12 de abril de 2021 - 04:18

Eventos

Roda de Conversa 21 de março Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial

No dia 21 de março de 1960, na África do Sul, 20 mil negros protestavam contra uma lei que limitava os lugares por onde eles podiam circular. A manifestação era pacífica, mas tropas do Exército atiraram contra a multidão e 69 pessoas morreram e outras 186 ficaram feridas, no episódio que ficou conhecido como “Massacre de Sharpeville”. Em memória à tragédia, a ONU - Organização das Nações Unidas - instituiu o 21 de março como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

Apesar de uma série de iniciativas, o preconceito ainda perpetua desigualdades, sendo a vida das mulheres negras ainda mais impactadas onde atuam juntas opressões de gênero, raça e classe social.


Destacando a relevante incorporação da temática racial nas atividades alusivas ao Março Mês da Mulher, o Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso convida para a Roda de Conversa: Mulheres Negras em Rede no Enfrentamento ao Racismo, no dia 21/03/2021 (domingo), às 9:00 (horário de Cuiabá). O evento será on-line, transmitido pela página no Facebook: @mulheresnegrasmt.


Contribuirão no debate Maria Teresa Ferreira, educadora social, idealizadora do Projeto Enegrecendo (São Paulo) e Valdilene Oliveira Martins, advogada, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Instituto RESSURGIR (Sergipe). A atividade será mediada pela assistente social, Elis Prates, e contará ainda com apresentações culturais das artistas, Lindalva Alves e Milady Oliveira.


Com a percepção de que “quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, busquemos ações necessárias para a convivência respeitosa e equilibrada entre as pessoas e todos os seres vivos e o ambiente, garantindo a promoção da vida, proteção de direitos e o bem comum.


Axé profundo!
Silviane Ramos Lopes da Silva
Coordenação do Fórum

 


Telê anuncia quinta música da carreira “Virtudes de Outrora”

A inédita chega nesta quarta-feira, 17, com participação especial

Após lançar o EP “Colheita” e o single “Macieira”, agora o samba ganha mais uma faixa de Telê. A música “Virtudes de Outrora”, chega nesta quarta-feira, 17, com a participação especial da cantora paraguaia Monica Elizeche.

Com um arranjo especial e uma pegada cubana, o samba, traz na letra uma mensagem forte sobre a masculinidade e a reflexão de quanto tempo dura o amor. Sobre esse questionamento, a composição de Lúcia Tina em parceria com Telê, apresenta o apelo de uma mulher que ao perder as virtudes da juventude, percebe o amado mudar, e passa a valorizar os “homens bambas” como pessoas mais felizes, e pede a Deus a luz do samba em sua vida.

“Virtudes de Outrora” ganhou um clipe que será disponibilizado no canal oficial de Telê, no YouTube, no mesmo dia de lançamento do single. O vídeo foi gravado na Fórmula do Samba, em São Paulo, e contou com a direção da produtora Monte Castelo.

Para o lançamento, Telê e Monica estão preparando uma live para dar detalhes sobre o que o público pode esperar dessa canção. O bate-papo acontecerá às 20h30, da quarta-feira, 17, pelos perfis dos músicos (@eleno.tele - Telê e @monimusica – Monica Elizache), no instagram.

Mais sobre Telê

Telê é um novo artista de samba que interpreta canções de sua autoria.
Paulista e formado em administração, o músico se inspira em grandes nomes da música brasileira e do samba clássico em suas composições, mas traz para o gênero uma roupagem moderna.

Um artista nato, Telê que sempre sonhou em ter um espaço no meio musical, conta como começa o processo de composição. “É comum acordar e até mesmo em alguns momentos do dia, criar a melodia na cabeça, e então eu começo a assobiar para ter uma noção audível de como seria essa canção, e assim, vou passando para os outros passos, que é dar vida com a letra”, confessou Telê.

Com mais de 20 composições no catálogo, o cantor que tem na veia o carisma da boa música, antes da pandemia estava começando a se destacar em shows do gênero, em São Paulo.

Ouça agora Telê no Spotify:
 https://open.spotify.com/artist/2o8rkPYB1LuAn1CfN0xjm1

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Instagram: @eleno.tele
YouTube: youtube.com/Telê Oficial
Site: https://sites.google.com/view/telenosamba


Primeira Formação CNU-UFMT 15 de março

EVENTO: Iº FORMAÇÃO POLÍTICA E CIENTÍFICA DE 2021 - Pandemia Covid19: Diálogos na UFMT sobre Direitos Humanos, desafios e estratégias dos movimentos sociais negros.

DATA: 15 de março de 2021.

HORÁRIO: 18h30 às 19h30 horário de Brasília / 17h30 às 18h30 horário de Cuiabá.

LOCAL: Google Meet link https://meet.google.com/ifc-iyym-sof

REALIZAÇÃO: COLETIVO NEGRO UNIVERSITÁRIO/UFMT/CUIABÁ.

SOBRE O EVENTO: O objetivo desta formação política e científica é conhecer a luta de lideranças de movimentos negros do Brasil, visando dialogar com a sociedade sobre as urgências  que a população negra tem enfrentado neste momento em que a pandemia tomou proporções ainda maiores em relação às desigualdades que já enfrentava. Vamos falar também sobre as ações feitas pelas entidades e movimentos negros do Brasil reinvidicando que o governo brasileiro tome medidas urgentes para lidar com essas problematícas acentuadas pela pandemia, como por exemplo o retorno  do auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia e um plano de vacinação que inclua todas as pessoas.

CONVIDADO: Douglas Belchior.

SOBRE O CONVIDADO: Professor de História, coordenador da Uneafro Brasil e membro da Coalizão Negra por Direitos.

PÚBLICO ALVO: Assim como as reuniões, as formações são ofertadas para toda a sociedade: Pesquisadores(as); Educadores(as); estudantes; militantes de movimentos sociais e

do movimento social negro.

CONTATOS: email: [email protected]

instagram: @cnuufmt

facebook: Coletivo Negro Universitário da UFMT.

SOBRE O COLETIVO NEGRO UNIVERSITÁRIO UFMT:

- O CNU/UFMT é um Movimento Social Negro atuante no âmbito da academia, cujo espaço político se dá por meio processos educativos, realizando formação contínua sobre relações raciais no Brasil e onde tratamos de assuntos penitentes da nossa vivência na UFMT.

- O Coletivo Negro Universitário da UFMT (CNU/UFMT) surgiu em junho de 2013 a partir de necessidades conjuntas relacionadas a questões raciais e a universidade. O CNU/UFMT é formado por estudantes, Técnicos Administrativos da UFMT e docentes desta universidade, tendo como objetivo pautar questões pertinentes a relações raciais e Políticas de Ação Afirmativa na educação superior.

- Temos procurado e conseguido assento permanente em espaços de decisões e viabilizações de ações afirmativas na UFMT, bem como, participado junto da sociedade civil de discussões que envolvem a temática e ações do estado.

-Auxílio Emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia.

-Vacina já para todas as pessoas!

- Implementação efetiva das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08 já!

- Dialogamos com algumas Pró-Reitorias da UFMT, principalmente com PROEG e PRAE em consideração ao conjunto de fundamentos: Constituição Federativa do Brasil/88, Lei nº 10.639/03, LDB nº 9634/06, Lei nº. 11.645, bem como a Resolução CNE/CP 01/2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Requeremos a implementação das leis em nossa universidade.

 

 

COMENTÁRIO: Esta será a Iº Formação Política e Científica de 2021 do Coletivo Negro Universitário da UFMT e iremos conversar sobre as formas de enfrentamento coletivo que os movimentos sociais negros organizados tem construindo no Brasil, sobretudo neste momento da pandemia da COVID-19 no qual é sabido que as mais afetadas são as pessoas negras. Por isso se faz necessário nos informarmos sobre as estratégias dos movimentos negros para somar na luta contra o racismo e as desigualdades sociais.” Lupita Amorim (Coordenadora Geral do Coletivo Negro Universitário da UFMT”.

 

 


Projeto abre inscrições para capacitar empreendedoras negras de Cuiabá

 

Esta é uma ação cultural com resgate das heranças culturais e históricas deixadas pelas pretas quituteiras e proprietárias das tabernas do centro histórico de Cuiabá

 

Estão abertas as inscrições gratuitas do projeto “Potências Negras de Cuiabá: estratégias femininas – Passado e Presente”, financiado pela Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, que realizará seis encontros, com palestras, debates e oficinas, entre os dias 08 e 13 de março, para ensinar mulheres a atuarem e administrarem em seus negócios. O público alvo é a mulher negra, empreendedora, atuante na sociedade cuiabana, que tiveram e têm dificuldades em gerir os seus negócios neste cenário de pandemia da Covid-19.

 

Esta é uma ação cultural que busca, por meio do resgate das heranças culturais e históricas deixadas pelas pretas quituteiras e proprietárias das tabernas do centro histórico de Cuiabá (MT), fortalecer e reestruturar as redes culturais e produtivas das empreendedoras negras no presente.

 

E dentre elas existe a historiadora e economista, Evanilda Maria Ramos dos Santos, a “Tina”, uma das palestrantes, que também será homenageada pelo importante trabalho de educação financeira que ela desenvolve nas periferias de Cuiabá e Várzea Grande, para promover a auto independência de mulheres.

