21 de maio de 2018 - 09:58

Cultura

Neste fim de Semana Cuiabá conta com mais uma edição do " VEM PRA ARENA".

Neste fim de semana Cuiabá irá receber mais uma edição do "Vem Pra Arena", iniciando no dia 12, a partir das 22 horas na Arena Pantanal, trazendo uma banda do rock brasileiro Banda Ira !, já no domingo 13, o evento segue com feiras de artesanatos,feira economia criativa, gastronômico e talentos de Mato Grosso da musica que irão completar o evento. Com o Dia das Mães também no dia 13 o evento sera dedicado a todas as mães, iniciando com um teatro iniciando as 18:30 " O Conversa de Botas e Batidas", as 19h a cantora e compositora Karol Nunes entra ao palco, seguido de outra voz feminina a Estela Ceregati, as 21h  tem o Samba Brasilis com um ritmo bem brasileiro com seus clássicos.

Segundo o secretário de Estado de  Cultura Gilberto Nasser o objetivo do " Vem pra Arena" é que seja atraído uma quantidade grande de público para conhecer o entorno da arena, como o lazer, entretenimento e a cultura do estado principalmente,  fomentar o turismo, artesanato e gastronomia, gerando emprego e renda. ressaltando que esse projeto é um dos mais relevantes na gestão atual junto a Secretaria de Estado de Cultura. Vários artistas que já participaram do projeto são o Lenine, Vanessa da Mata, Vanguard, Frejat,Zeca Baleiro e Tulipa Raiz,além de varias atrações locais.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ABAIXO:

SÁBADO 12/05

 PALCO ARENA

18h30 - Augusto Michel - Tangará da Serra (The Voice)
19h30 - Catireiros do Araguaia – Barra do Garças
20h30 - Slam de Tchapa e Cruz
20h40 - Grupo Folclórico Matutada - Campo Verde
21h30 - Mascarados de Poconé
22h - IRA!

PALCO PRAÇA

18h- Aulão de Zumba - SESC
19h- Urban 65
19h30 - Show “ Abriram-se as veias” - Paulo Monarco
20h20 - Banda Caximir, o Bando
21h - Erre Som

 DOMINGO 13/05 (Especial Dia das Mães)

18h30 - Conversa de Botas e Batidas / Cia. de Teatro Vostraz
19h- Lançamento do EP “Já é” - Karola Nunes
20h- Show “Ar” - Estela Ceregati
21h- Samba Brasilis

Intervenções Artísticas

1. Andarilhos das Estrelas / Tibanaré
2. Biblioteca Itinerante Estevão de Mendonça
3. Capoeira Vip
4. Clichês de Rua
5. Construção Viola de Cocho / Alcides Ribeiro
6. Inclusão Literária / Clovis Matos
7. Marionetes / Carlão dos Bonecos
8. Movimento Rota
9. Oficina de Pipas / Teatro em Cena
10. Oficinas Recreativas / SESC
11. Teatro Lambe Lambe / Caixas no Caminho

Entorno da Arena

1. Mundo Criativo
2. Feira Gastronômica
3. Feira de Artesanato

 


Dia das Mães O Boticário

Para comemorar o Dia das Mães e resgatar esses momentos especiais, O Boticário convida os filhos a retribuírem todo o carinho e aconchego recebidos da sua mãe, celebrando com presentes que traduzem essas histórias e que também farão parte da memória dela. Os destaques são Elysée Nuit, uma fragrância sofisticada e moderna que combina rosas damascenas colhidas antes do amanhecer, momento em que estão mais bonitas e perfumadas, com um toque adocicado de macarron, tradicional doce francês. E Glamour Just Shine, que traz notas de raros cristais de sal, remetendo à luminosidade e frescor da saída, contrastando com a delicada flor de magnólia, e incentiva às mulheres a brilharem onde e como quiserem. Os kits exclusivos são oferecidos em diversas faixas de preços que vão de R$ 49,90 até R$ 289,00. Além dos produtos, nécessaires e frasqueiras complementam os presentes. Os kits já estão disponíveis nas lojas O Boticário.


