25 de janeiro de 2020 - 20:03

Cultura

Workshop -Oficina Teatral 08 de FEVEREIRO às 08:00 - Gilda Portella

Workshop -Oficina Teatral 08 de FEVEREIRO às 08:00

O objetivo desse workshop é difundir a arte da representação cênica e apresentar um método de interpretação através da imaginação profunda e autoconhecimento, levando aos participantes em exercícios práticos do teatro e interpretação para câmera, expandindo o olhar para a técnica da interpretação. 

O trabalho será desenvolvido com exercícios de grupo, noções básicas de palco, interpretação para câmera, exercícios de expressão corporal, jogos de cena exercícios de dicção e desinibição, jogos dramáticos. É voltado para aqueles que almejam seguir a carreira de ator, e também, para todos aqueles que queiram melhorar seu desempenho nos estudos e na vida profissional, afetiva e social como um todo. 

As aulas serão conduzidas de uma forma livre e dinâmica, onde o participante libera suas potencialidades, intelectuais e físicas, através dos exercícios propostos. 

Ministrante

Junior Antunes natural de São Paulo tem 34 anos, é arte educador, palhaço, contador de histórias, palestrante, formado em arte e desenvolvimento humano pela Carpintaria do Ator em São Paulo, já ministrou diversas oficinas entre elas, teatro, palhaçaria, concorreu como melhor ator dramático no I Rio Web Festival Internacional realizado no Rio de Janeiro entre trabalhos de destaque está a publicidade Whisky Chivas "O Valor de Uma Amizade" onde alcançou mais de 1 milhão de visualizações.

 Para inscrição envie mensagem para o contato 65 99242-8215

Somente 25 vagas 

Local: Ponto de Cultura Em Cena

Investimento: 20,00 (valor simbólico)

 

Mais informações 

(65) 99242-8215

 


ESTÃO ABERTAS AS MATRÍCULAS PARA A ESCOLA DE MÚSICA DE CAMPO VERDE - Gilda Portella

Ponto de Cultura

ESTÃO ABERTAS AS MATRÍCULAS PARA A ESCOLA DE MÚSICA DE CAMPO VERDE

 INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 07 DE FEVEREIRO

 

A Escola de Música de Campo Verde oferece 17 modalidades em formação musical totalmente gratuitas às crianças a partir dos 2 anos de idade, jovens e adultos, preferencialmente pessoas de famílias em situação de risco social.

O estudo de música (erudita e popular) é ofertado em módulos de trabalhos organizados pedagogicamente nas áreas de musicalização e prática instrumental, nas modalidades de: Coral (infanto, juvenil e adultos); Violão (popular e erudito); Cordas friccionadas (violino, violoncelo, viola clássica e contra baixo); Musicalização (iniciação musical); Sopros/madeiras(clarinete, flauta transversal, saxofone alto e tenor); Sopros/metais (trombone e trompete); e Percussão (baterias), estudos da teoria e prática.

Os interessados devem procurar a secretaria da Escola de Música (Avenida Florianópolis 197, Centro, em frente aos Correios) munidos de RG e CPF do responsável e do aluno (ou certidão de nascimento) e comprovante de residência.

A Escola de Música de Campo Verde também oferece aos músicos que já tocam algum instrumento orquestral a possibilidade de compor a Orquestra Jovem de Campo Verde e desenvolver repertório erudito e popular. Os ensaios da Orquestra são realizados em período noturno e finais de semana.

A Escola de Música de Campo Verde é gerida pelo Ponto de Cultura Instituto Germinando Sons — uma associação civil sem fins lucrativos, reconhecida como organização de interesse público, criada para desenvolver ações de fomentos nas áreas de educação e cultura, que utiliza o ensino de música como ferramenta de cidadania.

Local: Escola de Música de Campo Verde

Serviço: curso de musicalização e prática instrumental

Data de inscrições: até 07 de fevereiro de 2020

Endereço: av. Florianópolis 197, Centro, em frente aos Correios

Informação: 66 3419 3765 ou 66 98414 2981


Veículos novos serão utilizados na regularização fundiária do interior

Cinco novos veículos vão reforçar as ações de regularização fundiária executadas pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). As caminhonetes locadas com recursos do Programa Terra a Limpo foram entregues na manhã desta quarta-feira (22.01), no Palácio Paiaguás. 

Conforme o presidente do Intermat, Francisco Serafim, os veículos são apenas uma parte do que o governo pretende investir para regularizar as áreas de domínio público, sejam elas federais, ou do Estado. 

“Com essa medida estamos dando condições para o trabalho. Estamos concedendo também combustível, óleo diesel, para as caminhonetes, e diárias para os técnicos do Incra realizarem este serviço. Estamos ajudando o cidadão mato-grossense do interior, já que um dos maiores problemas sociais do estado é a falta de regularização”, explica o presidente. 

Quatro caminhonetes entregues são do modelo Amarock, com tração 4x4, e uma delas do modelo Chevrolet S10, todas com manutenção preventiva e corretiva adequadas para trânsito em áreas de difícil acesso, como assentamentos e glebas rurais do interior do estado. O investimento na locação é de R$ 243 mil, em um contrato de 12 meses de atividade. 

“Mais que os veículos, são os custos e as diárias para os técnicos do Incra que deverão correr todo o estado de Mato Grosso, com o único objetivo de beneficiar as pessoas que estão há muitos anos aguardando a sua regularização e até hoje não conseguiram. Isso foi apenas o início. Queremos limpar a fila de espera de títulos, e deixar esta pauta zerada nesta gestão”, afirma o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Representando a bancada federal, o deputado federal Nelson Barbudo, elogiou a destinação dos recursos para estruturar os órgãos responsáveis pela política fundiária. “Quero agradecer ao governador, e ao pessoal que trabalhou incansavelmente para obter esse recurso, estamos dando continuidade a um trabalho. A celeridade é o mais importante. Precisamos que este recurso ajude a dar rapidez a nossa tão sonhada reforma fundiária”.

Conforme o superintendente do Incra de Mato Grosso, Ivanildo Teixeira, são beneficiados pelos recursos do Terra a Limpo mais de 180 assentamentos do interior do estado. “É um recurso que chegou em boa hora, a frota do Incra é antiga, o que não nos possibilita andar grandes distâncias. Os veículos serão utilizados tanto para a fiscalização do georreferenciamento, bem como vistoria para titulação dos assentados”, conta.

Terra a Limpo
O programa prevê um investimento de R$72,9 milhões em Mato Grosso, com o objetivo central de promover a resolução de conflitos, e a segurança jurídica pela posse da terra, beneficiando famílias de agricultores de 87 municípios.

O programa foi instituído pelo Decreto nº 1.560, de 29 de junho de 2018, sob a coordenação central da Casa Civil, com a implementação da política fundiária no estado realizada pelo Intermat, em parceria de diversos órgãos estaduais.


Bazar de Artes com André Gora e Rodolfo Luiz - por Gilda Portella

Bazar de Artes com André Gora e Rodolfo Luiz

 André Gorayeb - O GORA, artista de um talento nato, desde os primeiros rabiscos da infância já encantava pelos traços firmes e riquezas de detalhes.

O Gora, Ama o que faz e imprime nos seus desenhos,  grafites e telas uma intensidade de traços, cores, vida, paixão,  leveza, realidade, que surpreendem aos olhos humanos, uma visão do que está além, mas que certamente poderão sentir.

 Pincela a vida e suas perspectivas, retratando no subjetivo, o que seria o belo, o certo e suas oposições.

 O GORA tem uma alma leve, amável,  apaixonada, uma visão do que está além da mediocridade do cotidiano.

Em contraponto a fluidez da criatividade de Gora, Rodolfo Luiz em sua arte estática, nos mostra alem do que os olhos vêem na dinâmica do cotidiano apressado.

Suas imagens nos levam para outro nível de percepção da realidade, alem do meramente visual, nos faz viajar em sua sensibilidade para captar a beleza que estar além do simples olhar. Assim temos neste bazar de artes à leveza do fluir e a força da percepção que se materializa na memória do observador. Tal como uma bela paisagem onde o fluir das águas nos faz percebe a mesma beleza das pedras imóveis que perante as águas ficam mais belas.   

No dia do bazar o artista Andre Gorayeb ressalta que: “será vendidos os quadros da nossa exposição de fotografias com ilustração, desenhos originais de nanquim, lápis de cor e giz, prints em papel especial e fotografias”

Vale à pena conferir:

Bazar de Artes com André Gora e Rodolfo Luiz

Data: 25/01

Horário: 14 às 20 h

Local: Rua das Palmeiras, 316, Baú Cuiabá/MT

 


A leitura poética “Eu nunca lhe apareci de branco” - Gilda Portella

Eduardo Batukka convida você a mergulhar na poesia de Emily Dickinson. Dia 27 de janeiro no Gabinete Antes do Café (@gabineteantesdocafe) às 20 horas, ele apresenta a leitura poética “Eu nunca lhe apareci de branco”, que contará ainda com trilha sonora original de João Reis (@musicadereis).

Emily Dickinson (1830-1886) é o primeiro exemplo de poetisa da privacidade, da solidão, como sua própria poesia descreveu "A Alma seleciona sua própria Sociedade. E depois fecha a porta...". Apesar da maioria de seus poemas só terem sido encontrados após sua morte, trancafiados em baús em seu quarto, Dickinson inaugurou um novo estilo poético, aberto a muitas possibilidades de interpretação.

Para a performance, foram separados em meio à vasta obra de Emily Dickinson alguns poemas e cartas. As cartas trocadas por ela com outras pessoas servirão de esteio cronológico e biográfico, para tecer uma narrativa epistolar acerca da vida e da obra da poetisa. Venha se assombrar com a Arte de Dickinson.

Observação: não venha de branco. Faça sua pré-reserva para a leitura poética “Eu nunca lhe apareci de branco” dia 21 de janeiro (segunda-feira) às 20h no Gabinete Antes do Café (Rua 24 de Outubro, 566, Galeria Vila Maria, Cuiabá-MT). As cadeiras são limitadas. O valor do couvert artístico sugerido é R$20 reais. confirme sua reserva no telefone 65- 99261-9334.

Juliana Albernaz, sócia proprietária do Gabinete antes do café,   define a casa: “E um espaço de arte, café, música, poesia e chapéus”. O que dá charme e magia ao local complementa “e o cantinho do mundo, pois há história e estórias pra todo lado’’. Finaliza revelando o mistério da leveza e alegria do local “além da boa comida, shows intimistas  de jazz, blues, bossa, há uma galeria de arte com artistas do estado e de fora.”

A  galeria Vila Maria fica na  rua  24 de outubro, n. º 566.


Retábulos da igreja demolida em 1968 são destaque do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Um dos mais tradicionais museus do Estado, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT), reaberto há um ano, localizado ao lado da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, guarda um dos mais extraordinários tesouros da história de Cuiabá. Estamos falando de uma das últimas lembranças materiais da Cuiabá colonial.  