 

Tina é do Fórum Estadual de Mulheres Negras, com sede em Cuiabá, e a partir do projeto de educação financeira ela começou a criar parcerias, sem qualquer repasse de dinheiro público, e conseguiu uma estrutura de psicóloga, fisioterapeuta e nutricionista, para mulheres, principalmente aquelas que são vítimas de violência. Tudo isso na área da casa dela, pois não tinha outro lugar, e até fornece alimentação vindo também da horta criada no local.

 

“O Potências Negras é um projeto pensado para apresentar e trazer visibilidade social ao empreendedorismo das mulheres negras que valorizam os saberes ancestrais, bem como estratégias desses saberes na gestão cultural de seus negócios. Promovendo independência, valorização de autoestima, geração de emprego e renda, e, sobretudo, em um movimento cultural antirracista”, destaca a historiadora, mediadora e produtora do projeto, Silviane Ramos.

 

Silviane é mestre pela Universidade Federal de Mato Grosso, e doutora pela Universidade Federal de São Carlos, ambos em História. Também é ativista das mulheres negras e empreendedoras culturais, sendo a primeira mulher a empreender um quilombo urbano na capital mato-grossense.

 

Foi conselheira Nacional do Patrimônio Imaterial e tem longa carreira no que tange a preservação das festas de santos e outros desdobramentos do patrimônio imaterial. Fez diversos cursos no âmbito da cultura, sobretudo quilombola e é militante fundadora de diversas entidades estaduais acerca das manifestações negras como: Fórum Estadual de Mulheres Negras, Coletivo Herdeiras do Quariterê e Coletivo Maria Taquara.

 

Além de Silviane, Tina e da proponente do projeto Potências Negras de Cuiabá, Letícia Oliveira, os encontros serão fomentados por um grupo de mulheres de peso, entre historiadoras, educadoras e cientistas sociais, bem como advogada, economista e ilustradora.

 

PROGRAMAÇÃO

 A mediação das oficinas será feita pela proponente Letícia Oliveira, mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2020), e que atua como produtora de ações culturais junto com a população negra e quilombola do estado de Mato Grosso. Centra seus estudos e projetos, especialmente, nas manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras, patrimônio e memória da diáspora africana.

 

O projeto começa no Dia Internacional da Mulher (08.03), com o tema “Os sentidos femininos de empreender”, onde as historiadoras Silviane Ramos e Joana Oliveira vão debater “Quem empreende cultura ancestral?”.

 

O segundo encontro (09.03) traz “Evidências e heranças no centro histórico de Cuiabá”. Com a palestra: “O que ensinam nossas ancestrais? Mulheres negras e atuantes na sociedade cuiabana dos séculos passados”, por Silviane Ramos e a ilustradora e historiadora, Cristina Soares.

 

Na quarta-feira (10.03) é a vez da assistente social, Elis Regina Prates, e da Tina com o tema “Aprendendo como as nossas ancestrais”, e mediação por Silviane Ramos. Também haverá um ciclo de oficinas ensinando mulheres a atuarem e administrarem em seus negócios.

 

No dia 11 de março, o encontro traz o tema “Apropriando-se das estratégias negras”, com um ciclo de oficinas ensinando mulheres a atuarem e administrarem em seus negócios, pela advogada Naryanne Ramos e a historiadora Silviane Ramos.

 

“Você mulher negra, você mulher potência, venha participar desta roda de conversa e importante debate para o empreendedorismo e a valorização ancestral”, convida Letícia Oliveira.

 

SERVIÇO

 

As inscrições são gratuitas, destinadas aos interessados com idade a partir dos 18 anos, e devem ser feitas pelo e-mail [email protected].

 

Os encontros acontecerão de forma virtual, com transmissão ao vivo pela página do Facebook, “Potências Negras de Cuiabá”, sempre às 19h. Ao final, quem concluir com 75% de presença, ganhará o certificado de seis horas, que será enviado de forma digital, por e-mail. Mais informações pelo [email protected]_negras_de_cuiaba.

 


ACADEMIA DA ORQUESTRA SINFÔNICA ABRE TEMPORADA DE FORMAÇÃO.

ACADEMIA DA ORQUESTRA SINFÔNICA ABRE TEMPORADA DE FORMAÇÃO.

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso inicia a temporada 2021 com sua Academia orquestral em temáticas formativas. O programa, em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica em música orquestral, oferecerá neste ano cursos para a formação de líderes tanto na performance e ensino de instrumentos musicais como para regentes de grupos diversos. Devido as restrições sanitárias, todas as atividades serão online,mas sem perder o propósito de aproximar o conhecimento do ensino superior às demandas do mercado regional.

 

As inscrições para o curso de “Ensino do Violino por Habilidades” já iniciaram e mantém se aberta até o dia 05 de março. Segundo Fernando, coordenador do projeto de extensão e técnico que conduzirá as discussões, a proposta é difundir ferramentas e tecnologias educacionais que possam ser instrumentalizadas pelos alunos, e com isto, possibilitar que o acesso a estas ferramentas tradicionalmente consolidadas eleve a prática do violino no estado. Vale lembrar que o músico, servidor da casa, carrega experiência internacional na área, e conta com o bacharel, mestrado e a licenciatura em música pela Academia Nacional de Sophia (BG).

 

Na mesma direção, o diretor artístico do grupo, maestro Fabrício Carvalho também lança o curso “Direção artística para grupos musicais” enquanto oportunidade ímpar no segmento. Na ocasião, os alunos poderão acessar as experiências de um dos mais tradicionais líderes do segmento no Estado. Maestro Fabrício conta com um recheado currículo que vai desde a condução da Orquestra da UFMT há mais de 20 anos, à regência de grupos diversos pelo Brasil. Junto ao artista, os alunos abordarão desde as diretrizes da construção de um grupo musical e planejamento orçamentário, à montagem de repertórios e temporadas de apresentações artísticas.

 

“A Orquestra da UFMT é o grupo orquestra mais tradicional do Estado, cumpre seu papel promovendo a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos na música, próprios do nível superior, por meio de uma comunicação específica da prática extensionista” - explica o maestro. No ano de 2020 a Academia virtualmente atendeu 62 alunos pela prática mostrando que o ensino virtual também é possível dentro das linguagens artísticas.

 

 

Para aqueles que quiserem participar da Academia da Orquestra da UFMT, capacitando se, atualizando se para o futuro da música de concerto por meio das ações extensionista, a produtora cultural do grupo, Fernanda Ficagna orienta a todos a acessarem o link de cadastramento para as atividades no portal da UFMT, ou para maiores informações entrar em contato pelo e-mail [email protected], visto que os acessos presenciais estão suspensos temporariamente enquanto medida restritiva de saúde pública.

 

SERVIÇO

Academia da Orquestra Sinfônica da UFMT

Ensino do Violino por habilidades - https://forms.gle/D8H6KTH4MzfE6RRT6

Direção Artísticas de Grupos Musicais -  https://forms.gle/LhVmBSkqNixKPKeL8

 

 


Musical faz releitura de canções do Santo Daime

Hinos da doutrina ayahuasqueira cantados e encenados em palco retratam com lirismo única religião genuinamente brasileira

Uma visita ao reino encantado do Daime. Assim pode ser descrito o musical “O Poder da Floresta”, que reúne uma coleção de hinos da doutrina fundada pelo seringalista Raimundo Irineu Serra, na década de 1930 no Acre.

A trinca de sumidades na área artística, formada por Luiz Pita, que responde pela concepção e criação do musical; Jefferson Neves, arranjador musical e o performático Coro Experimental, que interpretará com seu peculiar talento os cânticos, promete colocar o espectador no epicentro do universo daimista.

Os hinos do musical foram canalizados por EgonNord, padrinho e dirigente da Igreja Mestre Irineu, única comunidade da religião em Mato Grosso.

Os cânticos recebidos pelo padrinho Egontrazem em sua essência a nova espiritualidade da Nova Era e a sabedoria da ancestralidade. Ouvidos fora do contexto religioso, algumas dessas canções, tanto pela musicalidade quanto pela mensagem, poderiam muito bem ser executadas pelas emissoras de rádio.

Segundo Luiz Pita, que também dirige o musical, “toda a cenografia, iluminação e figurino foram pensados para fazer com que o espectador se sinta num trabalho espiritual do Daime”.

A soma dos talentos de Jefferson Neves e do Coro Experimental resulta numa viagem introspectiva que inspira o espectador a querer conhecer os mistérios do Universo que traz dentro de si. Além dos hinos, “O Poder da Floresta” tem dramatizações que remetem a toda a simbologia da religião.

O musical tem uma mensagem Universalista e inova com a utilização de elementos locais, como a viola de cocho, ícone máxima da cultura pantaneira.

Até mesmo pelo fato de a Igreja Mestre Irineu estar localizada numa região de exuberante beleza natural e próxima tanto de Chapada dos Guimarães quanto do Pantanal, os hinos recebidos por EgonNord têm uma fortíssima ligação com o amor à Mãe Terra.

A ideia da representação em formato de coral foi justamente para transcender ainda mais o mundo caótico em que vivemos, com vozes de todos os naipes alcançando os tons mais sublimes.

A concepção do cartaz e dos textos que serão lidos durante o espetáculo naturalmente levam os espectadores a esse universo de nova era de harmonia com a natureza e consigo mesmo. Os novos acordes musicais tocarão a alma de quem estiver no teatro. A experiência promete ser única.

 “O Poder da Floresta” é acima de tudo uma obra de arte. Mas é também um afago na alma, uma poesia cantada, uma antecipação do admirável mundo novo prometido à Humanidade.