O Boticário resgata a magia do colo de mãe

O Boticário resgata a magia do colo de mãe

Nesse Dia das Mães a marca traz 15 opções de kits especiais como Elysée Nuit e Glamour Just Shine, que traduzem todo o aconchego e carinho do colo de mãe, garantindo muitas emoções

Colo de mãe é uma delícia, concorda? Ele vira o remédio para a primeira desilusão amorosa, o aconchego em dias difíceis, a comemoração pelo novo emprego e todos aqueles momentos especiais que, de alguma forma, ficarão guardados naquela caixinha mágica da memória. O tempo passa, as crianças crescem e por algum tempo esse colo já não é mais tão recorrente – pela falta de tempo ou mesmo pela falta de costume.

 

Para comemorar o Dia das Mães e resgatar esses momentos especiais, O Boticário convida os filhos a retribuírem todo o carinho e aconchego recebidos da sua mãe, celebrando com presentes que traduzem essas histórias e que também farão parte da memória dela.

 

As opções de kits, criados especialmente para a data, já estão disponíveis nas lojas de todo o Brasil e com as revendedoras O Boticário. Os destaques são Elysée Nuit, uma fragrância sofisticada e moderna que combina rosas damascenas colhidas antes do amanhecer, momento em que estão mais bonitas e perfumadas, com um toque adocicado de macarron, tradicional doce francês. E Glamour Just Shine, que traz notas de raros cristais de sal, remetendo à luminosidade  e frescor da saída, contrastando  com a delicada flor de magnólia, e incentiva às mulheres a brilharem onde e como quiserem. 

Os kits exclusivos são oferecidos em diversas faixas de preços que vão de R$ 49,90 até R$ 289,00. Além dos produtos, nécessaires e frasqueiras complementam os presentes.

 

Conheça as opções de kits de O Boticário para este Dia das Mães:

Estojo Elysée Nuit Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 289,00

  • Elysée Nuit O Boticário Eau de Parfum, 50ml
  • Elysée Nuit O Boticário Creme Acetinado Hidratante Des. Corporal, 250g
  • Elysée Nuit O Boticário Elixir Perfumado para Cabelo, 50ml
  • Porta Joias

 Presente Glamour Just Shine Mães 2018


Preço Sugerido: R$ 139,90

  • Glamour Desodorante Colonia Just Shine, 75ml
  • Glamour Loção Hidratante Iluminador Desodorante, 200ml

 Presente Floratta Amor de Lavanda Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 99,90

  • Floratta Amor de Lavanda Des. Colônia, 75ml
  • Floratta Amor de Lavanda Creme Hidratante Des. Corporal, 200g
  • Caixa de Presente

 

 

Presente Glamour Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 189,90

  • Glamour Desodorante Colônia, 75ml
  • Glamour Myriad Desodorante Colônia, 75ml
  • Nécessaire
  • Caixa de Presente

  Presente Coffee Woman Seduction Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 169,00

  • Deo Colônia Coffee Woman Seduction, 100ml
  • Desodorante Coffee Woman Seduction, 75g
  • Óleo Perfumado Desodorante Corporal, 150ml
  • Lápis Retrátil para Olhos Make B. Preto
  • Caixa de Presente

 

Presente Lily Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 259,00

  • Lily Eau de Parfum, 75ml
  • Lady Lily Eau de Parfum, 75ml
  • Caixa de Presente

 Presente Anni Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 99,90

  • Deo Colônia Anni, 100ml
  • Anni Loção Hidratante Corporal, 100ml
  • Batom Hidratante Cremoso Intense, 3,6g
  • Caixa de Presente

 

Presente Floratta Rose Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 119,90

  • Floratta Rose Desodorante Colônia, 75ml
  • Floratta Rose Creme Hidratante Desodorante Corporal, 200g
  • Floratta Rose Shower Gel, 200ml
  • Caixa de Presente

  

Presente Accordes Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 149,00

  • Accordes Deo Colônia, 80ml
  • Accordes Desodorante Antitranspirante Aerosol, 75g
  • Accordes Creme de Mãos, 50g
  • Caixa de Presente