A reinauguração do museu, logo no início da gestão Mauro Mendes, trouxe a luz uma ala inteiramente dedicada aos retábulos da antiga Igreja Senhor Bom Jesus de Cuiabá, demolida em 1968, a primeira igreja colonial construída no Estado. São dois altares originais, remanescentes dos séculos 18 e 19, completamente reestruturados.  

Os retábulos retirados da igreja implodida possuem 8 metros de altura cada, um neoclássico e outro barroco rococó, e estão montados um de frete para o outro, exatamente como estavam organizados originalmente na antiga Igreja Senhor Bom Jesus de Cuiabá, antes de ser demolida.

Além dos retábulos, a mesa do altar neoclássico está montada com crucifixos e tocheiros utilizados à época e compõe a exposição. A nova ala dos retábulos foi pensada para tentar reproduzir o ambiente original ao qual pertenceram no passado. Uma verdadeira máquina do tempo!  

O processo de pesquisa

Arquivo Público MT

Remontar os antigos retábulos da Catedral não foi uma tarefa das mais fáceis. O trabalho que envolveu muita pesquisa e precisão foi realizado por quase quinze anos, orquestrado pela coordenadora do MASMT, Viviene Lozi com a colaboração de diversos profissionais da área.

“Organizamos peça por peça e calculamos tudo, pesos e medidas. Os retábulos são montados em blocos estruturais, tendo sempre como referências fotografias e registros documentais, para que pudéssemos fazer a identificação e reintegração das partes faltantes. Um verdadeiro quebra-cabeça de grandes proporções que ocupa uma área de 145 m²”, explica a coordenadora.

Viviene Lozi ressalta ainda que sem a colaboração de outras instituições parceiras, o trabalho não seria possível, pois sem as fotografias dos Acervos do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), Arquidiocesana de Cuiabá (Mitra), Arquivo Público e o processo de tombamento do Iphan não seria possível identificar os retábulos e remontá-los.  

O trabalho realizado pelo Museu de Arte Sacra de Mato Grosso inclui reintegração das partes faltantes, higienização, descupinização, identificação, catalogação, pesagem e, por fim, montagem de cada um deles.

Após muita pesquisa, os retábulos finalmente foram montados na vertical, apoiados em estruturas autoportantes, projetadas para que não causassem nenhum impacto na edificação. Trata-se de uma estrutura com um pé direito de 12 metros de altura, lançada do térreo ao primeiro piso, para segurar os enormes retábulos, que não encostam nas paredes.

“Um projeto inovador no Brasil, remontar em grande escala, altares de uma igreja, organizados em uma nova edificação, numa área muito grande, dentro de um prédio tombado era nosso grande desafio e felizmente deu certo”, comemora Viviene.

Repondo peças

Protásio de Morais

Por décadas, os antigos altares retirados da catedral demolida ficaram esquecido e muito maltratados pela ação do tempo. E é claro que muitas partes se perderam com o passar dos anos.

Logo no início do processo que culminaria na remontagem dos monumentos, os profissionais envolvidos no projeto notaram, baseando-se em fotos antigas, que os retábulos não estavam completos.

A solução foi refazer algumas partes para completar a montagem. É aí que entra o trabalho do artista plástico, escultor e restaurador Ariston de Souza, que refez com precisão as partes faltantes, para recompor os monumentos.

“Não se pode recuperar uma peça ou refazê-la do zero sem uma boa referência de imagem, no caso a fotografia, seguindo sempre todas as normas da Carta de Veneza que dita os princípios da restauração”, revela Ariston.   

Além das peças faltantes, os altares estavam com cores alteradas, pintados, erroneamente de branco com tinta PVA, sem nenhum critério. Então, como parte da recuperação dos retábulos, foi feito um trabalho de prospecção para encontrar as cores originais, marmorizado de vermelho e azul com partes douradas.

A montagem

Arquivo Público MT

Um dos processos mais difíceis da reestruturação dos altares da antiga catedral foi a montagem. Primeiro eles foram organizados no chão, para que os profissionais da área pudessem separar as peças certas de cada um deles.

Depois, foram montados em pé, agora nas estruturas autoportantes que dão sustentação aos monumentos sem prejudicar o prédio histórico do Seminário da Conceição.  

“A maior dificuldade foi identificar cada peça a partir de referências fotográficas da época. As peças estavam muito misturadas e, além disso, faltavam muitas partes. Um tremendo quebra-cabeças com alto grau de dificuldade”, relembra Paulo Henrique Krukoski, cenotécnico responsável pela montagem dos altares.

Em menos de dois meses, no entanto, os altares estavam montados, esperando para receber as peças faltantes que seriam entalhadas pelo mestre Ariston. Hoje, o cidadão pode apreciar os belos monumentos que contam um pouco da história da capital, no caso, a polêmica demolição da antiga Igreja Senhor Bom Jesus de Cuiabá.   

O papel do Iphan

Arquivo Público 2

Os altares e alguns objetos litúrgicos. Isso foi tudo que restou da primeira Igreja Colonial construída em Mato Grosso. Mais do que o envolvimento na recuperação dos retábulos, o Iphan tem o importante papel de reconhecimento e preservação do patrimônio cultural.

“O tombamento dos retábulos veio como uma forma de corrigir um erro do passado, a demolição da antiga catedral. Esse é um importante vínculo material que temos hoje com o passado da cidade”, explica Marina Lacerda, coordenadora de Registro do Iphan.

Preservar o bem cultural e conscientizar a sociedade a respeito da importância da preservação do patrimônio. Esse é o papel do Iphan. Ao que tudo indica, nosso passado está em boas mãos. Visite os museus!

Serviço

Tema: Altares da antiga Igreja Senhor Bom Jesus de Cuiabá estão expostos no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Quem pode visitar: Livre para todas as idades

Local: O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso fica na Praça do Seminário, na Rua Clóvis Hugney, 239, bairro Dom Aquino. Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h. 

Outras informações: (65) 3646-9101


Festival de lambadão tem inscrições abertas

Abril será o mês do lambadão! O gênero musical que nasceu na década de 1990 na Baixada Cuiabana e que conquista adeptos a cada dia acaba de ganhar mais uma plataforma para o seu fortalecimento. É o Festival de Lambadão que ocorre por três fins de semana entre os dias 3 e 19 de abril, respectivamente. Começa em Cuiabá, no Colônia Show Bar (03 e 04.04), depois segue para Varzea Grande, no Atlântico (11 e 12.04), e reserva a grande final para a cidade de Poconé, no CCR (18 e 19.04). 

O festival que celebra o “Rei do Lambadão” vai premiar bandas e dançarinos com o Troféu Chico Gil e valores em dinheiro. Fora a consagração do público e jurados, bandas e dançarinos também terão ajuda de custo para participar do evento. As inscrições estão abertas até o dia 31 de janeiro e devem ser feitas no site oficial da Associação Mato-grossense de Cultura, que é realizadora do evento.

A seleção das 16 bandas que competirão no festival será feita por uma curadoria especializada. Dessas, três serão eleitas as melhores via voto popular pela internet – em enquete publicada na página oficial do evento no Facebook – e os 15 casais de dança serão escolhidos por um júri técnico.

O músico e pesquisador Levi Barros, que também é o presidente da AMC, ressalta que não há qualquer limitação de gênero na formação dos pares de dança: “pode ser mulher com homem, homem com homem, mulher com mulher. O importante é gostar de dançar lambadão e dar um show de passos para a plateia”.

 

Inscrições

Para os casais de dançarinos, as inscrições podem ser feitas via link específico do site da AMC (http://amcmt.org.br/inscricao-danca/). É preciso fazer upload no sistema, com três fotos de divulgação do casal em boa resolução, link do vídeo do casal dançando e link da música de aquecimento que vai ser alvo da avaliação neste primeiro momento.

Já para as bandas, no link reservado à inscrição (http://amcmt.org.br/inscricao-de-bandas/) é necessário fazer upload de foto de divulgação em boa resolução, acrescentar biografia ou breve release e repertório autoral da banda com no máximo uma hora de músicas, listando o nome de cada uma delas, o tempo e nome dos compositores. Por fim, deve ser anexada ainda a música de trabalho escolhida para compor o CD do Festival. É preciso enviar o link do vídeo da música em questão.

Premiação

Levando em consideração o histórico de eventos do lambadão, o realizador do evento, Levi Barros, avalia que esta é certamente a maior premiação da história que o seguimento já teve, com prêmio aproximado em R$ 20 mil reais mais troféus.

A banda escolhida pelo público para ganhar o primeiro lugar vai faturar prêmio de R$ 3 mil, gravação de um EP com três faixas em estúdio, gravação de videoclipe em estúdio, fotos profissionais em estúdio, 1 microfone profissional com fio, 1 jogo de peles de bateria, 2 jogos de cordas para contrabaixo, 2 jogos de cordas para guitarra, 3 pares de baquetas e 3 suportes para instrumento e roupas novas para todos os integrantes. A música da banda vencedora também será usada como trilha sonora da divulgação da próxima edição do evento, além é claro, do Troféu Chico Gil.

Já a segunda colocada ganhará R$ 2 mil mais a gravação de um EP com duas faixas; fotos profissionais em estúdio, 1 microfone profissional com fio, 1 jogo de cordas para contrabaixo, 1 jogo de cordas para guitarra, 2 pares de baquetas e 1 suporte para instrumento, roupas novas e troféu.

O prêmio será de R$ 1 mil para a terceira colocada e a banda ganhará também a gravação de um single, 1 microfone profissional com fio, 1 par de baquetas e 1 suporte para instrumento e roupas novas para todos os integrantes, além do troféu.

“A primeira colocada ainda poderá ter como parte da premiação, sua música tocada nas rádios comerciais, estatais, web rádios e rádios comunitárias de todo Estado de Mato Grosso que aderirem e assimilarem a nossa proposta”, ressalta Levi.

Já no caso dos dançarinos, o casal que for escolhido pelo júri vai faturar R$ 1.500; o segundo colocado R$ 1.000 e o terceiro R$ 500.

“Vale ressaltar, a cadeia produtiva do lambadão é altamente independente e há anos tem se fortalecido por conta de seus próprios esforços, o que desejamos com este festival é que seus agentes ganhem um impulso”, explica o organizador. 

O lambadão é fruto de uma indústria fonográfica da música popular baseada em sistemas não-oficias de produção e comércio.

“Não basta apenas reconhecer que é patrimônio cultural. O lambadão também precisa de investimentos e esse festival é uma grande chance para os músicos tocarem em um palco grande, com som e iluminação de qualidade, camarim, toda a atenção especial que os músicos e dançarinos do lambadão merecem”, destaca.

O Festival é viabilizado graças ao termo de fomento nº 0428-2019 da Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar do deputado Dilmar Dal Bosco. Para a realização de seis edições com condições mínimas de profissionalismo, o valor direcionado é de R$ 363.173. O Festival de Lambadão é uma idealização da AMC em parceria com o Instituto Case. 