O projeto musical foi um dos contemplados pelo edital “Nascentes”, lançado pela secretaria estadual de Cultura com recursos da Lei Aldir Blanc.

DOCUMENTÁRIO

Além do musical, o projeto contempla um vídeo musical documentário, também intitulado “O Poder da Floresta” e mais um álbum contendo todo o musical, gravado ao vivo.  De acordo com Luiz Pita, “o filme teve direção da cineasta mato-grossense Jade Rainho e foi filmado na floresta onde está situada a Igreja Mestre Irineu”.

O documentário traz depoimentos de EgonNord, do maestro e arranjador Jefferson Nunes, além de músicos e cantores. Membros da comunidade daimista falam sobre como a musicalidade da religião auxilia do despertar da expansão da consciência;

Um makingof de um ensaio do coral com músicos será disponibilizado nas plataformas digitais junto com o áudio do espetáculo.

CANTANDO E COMPREENDENDO

“Cantar é uma forma de compreensão da própria vida”. A sentença, dita pela personagem MaRainey, no filme “A Voz Suprema do Blues”, explica, com a doce malemolência da atriz Viola Davis, como a música é, também, um caminho de autoconhecimento.

Quando aparece na grande mídia, o Santo Daime, ou simplesmente Daime, está geralmente cercado de preconceito e desinformação. Principalmente por ter como principal sacramento a Ayahuasca (“Vinho da Alma” na língua quéchua). A bebida enteógena, longe de ser uma droga, é feita a partir da combinação de duas plantas (o cipó Jagube e a folha Rainha) e tem o poder de expandir a consciência do buscador espiritual.

Sem ter um livro sagrado como nas religiões tradicionais, o Daime tem na musicalidade de seus hinos as chaves para um melhor entendimento da vida e do mundo. Os hinos não são composições, mas canalizações de alguns adeptos da doutrina. Entoar os cânticos na força da Ayahuasca permite que a pessoa visualize toda a complexidade de si mesmo sem os filtros do ego.

Inicialmente, os hinos do Daime eram recebidos somente pelo marenhense Raimundo Irineu Serra, que fundou a doutrina nos anos 1930 no Acre. Trabalhador na extração da borracha, Mestre Irineu – como era conhecido -, pediu à Nossa Senhora da Conceição, que no panteão daimista é conhecida como “Rainha da Floresta”, que outras pessoas da comunidade também recebessem os hinos.

 

 

 

EXPANSÃO

Na década de 1980, graças ao trabalho de Sebastião Mota, o “Padrinho Sebastião”, o daime saiu das florestas acreanas e ganhou o mundo. A primeira igreja daimista fora da floresta Amazônica foi o “Céu do Mar”, fundada no Rio de Janeiro em 1982.

Em Cuiabá, o daime chegou pelas mãos do físico Sérgio Nord, na década de 1990, que junto com alguns membros de sua família e amigos, fundou a Igreja Mestre Irineu, situada atrás do aeroporto de Várzea Grande.

SERVIÇO

Espetáculo: O Poder da Floresta

Data: 11/04/2021

Horário: 19h30

Local: Cine Teatro Cuiabá

Valor do Ingresso:  Entrada gratuita

 

 

 

 

 

 

 

 


Inauguração da Afroteca Centro Cultural Casa das Pretas

 

 

Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural: Instituto de Mulheres Negras implanta a Afroteca Comunitária Carolina Maria de Jesus, no Centro Cultural Casa das Pretas.

 

O Instituto de Mulheres Negras (IMUNE) inaugura no dia 03 de março às 10:00, a Afroteca Comunitária Carolina Maria de Jesus, projeto que conta com fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT).

 

 O projeto foi aprovado no Edital MT Nascentes, segmento de implantação de bibliotecas comunitárias e consiste em compor acervo bibliográfico temático, que permita à população cuiabana e mato-grossense obter dados, acessar pesquisas, conhecer e reconhecer as contribuições africanas e afrodescendentes nas diversas áreas do conhecimento.

 

 A proposta inédita de implantação da Afroteca Comunitária Carolina de Jesus tem por objetivo tornar acessível à população, de diferentes faixas etárias, obras de autores negros brasileiros e estrangeiros, e/ou autores que tenham como tema principal a cultura e os povos do continente africano, as relações étnico-raciais, a população afrodescendente nos países da diáspora africana e temas correlatos.

 

 

A afroteca (biblioteca afro) funcionará de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00no Centro Cultural Casa das Pretas (veja no mapa https://goo.gl/maps/SFGDmXqTsnxQc83U6), localizado em frente à Praça da Mandioca, no centro histórico de Cuiabá. Durante a inauguração será obrigatório o uso de máscara (cobrindo o nariz e a boca), assim como a higienização das mãos com álcool.

 

As escolas públicas que desejarem conhecer a Afroteca podem realizar agendamento de visita ao Centro Cultural Casa das Pretas através do e-mail [email protected]

 

Os títulos ficarão disponíveis para consulta no próprio espaço, não haverá empréstimo. Nos próximos meses esperamos receber autores e autoras negras para trocar experiências sobre a produção editorial, realizar lançamento de livros, atividades formativas, ações de incentivo à leitura e eventos culturais.

 

  

 

SERVIÇO:

Inauguração da Afroteca Carolina de Jesus

Dia 03 de março de 2021 às 10:00

Funcionamento: de segunda a sexta, das 08h às 12h e das 14h às 18h.

Informações: (65) 99900-6879 e [email protected]

 

 

 


Novo mercado: Empresa ganha destaque no mundo musical oferecendo serviços para artistas iniciantes

O projeto dá visibilidade e apoio profissional para músicos sem experiências de mercado

 

Com intuito de oferecer serviços inovadores, de qualidade e com baixos investimentos para artistas iniciantes, o empresário Gui Rocha está ganhando destaque no mercado musical em São Paulo, com a Ipapu incubadora de talentos.

Nascida oficialmente no início de 2020, um ano difícil onde o mundo parou por conta da pandemia causada pela Covid-19, a Ipapu não deixou se abalar pelos momentos de instabilidade financeira e de saúde que o planeta passava. A nova empresa reuniu todos os planejamentos feitos ao longo de 2019, e sem medo, deu os primeiros passos no mercado.

Decidido em montar uma marca que além de qualidade e economia, tem como objetivo mudar a vida e realizar o sonho de quem quer ser músico, a Ipapu com aproximadamente um ano de história, já é considerada referência quando se fala em preparar artistas sem experiência para o mercado. A empresa conta com uma gama de elementos que a tornam inovadora e acessível, sendo uma opção muito boa para dar os primeiros passos na carreira.

A marca é inovadora, porque Gui Rocha reuniu métodos e técnicas mais utilizadas das plataformas de grande expressão como: spotify, deezer, apple music e YouTube, e estudou as possibilidades para proporcionar aos iniciantes, melhores táticas para que os mesmos, tenham visibilidade e oportunidades de outros artistas que já estão há mais tempo no mercado.

A Ipapu também é uma opção acessível, pois é possível fechar trabalhos de períodos curtos, como por exemplo um lançamento apenas, sem contratos de anos como é o procedimento padrão em outras empresas.

Para manter uma carreira, é comum o músico, cantor ou banda ter um investidor ou um empresário, mas há quem não tenha nenhuma das duas opções, e o próprio artista acaba financiando os trabalhos. Nas três opções, é necessário pensar e montar estratégias inteligentes para que toda a monetização seja aproveitada da melhor forma, para obter resultados satisfatórios a curto e longo prazo.

Quem começa uma carreira e nunca teve um contato ou experiência no mercado musical, provavelmente não tem conhecimento suficiente para saber escolher sozinho o que deve ser feito no primeiro momento, como por exemplo, pensar no projeto visual, nas divulgações, datas, distribuições e em todo o processo até o lançamento, e a Ipapu nasceu para dar esse suporte, para que cada momento possa ser aproveitado da forma mais inteligente.

Com intuito de ser literalmente uma incubadora, o cliente terá desde o período de contratação até a data final do projeto, para aprender as necessidades e o papel de cada departamento como: marketing, assessoria de imprensa, agregadora, plataformas, público, imagens e outros detalhes que caibam no orçamento daquele projeto. 

A consolidação da Ipapu no mercado é resultado de muito trabalho e experiências obtidas ao longo de 21 anos de carreira com o grupo Inimigos da HP, onde Gui Rocha divide os palcos com mais quatro amigos – Sebá, Tocha, Alemão e Cebola. “Sinto-me na obrigação de contribuir e passar para frente meus conhecimentos, a fim de evitar que muita gente com potencial deixe de lado o sonho de ser músico por fazer escolhas erradas”, confessou o empresário.

“Nesses 21 anos de carreira, passamos por vários momentos diferentes, fomos uma banda em processo de formação, fomos contratados por uma multinacional, viramos artistas independentes e vivenciamos a transição do mercado dos discos para o streaming. Com todos esses eventos, vi que agora começou a pesar em mim essa responsabilidade de tentar democratizar e distribuir informações de forma mais generosa para quem está dando os primeiros passos”, continuou Gui.

Ipapu significado

De origem tupi-guarani, língua que faz parte da origem da história brasileira, “Ipa” significa silêncio e “Pu” significa som.

“Pensando profundamente, a música é feita de silêncio e som, não existe som sem o silêncio e o silêncio sem o som. Queria muito que a marca levasse um pouco da identidade brasileira e da música”, confessou o empresário.