 

Presente Crazy Feelings Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 89,90

 Deo Colônia Crazy Feelings, 100ml

  • Necessaire

 

Presente Dream Jardim de Mistérios Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 69,90

  • Dream Jardim de Mistérios Body Splash Desodorante, 200ml
  • 01 Dream Jardim de Mistérios Loção Hidratante Desodorante Corporal, 200ml
  • 01 Caixa de Presente

Presente NativaSPA  Mães 2018

Preço Sugerido: R$ 109,90

  • Nativa SPA Body Splash Baunilha de Madagascar Des. Colônia, 200ml
  • Nativa SPA Baunilha de Madagascar Loção Hidratante Des. Corporal, 200ml
  • Nativa SPA Baunilha de Madagascar Óleo Hidratante Des. Corporal, 250ml
  • 01 Caixa de Presente 

 

Presente Make B. Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 199,00

  • Make B. Eau de Parfum, 30ml
  • Make B. Máscara 4 em 1, 9,5g
  • Make B. Delineador Líquido Caneta, 1,2ml
  • Nécessaire Pompom
  • Caixa de Presente

 

Presente Cuide-se Bem Mães 2018

 

Preço Sugerido: R$ 54,90

  • Cuide-se Bem Loção Hidratante Leite e Mel, 200ml
  • Cuide-se Bem Sabonete Líquido Leite e Mel, 150ml
  • Cuide-se Bem Creme de Mãos Leite e Mel, 50g
  • Caixa de Presente

 


Novo Glamour Just Shine traz cristais de sal e delicadas magnólias

Novidade do Boticário complementa a linha Glamour com um Floriental moderno com ingredientes inovadores da perfumaria mundial

 

Em uma combinação envolvente e delicada, o Boticário lança a fragrância Glamour Just Shine, que incentiva as mulheres a mostrarem todo o seu brilho quando e onde quiserem. O segredo de Glamour Just Shine está na escolha de dois ingredientes para lá de especiais: a Magnólia – uma das únicas flores brancas que irradiam seu aroma sob a luz do sol – e raros cristais de sal. O resultado é uma fragrância brilhante, com uma saída fresca, mas que ao longo do tempo explode em sensualidade. Glamour Just Shine  chegou às lojas, e-commerce (www.boticario.com.br) e revendedoras da marca em todo país.

Para chegar à fragrância, o Boticário contou com uma técnica avançada e exclusiva da casa de fragrância Firmenich, que captura o que há de mais refinado na natureza e reconstitui com perfeição o seu perfume da flor. Já o toque de inovação vai para a inesperada – e inédita – combinação da Magnólia com a flor de sal, que traz a luminosidade e brilho para Glamour Just Shine – brincando com o contraste entre o salgado e o floral da fragrância.

 “Os cristais dão o toque final à fragrância, realçando seu brilho e promovendo uma assinatura inconfundível. Fomos buscar na região de Guérande, costa oeste da França, a pureza e a beleza da Fleur de Sel e utiliza-la em uma leitura supermoderna de perfumaria gourmand”, explica o Gerente de Perfumaria do Boticário, Jean Bueno. “O segredo desse ingrediente é seu poder de criar um contraste único com as notas de saída mais delicadas, como pera caramelizada; bergamota e flor de pêssego, proporcionando uma agradável sensação de frescor”.

 A criação é assinada pelo renomado perfumista brasileiro, Adilson Rato.

Para complementar a perfumação, a fragrância chega acompanhada de um creme hidratante, que proporciona toque aveludado, absorção rápida e hidratação por até 48 horas.

SERVIÇO:

Glamour Just Shine Des. Colônia, 75 ml
Preço: R$ 129,90

A delicadeza da Magnólia e o brilho dos raros cristais do sal criam uma fragrância iluminada e cheia de sensualidade, da família olfativa Floriental Gourmand.