O Lambadão

O lambadão surgiu em meados de 1990 na baixada cuiabana, especialmente, graças à força de pioneiros em Poconé e Rosário Oeste e rapidamente se projetou por Cuiabá e Várzea Grande. O ritmo ganhou destaque nacional com a música "Ei amigo", de Chico Gil, cantor e compositor que recebeu o título de Rei do Lambadão.

Segundo pesquisadores, o lambadão é uma música híbrida, que resulta da fusão entre a lambada paraense, o ritmo regional rasqueado e o gênero de origem indígena, carimbó.

A história começa com os garimpeiros que foram em busca da promessa do ouro nos anos 1970 e 1980 rumo ao Pará e, dada a escassez do minério, voltaram e por aqui se estabeleceram, especialmente em cidades ribeirinhas como Cuiabá, Rosário Oeste, Poconé e Várzea Grande. Logo o rasqueado foi adicionado a essas influências, originando um ritmo que não se pode ouvir sem reagir.

Entre os pares – que podem ser de homem com mulher, de mulher com mulher e homem com homem – não tem espaço para preconceito, tem gente de físico e talentos diversos. 


MAPEAMENTO DA MEMÓRIA INDÍGENA - Gilda Portella

Mekukradjá – Círculo de Saberes é realizado pelo Itaú Cultural e reúne debates e exibições audiovisuais para discutir a resistência dos indígenas no Brasil contemporâneo. Tradição, renovação, cultura e política são temas abordados. Este mapeamento exibe a abrangência dessas conversas.

No mundo, são 5 mil povos indígenas, o que abrange 370 milhões de habitantes. No Brasil – que em 1500 contava com uma população autóctone estimada em 3 milhões – são listados 254 povos, com 896.917 pessoas e mais de 150 dialetos

Apresentado por Daniel Munduruku, o podcast Mekukradjá enfoca as vivências e as preocupações sociais, culturais, políticas e artísticas dos vários povos indígenas do Brasil.

Coluna em vídeo assinada por Daniel Munduruku apresentou questões indígenas

https://www.itaucultural.org.br/secoes/colunistas/poranduba

 Saiba mais aqui sobre o Mekukradjá aqui

https://www.itaucultural.org.br/sites/mekukradja/

Ouça todos os episódios já disponíveis clicando nos links abaixo ou em aplicativos especializados, como o Spotify ou o Apple Podcasts, no celular ou no computador – basta pesquisar o nome dos programas.

  1. Célia Xakriabá https://www.itaucultural.org.br/celia-xakriaba-mekukradja
  2. Davi Guarani  https://www.itaucultural.org.br/davi-guarani-mekukradja
  3. Fernanda Kaingáng https://www.itaucultural.org.br/fernanda-kaingang-mekukradja
  4. Tonico Benites https://www.itaucultural.org.br/fernanda-kaingang-mekukradja
  5. Ajuru Pataxó https://www.itaucultural.org.br/ajuru-pataxo-mekukradja
  6. Anápuáka Tupinambá https://www.itaucultural.org.br/anapuaka-tupinamba-mekukradja
  7. Severiá Idioriê https://www.itaucultural.org.br/severia-idiorie-mekukradja
  8. Marcos Terena https://www.itaucultural.org.br/marcos-terena-mekukradja
  9. Johnn Nara Gomes https://www.itaucultural.org.br/johnn-nara-gomes-mekukradja
  10. Genito Gomes https://www.itaucultural.org.br/genito-gomes-mekukradja
  11. .Daiara Tukano  https://www.itaucultural.org.br/secoes/podcasts/daiara-tukano-mekukradja
  12. Larissa Duarte https://www.itaucultural.org.br/larissa-duarte-mekukradja
  13.  Kamikia Kisedje https://www.itaucultural.org.br/kamikia-kisedje-mekukradja
  14. Darlene Taukane https://www.itaucultural.org.br/darlene-taukane-mekukradja
  15. Graça Graúna https://www.itaucultural.org.br/graca-grauna-mekukradja
  16. Edson Kayapó https://www.itaucultural.org.br/edson-kayapo-mekukradja
  17. Sandra Benites https://www.itaucultural.org.br/sandra-benites-mekukradja
  18. Taquari Pataxó  https://www.itaucultural.org.br/secoes/podcasts/taquari-pataxo-mekukradja
  19. Naine Terena  https://www.itaucultural.org.br/secoes/podcasts/naine-terena-mekukradja
  20. Anari Pataxó https://www.itaucultural.org.br/anari-pataxo-mekukradja

 

 Convidamos você para escutar mais um episódio da série de podcast Mekukradjá!

 A doutora em educação e autora do projeto Territórios Criativos Indígenas, Naine Terena, fala da cultura e do desenvolvimento da economia criativa indígena.

Escute já: http://bit.ly/2uFyvoo

 Doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Naine Terena é autora do projeto Territórios Criativos Indígenas, do antigo Ministério da Cultura e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que visa ao desenvolvimento da economia criativa entre quatro povos indígenas do estado. Este depoimento foi gravado em 2017.

Saiba mais sobre Naine Terena no Mapeamento do Mekukradjá.  

https://www.itaucultural.org.br/sites/mekukradja/?location=naineterena%C2%A0

 Coluna em vídeo assinada por Daniel Munduruku apresentou questões indígenas

https://www.itaucultural.org.br/secoes/colunistas/poranduba

 Saiba mais aqui sobre o Mekukradjá aqui 

https://www.itaucultural.org.br/sites/mekukradja/

 Ouça todos os episódios já disponíveis do podcast Mekukradjá aqui no site ou em aplicativos especializados, como o Spotify ou o Apple Podcasts, no celular ou no computador – basta pesquisar o nome dos programas.

 


Chapeuzinho Vermelho - O Musical é apresentado no Cine Teatro em Cuiabá - Gilda Portella

Chapeuzinho Vermelho - O Musical é apresentado no Cine Teatro em Cuiabá

Clássico infantil ganha nova e divertida versão apresentada pelo grupo Teatro Imagem.  

O capuz vermelho, a cesta de doces, a Vovó e o Lobo Mau pela floresta são elementos inconfundíveis do clássico conto da Chapeuzinho Vermelho. A história que todos já ouviram na infância ganha uma adaptação produzida e realizada pelo Grupo Teatro Imagem com muita aventura, diversão e trilha sonora inédita.

Chapeuzinho Vermelho - O Musical será  apresentado no Cine Teatro Cuiabá, no dia 01/02, às 19h30h. A peça tem duração de 60 minutos e classificação livre. 

Os ingressos têm valor de R$ 30 (meia e antecipado) e podem ser adquiridos na bilheteria do Cine Teatro, em horário comercial.

Na história, Chapeuzinho e seus amigos se aventuram na floresta do vilarejo à procura de um dramático Lobo Mau que ronda o lugar e assusta os moradores. A saga conta ainda com a ajuda especial de uma Vovó nada comum.

Além de toda a diversão e humor, o resultado da adaptação traz lições e valores importantes para os dias atuais. No desenrolar, são abordados de forma leve temas como amizade, compaixão, lealdade e o cuidado com a natureza.

Para Jaqueline Roque, diretora geral, "trazer uma abordagem atualizada de um conto clássico acaba gerando nas crianças e no público em geral uma proximidade com suas vivências reais. É incrível ouvir o feedback do público sobre como se enxergam nos papéis das personagens, seus conflitos e desejos. Sem dúvida, um espetáculo que agrada toda família".

No elenco do espetáculo estão os atores Juan Soares,  Santiago Santos, Thiago Fernandes, Gaby Proença, Caroliny Belo, Ludy Cinthia, Chrys Araujo, Matheus Amorim, Watila Fernando e Duda Dal Bello. 

O grupo também é composto por Xico Macedo (iluminação); Thiago Amorim (sonoplastia); Chrys Araujo e Ivy Costa (cenário e figurino) e participações de Henrique Ferreira, Queila Ribeiro e Cristopher Chaves.

Trilha sonora original

Chapeuzinho Vermelho - O Musical tem trilha sonora original composta pelo cantor e compositor cuiabano Cristopher Chaves.  As canções embalam as aventuras da personagem principal de seus amigos. As músicas também estão disponíveis para acesso nas plataformas digitais. 

Chapeuzinho Vermelho - O Musical

 

Quando: 01/02 (sábado)

Onde: Cine Teatro Cuiabá - Avenida Getúlio Vargas, 247, Centro.

Horário: 19h30

Classificação: Livre

Ingressos: R$ 30 (meia e antecipado)

Disponíveis na bilheteria do Cine Teatro ou pelo site 

https://www.guicheweb.com.br/evento/13699 

Mais informações nas redes sociais do grupo (@teatroimagem) ou pelos telefones (65) 99228 2645 e (65) 99272 3852.


PONTO DE CULTURA INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA OFICINAS 2020 - Gilda Portella

O Ponto de Cultura Flor de Atalaia está com OFICINAS de dança, arte e cultura, todas gratuitas!!!

 Participe!!!.

Acesse o link para fazer a sua inscrição:

 https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf1StKahQ9INsyimz2Yu9cY9r4AaNs7s1LUzHBkSK2u85qTWg/viewform?vc=0&c=0&w=1

 

 

 

Se você gosta de dançar Siriri não perca essa oportunidade de participar gratuitamente.

Faça a sua inscrição acessando: https://forms.gle/2vxGoW4GEwX8Dbfs7

 


Programação Samba 17 à 21/01/2020 - Gilda Portella

 


Programação Tabuleiro da Pérola Negra 16/01 à 19/01/2020 - por Gilda Portella

 

O Que É Que O Tabuleiro Tem?

O Tabuleiro da Pérola Negra, surge como refúgio e respiro. Do Vinil, Jazz, blues e Samba, a ancestralidade grita naquela ambiência linda cheia de arte. 

 No Cardápio da Casa, pratos regionais e também africanos.

O horário de funcionamento é de quarta a domingo a partir das 18:00h até às 22:00h. 

Aos Sábados e Domingos, a casa serve café da manhã e o famoso tchá com bolo cuiabano a partir das -7:30 e estica até o meio dia com um delicioso quebra torto. 

A programação segue recheada de arte musical da melhor qualidade

16/01 Quinta do Vinil- com o melhor da MPB

17/01 Sexta de Drinks, Jazz e Blues com Allan House e Mississipi Jr.

18/01  Sabadou Samba! Com Mariana Borealis, Laércio Honorato e Matheus

19/01 Domingando com Palco Livre!!! 

O Tabuleiro da Pérola Negra fica na Rua Aroeira número 210 no Bairro Jardim gramado!