Ipapu logomarca

É possível perceber que a empresa é cheia de simbolismo e que cada detalhe visual e conceitual é bem pensado. A logomarca conta os seguintes elementos: um alvo, nota musical e um passarinho.

O alvo representa o objetivo – resultados esperados pelos clientes, a nota musical simboliza a própria música e o pássaro personifica a figura do cantor, que, no entanto, é o apelido dos músicos.

Sem preconceitos e julgamentos

Um diferencial na Ipapu é a capacidade e a competência em identificar os perfis dos artistas e trabalhar em cima do público que se deseja alcançar. A marca deixa bem claro que não faz nenhum tipo de julgamento ou pré-seleção de caráter racial, de gênero, de estilo musical ou classe social, a ideia de contribuir e apoiar o trabalho sempre será o mesmo para todos os interessados.

“Acreditamos que todo mundo que sonha em ter uma vida de artista, merece viver esse sonho da melhor forma possível”, afirma o fundador da Ipapu.

“Não estamos procurando um cantor de excelência ou um grupo pronto para o mercado, estamos aqui para ajudar qualquer pessoa que queira ver seu trabalho sendo ouvido pelo grande público, estamos aqui dispostos para dar todo o suporte, para ensinar o caminho sem julgamentos”, completou Gui.

Trabalhos atuais e projetos para 2021

Lançando os trabalhos de Telê, a Ipapu tem apresentado resultados satisfatórios em números de execuções nas plataformas de streaming do artista que é a nova aposta do samba, o bom resultado também aparece em números de visualizações no YouTube.

Telê lançou o EP “Colheita”, o primeiro trabalho da carreira. O álbum conta com três músicas e três clipes e para 2021, o cantor e compositor já tem mais canções sendo produzidas e gravadas para disponibilizar ainda no primeiro semestre.

Para 2021 muitos projetos estão surgindo para a Ipapu, a empresa já conta com vários novos nomes que serão as apostas e revelações da música brasileira. 

Projeto social

Dez clientes = apoio a um artista sem recursos

A Ipapu também tem o objetivo de cumprir o papel social, em breve, e a ideia é que a cada dez clientes - artistas que fecharem contrato com a marca, a empresa lance um artista que não tenha recursos financeiros e arque com as despesas de um lançamento. “O nosso objetivo também é transformar vidas de jovens sonhadores, estamos estudando mais sobre esse projeto, pois teremos que ter investidores, parceiros e patrocinadores a fim de oferecer para esses jovens todo suporte necessário”, declarou Rocha.

Para seguir a Ipapu nas redes sociais, acesse:
Instagram: @ipapumusical
Facebook: Ipapu – Incubadora de Talentos Musicais
Twitter: ipapumusical
YouTube: ipapumusical


Roberta Miranda lançou a música “Vida Pelo Avesso” no YouTube

De Rainha da música sertaneja e do Instagram à musa do TikTok, a cantora Roberta Miranda está aproveitando a quarentena para a produção de novos conteúdos. Depois de viralizar um vídeo na internet dançando o hit “Cabaré” (do Nêgo Jhá), a artista retorna às suas origens sertanejas e apresenta no YouTube o registro do clássico “Vida Pelo Avesso” – canção originalmente gravada pela dupla Durval & Davi e que já ganhou notoriedade nas vozes de outros importantes nomes do segmento.

O clipe de “Vida Pelo Avesso” (que tem letra assinada por Ivone Ribeiro / Joel Marques) foi produzido em uma residência no interior de São Paulo de forma bem intimista. Extremamente zelosa e seguindo todos os protocolos sanitários, Roberta Miranda contou com uma equipe enxuta para a gravação, priorizando a qualidade técnica.

“Conversei com meu diretor e a proposta foi realizar um registro simples, mas de altíssima qualidade. Foram usadas câmeras de cinema com lentes primes, além de outros equipamentos e recursos cinematográficos. Tudo bem atual para levar o que há de melhor e mais moderno para os meus fãs. Além disso, a direção fotográfica está bem direcionada contando a história dessa linda música. Espero que vocês gostem”, ressalta Roberta Miranda que está fazendo o lançamento exclusivo no YouTube.

Para conferir o registro de “Vida Pelo Avesso”, acesse: https://youtu.be/IFxDXAcBVk

Para saber mais e acompanhar todas as novidades, acesse:
www.robertamiranda.com.br.

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Coalizão Negra Por Direitos organiza ato nacional

Coalizão Negra Por Direitos organiza ato nacional pela manutenção do auxílio emergencial e por vacina para todos
 
Em Cuiabá, ato será na Praça da Mandioca
Na próxima quinta-feira, 18 de fevereiro 
 
O Coletivo Negro Universitário da UFMT (CNUUFMT), o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (IMUNE) e a União dos Negros pela Igualdade (UNEGRO) e organizam ATO PÚBLICO na Praça da Mandioca, como parte do movimento nacional organizado pela Coalizão Negra Por Direitos.
O ato acontecerá às 18 horas, em frente à Casa das Pretas, COM FAIXAS, CARTAZES E OUTROS SÍMBOLOS DA NOSSA RESISTÊNCIA AO GOVERNO GENOCIDA. O Imune convida a todos, todas e todes para esta iniciativa em favor daqueles que estão passando fome.
A MOBILIZACÃO É NACIONAL! 
 
Serão realizados atos em todo o país, exigindo a criação de ações de combate à miséria, como a implementação do auxílio emergencial estadual e municipal, a retomada do auxílio emergencial federal de R$ 600 até o fim da pandemia e a vacinação em massa para todas e todos pelo Sistema Único de Saúde.
O Coletivo Negro Universitário da UFMT é um dos componentes da Coalizão Negra por Direitos, organização formada por 200 entidades dos movimentos negros de todo o país.
O mundo ultrapassou a marca de 106 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 e mais de dois milhões e trezentos mil óbitos. No Brasil, oficialmente, passamos de 9,5 milhões de casos e mais de 230 mil vítimas fatais, número que corresponde a mais de 10% das mortes pela doença em todo o planeta. 
O Brasil é o segundo país no mundo que mais tem mortes em decorrência da pandemia. A cada grupo de mil pessoas, uma morreu por complicações causadas pelo novo coronavírus no país. A maioria dessas vidas poderia ter sido poupada, caso o governo brasileiro tivesse adotado os procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde - OMS. Um ato deliberado que conduziu uma tragédia humanitária, provocado por decisões políticas da presidência.
 

A Coalizão Negra por Direitos exige:

 
- Ampla cobertura vacinal;
- Imediata retomada do Auxílio Emergencial até o fim da pandemia e consequente aprovação de uma Renda Básica permanente, sem prejuízo do Bolsa Família;
- Fortalecimento dos Benefícios de Prestação Continuada; 
- Atendimento a todos os protocolos de proteção determinados pela Organização Mundial de Saúde enquanto perdurar a pandemia;
- Erradicação da política genocida do governo contra a população negra e indígena;
- Fim da Emenda Constitucional 95 que retirou investimentos da saúde e provocou o sucateamento do Sistema Único de Saúde - SUS (perdemos 18 bilhões de investimentos somente em 2019).
 
 
Mais informações: (65) 9255-6863
 

Lançamento do Livro: Meta-Jogo Político - Vinicius de Carvalho Araújo

Lançamento e Sessão de Autógrafos

Do livro:“META-JOGO POLÍTICO”

 Autor: Vinicius de Carvalho Araújo, Administrador, Analista político e professor universitário.

Dia: 20/Fevereiro/2021 às 18horas-

Local: Goiabeiras Shopping, piso Térreo (corredor da loja Animale) Cuiabá/MT.

 

 O livro “Meta-jogo Político”, primeiro lançamento do gênero política, pela Umanos Editora, aborda o embate entre os agentes políticos/partidos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) no episódio da discussão em torno da lei 9.096/95. O leitor poderá encontrar esclarecimento específico sobre a cláusula de barreira que instituía nível mínimo de votação para que os partidos mantivessem plenos direitos no Legislativo, instrumento era considerado como a pedra angular do sistema partidário que se pretendia implantar no Brasil após o ano de 2006.

 

O livro traz uma apresentação da gênese da lei 9.096/95 no Congresso Nacional e a respectiva revisão judicial, as relações Executivo-Legislativo e os partidos políticos do período. O autor discorre sobre os impactos da lei nesse cenário, e, ao final, discute a resolução TSE 22.610/07. Ao ler a obra, observa-se como esse trabalho confirmou a hipótese de que o Poder Judiciário focou na definição das regras do jogo, enquanto os políticos/partidos se concentraram na operação do sistema via clientelismo.

 

SOBRE O AUTOR

 

Vinicius de Carvalho Araújo é Administrador, Doutorando e mestre em História (UFMT), Especialista em gestão pública (UFMT), Especialista em Ciência Política (ICE), Gestor Governamental do Estado de Mato Grosso, Professor universitário, Analista político, Palestrante, Autor de vários livros e artigos na área de Administração Pública, História e Ciência Política.

O autor possui experiência na área de Administração, com ênfase em Política e Planejamento Governamental, atua principalmente nos seguintes temas: governabilidade e governança, setor elétrico e reforma do Estado, história política de Mato Grosso e teoria organizacional. Na área de História, dedicou-se mais à História Política.

 

Serviço:

 Título do livro: META-JOGO POLÍTICO-  Autor: Vinicius de Carvalho Araújo.

Páginas: 200 / Edição: 1ª - / Formato: 15,5 x 22,5cm / Acabamento: Brochura. Categoria: Política.