Loção Hidratante Desodorante Glamour Just Shine, 200 ml
Preço: R$ 49,90

Preço: R$ 49,90

  • Textura incrível
  • Hidrata e ilumina

 


Confira a "Exposição um Baú de Histórias" comemoração aos 299 anos de Cuiabá

Em comemoração aos 299 da Capital, foi aberta nesta quinta-feira (05), no Pantanal Shopping a “Exposição um Baú de Histórias”, resultado da parceria entre a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer com o Shopping Pantanal. A exposição pode ser visitada até o dia 29.  A mostra traz imagens e objetos, que retratam o cotidiano cuiabano nos séculos passados.

No local os visitantes vão encontrar imagens da Praça da República e da velha fachada da Catedral do Bom Jesus de Cuiabá da década de 20, a Avenida Getúlio Vargas da década de 50 e a vista panorâmica de Cuiabá de 1862. 

As imagens presentes na “Exposição um Baú de Histórias” pertencem aos lendários, Lázaro Papazian ou popularmente como era conhecido em Cuiabá “Chao” e de Eurípedes Andreato, que fazem parte do acervo do Misc – Museu da Imagem e do Som.

“Estou muito satisfeito com o resultado da exposição. Deste espaço lindo que o shopping nos cedeu, tendo em vista que o Misc passa por uma reforma, mas que será entregue a população em breve. Podemos assim homenagear Cuiabá pelo aniversário e, também dois grandes artistas que fizeram grandes registros da nossa cidade. Logo, estaremos disponibilizando o acervo completo deles com a reinauguração do Misc”, destacou Francisco Vuolo, secretário de Cultura, Esporte e Turismo.

A gerente de marketing do Pantanal Shopping, Ticiana Pessoa relatou que o Pantanal Shopping tem total interesse em manter parcerias com a Prefeitura de Cuiabá e colocou a disposição para novos projetos.

“Além de celebrarmos o aniversário da cidade, mostrando a linda Cuiabá antiga, provocando o sentimento de nostalgia, para parte do público, e para os mais jovens e quem é de fora, estamos criando um espaço cultural a mais para a cidade. Queremos também, estar inseridos nas festividades dos 300 Anos. Depois desta mostra, pretendemos realizar outros eventos que retratem passagens da cuiabania, durante o ano que antecede a chegada do tricentenário, para o shopping”, anseia a gerente.

Serviço

Exposição um Baú de Histórias

Quando: 05/04 a 29/04/2018

Onde: piso 2, antiga loja Gabrielinha

Visitação gratuita


O destemido balé das bailarinas cegas

Escola de balé para cegos ajuda a levar coragem para realizar um sonho de diversos alunos em São Paulo

El País

“Um, dois, três, pula, quatro. Olha o copo d’água na cabeça! Não deixem ele cair! Estica mais esta perna!”. Os comandos da professora de balé Fernanda Bianchini, 38, davam o tom dos passos finais para a apresentação de fim de ano da turma infantil da escola que leva seu nome, na Vila Mariana, em São Paulo. “Abaixa os ombros! Sorriso no rosto!”, repetia, ao som de uma animada música clássica. “Verônica, hoje à tarde virão os príncipes e as cinderelinhas. Vamos fazer o ensaio completo, tá?", disse Fernanda para Verônica Batista, 28. “Tudo bem”, respondeu a aluna e também professora na escola, enquanto se alongava antes do ensaio começar.

A apresentação final seria em dois dias. Depois disso, algumas turmas seriam suspensas para as férias, outras ainda teriam algumas poucas aulas antes do Natal. Logo após as crianças, começaria o ensaio das adultas, que encarariam uma série de repetidas apresentações de balé clássico, seguidas de sapateado. Muitas das alunas passariam aquele dia inteiro na escola.