 


Programação da Festa São Sebastião em Bocaina - Santo Antônio do Leverger/ MT por Gilda Portella

A programação da Festa de São Sebastião na Bocaina em Santo Antônio do Leverger é vasta e variada

Dia 25/01/2020 (Sábado)

08 h Procissão

10 h Missa Solene

12 h Almoço

14 h Matinê Dançante com o grupo Descontra Samba

20 h Cururu e Levantamento do Mastro

21 h Reza Cantada

00 h Sopa São Sebastião

 

Dia 26/01/2020 (Domingo)

05h30min Descida do Mastro

08 h Chá com Bolo

09 h Anúncio dos novos Festeiros

11h Apresentação do Siriri Flor do Cerrado

12 h Almoço

14 h Matinê Dançante com Ronny Black, Banda Ellus e Banda Novo Som

20 h Encerramento

 

Dia 27/01/2020 (Segunda-feira)

12 h Tradicional Feijoada

14 h Show de Prêmios Eletrônicos em prol do termino da Capela

 16 h Baile das Cozinheiras Banda Bom Balanço e Banda Scort Som

20 h Encerramento da Festa

 

A entrada é franca e quem quiser participar paga apenas a bebida consumida durante a festa.

 


FESTA SÃO BENEDITO DO MUTUCA por Gilda Portella

Festa de São Benedito.

Salve São Benedito, Benedito cozinheiro

Salve São Benedito, meu santo padroeiro

Me livre dos inimigos, me livre da traição,

Me livre da língua grande e me de sua proteção.

Salve São Benedito.

(Oração de São Benedito feita na Comunidade do Mutuca)

A Festa de São Benedito da Comunidade Quilombola  Mata Cavalo do Ribeirão do Mutuca  será dia 26 de Janeiro de 2020  das  07 h às 22 h “na casa da  festeira  Maria de Renata de Jesus e Narcisa Ferreira de Jesus, a “tia Coca”, na antiga residência da saudosa Mãe Rosa’’, como faz questão de ressaltar a Líder Quilombola Laura Silva. Marcando assim a tradição local que passa de geração a geração. A realização da festa celebra as manifestações socioculturais e religiosas que fortalecem ainda mais a historia, identidade e memória da comunidade quilombola. 

Nos dias que antecedem a festa a Bandeira de São Benedito vai de porta em porta nos sítios, fazendas e nas casas  de Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Várzea Grande. Visita-se as casas pra cantar e rezar; a família que recebe a Bandeira de São Benedito doa os alimentos que são preparados no dia da festa, quitutes típicos que são servidos aos integrantes da bandeira.

Conhecida como esmola ou Bandeira de Doação. A Bandeira é o símbolo da festa, é a materialização do sagrado, sendo recebida com grande respeito e devoção; é como se a casa ganhasse uma aura de sacralidade que irá proteger e abençoar toda a família. A Ritualística da bandeira: o dono da casa ajoelha-se ou inclina-se a cabeça e toca-a com a testa ou beijando-a, a seguir recebe a Bandeira nas mãos e então percorrem os cômodos da casa, num ato de fé e devoção que marca a identidade e a memória.   

Nos sábados que antecedem a festa preparam-se as barracas, o altar, as bandeirolas, com ajuda dos devotos. Esse trabalho coletivo nas festas religiosas, nas rezas, nas danças, nas musicas, na culinária enaltece a resistência do povo quilombola da Mutuca. Nestes preparativos as pessoas convivem, trocam experiências, contam “causos”, relembram e rememoram eventos e acontecimentos da comunidade. As crianças apreendem as atividades brincando,ouvindo, observando os mais velhos nesses rituais.

Alternâncias das estações do ano, dos acontecimentos e dos sentimentos (alegria e dor, fartura e escassez, nascimento e morte, lutas e vitorias rupturas e união), é o que mantém viva a chama da esperança e do amor que  une a comunidade. Na festa de São Benedito flui à força da existência e do invisível, é o espaço de relações afetivas e ancestrais. 

O som dos instrumentos Ganzá, Viola de Cocho e Mocho (banco de madeira com quatro pernas, revestido de couro de boi), as rezas cantadas, as batidas das mãos, os movimentos da Dança de São Gonçalo, do Siriri, as musicas do Cururuzeiros, improvisadas, entoadas em tons de desafios e repentes, contagia a todos com alegria, fortalece as ligações entre as gerações, reforça o sentimento de pertencimento e de coletividade.

O colorido das saias de chita, os lenços dos dançarinos, os saberes, os sabores, a plasticidade, a coreografia das danças, as afetividades, os sons das festas são compartilhados, recelebrados, revividos, reinventados, fortalecendo e valorizando a multiplicidade de identidades singulares e coletivas. Retomar as potencialidades criativas durante todos os anos ao cheiro de cravo, rosa e flor de laranjeira é poético e transcendental.

  • Dia 26 de janeiro
  • A partir das 07h Dança de São Gonçalo
  • 08 h Chá com bolo
  • 09 h Dança de São Gonçalo
  • 10 h Reza cantada
  • 11 h Cururu e o levantamento do mastro
  • 12:30 Almoço, depois baile, leilão, siriri. 

Após a celebração com a Dança de São Gonçalo, que compartilha fé, sentimentos, valores, crenças, alegria, têm o “quebra torto” chá com bolo que é ofertado a todos os presentes gratuitamente.

A preparação do almoço acontece de forma colaborativa que vai desde a coleta e preparação dos alimentos e distribuição; há partilha dos alimentos, da vida, dos tempos, dos espaços que marcam as relações humanas e a territorialidade.

Depois Leilão e Rifa. O encerramento das atividades é com um grande Baile animado pela banda Os Federais e Xodó da Mamãe.  Apenas será vendido refrigerante e cerveja, espetinho e pastel.

A líder quilombola Laura Silva junto com o grupo de Siriri e Cururu do Mutuca cantará musica de São Benedito: 

Meu são Benedito

Vosso manto cheira

Cheira cravo e rosa

Flor de laranjeira (refrão)

O que santo é aquele

Que vem lá de fora

É São Benedito

e nossa senhora

Meu São Benedito...(refrão)

O que santo é aquele

Que vem lá de dentro

É São Benedito

Que vai pro convento

Meu São Benedito...(refrão)

O que santo é aquele

Coberto de véu

É São Benedito

Que vai para o céu

Meu São Benedito...(refrão)

O que santo é aquele

Que vem no andor

É São Benedito

Com nosso senhor

Meu São Benedito...(refrão)

O que santo é aquele

Que vem da aurora

É São Benedito

e nossa senhora 

Meu São Benedito..(refrão)

O que santo é aquele

Que vem de Belém

Levai nossa Glória

Para sempre amem.


Amigxs do Samba por Gilda Portella

O empreendimento Tabuleiro da Pérola Negra, surgiu inicialmente com um truck food. Agora esse quilombo, como assim denomina a sócia proprietária Silviane Ramos. “É um espaço de respiro, arte, resistência! Ah! Tem muitas delícias e drinks!’’

O espaço foi inaugurado recentemente num show com a cantora Ana Cacimba, militante da cultura popular.

A ideia é fomentar a rede de produção negra da cena matogrossense, valorizando, sobretudo  as pautas raciais. 

O Espaço é uma casa acolhedora que inicia um movimento de artes, saberes e sabores. Assim nasce às atividades temáticas como os Amigos do Samba, Sexta dos Drinks e Jazz

Aos finais de semana é servido café da manhã Tchá com bolo, e um delicioso quebra torto!

E neste domingo, dia 12 de janeiro de 2020, o Tabuleiro da Perola Negra apresenta os Amigxs do Samba, com: Mariana Borealis,Laércio Honorato e Rodrigo Mendes, a partir das 17:30 h ate ás 22:00 h. Valor da entrada 10,00.

O espaço fica localizado no Jardim Gramado, rua aroeira número 210.

A produção fica por conta de Léia Santos contato 99965-1494

 


AZUL por Shirley Black - Cultura por Gilda Portella

*Azul da cor mar*

*Azul da cor do céu*

Azul dá muitas possibilidades de voar... e sigamos voando rumo à descobertas, entre cores, nuances, vôos e cantos!!!

Dia 29 será o primeiro Show de Shirley Black... e estamos super ansiosos em compartilhar seus vôos azuis com vocês. Terão muitas coisas novas e lembranças que passeiam voando pela minha vida e sonhos. Será um show muito especial e convido vocês para celebrarem com ela no dia em que ela completará 24 aninhos... cantando!

 

*DATA: 29 DE JANEIRO*

*HORÁRIO: 20H*

*LOCAL: CINE TEATRO CUIABÁ (SALA ANDERSON FLORES)*

 

*INGRESSOS: ENTRADA SOLIDÁRIA R$20,00 + 1KG DE ALIMENTO*

 

https://youtu.be/bP7i6kcOBNc

 


Instituto Cisco de Deus - Cultura por Gilda Portella

O Instituto Cisco de Deus, entidade não-governamental, visa incentivar a educação e apoiar comunidades carentes e crianças, com atendimentos médico, jurídico, psicológico, recreação educativa e concurso de poemas. Oportunizando mudanças na auto-estima, e na capacitação para buscarem um futuro mais próspero.

O Cisco de Deus apóia a Escola Irmão Praieiro, do bairro Jardim Vitoria em Cuiabá, que atende crianças carentes; a Associação Várzea-grandense de Pessoas com Deficiência, Idosos e Famílias Carentes, do bairro Cristo Rei; a Associação Luz de La Salette, em Várzea Grande, que  é gerida por freiras, onde são atendidas mais de 100 crianças carentes; as Obras Sociais Menino Chico,  com evangelização de crianças, jovens e adultos e a Campanha Auta de Souza, do Bairro Jardim Alá, em Várzea Grande; A Comunidade quilombola Ribeirão do Mutuca e Mata Cavalo; alguns bairros de Chapada dos Guimarães, receberam a Campanha do Agasalho e Cobertores.

As comunidades dos bairros Jardim Vitória, Altos da Glória, Novo Paraíso, em Cuiabá foram agraciadas com a Campanha do Natal, com entrega de brinquedos na véspera do natal, com Papai Noel personalizado.Ver o sorriso e o brilhos no olhar de cada criança é o  que alimenta o trabalho dos voluntários.         

 A Comunidade quilombola Ribeirão do Mutuca, na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, às margens da Rodovia MT 060, recebeu  “O Concurso de Poemas e Desenhos” para de crianças de 3 a 15 anos e em parceria com a Escola Jardim Quaraçá. Comemorou-se o Domingo de Páscoa”, com ovos da páscoa de chocolate e lanche para as crianças. A Comunidade quilombola Mata Cavalo – na casa da dona Estevina, onde foram distribuídas as doações (roupas, sapatos e alimentos) e o “Dia das Crianças” onde foram realizadas atividades recreativas, distribuídos brinquedos e lanches.  

Para o advogado Filipe Gimenes de Freitas, criador do Cisco de Deus, “esse ano o projeto prevê doze eventos, sendo no ultimo sábado do mês. sempre em caráter itinerante, a fim de beneficiar diferentes comunidades carentes”.