Lançamento: Umanos Editora, Cuiabá: 2021. (www.grupoumanos.com.br)

Valor: R$ 50,00

 Contato:

 

NÉLITON GOIS - Diretor de Marketing

Cel: (65) 9 9629-3453/  E-mail: [email protected]

 

 


Hoje: lançamento do Curta"Origens" na Celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans

 

A Luisa Lamar & Lupita Amorim comandam atrações no YouTube do Cine Teatro Cuiabá  

 O protagonismo e a visibilidade das pessoas trans são foco da Live da 2ª Celebração do Dia da Visibilidade Trans, que acontece a partir das 20h de sexta-feira, 29 de janeiro, com transmissão pelo Canal do YouTube do Cine Teatro Cuiabá (a Live também poderá ser acessada pelo facebook.com/cineteatrocuiaba). Apresentada pelas multiartistas A Luisa Lamar & Lupita Amorim, a Live conta com performance musical de Cristopher Chaves e promoverá a estreia mato-grossense do curta “Origens”, dirigido por Anna Maria Moura, Bruna Leite, Jennifer Sabino & Rubia Bernasci (2020, 9'). Desde a manhã, a partir das 10h, pelo facebook.com/cineteatrocuiaba, serão compartilhados audiovisuais realizados por pessoas que residem em Mato Grosso e que colocam em cena pessoas trans. A Live também será oportunidade para conversa, entre apresentadoras e público, sobre os audiovisuais compartilhados desde a manhã. A live é de acesso gratuito e tem classificação indicativa 18 anos.

A proposta dessa programação é dar continuidade à ação promovida em parceria com o Cine Teatro Cuiabá no Dia da Visibilidade Trans de 2020. Naquela ocasião, além do lançamento do premiado longa “Bixa Travesty” (Claudia Priscila e Kiko Goifman, Brasil, 2018, 75’), foi organizada uma noite com falas e apresentações culturais protagonizadas por pessoas trans, como Raphaely Luz (mestre de cerimônias), Sophie & Hend Santana (apresentações musicais), Valentim Félix, Vicente Tchalian & Rodolfo Rodrigues (transmasculinos apresentadores do podcast Escuta Trans). “A Celebração de 2020 foi importante porque estivemos, como comunidade trans, à frente de um evento cultural que reuniu público significativo e que foi fundamental para gerar empatia e desmistificar estereótipos ainda atrelados à população trans”, enfatiza A Luisa Lamar, uma das produtoras e apresentadoras da Live da 2ª Celebração do Dia da Visibilidade Trans.

  

Para 2021, a organização da 2ª Celebração do Dia da Visibilidade Trans optou pela programação online em razão das medidas de contenção da pandemia de COVID-19. Essa decisão pelo online também é uma tática para atingir públicos que estão em outros lugares de Mato Grosso, ampliando, no longo prazo, a visibilidade da Celebração, cujo registro ficará disponível para acesso no Canal do YouTube do Cine Teatro Cuiabá.

 

Compartilhamento de curtas

Quinze audiovisuais (incluindo ficções, documentários e videoclipes) realizados por pessoas que residem em Mato Grosso e que colocam em cena pessoas trans serão compartilhados a partir das 10h de sexta-feira, 29/01, pelo facebook.com/cineteatrocuiaba. “Além de reunir conteúdos audiovisuais com protagonistas trans, a ideia é conversarmos, durante a Live (que acontece às 20h de sexta) sobre como as pessoas trans têm sido representadas no audiovisual produzido em Mato Grosso, bem como discutir sobre a abordagem das vivências trans e suas temáticas em produções artísticas”, comenta Lupita Amorim, uma das apresentadoras da Live e curadora dos audiovisuais compartilhados.

 

Compõem a seleção de audiovisuais da 2ª Celebração do Dia da Visibilidade Trans: “Aquilo que me olha” (Felippy Damian, 2015, 11’); “Boneca de Neuza” (Luzo Reis & Thiago Costa, 2010, 11′); “Cautela” (Laise Mendes, 2020, 5'); “Ciranda” (Ângela Coradini & Felippy Damian, 2017, 25’); “Como ser racista em 10 passos” (Isabela Ferreira, 2018, 13’); “Lambatrans” (teaser) (Luisa Lamar, Carol Marimon, Alison Rangel & Isabelle Almeida, 2018, 2’); “Majur” (Íris Alves Lacerda, MT, 2018, 20’); “No avesso da noite de Palmas” (Bruna Irineu, 2017, 28’); “O amor transforma” (Elton Martins & Dizão Leão, 2019, 4’); “Plus Size: can be diva” (Elton Martins, 2019, 23’); “Poemargens” (Anna Maria Moura & Sol Ferreira, 2020, 25’); “Reparação” (videoclipe de A Luisa Lamar) (MC RB8/Anônima Beats, 2020, 3’); “Tá vendo, seu moço?” (videoclipe de Karola Nunes) (Juliana Segóvia & Pedro Brites,  2020, 5’); “The Chanel’s: trajetória, vivências e a construção da arte lgbt negra” (Wandeir Maurício dos Santos, 2020, 15’). Após lançamento na Live, “Origens” (Anna Maria Moura, Bruna Leite, Jennifer Sabino & Rubia Bernasci, 2020, 9') será integrado à programação.

 

 

 

A 2ª Celebração do Dia da Visibilidade Trans é uma parceria entre Cine Teatro Cuiabá (SECEL), Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), Luisa Lamar Produções, Podcast Escuta Trans, Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e Circuito de Festivais de Audiovisual de Cuiabá (Mostra de  Cinema Negro, Festival de Cinema Feminino Tudo Sobre Mulheres, CineCaos,  CINEMATO - Festival de Cinema de Cuiabá e MAUAL - Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina).

 Saiba mais

Acompanhe a agenda cultural do Cine Teatro Cuiabá através do site www.cineteatrocuiaba.org.br e das redes sociais: Facebook @cineteatrocuiaba; Instagram

 Serviço

O quê: 2ª Celebração ao Dia da Visibilidade Trans

Quando e onde: Sexta-feira, 29 de janeiro de 2020, a partir das 20:00, no Canal do YouTube do Cine Teatro Cuiabá (ou através do facebook.com/cineteatrocuiaba). Compartilhamento de curtas acontece a partir das 10h de sexta pelo facebook.com/cineteatrocuiaba.

Classificação indicativa: 18 anos

Acesso gratuito

Mais informações:

A Luisa Lamar: 65 99308-1023 – [email protected]

Lupita Amorim: 65 99292 3262 - [email protected]

 


Casa da Pretas lança Exposição Arte e Resistência

 

 

O Centro Cultural Casa das Pretas, lança a EXPOSIÇÃO VIRTUAL E COLETIVA "ARTE E RESISTÊNCIA", no dia 26 de Janeiro de 2021,  os trabalhos artísticos valorizam a cultura negra. As fotografias, aquarelas e gravuras digitais da exposição criados na concepção da luta antirracista, exibem ainda referências de identidade onde um novo olhar evidencia as transformações da Arte como potência e potenciadora do que segue invisibilizado em nossa cultura.

A Casa das Pretas em Mato Grosso, é sediada na Praça da Mandioca, centro histórico de Cuiabá, criada pelo IMUNE-MT (Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso) para ser um centro de cultura, arte, literatura, cursos, palestras, eventos, enfim toda produção cultural que valorize a cultura afro-cuiabana em nosso Estado.

Para a Exposição "Arte e Resistência" foram convidados quatro (04) artistas residentes em nosso estado. Com abertura prevista pra dia 26 de Janeiro de 2021 no seguinte link : https://casadaspretasmt.wixsite.com/exposicao

Carina Valeria da Comunidade Ribeirão do Mutuca, uma das localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento-MT, traz em suas fotografias, um olhar para a ludicidade das crianças no criar e jogar. "Sou criança, sou negra/Também sou resistência/Racismo aqui não, se não gostou, paciência"  (MC Soffia)

Eliana Fogaça nos brinda com aquarelas e pinturas inspiradoras com "olhos" que tudo vêem e se deixam ser penetrados e desvelados. Nos sensibilizam ao nos lembrar da potência e resistência feminina: "Sou mulher, sou dona do meu corpo/E da minha vontade. Fui eu que descobri Poder e Liberdade. Sou tudo que um dia eu sonhei pra mim" (Doralyce)

O geógrafo João Almeida fotografa Betinha, mediunizada na Tenda de "Maria Sabino", entidade que trabalha na Umbanda, há mais de cinqüenta anos, empoderando mulheres ao lhes apresentar fé ancestral, força, resiliência, um farol contra intolerância religiosa. Cinco décadas de compromisso e conexão com sua linhagem de mulheres Xamãs, curadoras, benzedoras, abençoadoras. "Sua bença minha mãe Betinha!"