As aulas de dança da turma de bailarinas de Verônica, todas na faixa dos 30 anos, é assistida por um aluno especial: Duke, um pastor alemão adulto. Passa horas no canto da sala, posicionado abaixo da barra, acompanhando com os olhos vidrados a cada rodopiada que sua dona, Marina Guimarães, 31, dá de costas para o espelho. Duke é um cão-guia e já está acostumado com o ambiente. “Vou tomar um café, Duke, você fica aqui?”, disse Marina ao cão, que levantou-se no mesmo instante e postou-se prontamente ao lado da bailarina, acompanhando-a até a pequena cozinha da escola. Marina, que é também funcionária pública, nasceu prematura e perdeu a visão quando teve sua retina queimada ainda na incubadora. Assim como ela, grande parte dos alunos da escola não enxerga nada ou quase nada.

Marina faz aulas de balé desde os 10 anos de idade, quando começou a aprender a dança na ONG Instituto de Cegos Padre Chico. Ali, ela conheceu Fernanda Bianchini, que fazia trabalho voluntário com a família na instituição. “Eu fazia balé desde os três anos de idade. Quando estava com 15, fui convidada pela ONG, onde eu já era voluntária, para dar aulas às crianças que eram assistidas pelo local”, conta Fernanda. Quando recebeu o convite, titubeou. “Achei que eu não conseguiria, nunca tinha dado aula antes, ainda mais para crianças tão especiais”.

A bailarina e professora, e hoje também fisioterapeuta, lembra que, na época, os pais lhe deram um conselho valioso. “Eles me disseram ‘filha, nunca diga nãopara um desafio, pois são sempre desses desafios que partem os maiores ensinamentos que temos nas nossas vidas”. Com isso em mente, Fernanda decidiu aceitar o convite. “Mas não foi simples”, lembra. “No primeiro dia de aula, fui ensinar o primeiro passo o echappé sauté, que a bailarina tem que saltar abrindo as pernas e saltar de novo fechando as pernas. E pra ficar mais fácil o processo de ensino e aprendizagem, eu disse a elas: imaginem que vocês estão saltando fora de um balde e depois dentro de um balde”, recorda-se a professora. “Aí, para a minha surpresa, uma aluna levantou a mão e disse ‘tia, mas o que é um balde? Eu nunca vi”. Neste momento, Fernanda percebeu que tinha que primeiro entrar no universo dos deficientes visuais, para só então apresentar o seu mundo, do balé clássico, para eles.

A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke.
A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke. TONI PIRES
 

Deste pensamento nasceu a metodologia que ela desenvolveu para ensinar suas alunas cegas a dançar balé. As aulas são todas por contato físico: as alunas tocam o corpo dos professores para entenderem em qual posição estão. “Os saltos são iniciados com elas deitadas, com as pernas para cima”, explica Fernanda, que foi fazer pós-graduação em equilíbrio e postura.

Das aulas na ONG, Fernanda abriu sua própria escola, em 1995. Hoje, 350 alunos aprendem balé, sapateado, dança do ventre e teatro. A maioria, assim como Marina Guimarães, a dona de Duke, portadores de deficiência visual completa ou parcial. As aulas são gratuitas e por isso, a escola, que também recebe deficientes físicos, auditivos e intelectuais, é mantida por doações de empresas e pessoas que acreditam no projeto. "Temos mais de 100 pessoas na nossa lista de espera", orgulha-se Fernanda. “As pessoas não percebem que a deficiência pode entrar na vida de qualquer um a qualquer momento”.

"Olhei para o portão e disse: eu vou"

Verônica, a aluna e professora mencionada no início desta reportagem, é um desses exemplos de pessoas que foram pegas de surpresa. Aos nove anos, começou a sentir fortes dores de cabeça. A família a levou ao médico, mas não houve nenhum diagnóstico. Passaram-se meses de dor até que ela fosse parar no hospital já sem enxergar nada. Estava com um tumor na cabeça, que, mesmo após a cirurgia de remoção, levou consigo toda a sua visão. Pouco tempo depois, Verônica recuperaria 5% do que perdera e assim ela permanece até hoje.