Uma das formas de obter recursos para os eventos é com a venda do livro CRISTÃO DO TERCEIRO MILÊNIO, da editora Aroe, e de autoria de Filipe o valor é de R$ 30,00 (trinta reais) e pode ser encontrado nas Livrarias Janinas de Cuiabá ou pelo site https://www.janina.com.br/produto/cristao-do-terceiro-milenio-um-convite-a-mergulh-265574


Quartajazz no Fuzuê Bar e Boemia / Caderno Cultura - Gilda Portella

Dia 8/1 - quarta feira as 19:30 h tem inicio a Quartajazz no Fuzuê Bar e Boemia.

O Fuzuê Bar e Boemia: é um bar novo que fica na Rua Governador Rondon, 737, Centro de Cuiabá (o bar é na Praça da Mandioca, uns 40 metros a frente do coreto, subindo a rua na direção da av. Mato Grosso) 

Quem dará o pontapé inicial nesse novo ciclo de sons é o quarteto formado: Pedro Oleare (guitarra), Igor Mariano (teclados), Thiago Costa (bateria) e Paulinho Nascimento (baixo acústico). No repertório, muita música brasileira e jazz. Vale a pena Conferir


Festas no Quilombo Mutuca - Cultura / Gilda Portella

Caderno Cultura I Gilda Portella

A ideia de escrever um livro sobre as mulheres do quilombo Ribeirão de Mutuca partiu das próprias quilombolas como forma de fechamento de um curso ministrado pelo Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA, do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) entre os meses de agosto a novembro de 2016, em meio ao doutoramento de duas pesquisadoras: Giseli Dalla Nora e Rosana Manfrinate. O livro traduz as narrativas das mulheres sobre sua história, sua a memória coletiva, o aprendizado delas ao longo de sua vivência.  A comunidade é narrada pelos seus olhares, suas identidades, sua cultura, entremeados no livro pelas reflexões das teorias da Educação Ambiental e da Justiça Climática tecidas no GPEA.  Encontra-se neste estudo o que ser mulher no quilombo, sua relação com a natureza nas curas, orações, culinária e no calendário de festas da comunidade. Partilha de conhecimento e saberes, partilhas de sonhos e imaginário.  O livro apresenta uma partilha da academia e da comunidade quilombola. Todas as participantes do curso são autoras do livro, um total de 39 pessoas.

 As festas tem um planejamento, contendo sua preparação, como convidam as pessoas, como arrecadam os donativos e o desenvolvimento nos dias das festas, pois envolvem muitos convidados e onde todos recebem o convite para o próximo ano.  As mulheres quilombolas nos revelaram pela oralidade 18 festas ao longo dos 12 meses do ano, onde destacam com mais detalhes quatro festas para o livro.  As festas são motivos para vários estudos e o GPEA tem pesquisas como a realizada por uma das coordenadora do curso,  Lucia Shiguemi Isawa Kawahara, que mapeou em sua tese o calendário cíclico de festas em São Pedro de Joselândia que envolve todo o Distrito de mesmo nome, no município de Barão de Melgaço, Mato Grosso.  Com este estudo como guia, as mulheres de Mutuca foram relatando e escrevendo sobre as festas na comunidade que envolvem pessoas não só do Quilombo, mas de todo o município de Nossa Senhora do Livramento, de Poconé, de Várzea Grande, de Acorizal, de Rosário Oeste e de Cuiabá.  As festas durante o ano são, na sua maioria, religiosas, oriundas de promessa aos santos, mantidas pelas famílias em agradecimento à graça recebida. Tem rezas, cantorias, missas e em homenagem aos santos as danças do Cururu e do Siriri. 

Assim, uma dessas festas destacadas por elas no livro é a de São Benedito e de São Gonçalo, realizado na casa de Dona Maria Renata de Jesus,  que por ocasião do dia de São Gonçalo é comemorado em janeiro, sendo que 2020 estão convidando para o dia 26/01. É uma festa onde podemos conhecer o ser quilombola, os respeitos à ancestralidade, à gratidão divina e à natureza pela saúde e graças alcançadas.  Tem as tradicionais comidas do quilombo, bem como o cururu e a dança de São Gonçalo. É festa, é dádiva recebida, comemorado com graça e devoção, e alegrias.  É a comunidade negra abrindo sua casa para comemorar sua história.

O livro “As Fazedoras de Saberes: Diálogos das Mulheres Quilombolas do Mutuca com a Educação Ambiental, Gênero e Justiça Climática”, organizado pelas autoras do GPEA, Giseli Dalla Nora, Rosana Manfrinate, Denize Aparecida Rodrigues de Amorim, Cássia Fabiane dos Santos Souza, Lucia Shiguemi Isawa Kawahara e Michèle Sato, foi publicado pela Editora Appris.  Foi lançado pela primeira vez em agosto do ano passado no barracão da Associação da comunidade Ribeirão do Mutuca e em novembro do mesmo ano, na Roda de Conversa “Mulheres Negras Inspiram”, coordenado pelo Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso, em Cuiabá.  O exemplar pode ser adquirido por compra em vários sites de vendas na internet.  Incentivamos a Comunidade Quilombola Ribeirão do Mutuca ir descrevendo, fotografando, filmando, narrando cada uma de suas festas, sendo uma história contada por ela às novas gerações e para ser amplamente divulgada sua cultura e identidade.

Denize Aparecida Rodrigues de Amorim, doutorando em Educação, pela UFMT.


A Festa dos Santos Reis, tradição de Juscimeira.

Gilda Portella I Caderno Cultura

A Festa dos Santos Reis, tradição de Juscimeira.


Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa
De Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquisito
Mas é o dia da festa
De Santo Reis...
(Trecho da musica “A Festa do Santo Reis” de Tim Maia)
Eles chegam tocando, cantando, dançando e rezando ao som das flautas de
pífano, zabumba, pandeiros, triângulos, reco-reco e violão, e na mão a
bandeira da Folia dos Santos Reis, enfeitada de símbolos religiosos e fitas
coloridas. Eles vão levando cânticos de alegria e amor, orações musicadas,
danças em forma devoção e fé, as improvisações poéticas dão sabor e tom
performático para que devotos e foliões experimentem a força que os
revigorará na caminhada de onze dias celebrando o nascimento do menino
Jesus.
A riqueza das praticas e das representações culturais e religiosas demanda
que os foliões expressem suas sensibilidades devocionais com o corpo. O seu
corpo é a matéria viva que ora respira, ajoelha e levanta, ora emociona,
transpira, canta, dança e reza e assim estabelece relações com a comunidade,
com a identidade e a memória coletiva.
A festa popular folclórica de Juscimeira começa dia 26 de dezembro na
residência do Quincas, onde há uma lapinha (presépio), onde se reza o terço,
faz-se a louvação á Nossa Senhora Aparecida; tudo isso ao som de musicas
sagradas e ancestrais, os fogos de artifícios deixam a atmosfera mais
emocionante e contagia os corações. Os olhos dos foliões e devotos ficam
marejados de emoção e amor durante a cerimônia. O clima sagrado e profano
envolve a todos que irmanados em único sentimento de fraternidade e devoção
ao Santos Reis. Depois das orações é servido um jantar para todos os
presentes.
A festeira deste ano é Gisely F. de C. Mendonça, filha do folião e devoto
Joaquim Ferreira de Carvalho, o Quinca. O mestre Quinca acompanha a festa
de religiosidade e manifestações culturais, desde a infância. Já se vão quase
50 anos de dedicação a folia dos Santos Reis que se mantém viva em seus
costumes e crenças revelando a identidade cultural e a memória do seu povo.
A Bandeira com a Folia dos Santos Reis sai nos dias seguintes e percorre a
região entre as cidades de Dom Aquino e Juscimeira, visitando as residências
nos dois municípios. Marca a festividade os cânticos aos Santos Reis, o
recolhimento dos donativos geralmente gêneros alimentícios com o qual fará
um jantar no dia 06 de Janeiro no salão de festa das Obras kolping.
O jantar distribuído gratuitamente a todos os devotos e foliões que
comparecem pra ver a lapinha e rezar o terço. Logo a seguir é feito a coroação
do festeiro do ano seguinte. A festeira Gisely explica como funciona a coroação
da Folia de Santos Reis: “os próprios foliões escolhem o festeiro, se alguém
tem algum voto ou alcançou alguma graça também pode ser festeira. Sou
devota desde criança, tenho uma promessa com Santos Reis dou um jantar a

eles todos os anos inclusive é amanha o jantar na minha casa, moro em Santa
Elvira pertinho de Juscimeira”.
Tomei a liberdade de chamar de mestre Quinca porque vem ensinando sua
família e adeptos a dar continuidade ao ritual da folia de Santos Reis. Vi
crianças, jovens e membros da Comunidade Bom Jesus trocando experiências
ao se apresentar durante a missa domingueira da matriz de Juscimeira.
Estudiosos da cultura popular dizem que os foliões são especialistas populares
que reconstroem, readaptam, resignificam as representações, as apropriações
e praticas a dinâmica da vida na cidade. Manifestam a sua fé através de rituais
que incluem diversas expressões (musicais, performances e plásticas)
constituem-se assim um importante recurso da historia cultural, historia das
religiões, oral e do patrimônio imaterial brasileiro que deve ser salvaguardado
não só pelos órgãos oficiais (municipal, estadual ou federal) mas também pela
comunidade local, verdadeira detentora do saber e da qual depende a efetiva
pratica pela transmissão para as futuras gerações


Cine Teatro Cuiabá recebe mais de 50 mil pessoas em 2019

Um espaço de convivência que reúne diferentes manifestações artísticas e múltiplas linguagens culturais. Assim é o Cine Teatro Cuiabá, palco do cinema e das artes cênicas mato-grossense, que atrai plateias de todas as idades para sentir e pensar os espetáculos, filmes e debates realizados no espaço cultural.

Em 2019, o Cine Teatro Cuiabá alcançou mais de 50 mil pessoas, levando arte e cultura para o público que circulou nos 198 espetáculos de teatro, música e dança, realizados ao longo dos doze meses do ano. Além disso, foram 80 sessões de cinema exibidas e, vale lembrar, o espaço é um importante pólo de formação nas artes cênicas. No Cine Teatro Cuiabá, funciona a MT Escola de Teatro, que já está na terceira turma de alunos e formou 33 artistas no curso superior de tecnologia do teatro. Hoje, todos atuam profissionalmente nas áreas de teatro, cinema e televisão. 

“O Cine Teatro Cuiabá é um dos mais importantes equipamentos culturais do Estado e cumpre o papel de oferecer uma programação acessível e diversificada para a população. Outro diferencial é o fato de ser um espaço de ocupação e valorização dos artistas e grupos locais, que, cada vez mais, contam com o Cine Teatro para mostrar a sua arte para o público mato-grossense. Fechamos 2019 com todas as expectativas superadas”, comenta o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Benitez.