Lia Amazonas com sua arte digital mostra resistência, referência e construção de outras matrizes de representação de corpos pretos, segue no caminho da desconstrução da estética opressora dos anúncios de revistas e jornais que perpetuam a branquitude."Há tanta beleza em mim/Há tanta riqueza em mim/Um mergulho pra dentro da casca.../As feridas que herdei são antigas mas a realeza tá há mais tempo no nosso DNA" (Drik  Barbosa e Rashid)

Arte e Resistência por Lupita Amorim 

Lupita Amorim do CNU/UFMT faz reflexões sobre Arte e Resistência e a luta antiracista:  "Para nós pessoas pretas a arte tem sido um espaço muito importante, sobretudo de resistência, pois por meio dela podemos falar de nossas vivências como elas são, imaginar como gostaríamos que fosse ou até mesmo denunciarmos situações de desigualdades, dentre outras possibilidades de representações artísticas ao qual tenho a honra de afirmar que fazemos isso com muita maestria, demonstrando nossa potência com nossa a manifestação de nossos desejos, vontades e expectativas diante de tantos assuntos, principalmente aquele que mais nos limita que é o racismo. Seja na poesia, música, artes visuais, dança, teatro ou outras formas de expressão artísticas a população preta brasileira tem evidenciado há muito tempo que a arte é esse espaço de resistência por não ter limitações em relação ao que podemos criar, registrando o que aconteceu ontem, construindo o hoje e projetando o amanhã através da arte conseguimos exercitar nossos talentos e potencialidades! Em Mato Grosso temos uma juventude negra disposta e comprometida em trazer em sua arte as urgências de nossa população para os tempos atuais e futuros, mas também falar de outros temas que não somente a violência que nos acomete diariamente. Feliz em fazer parte desse movimento!"

Confiram https://casadaspretasmt.wixsite.com/exposicao


Janete Manacá Lançará 5 Livros na Casa das Pretas 11 Dezembro 19 h

AUTORA LANÇA 5 LIVROS NUMA ÚNICA NOITE

 

 A escritora e poeta Janete Manacá lança no próximo dia 11 de dezembro cinco livros, por meio do portal online do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune-MT), a Casa das Pretas. Tecelã de memórias, (narrativas), Valentina, A menina que brinca com o vento (infantil), Outono para além da janela (poesia), GAIA - A poética silenciosa do Amor (poesia) e A sabedoria dos caminhos: poesia em tempos de pandemia são as novas obras de Manacá.

 

Os livros já estão à venda e podem ser adquiridos com a autora, que futuramente pretende realizar o lançamento deles de forma presencial, com mais segurança.

 

Em 2018, aos 61 anos, já aposentada como servidora pública federal, lançou numa única noite 3 livros de poesias: Deusas aladas, A última valsa e Quando a vida renasce do caos. Em 2019 houve mais dois lançamentos: Sinfonias do entardecer e Extasiada de infinitos. 

 

As protagonistas das suas poesias são a Mãe Terra, as ancestrais e as mulheres em conexão com o sagrado útero planetário. À essas mulheres, com essas mulheres e por essas mulheres ela escreve. Sua poesia contém perfume, memória, sabor, cura e proteção, que invoca e convoca todas essas mulheres a estarem no seu lugar de guardiã, devota, curandeira, parteira, rezadeira, raizeira, benzedeira, dentre outras, num acolhimento afetivo, solidário e amoroso. 

 

 

Tecelã de memórias

 O livro Tecelã de Memórias, com ilustrações de Elis Souza Rockenbach, capa da artista plástica Cidinha Ferreira e prefácio da atriz Lúcia Palma, é marcado por reminiscências que povoaram o imaginário da autora, da infância à vida adulta e agora são compartilhadas com seus leitores. Em “A menina que nunca deixou de sonhar” a autora relata seu cotidiano nos rigorosos dias de inverno na lavoura de café no norte do Paraná. “A vida não oferecia uma segunda chance. Ou vencíamos os desafios ou eles nos destruíam sem nenhuma piedade. Na lei dos mais fortes, os frágeis vencem pela teimosia...” Remeteu-me a Ana Terra, de Érico Veríssimo: “vou vencer por birra”, destaca Lúcia Palma, atriz e especialista em semiótica da cultura.

 Na narrativa “Crianças boias-frias e as aventuras na colheita de algodão” ela conta que aos 10 anos teve que deixar a escola no término do segundo ano primário por “necessidade de sobrevivência”(sic)... “nem o amor ao conhecimento e a súplica da Professora” puderam salvá-la. Ela diz: “fome não rima com poesia e muito menos com o desejo de sonhar”, ressalta Lucia Palma.

 A autora relata de maneira especial sua acolhida por Cuiabá desde o início e como ela se apaixonou por essa Capital. Em suas narrativas ela faz um passeio pela vida noturna da cidade, suas descobertas culturais, as relações de amizade com artistas que tocaram seu coração e o encanto com as belezas de Chapada dos Guimarães, com destaque à cachoeira “Véu da Noiva”.

 

 

Valentina, a menina que brinca com o vento

 Com ilustrações de Elis Souza Rockenbach, o livro “Valentina, a menina que brinca com o vento” é a primeira produção infantil da autora e conta as aventuras criativas de uma menina, que até os 8 anos de idade viveu no campo e usufruiu dos benefícios da mãe natureza. As ilustrações em preto e branco, tem como objetivo propiciar à criança uma interação lúdica com a obra. “Cada criança é única e traz em si um inesgotável potencial artístico. Então é ela quem irá, de acordo com a sua percepção, colorir o livro, dando ao mesmo a cor que lhe sugere a história”, conta Manacá.

 Nas páginas finais há alguns jogos como, caça palavras, entre outros, que também instigam o desenvolvimento intelectual e criativo da criança. “Por incrível que pareça este livro teve boa aceitação inclusive entre os adultos que entram em harmonia colorindo as ilustrações”, conclui a autora.  

 

 

Outono para além da janela

 

Capa da artista plástica Cidinha Ferreira e prefácio da poeta Mirian Marclay. Esse livro foi inspirado em várias vivências cotidianas e muitas delas remetem à infância, mais especificamente a estação de outono. Essa estação que traz como lição a necessidade de exercer o desapego é um tempo de reclusão e de compreender que o ser humano é uno com a natureza. É um momento de maturidade que traz reflexões acerca das perdas e conquistas e nos ensina a ressignificar o que realmente é importante na vida.

 Conforme descrito em seus versos, o outono trouxe muita dor à vida da autora, e a fez compreender que era nessa estação que as grandes mudanças aconteciam. Um período de muitas dificuldades. Era preciso despir-se da pele habitada para que nova roupagem pudesse revestir o corpo para a chegada do inverno.

 “A poesia é um resgate de si mesmo no tempo presente. E esta obra é um presente que nos instiga a resgatar-nos um pouco mais através do olhar sensível e conectado a Gaia desta autora tão sensível e ligada aos movimentos atuais – sem esquecer de suas raízes atemporais,” ressalta Miriam Marclay, poeta e escritora.

 “Entre o parapeito e as flores / o olhar expandido voa / para além dos sentimentos / quantas poesias foram colhidas / entre as folhas brincando ao vento / aos olhos apressados do tempo (...)”, poesia, com o mesmo título do livro.

 

 

GAIA – a poética silenciosa do amor

 

Capa do artista plástico José Augusto e prefácio da poeta Lívia Bertges. Gaia – a poética silenciosa do amor nasceu em plena pandemia e chama a atenção para o cuidado amoroso e necessário àquela que tudo nos prove: a Mãe Terra. O livro traz a tona reflexões acerca deste momento de incertezas e conclama às pessoas para uma nova era de amor, entrega, partilha e solidariedade. A autora espera que as poesias nele contidas possam reverberar a urgência do cuidado planetário. 

 O livro faz um convite às curandeiras e guardiãs da vida planetária sob ameaça de extinção a darem as mãos numa harmoniosa ciranda para acolhê-la com amor e bem-quer. “Vigie a plenitude da Terra, escute o silêncio. Acolha-os. Este é o convite primordial desta escrita-anfitriã de Janete Manacá”, reforça, Lívia Bertges, poeta e doutora em estudos literários pela UFMT.

 De acordo com a autora, Gaia é e sempre será protagonista das suas poesias. “Seus dias são de vigília universal / Têm destaque nos meus versos / transbordam nas páginas do meu ser / sua força é proteção / dos meus dias inquietos / Senhora dos meus desertos,” estrofes da poesia, Senhora dos meus desertos.

A SABEDORIA DOS CAMINHOS: poesia em tempos de pandemia

 A capa dessa obra é da artista plástica Daniela Monteiro e prefácio de Silviane Ramos, Herdeira do Quilombo do Quariterê. Esse livro foi produzido totalmente durante na quarentena. As 101 poesias nele contidas fazem parte do “Momento com Gaia”, projeto criado no início da pandemia e tem por finalidade enviar todas as noites um áudio com poesias de autoria de Janete Manacá para centenas de pessoas do Brasil e outros países, via whatsApp.

 Esse projeto nasceu com a necessidade de expressar o seu afeto a dezenas de pessoas que estavam ansiosas, depressivas e muitas delas desenvolvendo síndrome de pânico. Já foram enviadas mais de duzentas poesias. Além desse, já esta em andamento mais um livro. “Expostos à iminência da morte, fomos tocados pelo desejo de viver. O projeto continua a todo vapor. Às vezes quando eu atraso o envio as pessoas me mandam mensagens cobrando. Muitas não dormem enquanto não ouvem o Momento com Gaia”, declara Janete.

 “De repente o passado já não cabia no hoje. A cadeira de balanço passou a ser o lugar mais cômodo para repensar a vida e dar novos tons ao cotidiano. Era preciso aprender a lidar com as frustrações, curar as feridas, perdoar, desenvolver a compaixão, saber ouvir. O momento pedia calma, acolhimento, solidariedade, desapego, entrega, amor. Havia uma necessidade urgente em aprender a organizar o caos, arrumar a casa, exercitar a compreensão, dialogar, ser e estar no mundo vivenciando o agora na intensidade que o momento requeria. Como um convite que a todo instante nos instigava a reinventar novos caminhos,” esclarece Janete na apresentação.