Na época em que perdeu a visão, Verônica se recorda que as demais crianças não queriam mais brincar com ela. “Elas tinham medo de ficar cegas também”, diz. A escola, ela conta, quase lhe foi tirada também. “Minha avó era quem tinha de me levar e buscar todos os dias, mas ela foi ficando cada vez mais cansada”, conta ela, que perdera a mãe muito cedo e fora criada pela avó. “Até que ela me disse que não me levaria mais”. Aquele seria, de fato, o primeiro grande desafio de Verônica. “Eu podia ficar em casa para sempre, ou encarar meu medo”, diz. “Então eu disse à minha avó que ia sozinha. Comecei a descer as escadas de casa na esperança de que ela estivesse atrás de mim, mas ela não estava. Me lembro de chegar lá fora, olhar para o portão e dizer ‘eu vou”. Chegando na escola, a primeira coisa que Verônica fez foi ligar para a avó e contar onde conseguira chegar. Depois disso, seus passos ficaram cada vez mais largos.

Frequentar as aulas de balé seria seu segundo grande desafio. “Eu não tinha apoio da minha família, mas tinha a vontade de dançar”, conta. Sozinha, ligou na escola de balé de Fernanda, perguntou sobre um ponto de referência, pegou o ônibus e foi. Chegando no ponto, pediu ajuda a um taxista que, por conhecer o bairro, sabia onde era o local. “Ele me deixou na porta da escola. E eu nunca mais parei”. Hoje, Verônica é aluna e professora de balé e dá aulas de braile também.

"O balé me levou à Paralimpíada"

Marina Guimarães, além do apoio de Duke, também conta com sua família. "Eles sempre me apoiaram. Mas quando eu era criança, fazia natação também e meus pais diziam que com a natação eu poderia ir para a paralimpíada", lembra ela. Mesmo assim, decidiu deixar a piscina e se dedicar somente aos palcos. O que ela e nem sua família esperavam é que o balé, este sim, lhe levaria aos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. "Fizemos a apresentação de encerramento dos jogos", conta. "Foi super difícil, porque a música tinha um delay e ouvíamos no fone de ouvido em um tempo, e fora do fone, em outro. Não podíamos usar os dois fones, pois tínhamos de escutar também os professores, que ficam na coxia, nos dando as orientações", lembra ela. No final, deu tudo certo. "Acabei, enfim, indo às paralimpíadas. Acho que de alguma maneira era para eu estar lá".

Chegar na escola de balé de Fernanda Bianchini é entrar em um outro universo. Principalmente se não estiver acostumado a conviver com um dos 6,5 milhões de brasileiros que têm alguma deficiência visual. Na entrada, a equipe que trabalha na escola logo aconselhou a reportagem: "se vocês vão tirar foto, fiquem no canto direito da sala, porque as alunas podem esbarrar nos equipamentos e derrubar sem querer". Dá medo mesmo. Mas não é pelos equipamentos que podem cair. É de não saber usar os termos corretos, de sentar ou parar em algum lugar que é passagem das alunas, de brincar com o cão Duke enquanto ele está em horário de trabalho. Parece que ali todo mundo tem algum tipo de medo. Só as bailarinas que não têm.


Airto Moreira, o músico que o mundo venera e o Brasil pouco conhece

O percussionista que tocou ao lado de Miles Davis e fez carreira no exterior volta ao Brasile

El País

Há meio século, Airto Guimorvan Moreira (Itaiópolis, 1941) desembarcava no aeroporto JFK de Nova York sem uma ideia exata do que seria de sua vida. “Só sabia que queria tocar, fazer música, e Nova York parecia ser o local adequado para isso”. Não se enganou.

Quem visita o site do artista se surpreende com a foto de um jovem Airto de gravata borboleta e paletó, recebendo o primeiro prêmio de um concurso para cantores principiantes. “Meu primeiro “trabalho” foi de cantor. Canto desde os 5 anos. Não havia festa de aniversário em que minha mãe não anunciasse: “e agora meu filho vai cantar para vocês...” e eu cantava qualquer coisa, apesar de me aborrecer, mas sabia o que me esperava em casa se não o fizesse. O que eu gostava era de tocar, o que fosse, não me importava. Pegava um instrumento e começava a tocar sem saber muito bem o que fazia”.

