano, foram registrados 19 casos e 18 mortes por essa doença infecciosa no estado. Ela é causada por uma bactéria chamada Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser encontrados em animais como capivaras, cavalos e cães.

Os primeiros sintomas costumam aparecer cerca de sete dias após a picada do carrapato e incluem febre, dor de cabeça forte, dores no corpo e nas juntas, além de cansaço. Entre o terceiro e o quinto dia da doença, podem surgir manchas avermelhadas que começam nos pulsos e tornozelos e se espalham para os braços, palmas das mãos e solas dos pés.

  • Os carrapatos vivem em lugares com mato e se alimentam de animais de médio e grande porte, como capivaras e cavalos.
  • Locais rurais e regiões perto de matas e vegetação densa têm mais risco de contato com carrapatos.
  • O tratamento para febre maculosa é gratuito pelo SUS e deve começar assim que os primeiros sintomas aparecerem.
  • Usar roupas compridas e claras ajuda a ver o carrapato e evita que ele pique a pele.
  • Se um carrapato grudar na pele, é preciso retirá-lo com uma pinça, sem esmagá-lo, e lavar o local com água e sabão.

Os carrapatos vivem em áreas com vegetação e se alimentam de animais de médio e grande porte. Por isso, locais rurais e regiões próximas a matas e áreas de vegetação densa apresentam maior risco de exposição.

Como se prevenir

Quando não for possível evitar áreas de risco, a recomendação é adotar medidas para reduzir o contato com carrapatos. O uso de roupas compridas e de cores claras facilita a identificação do parasita e diminui o contato direto com a pele. Também é recomendado usar repelentes, seguindo as orientações de reaplicação do fabricante.

Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, a remoção deve ser feita corretamente:

  • Use uma pinça para segurar o carrapato e retire-o com movimentos firmes e delicados, evitando esmagá-lo.
  • Após a remoção, lave o local da picada com água e sabão ou álcool.
  • As roupas usadas em áreas de risco devem ser lavadas em água quente ou fervente para eliminar possíveis carrapatos.

Casos e mortes

Em 2026, o estado registrou 19 casos confirmados e 18 mortes por febre maculosa. Entre os casos confirmados, os locais prováveis de infecção foram identificados nas regiões dos Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Piracicaba, com três ocorrências; Campinas, com cinco; Sorocaba, com três; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Para o restante dos casos, os locais prováveis de infecção seguem em investigação.

As mortes ocorreram nas regiões abrangidas pelo GVE de Piracicaba, com três registros; Sorocaba, com três; Campinas, com quatro; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. As demais mortes seguem com o local provável de infecção em investigação. Em 2025, foram registrados 61 casos confirmados e 44 mortes pela doença no estado.

Tratamento disponível pelo SUS

O diagnóstico e o tratamento da febre maculosa são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos atendimentos e hospitais.

Ao apresentar os primeiros sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. O tratamento é feito com antibióticos específicos e deve ser iniciado o mais rápido possível, mesmo antes da confirmação por exames, para reduzir o risco de agravamento e aumentar as chances de recuperação.