 

 (foto: Fred Gustavos)

 

Sobre a autora

Janete Manacá (Janete Ferreira da Silva) é filha de camponeses, aposentada, escritora e poeta. Passou a infância num povoado rural no norte do Paraná. Ama a vida, a natureza e todas as formas de arte. Bacharel em Serviço Social, Rádio e TV e Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É colaboradora do Parágrafo Cerrado e integrante do Coletivo Literário Maria Taquara, ligado ao Mulherio das Letras/MT. Possui poesias publicadas na Revista Pixé, Ruído Manifesto, Ser MulherArte, TyrannusMelancholicus e outras mídias.

Serviço

 O QUÊ: Lançamento das obras

  1. Tecelã de memórias
  2. Valentina, a menina que brinca com o vento
  3. Outono para além da janela
  4. GAIA - A poética silenciosa do Amor
  5. A SABEDORIA DOS CAMINHOS: poesia em tempos de pandemia


QUANDO: 11 de dezembro de 2020, às 19h

ONDE: Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune-MT), a Casa das Pretas (LIVE)

MEDIADORA: Marta Cortezão do Mulherio das Letras da Espanha

 Elienai Corrêa

Jornalista DRT/MT 1835

 

 

 

 

 

 

 


Lançamento do livro: “CRÔNICAS DO IMPERADOR: Relíquias de dragão” 01 Dezembro - Sesc Arsenal

Lançamento e Sessão de Autógrafos

Do livro: “CRÔNICAS DO IMPERADOR: Relíquias de dragão

Autor: Marcelo Pereira, escritor, biólogo e professor.

Dia: 01/Dezembro/2020 às 18horas-

Local: Sesc Arsenal Biblioteca, Rua 13 de junho, Centro Sul, S/n, Cuiabá/MT.  

 

 

O livro“ CRÔNICAS DO IMPERADOR: Relíquias de dragão”, lançamento inédito da Umanos Editora, no gênero fantasia de literatura nacional, apresenta uma história intrigante que supera grandes enredos já publicados. Trata-se de uma ficção que instiga e surpreende o leitor coma narrativa de uma saga entre reinos primitivos e mundos diferentes na batalha por sobrevivência, que envolve poder e magia contidos em relíquias sagradas de dragões. Este é o primeiro volume de uma série, cujo enredo apresenta clãs sombrios obstinados, outros destemidos decididos a encontrarem relíquias de poder a qualquer custo, quebram protocolos, se reinventam, enquanto há também os que atuam com intuito de formarem uma sociedade intelectualizada.

Essa é a publicação de estreia do autor, obra que foi escrita toda a punho. O público vai percorrer uma jornada de heroísmo, enigmas, transformações, disputas, decepções, perdas, onde o preconceito, a ganância, a sedução e o poder imperam sobre mundos obscuros. 

Em mais de quatrocentas páginas de aventura e magia, o leitor é convidado a conhecer uma floresta milenar do mundo medieval, habitada por vilões e guerreiros vigorosos, onde a magia faz parte dos reinos. Lugar onde há seres destemidos que surgem de várias raças, dentre animais e feras híbridas. Eles possuem forças descomunais, usam a energia dos próprios corpos para transmutá-los, assim como o ar da órbita em torno deles, o que os tornam hábeis e ágeis para o combate. Nessa época remota, também vive uma parte oprimida, minoritária e alvo dos clãs sombrios e robustos, formada por seres humanos. Devido a fragilidade que eles possuem e incapacidade de absorver a energia do ambiente que vivem, são utilizados como alimento e para o trabalho escravo dos seres poderosos.

 

Mas, é do recôndito das feras sombrias que surge a benevolência de outras espécies, em favor dos seres frágeis, devido a bondade percebida neles. É aí que o leitor vai conhecer a trajetória de guerreiros e vilões, cercada por muitos desafios e bravas lutas, além de descobrir como uma relíquia sagrada milenar pode ser a chave para revelações emocionantes.  

O roteiro dissertado no livro é intrigante, repleto de aventura, muita ação e batalhas internas que podem fazer o leitor duvidar até das próprias escolhas quando deparar com personagens cativantes, tornando-o fascinado pelas histórias apresentadas por eles, um emaranhado de fantasias que não termina com desfecho previsível. O convite aos leitores é que se preparem para adentrar a essa egrégora de reinos que surpreenderá você em cada quinhão da saga, pois do Clã mais simples e menos preparado, poderá surgir o pior de todos os inimigos. Isso é o que oferece o primeiro volume da obra que apresenta apenas o começo de uma narrativa impactante, até então inimaginável para os leitores.

 

 

Serviço:

Título do livro: CRÔNICAS DO IMPERADOR: Relíquias de Dragão.

Autor: Marcelo Pereira.

Páginas: 420 / Edição: 1ª - / Formato: 15,5x22,5cm / Acabamento: Brochura.

Categoria: Fantasia, Ficção, Literatura Nacional.

Lançamento: Umanos Editora, Cuiabá: 2020. (www.grupoumanos.com.br)

Valor: R$ 65,00

 

Contato:

 

NELITON GOIS

Diretor de Marketing - Cel: (65) 9 9629-3453

E-mail: [email protected]

 


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quais são os documentos necessários para conseguir resolver esta etapa tão importante? É isso
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Para conseguir registrar o seu aluguel, será necessário apresentar os seguintes documentos, junto
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Com toda esta documentação em mãos, será necessário enviá-la via e-mail ou entrega-la
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pagamento. Porém, também é preciso lembrar a pessoa que assume esta
responsabilidade por você, deverá ser alguém de confiança, um amigo muito próximo
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lembrar que, assim como você, o Fiador também deverá apresentar toda a
documentação exigida pela imobiliária que, normalmente, é a mesma nos 2 casos.
 SEGURO FIANÇA: O Seguro Fiança é uma modalidade onde o futuro proprietário do
imóvel terá de arcar com o pagamento extra de uma ou duas parcelas do valor do
aluguel, que serão diluídas no valor mensal já pago pelo imóvel. Por exemplo, se o
valor do aluguel for de R$ 1200.00, o seguro fiança – se for de uma parcela mensal
apenas – irá acrescer R$ 120.00 no orçamento, totalizando R$ 1320.00 por mês, durante
10 meses. O período de pagamento pode ser diferente, de acordo com cada imobiliária.
Esta modalidade não possui reembolso.
 CAUÇÃO: O caução, diferente do seguro fiança, possui reembolso, porém ele deve ser
pago imediatamente na assinatura do contrato de aluguel. Seu valor é correspondente a
uma ou duas parcelas do valor do aluguel e, normalmente, é devolvido ao responsável
pela locação, ao final do período do contrato.
Alugar apartamento é uma tarefa um tanto quanto trabalhosa, mas no final sempre vale à pena.
E se você quiser saber mais dicas de como escolher o imóvel certo para você ou entender qual é
a melhor opção de investimento imobiliário, não deixe de seguir nossos perfis nas redes sociais
e ficar por dentro de todas as nossas novidades.


Clube do Ceramista visita o atelier Regina Calazans nesta sexta-feira (13/11)

 

 

Toda sexta-feira do mês acontece a edição do Clube do Ceramista.

Nesta próxima sexta (13/11) o encontro virtual será no ateliê da artista visual e ceramista Regina Calazans.

O Clube do Ceramista é uma iniciativa do Sesc Arsenal, que convida toda semana um ceramista a abrir as portas de seus espaços de criação.

Os encontros são das 14 hs às 15 hs pela plataforma Google Meet e o link é disponibilizado dias antes do encontro.

Acompanhe as redes sociais do Sesc Arsenal para ficar por dentro da programação e acesso aos links dos encontros.

 

Vida e obra da Artista 

Regina Ortega Calazans, natural do Paraná e mato grossense de coração!
Professora grande parte da vida, mãe, esposa, avó e uma pessoa apaixonada pelo barro!
É gratificante ver a massa transformar-se em belas obras, através de nossas mãos!
Trabalhamos com a energia contida nela e passamos às obras toda nossa energia.É fascinante! Por isso, quando estou esculpindo algo, sempre mentalizo as melhores energias para quem a adquirir.

Aprendemos muito com o barro, principalmente ser pacientes e esperar as etapas necessárias para que a finalização seja perfeita!!


Comecei a esculpir em 2015, e tive a oportunidade de participar de algumas exposições e feiras:
Transmitilogismo João e Maria, idealizada por João Sebastião; Opus Magna em homenagem a Magda Domingos, Isaca- I Semana de Arte e Cultura da Amamentação-Palácio da Instrução, curadoria de Ronei Ferraz, Pandora Brasil-Maitres, a convite de Áurea Meira, exposição virtual, Exposição de Presépios no Sesc Arsenal, curadoria Ronei Ferraz, Corpus Pretus, exposição virtual da Casa das Pretas, a convite de Gilda Portella.


Faço parte do Coletivo Ceramistas do Mato e, com o grupo, participei de duas Feiras do Ceramistas, no Sesc Arsenal e da construção de dois painéis expostos na entrada do Sesc , durante a feira, com obras de vários participantes do coletivo.

 


Campanha leva ajuda a mais de mil famílias atingidas pelo fogo em MT

 

 

Em pouco mais de um mês de atuação, o Movimento SOS Filhas do Cerrado e do Pantanal ajudou a amenizar, com a entrega de alimentos, água, máscaras e itens de higiene, a situação emergencial de 1.047 famílias de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais atingidas pelos incêndios e a seca em Mato Grosso.