Com 17 anos, Airto viajou a São Paulo para tentar a sorte. “Andei pelas boates procurando trabalho, mas naquela época os empresários só queriam cantoras, de modo que comecei a levar a sério isso de tocar um instrumento. Escolhi a bateria”.

Passar da bateria à percussão foi algo natural para Airto. “Não sei como aconteceu, simplesmente comecei a tocar percussão... e até hoje. Eu não planejo as coisas, as coisas me acontecem...”. A vida e o contato com outros percussionistas, afirma, lhe ensinaram tudo o que precisava saber sobre o instrumento. “Existe algo que caracteriza os percussionistas, e é que influenciamos uns aos outros de uma forma, digamos, natural. Por exemplo, em Nova York, muitos iam me ver e viam que eu tocava instrumentos que não eram comuns, e me perguntavam, “Escuta Airto, o que é isso?”. Em pouco tempo eles estavam tocando o mesmo instrumento. Mas eu fiz a mesma coisa com Naná Vasconcelos. A primeira vez que o vi tocando berimbau não entendi absolutamente nada e, no fim das contas, acabei tocando-o também”.

De Nova York ao Rio de Janeiro e de volta. A carreira improvável de Airto o afastaria das turbulências musicais do Brasil dos anos 60 – Tropicália e derivados – para aproximá-lo da trepidante cena jazzística nova-iorquina. “Eu não sabia o que era o jazz aqui no Brasil, pensava que o conhecia, mas não... por isso fui aos Estados Unidos, para inteirar-me”.

Foi através do saxofonista Cannonball Adderley que o nome de Airto Moreira chegou aos ouvidos de Miles Davis. E foi por ele que “o brasileiro”, como era conhecido nos ambientes musicais de Nova York, pôde participar das seminais sessões de gravação que deram origem ao álbum “Bitches Brew”. Em sua autobiografia, o trompetista lembra dos problemas de adaptação do recém-chegado, que imaginava “intimidado” por sua presença: “claro que estava intimidado, mas não por Miles e sim pela música, por ser tão “natural”, o que a fazia muito difícil de assimilar. E eu estava ali, no meio, tentando responder a toda aquela energia em um nível de igualdade com músicos que tocavam juntos por metade da vida... não havia lugar para mim. O que fiz? Comecei a tocar muito, mas muito forte. Até que, um dia, Miles se aproximou e me disse: “não precisa tocar tão forte, simplesmente...toque”. Fiquei totalmente desconcertado: o que ele queria dizer com isso? Porque Miles falava pouco, mas quando o fazia, sua palavra era lei. E tinha razão: eu estava acabando com minhas mãos sem outro propósito além de me destacar entre tudo aquilo, o que não fazia o menor sentido. Então comecei a tocar como se estivesse com medo, você sabe, esse “cha-chá” suave que acompanha um cantor sem voz, esse tipo de coisa... então alguns dias depois Miles veio conversar de novo. “Escute bem, tudo o que você precisa fazer é isso mesmo, escutar e tocar. Só isso”. Essa foi a melhor lição que recebi dele. A partir desse momento, comecei a ouvir a música, a ouvi-la de verdade... porque a música é como um filme, você precisa vê-lo em seu conjunto, os personagens, o enredo e, a partir daí, desenvolver seu papel”.

O EL PAÍS preparou uma playlist no Spotify que perpassa alguns dos principais momentos da carreira do percussionista. A lista começa com sua passagem, ainda no início da carreira, pelo grupo Quarteto Novo; passa pelo seu trabalho solo em discos antigos e recentes, como o novo lançamento Aluê; e termina com sua contribuição ao disco Bitches Brew, de Miles Davis.

De Miles a Chick Corea (Return to Forever), Joe Zawinul (Weather Report), Mickey Hart (Grateful Dead)... dois anos e meio após sua apresentação à sociedade, o percussionista e cantor estava construindo um caminho inédito de renovação para o jazz; caminho que muitos outros seguiriam... “tudo vem de minha ideia do que é um percussionista. Advogo por uma percussão natural. Eu me interesso pelo som, as cores... para mim, o percussionista é um pintor que se move entre os instrumentos de acordo com a música. É a cola que une e dá coesão ao conjunto. Não se trata de impor-se, mas de compartilhar. Não incomodar, mas inspirar”.