Caminhos da Cultura no Cine Teatro Cuiabá
Créditos: João Felipe | Secel

Nesse contexto, para relembrar a programação diversificada, podemos citar vários espetáculos promovidos ao longo do ano. O espaço foi palco de duas edições da Mostra de Cenas, com peças teatrais apresentadas pelos estudantes e artistas da MT Escola de Teatro. E recebeu o Festival de Cinema Tudo Sobre Mulheres, uma itinerância do Cine Caramelo – Festival de Cinema Infantojuvenil de Porto Alegre, e o Festival Minuto.

No espaço, houve um recorte do seminário do projeto Rumos Itaú Cultural, com apresentação do edital 2019/2020 para os artistas e produtores culturais de Mato Grosso. Shows nacionais como o de Roberta Campos, Rubel e Vanguart, além do Queen Reviving, animaram o público adulto. Para as crianças, os destaques foram a turma do Baby Shark, da Patrulha Canina e do Rei Leão. Houve também muito riso com as comédias de stand up.

Artistas e grupos regionais marcaram presença no palco, estrelando shows de música, dança e espetáculos teatrais. Entre eles, Vera Capilé, Ana Rafaela, Instituto Flauta Mágica, Nico e Lau, Billy Espíndola, Sarah Mitch, Eduardo Butakka, Thyago Mourão, Cena Onze, Theatro Fúria, Grupo Penumbra, Coro Experimental MT, Lucas Koester, Teatro Imagem, Cia Pessoal de Teatro, André D’Lucca, Coletivo Atro, Coletivo Cia de Teatro Porão, Amaury Tangará, Cia de Teatro Barata, Grupo de Siriri Flor do Campo, Caio Mattoso, Karola Nunes e muitos outros. Teve ainda apresentações de grupos haitianos no Festival Gospel Kreyòl, apresentação de capoeira, concurso de miss, exposições de artes visuais e lançamento álbuns e livros.

Abertura da Mostra de Cenas
Créditos: João Felipe | Secel

Em homenagem aos 300 anos de Cuiabá, o projeto Encontros com Cinema trouxe a Sessão Realizadores de Mato Grosso, com opções de filmes de produtores regionais. Também houve o Ciclo Hitchcock, que relembrou as principais obras do mestre do suspense, Alfred Hitchcock. Um dos marcos na programação do Encontros com Cinema foi a exibição do filme Bacurau, premiado e aclamado pela crítica e público. As sessões do longa de Kleber Mendonça Filho lotaram o palco principal do Cine Teatro Cuiabá, destacando-se por esgotar os ingressos enquanto ainda havia procura por lugares na plateia.

Outro projeto de cinema no espaço cultural foi a Mostra Vitrine, que, pelo terceiro ano, trouxe ao público mato-grossense produções de longa-metragem destaques e/ou premiados em diferentes festivais internacionais. Para o público infantil, o projeto A Escola Vai ao Cine Teatro ofereceu sessões de animações para estudantes e professores de escolas de Cuiabá e Várzea Grande.

A programação de 2019 foi encerrada neste mês. Segundo o diretor artístico do Cine Teatro Cuiabá, Flávio Ferreira, a equipe de gestão do espaço está aproveitando o fim de ano para fazer manutenções rotineiras e garantir um espaço com qualidade técnica para as apresentações dos artistas e conforto ao público. Porém, adianta que a agenda de 2020 está sendo montada e ainda em janeiro o Cine Teatro Cuiabá reabre as portas para a população.

Abertura da Mostra de Cenas
Créditos: João Felipe | Secel

“Para nós foi uma surpresa a quantidade de pessoas que se apresentaram no Cine Teatro em 2019. A partir do momento em que a gente vê essa grande procura pelos artistas e pelo público, todos os espaços tomados, o palco principal, a sala Anderson Flores, a biblioteca e a MT Escola de Teatro, ficamos emocionados de poder fazer parte dessa história. É gratificante saber que o público e a cultura regional estão ganhando nesse momento tão difícil para a cultura no país”, comentou Flávio.

Cine Teatro Cuiabá

Inaugurado em 23 de maio de 1942, o Cine Teatro Cuiabá faz parte da cultura e da história cuiabana. Construído em área central da cidade, na Avenida Getúlio Vargas, ao lado do antigo Grande Hotel, oportunizou grandes espetáculos cinematográficos e cênicos até fins da década de 60. Tornou-se patrimônio tombado em 1984, e foi desativado em 1997 por problemas administrativos e sanitários. Passou por reforma, restauro e revitalização, reabrindo as portas em 2009.

Além do palco principal, para 515 pessoas, conta com um espaço para espetáculos menores, a Sala Anderson Flores.  Há também a MT Escola de Teatro e a biblioteca com um acervo de 2.000 livros físicos e 1.200 obras virtuais.

O Cine Teatro Cuiabá é um equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) que possui gestão compartilhada com a Associação Cultural Cena Onze, desde 2016.

Mayke Toscano - Secom/MT

Serviço:

Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 247 - Centro, Cuiabá - MT, 78005-600. Telefone: (65) 2129-3848, email: [email protected] e site: http://cineteatrocuiaba.org.br/


Cultura com amor

Cultura com amor

A renomada e badalada artista plástica Gilda Portella acaba de aceitar convite feito pela equipe do jornal Veja Popular para assinar a coluna de cultura que leva seu nome. Historiadora suas telas sempre tem um fundo ligado a evolução e comportamento da sociedade num geral. Sua arte tende a apontar a evolução  e a  falta da mesma, mostrar o comportamento, as várias formas da fé e o ciclo da evolução do homem na terra. Muito dedica na arte de amar a arte recebeu o convite e agora é colunista de cultura no jornal que está de cara nova com uma nova roupagem para levar notícias e informações de qualidade aos seus leitores.  Com grande competência a artista agora vai nos encantar  também com as badalações culturais e divulgar a arte que é tão rica e vasta em nosso estado. Para acompanhar o trabalho e Gilda Portella acesse http://www.vejapopular.com.br/



Luau da Virada - Cultura por Gilda Portella


Cultura por Gilda Portella

Antes de 2020 ainda tem um super show com Wellington Berê, Ton Rock e Tocandira no Kartell em Cuiabá sexta 27/12 às 22 horas


Museus de MT apresentam balanços de atividades da Temporada 2019

No Dia do Museólogo, quatro dos mais importantes museus da capital destacam média de público visitante durante o ano e exposições que marcaram a temporada

No Brasil, o Dia do Museólogo é comemorado todo 18 de dezembro. Pensando nisso, resolvemos rememorar a trajetória de conquistas dos museus e galeria sob a salvaguarda do Estado, durante a produtiva Temporada 2019. 

A propósito, a reabertura dos museus é uma prioridade da nova gestão da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, compromisso firmado pelo secretário Allan Kardec nos primeiros dias de seu mandato. Quase doze meses após assumir a pasta, o secretário parece estar contente com os resultados alcançados até aqui.

“Estamos comprometidos com reabertura dos museus e, mais que isso, mantê-los abertos com programações atrativas e de qualidade. Este foi um ano de muitas conquistas para os museus de Mato Grosso. Tivemos a reativação e reestruturação de quatro importantes aparelhos públicos [Arte Sacra, Casa Dom Aquino, Galeria Lava Pés e Residência dos Governadores]. E estamos trabalhando para que em 2020, todos os museus da capital estejam em pleno funcionamento. Para o ano que vem, vamos reativar ainda o Museu de Arde de MT e o Museu Histórico, este último já em obras”, adianta Kardec.

Entre estreias, reinaugurações, reformas e muitas exposições, quatro museus de Mato Grosso superaram as expectativas no que diz respeito ao público visitante. Vale lembrar que Mato Grosso integrou este ano a 17ª Semana Nacional de Museus. Confira o balanço de atividades da Temporada 2019 dos museus da capital.   

Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Marcos Vergueiro

Após dois anos fechado para visitação, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT) reabriu as portas em 2019 com novas alas, mais acessibilidade e um acervo de valor imensurável a população. De acordo com a coordenadora do Museu, Viviene Lozzi, aproximadamente dez mil pessoas visitaram o MASMT na Temporada 2019.

“O Museu de portas abertas novamente é uma conquista da sociedade. Nosso objetivo é fazer com que o aparelho se recoloque novamente para a sociedade, com atividades educativas e culturais, pesquisas e preservação do patrimônio. Estamos no caminho certo”, diz Viviene Lozzi.

Vale ressaltar que o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso está trabalhando arduamente na formação de público. Além de abrir as portas aos fins de semana, o que não ocorria antes, seu programa educativo tem o foco em atendimentos escolares, universidades e agências de turismo.

“Percebemos que, pela primeira vez, as visitas espontâneas superaram o público de agendamento. Isso já é fruto do nosso empenho em formar novos públicos e, claro, da abertura do Museu aos fins de semana. Além dos eventos paralelos que trazem outro tipo de público. Nosso público escolar atendido de 13 de julho a 31 de outubro foi 1123 visitantes, número bem inferior ao público espontâneo. Isso significa que a população tem procurado mais os espaços museológicos”, explica Viviene.  

Um dos grandes destaques dessa nova fase do MASMT é a ala reservada aos retábulos da antiga catedral, Igreja Bom Jesus de Cuiabá. São dois altares dos séculos 18 e 19, com 8 metros de altura cada, um neoclássico e outros barroco rococó, expostos pela primeira vez desde que a antiga Catedral foi demolida, em 1968.

Outra novidade é o espaço reservado a instrumentos musicais. Lá estão expostos um piano de estante e um órgão de pedaleira, instrumentos que já pertenceram a Igreja do Bom Jesus de Cuiabá do período colonial.

Além de encontros, cursos e palestras, duas exposições temporárias marcaram a Temporada 2019 do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso: a exposição fotográfica Festas Religiosas de Cuiabá, que reuniu trabalhos de 14 importantes fotógrafos de Mato Grosso; e a exposição Narrativa de Ficção, com obras da artista plástica Marly Silva, em cartaz até janeiro.

Por fim, o Museu de Arte Sacra e a Paróquia Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho realizam a partir desta semana (17 a 22/12) o Natal de Luz. O evento é beneficente e contara com diversas apresentações culturais alusivas as comemorações natalinas.

Aberto a visitação de quarta-feira a domingo, sempre das 9h às 17h, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso está localizado ao lado da Igreja do Bom Despacho, no complexo Seminário Nossa Senhora da Conceição.  

Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso – Ação Cultural assina em conjunto com Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer a gestão compartilhada do O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso por meio do termo de colaboração nº 1393/2018.

Museu de História Natural Casa Dom Aquino

Cláudio Marchiori

Após três meses de reformas, o Museu de História Natural Casa Dom Aquino está de portas abertas novamente. Considerando o tempo fechado para reparos e novas edificações, a Casa Dom Aquino recebeu quase cinco mil visitantes, entre agendamentos escolares e visitas monitoradas, na Temporada 2019, de acordo com a coordenadora Suzana Hirooka. 

Além de constantes cursos e oficinas, o Museu de História Natural está acessível à visitação de terça-feira a sábado, sempre das 8h às 18h e aos domingos das 8h ao meio dia.  A nova fase do Museu apresenta importantes mudanças, tanto na parte estrutural da edificação quanto no acervo, que agora conta com uma nova ala da exposição permanente e uma reserva técnica novinha.

“Até pouco tempo atrás, todo material arqueológico e paleontológico descoberto em Mato Grosso seguia para outras regiões do país ou mesmo para o exterior, com a desculpa de que aqui em Mato Grosso não tínhamos um espaço adequado para acondicionamento. Com a nova reserva técnica, isso não voltará a acontecer. Agora temos um espaço tão bom quanto o de qualquer outro museu do mundo”, garante Suzana Hirooka.

Entre as mudanças estruturais, destaque para reparos e substituição parcial do telhado, esquadrias, substituição de toda a parte elétrica e banheiros com acessibilidade. Sobre o acervo, à exposição permanente do Museu somou-se a ala de mascaras sagradas dos povos waurá e uma reserva técnica que segue os padrões internacionais de museologia.

Além disso, um novo cenário representativo do homem pré-histórico, composto por um bio lago com cascata, rochas naturais e peixes silvestres da bacia do Rio Cuiabá, foi construído. O monumento é uma representação do período holoceno, que corresponde aos últimos dez mil anos de evolução. Para melhor retratar a época, foram instaladas no lago, estátuas de barro alusivas ao paleoíndio, em tamanho real, esculpidas pelo artista plástico Junne Fontenele.

Com um amplo acervo distribuído entre a exposição aberta ao público e itens salvaguardados cuidadosamente na reserva técnica, o Museu de História Natural Casa Dom Aquino é gerenciado pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS) juntamente com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso e tem como parceiros o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ministério da Cultura, Grupo Terna e as Usinas Hidrelétricas (UHE) Sinop e São Manoel. 

O Museu Casa Dom Aquino está localizado na Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Dom Aquino, Cuiabá (MT). 

Galeria de Artes Lava Pés

SecomMT

Quatro diferentes exposições marcaram a Temporada 2019 da Galeria de Artes Lava Pés. Localizada no piso térreo da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o espaço, aberto de segunda-feira a sexta-feira, sempre das 8h às 18h, recebeu neste ano, aproximadamente, seis mil visitantes, de acordo com a Superintendência de Patrimônio Histórico e Cultural, Vicente Paulo.

“Estamos felizes com essa retomada da Galeria Lava Pés, numa sequência muito interessante de novas exposições, valorizando sempre a diversidade das linguagens artísticas, bem como, os artistas de várias regiões de Mato Grosso”, comemora Allan Kardec.

Logo no início do ano, no mês de fevereiro, a Galeria Lava Pés estreou a temporada com a exposição coletiva Entre Formas e Cores, reunindo obras de Rosylene Pinto, Janderson Cavalcante, Benedito Silva, José Pereira, Rimaro e Osiris Paulo.

Em abril foi a vez da exposição O Egito Sob o Olhar de Napoleão, na Coleção Itaú Cultural, que chegou a Galeria Lava Pés com um deslumbrante acervo voltado ao conhecimento científico no período das grandes conquistas napoleônicas. Cuiabá de volta a rota das grandes exposições nacionais.

Com obras de Vitória Basaia, Gonçalo Arruda, Junne Fontenelle, Marcelo Velasco e Miguel Penha, a exposição coletiva Sen[s]ação esteve em cartaz na Galeria Lava Pés entre os meses de junho a outubro.

Reservada para a última exposição da Temporada 2019, a mostra coletiva Olhares Cuyaverá, em cartaz atualmente, segue até janeiro de 2020, exibindo uma seleção de 300 fotografias que reverenciam a capital mato-grossense no ano de seu tricentenário. 

Museu Residência dos Governadores

SecomMT

Durante 45 anos, a Residência dos Governadores abrigou 14 dirigentes do Estado e suas famílias. Atualmente tem funcionalidade museológica, mais um equipamento cultural que expões de forma permanente e didática itens do antigo mobiliário, pratarias, louças, entre outros objetos antigos.

Administrado pela Superintendência de Patrimônio Histórico e Cultural da Secel, entre visitas monitoradas, agendamentos escolares, saraus e encontros o Museu Residência dos Governadores recebeu aproximadamente dois mil visitantes, em 2019.

“Tive o privilégio de transformar este lugar num museu, em 1986. Resolvi transformar esse patrimônio que durante mais de 40 anos serviu de residência oficial dos governadores de Mato Grosso. Começou com Júlio Müller na década de 30 e foi até Júlio Campos, em 1986. Hoje é um patrimônio lindo, com os moveis, as pratarias e vestuários antigos a serviço da comunidade”, relembra o ex-governador Júlio Campos.

O Museu Residência do Governadores está localizado na Rua Barão de Melgaço, 3565 - Centro Norte de Cuiabá e fica aberto ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 09h às 17h. 


Secel prorroga inscrições do Edital de Literatura

Prazo para escritores, artistas e produtores culturais inscreverem projetos no edital foi estendido para 10 de janeiro.

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) prorrogou o prazo de inscrições do edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense. Agora, escritores, artistas e produtores culturais têm até 10 de janeiro para inscreverem suas obras e projetos literários de fomento à leitura no concurso. Ao todo, serão R$ 600 mil em investimentos.  

O secretário titular da Secel, Allan Kardec Benitez, explica que a prorrogação ocorreu para melhor atender aos municípios do interior. Em reunião da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), realizada nesta segunda (16.12), na Secel, gestores municipais trouxeram a demanda justificando a necessidade de mais tempo para que os escritores, artistas e produtores culturais residentes fora da capital possam finalizar os projetos com mais calma e consigam esclarecer todas as dúvidas referentes ao edital.

“Muitas prefeituras oferecem um apoio para artistas, escritores e produtores locais, esclarecendo dúvidas e ajudando na finalização das inscrições. Como o edital prevê que 60% das propostas premiadas sejam de municípios do interior, até para atender a esta premissa do edital, acatamos o pedido e entendemos que esta prorrogação não prejudica o processo. Acreditamos também que é mais uma oportunidade para aqueles que ainda não se inscreveram participem”.

Além disso, o secretário Allan ressaltou que, para garantir a igualdade de tratamento, a Secel incluiu um item de retificação. Neste caso, tendo em vista a mudança do cronograma, os proponentes dos projetos já inscritos poderão resgatar o processo na Secel para aprimorar a proposta, caso tenham interesse.

Com a alteração no prazo de inscrições, muda também o cronograma geral do edital. Assim, o resultado final será divulgado em 06 de março de 2020, e não mais em fevereiro, como estava previsto antes.

Ao todo, serão premiadas 30 obras, sendo 15 obras literárias distribuídas entre prosa, poesia, juvenil, infantil e revelação, e mais 15 projetos de fomento à leitura nas categorias contador de história, mediador de leitura, formação de mediadores e oficina literária. 

Para a inscrição, o candidato deverá enviar os documentos exigidos no edital via correio ou protocolar diretamente na sede da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), localizada em Cuiabá. A retificação sobre inscrições, e os demais documentos referentes ao edital estão publicados e disponíveis no site www.cultura.mt.gov.br/editais

Serviço:

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) está localizada na avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), 510, bairro Duque de Caxias, Cuiabá-MT, CEP: 78043-300. O horário de funcionamento do protocolo é das 8h às 12h – 14h às 18h. Para mais informações sobre o edital: (65) 3613-9240/9230


Iniciativa da Secel leva dois mil estudantes a museus, igrejas, bibliotecas e teatro

Para crianças, jovens e adolescentes que estudam na rede pública estadual de ensino, o ano de 2019 será marcado por uma nova experiência, daquelas que a gente guarda na memória para contar ao longo da vida. Para a maior parte dos cerca de dois mil estudantes contemplados pelo projeto Caminhos da Cultura, foi inédito conhecer museus, igrejas históricas, biblioteca e teatro.

Quando Flaviana Martins, 14 anos, saiu de casa para mais um dia de rotina escolar e foi convidada a participar de um tour pelos museus, confessa que achou a ideia meio entediante. Mas foi surpreendida.

“Achava uma coisa chata. Mas neste primeiro contato, gostei dessa experiência com a arte e a história. Foi uma novidade, eu não tinha interesse e nem oportunidade. Depois de estar na galeria e no museu, eu e alguns colegas criamos um grupo de whats para combinarmos de ir em outros espaços”, revela a estudante da 8ª série da Escola Estadual Padre Antonio Panarotto, localizada no CPA IV.

No dia em que participou do Caminhos da Cultura, o grupo visitou a Galeria de Artes Lava Pés e o Museu de História Natural Casa Dom Aquino.

Flaviana, no Cine Teatro Cuiabá.
Créditos: João Felipe | Secel

O projeto Caminhos da Cultura consiste em promover a inclusão cultural de estudantes de escolas públicas e comunidades de Cuiabá e Várzea Grande, viabilizando a visitação a espaços que oferecem arte, cultura e história.

Nessa primeira fase, em dois meses de execução, foram contemplados estudantes e professores da rede pública estadual, além de 100 trabalhadores das empresas de transporte parceiras, que visitaram museus, galeria de arte, biblioteca, teatro, pontos turísticos e igrejas, todos localizados em Cuiabá.

“Quando se fala de falta em acesso, muitas vezes o pensamento comum é de cidades ou comunidades distantes. Pelo contrário, o Caminhos da Cultura mostrou que, por diversas razões, mesmo morando em Cuiabá e Várzea Grande, próximo aos principais equipamentos culturais do Estado, quase todos os alunos ainda não conheciam nenhum dos espaços incluídos no projeto. Não foi uma surpresa, pois sabemos da situação de vulnerabilidade presente em muitas famílias desses estudantes. Mas foi uma condição que nos sensibilizou e mostrou a importância desse projeto para garantir acesso à cultura e contribuir para a formação humana e cidadã dessas crianças, jovens e adolescentes”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec.

Allan Kardec Benitez, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel)
Créditos: João Felipe | Secel

Morador do Pedra 90, Roberto Júnior Feitosa, 15 anos, conta que sempre teve curiosidade de conhecer o Museu de História Natural Casa Dom Aquino. Por meio do Caminhos da Cultura, ele, que estuda na Escola Estadual Rafael Rueda, foi presenteado com uma visita ao espaço, e de bônus veio o Museu de Arte Sacra. “Estar em dois lugares que trazem a história da formação de Cuiabá foi melhor do que eu imaginava”.

Proposta pedagógica

Elen Prates, que integra a equipe do Caminhos da Cultura representando a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), explica a importância do projeto para uma proposta pedagógica voltada a projetos de vida, e não apenas a formação educacional. Por isso, inicialmente, foram escolhidas para participar as escolas plenas, que funcionam em tempo integral, e têm um direcionamento neste sentido.