Vivendo nos Estados Unidos há mais de meio século, Airto Moreira não pisava em solo brasileiro “há alguns anos”, esclarece, mas sem esclarecer muita coisa. E ainda assim. A relativa frieza com que a visita do filho pródigo foi recebida pela imprensa, não pelo público, mostra um fato indiscutível: o músico brasileiro mais influente fora do país desde Carmen Miranda, João Gilberto e Tom Jobim, está longe de ser profeta em sua terra. “Reconheço que não estou por dentro da atualidade brasileira, mas não é algo que me preocupe muito, porque estou imbuído do espírito do Brasil e sei que tudo o que vier de um país com semelhante patrimônio musical, será bom”.

Sentado em um canto do palco, rodeado por um fascinante arsenal de Objetos Musicais não Identificados, incluindo um jogo de chinelos usados, Airto se apodera da audiência que veio escutá-lo em sua única apresentação carioca, na sala Blue Note Rio. O furacão desatado pelo mais do que septuagenário artista e seu quinteto – o mesmo que o acompanha no último disco, o primeiro gravado no Brasil pelo artista, com as contribuições do guitarrista José Neto e a filha do maestro, Diana Moreira, cantando – acaba com qualquer reticência que pudéssemos ter sobre sua forma. Sua mensagem é iluminadora, vibrante, luminosa... o que essa cidade bela e caótica precisa.


Paulo Henrique Ganso faz festa de aniversário para o filho

Paulo Henrique Ganso celebra o aniversário de um aninho de Henrico em uma mini fazendinha

O jogador de futebol Paulo Henrique Ganso comemorou em grande estilo o primeiro aniversário de seu filho, Henrico. A celebração teve o tema da Galinha Pintadinha e aconteceu na Casa Petra, em São Paulo.

A festa contou com uma mini fazenda para a diversão das crianças com direito a pôneis. Além disso, teve cama elástica e piscina de bolinhas.


César Filho e os filhos prestigiam esculturas inspiradas em Elaine Mickely

A exposição “Musas Esculturais da Primavera”, do artista Roberto Camasmie, reuniu esculturas com faces femininas envolvidas por flores

O artista plástico Roberto Camasmie comemorou seus 50 anos de carreira com a exposição “Musas Esculturais da Primavera”. A mostra acontece no Espaço Roberto Camasmie, em São Paulo, e conta com 17 peças exclusivas com faces femininas envoltas por flores. 

Uma das musas que inspirou o artista foi a atriz Elaine Mickely. O marido e apresentadorCésar Filho levou os filhos, Luma e Luigi, para prestigiar a amada. Daniela Albuquerque eEllen Rocche também foram homenageadas.

Outra estrela que esteve no local para visitar a exposição foi a cantora Roberta Miranda, que chegou até a dar uma "palhinha" no violino. 


Luana Piovani posa amamentando o filho e fala sobre 'enclausuramento' domiciliar pós parto

A atriz comentou sobre a importância do aleitamento materno e o período de reclusão dentro de casa

Luana Piovani posou amamentando Bem -- um dos filhos gêmeos recém-nascidos -- nesta quarta-feira, 23, e falou sobre a importância do aleitamento materno.

"Amamente! Ato de amor. Amamentar é preciso. Amor de mãe. Bemzuco. Bom dia! Bem vinda, primavera", escreveu a atriz em sua conta no Instagram.

A mulher de Pedro Scooby também mostrou seu look do dia e falou sobre o período em que está reclusa dentro de casa cuidando dos filhos. "Olha aí o modelito de hoje. 'Bunitim', vai. Não dá pra ficar maltrapilha, cheirando azedo, além de estar exausta. Um bom corretivo, protetor de lábios, uma roupinha digna, colorida faz desse enclausuramento um filme. Gratidão. A família está completa. Vida filme", contou ela. 


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