“Quando nos referimos a projetos de vida, pensamos no ser humano que queremos ser. Neste caso, o acesso à cultura é fundamental porque a arte é intrínseca ao ser humano, e apreciar a arte faz bem ao coração, faz diferença na vida desses estudantes. Além disso, quando levamos para sala de aula discussões a respeito da cultura, estamos trabalhando também o autoconhecimento, e a construção do pai, da mãe, do cidadão que queremos para esse mundo”, complementa Elen.

Elen Prates - Seduc
Créditos: João Felipe | Secel

Nesse sentido, ela explica que, para a proposta pedagógica, não era apenas uma aula de campo. “Os professores foram capacitados previamente, conheceram os espaços e planejaram a visita dos visitantes. Depois trabalharam o conteúdo em sala”.   

Por algumas vezes, por falta de interesse e preferência pela internet, Maria Eduarda Ramos, 14 anos, recusou o convite da mãe para ir ao teatro. Na escola, por outro lado, para fugir um pouco do dia-a-dia da sala de aula, ela e os amigos toparam participar do roteiro do Caminhos da Cultura. No dia, visitaram o Museu de Arte Sacra e a Igreja Matriz e a Igreja do Rosário e São Benedito.

“Saí da zona de conforto, e me surpreendi. Fizemos um resumo sobre a atividade, discutimos em sala. Se rolar outro convite, agora eu sempre irei”, comenta. Ela é estudante na Padre Antonio Panarotto, do CPA IV.

Maria Eduarda, no Cine Teatro Cuiabá.
Créditos: João Felipe | Secel

Encerramento do projeto em 2019

Para fechar as atividades do Caminhos da Cultura em 2019, a Secel reuniu as instituições e empresas parceiras para compartilhar os resultados da iniciativa, na tarde desta quarta-feira (04.12), no Cine Teatro Cuiabá. Na ocasião, além dos números expressivos apresentados pela coordenação do projeto, estudantes e professores de oito das dez escolas que participaram este ano também compareceram à cerimônia.

“Estou muito feliz com o resultado e parabenizo a todos os envolvidos na iniciativa. Agradeço, especialmente, às empresas de transporte parceiras, que possibilitaram a concretização desse projeto tão importante para a cultura do Estado. Para 2020, já temos 150 escolas cadastradas, e queremos retomar com mais força ainda”, afirma Allan Kardec.

Caminhos da Cultura no Cine Teatro Cuiabá
Créditos: João Felipe | Secel

Na ocasião, o coordenador financeiro da Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), Sidnei Barros, destacou a importância da participação do projeto para as empresas.

“Foi muito gratificante e uma responsabilidade muito grande, pois foram mais de dois mil estudantes nas visitas aos equipamentos culturais. Mas tudo transcorreu tranquilamente, e os alunos foram muito colaborativos. A gente é que agradece pela nossa participação, por termos sido convidados para fazer o transporte dessas crianças e adolescentes”.

Para o ano que vem, ele complementou que há o interesse das empresas em manter a parceria e que já estão em discussão com a Secel e Seduc para ajustar os calendários e a execução do projeto em 2020.

O superintendente de Patrimônio Histórico e Cultural da Secel, Vicente Paulo, que coordena o Caminhos da Cultura, explica que o planejamento para o próximo ano é ampliar o projeto, de modo a atender maior quantidade de alunos e contemplar diferentes bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

“Nós temos uma comissão, vamos nos reunir e fazer uma avaliação sobre o número de escolas cadastradas e nos organizar na distribuição das visitas. O projeto deve ser retomado logo após o início do ano letivo”.

Antony, no canto direito, com os amigos.
Créditos: João Felipe | Secel

Durante a cerimônia de encerramento das atividades em 2019, as escolas foram protagonistas, e puderam compartilhar com fotos e vídeos como foi a experiência para os estudantes e professores, e como isso impactou a vida deles. Um exemplo é Antony Aslley Santos, 18 anos. Ele conta que, mesmo tendo vontade de conhecer os espaços culturais, a distância do bairro onde mora, Pedra 90, do centro da cidade, sempre o desencorajou a conhecer os espaços culturais.

“Acabava que escolhia mais os lugares próximos ao bairro. Mas gostei muito da visita, vi coisas que nunca tinha visto antes, foi bem diferente do meu dia-a-dia”.

Outra participação especial foi a da Orquestra Primeira Ciranda, sob regência do maestro Murilo Alves, do Instituto Ciranda, que foi ovacionada pela plateia. O instituto Ciranda, que é Ponto de Cultura, trabalha com educação musical para crianças e adolescentes. Hoje são 800 estudantes que estudam e compõem as orquestras da organização.

Caminhos da Cultura no Cine Teatro Cuiabá
Créditos: João Felipe | Secel

Aproveitando as luzes, a plateia e o palco, a Trupe NP, composta por alunos da Escola Nilo Póvoas, encenaram uma peça de teatro que contextualizou a importância dos museus para contar as histórias dos povos. Na ocasião, foram escolhidos os grandes líderes negros, como Nelson Mandela, Zumbi de Palmares e Mãe Bonifácia.

A cerimônia contou também com a presença do gerente operacional da empresa Integração Transporte, Ricardo Lopes Teixeira, e da representante da Seduc no projeto, Elen Prates.

Caminhos da Cultura

Para garantir acesso e promover a inclusão cultural de estudantes e comunidades, o projeto Caminhos da Cultura promove a visita aos espaços culturais, oferecendo o transporte e o lanche para os alunos. Além disso, é executado dentro de uma proposta pedagógica, na qual professores são capacitados antecipadamente para acompanhar os alunos e aproveitar a experiência em conteúdo de ensino dentro de sala de aula. Nessa primeira fase, foram contempladas 10 escolas de Cuiabá e Várzea Grande que funcionam em tempo integral.

Entre os aparelhos culturais incluídos no roteiro estão Museu de Arte Sacra, Residência dos Governadores, Museu de História Natural Casa Dom Aquino, Galeria de Artes Lava Pés, Cine Teatro Cuiabá, Palácio da Instrução, Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Centro Cultural Casa Cuiabana, Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) e Museu da Caixa D’água Velha. Numa segunda etapa, a proposta é ampliar para outros espaços como o Complexo Complexo Arena Pantanal, pontos de cultura como a Comunidade São Gonçalo Beira Rio e Memorial Rondon.  

Além dos estudantes, o projeto contempla também os trabalhadores das empresas de transporte parceiras, que cedem os ônibus. Aproveitando o trajeto, as empresas promoveram um projeto de educação dentro dos veículos. Foi criado um personagem, que entra no ônibus para mostrar aos estudantes as situações conflitantes que ocorrem no transporte coletivo.

Entre elas, o ator encena uma pessoa tentando entrar no veículo sem o cartão transporte, ou pedindo o de alguém emprestado. O personagem também apresenta outros exemplos, como ouvir música com volume alto, ficar parado na porta de saída, usar mochila nas costas atrapalhando a passagem dos demais usuários. Dessa forma, as empresas conseguiram, apresentando os exemplos de erros na conduta, ensinar sobre como agir corretamente e em prol do coletivo.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) executada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), superintendência em Mato Grosso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Associação Mato-Grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), empresas Pantanal Transportes, Caribus Transportes, Integração Transportes, União Transportes e Viação Novo Horizonte, além das entidades gestoras dos equipamentos culturais da Secel e Prefeitura de Cuiabá.

Inscrições para 2020

As atividades de 2019 foram encerradas, mas estão abertas inscrições para as escolas  que quiserem participar do projeto em 2020. O formulário está disponível no site da Secel (cultura.mt.gov.br). Ou, para acessar direto, clique aqui.


Natal Cultural foi tema do último mutirão da Assembleia Social em 2019

O Natal está chegando e o clima é de solidariedade, afetividade e alegria! E, por este motivo, o último mutirão da Assembleia Social em 2019 foi todo especial: com o tema Natal Cultural levou atividades artísticas e lúdicas para os pequeninos da Creche Cisne Azul, na comunidade de ribeirinhos Lixá, em Santo Antônio do Leverger, na última sexta-feira (29).

A programação voltada para a creche da região periférica contou com músicas do Projeto Creonças (com Paulo Monarco e Henrique Santian), com leitura dramatizada de poesias, do Projeto Voz Pelo Cano (Coletivo Coma A Fronteira), cachorro quente, suco e brinquedos – que não podem faltar em nenhuma festinha para crianças de 2 a 5 anos, ainda mais com temática natalina!

O Projeto Creonças consiste em aproximar de forma lúdica as crianças dos animais, por meio da musicalização, de forma a despertar a consciência ambiental. O Projeto Voz Pelo Cano, por sua vez, apresenta poesia através de canos de PVC e “fones de ouvido” elaborados com desentupidor de pia, para inserir os pequenos no universo literário por meio da audição.

“[Esta ação de hoje] foi um dengo [nas crianças]. Os dois projetos são muito sensíveis, literários, voltados para cultura local... E a gente queria crianças que, de fato, acolhessem os projetos. E quando a gente viu que essas crianças dançam siriri, fazem teatro, eu pensei: são estas! Justamente aquelas que talvez não consigam chegar à Cuiabá para ver trabalhos como esses”, comemorou a diretora da Assembleia Social e do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.

O professor Rafael da Silva Melo enalteceu a atividade, pois avalia serem necessárias atividades lúdicas para o desenvolvimento dos alunos, mas que tal demanda é aplicada com grande dificuldade, por falta de estrutura na unidade escolar. “Como produzir encanto apenas com cadeira e quadro negro?”, questiona, prevendo o resultado do Natal Cultural: “veio propiciar às crianças viver o encanto, algo que não é comum na rotina delas”.

A diretora da escola, Adilza Arruda, agradeceu a parceria com a Assembleia Social, ressalvando ser uma grande oportunidade, já que não teriam condições de oferecer uma confraternização de fim de ano para os alunos, em função dos poucos recursos financeiros. “Mas que maravilha que a Assembleia teve este olhar para engrandecer a nossa comunidade escolar”, completou.

Essa foi a 11ª edição do Mutirão da Assembleia Social de 2019 – especial Natal Cultural – e última do ano. A proposta do braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é aumentar a oferta de ações de cultura, de cidadania e de bem-estar em 2020.


TEMPO DE MÚSICA

Não há tempo perdido para as boas canções. Tanto que, neste sábado (30.11), o Malcom Pub recebe Nathã Mariani para exercer todo o seu poder de fogo ao assumir o papel do genial letrista-poeta do rock Renato Russo em uma apresentação digna da “Turma da Colina”. Direto de Blumenau (SC), Mariani pretende fazer o público questionar se a noite será só imaginação ou se o infinito das canções de seu ídolo é realmente um dos deuses mais lindos. A data terá também o som da Fábrica e muito flashback.


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