A campanha de arrecadação e entrega de suprimentos alimentícios, higiênicos, água potável, sementes e ferramentas é articulada pelo Centro Cultural Casa das Pretas com o apoio do Instituto Centro de Vida (ICV) e contabiliza, desde 25 de setembro, a entrega de 1.047 cestas básicas, 1.360 litros de água mineral, 275 máscaras e quase 140 litros de álcool em gel.

A mobilização estava prevista para durar até o dia 30 de novembro, mas deve ser prorrogada em razão dos bons resultados.

“À princípio era uma articulação artístico e cultural para dar visibilidade às mulheres negras e indígenas, mas então vimos essa demanda de ajudar comunidades em situação de risco pela pandemia e pelas queimadas. Nos deparamos com a questão: como promover atividades culturais enquanto as roças e os territórios dessas pessoas estão nessa situação?”, conta Paty Wolf, coordenadora da Casa das Pretas e uma das idealizadoras do projeto.

 

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 

Os incêndios acentuaram a situação de extrema de vulnerabilidade socioeconômica que as comunidades rurais enfrentavam desde abril, com o advento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“As pessoas perderam emprego e não podiam vender mais o que produziam nas comunidades, como farinha e outros produtos artesanais, elas iam vender nas feiras, em mercadinhos, nas ruas. Embora não estivessem vendendo, podiam ainda produzir para o próprio consumo”, afirma Deroní Mendes, coordenadora do Programa de Direitos Socioambientais do Instituto Centro de Vida (ICV). “Aí veio o fogo e destruiu essa possibilidade também.”

A campanha ainda deve atender 1.327 famílias distribuídas entre 53 comunidades cadastradas pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Mato Grosso (Conaq-MT), a Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) e a Rede de Comunidades Tradicionais do Pantanal.

As organizações realizaram o levantamento das comunidades, número de famílias e as necessidades mais urgentes de cada uma.

O movimento articula o recebimento das doações, logística e ordem das entregas, que varia de acordo com a quantidade dos suprimentos arrecadados. “A gente espera ter no mínimo cem cestas básicas para articular a logística de entregar e atender mais de uma comunidade por viagem”, explica Deroní.

Ao total, foram identificadas 1.456 famílias indígenas, 687 quilombolas e 221 pantaneiras para atendimento emergencial nos dois biomas no estado.

A periodicidade das idas às comunidades depende do fluxo de doações, que podem ser realizadas por dinheiro ou entrega de produtos na sede do ICV em Cuiabá até o fim do mês.

Cada uma das comunidades conta com um ponto focal que recebe e distribui os donativos de forma documentada com as assinaturas das famílias beneficiárias.

PÓS FOGO

O Pantanal é conhecido por sua biodiversidade, que neste ano sofreu efeitos possivelmente irreversíveis.

Dependentes da fauna e flora de seus arredores, as numerosas comunidades humanas rurais do bioma ainda carecem de visibilidade. Por isso também a importância da articulação entre as organizações representativas das comunidades. É o que explica Deroní.

“O movimento foi uma força para unir as comunidades, muitas vezes afastadas e de difícil acesso, para levar as demandas para fora e atrair essa ajuda, que ainda vai ser necessária nos próximos meses”, diz.

O agricultor familiar e pescador Edson Dias do Nascimento perdeu, além do roçado, as duas vacas que possuía.

Hoje comemora as primeiras chuvas na comunidade Acorizal de Barão do Melgaço e uma das que recebeu o apoio da campanha. “Mas ainda falta chuva pra gente plantar, o que a gente perdeu não recupera mais”, comenta.

O início do período chuvoso em outubro ajudou a apagar o fogo, mas levou a fuligem contaminante aos córregos que não secaram no período da estiagem, um dos mais fortes dos últimos anos no bioma.

De acordo com Eliane Xunakalo, assessora da FEPOIMT, a água potável é uma demanda urgente entre os povos indígenas. “Essas primeiras chuvas levam as cinzas para a água e até que os rios se limpem, vai precisar de bem mais”, explica.

A situação crítica é estendida ao Cerrado: lideranças da Terra Indígena Tadarimana, localizada no município de Rondonópolis, relataram durante uma entrega de doações a mortandade dos peixes nos córregos.

Mesmo com a intensificação das chuvas das próximas semanas, os efeitos dos incêndios devem perdurar.

 

RECONSTRUÇÃO LENTA

As populações atingidas relatam a necessidade de mudas, sementes, ferramentas para a reconstrução dos meios de vida.

O período chuvoso e a pandemia ainda acentuam a dificuldade no deslocamento entre as cidades e as comunidades, em geral afastadas dos centros urbanos.

“A questão não termina com as cestas básicas, ainda tem outros meses e outros momentos onde há a necessidade. A devastação continua e ainda temos muitas demandas”, diz Cláudia Pinho, representante da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras.

Nas aldeias indígenas, Eliane explica que a destruição do roçado, das plantas medicinais e das palhas utilizadas na confecção das moradias de alguns povos indígenas será superada em um processo lento.

O buriti, por exemplo, deve ainda demorar dois anos para crescer e para suas palhas servirem na confecção das moradias de determinados povos, que agora precisam substituir o artefato por lonas.

Um deles é a etnia bororo da TI Tereza Cristina, uma das três terras indígenas localizadas na porção mato-grossense do Pantanal e de onde alguns anciões, mulheres e crianças chegaram a ser evacuados com o avanço do fogo.

“Foi uma sinergia de impactos sobre a gente”, conta Estêvão Bororo, representante da Associação TugoBaigare e morador da aldeia Córrego Grande, de onde cerca de 50 moradores tiveram de sair de suas casas com a proximidade do fogo e também onde um ancião foi vitimado pela Covid-19.

Agora, afirma o indígena, as famílias sentem os efeitos psicológicos somados aos impactos da destruição da fauna e flora.

Estêvão explica que, além do afugentamento dos animais para outras áreas e a resultante escassez da caça, a perda da vegetação nativa impede o extrativismo praticado tradicionalmente pelas famílias, importante por motivos que excedem a segurança alimentar sob risco.

“Está integrado o olhar territorial, o processo holístico e tradições orais. São as mães que levam os jovens para as matas, há o ensinamento de manusear e conhecer os frutos, o que tá envolvido na área do ponto de vista do sagrado também”, diz.

O Movimento SOS Filhas do Cerrado e do Pantanal planeja realizar o levantamento das comunidades e famílias interessadas em assessoria técnica para apoiar ações de reflorestamento e reconstrução de hortas e roças. A ideia é mapear o número de famílias interessadas e o total de área por comunidade, identificando a quantidade de hectares para apoio nos plantios.

“Tá tudo morto. Viver não vai mais, né? Tem que esperar chover para nascer outros tipos de erva e de mato. Agora tá tudo seco. Não tem mais nada verde. Tudo seco, tudo morto”, repete Benedita Taques, uma das beneficiárias da ação, em minidocumentário produzido pelo ICV

As mulheres do movimento ressaltam a importância da campanha como resultante da articulação, união e apoio entre os três grupos rurais das áreas atingidas – quilombolas, pantaneiras e indígenas, mas que medidas em outras estâncias devem ser tomadas para apoio às populações.

“Quando nos unimos enquanto sociedade civil para arrecadação, estamos trabalhando num apoio emergencial, mas entendemos que precisa de políticas públicas para atender de maneira efetiva essas comunidades”, avalia Paty.

Eliane afirma que existe a necessidade de um planejamento para a época da seca nos biomas de Mato Grosso – Pantanal, Cerrado e Amazônia – nos próximos anos.

“Foi um fogo fora do normal e não queremos que vire regra. Os biomas são atacados e os seus habitantes sofrem com essas ameaças. São nossa casa e da nossa casa a gente cuida bem. A fauna e a flora estão interligadas com os povos”.

 


Lançamento do Livro: BARDO

 

Uma Obra escrita por 24 poetas mato-grossenses, uns de chapa, outros de coração.

BARDO– Versos e Rimas é um projeto da Umanos Editora, escrito por com 24 coautores regionais, uma oportunidade para lançamento de novos poetas no mercado literário. No entanto, é uma obra com veteranos no mundo da poesia, como a escritora e poetisa Marília Beatriz de Figueiredo Leite, membro da Academia Mato-grossense de Letras(in memoriam). Com muito carinho, ela compôs lindas poesias para livro Bardo, pouco antes da partida dela.

A organização geral do livro é do escritor Néliton Góis, diretor de marketing da Umanos Editora. O livro consiste em poesias de diversos gêneros poéticos, uma literatura com requinte de uma escrita singular e com diversidade nos temas, que são contemporâneos, com significado ímpar para provocar reflexões aos leitores.

Os poetas desse projeto são de várias áreas de atuação, publicitários, jornalistas, filósofos, professores, funcionários públicos e empresários. Todos com único objetivo, mostrar a leveza em cada palavra e que poetizar pode acontecer, basta querer.

A Umanos Editora lança escrita que direciona o leitor à uma viagem por entre espaços, situações e o tempo. Um livro para quem gosta de ver o modernismo, o minimalista e a contemporaneidade de uma escrita com um sentido e liberdade poética, desde a narração quanto à erudição.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

O livro será lançado no dia: 24 de Novembro/2020 (terça-feira)

Horário:18h30Local:Sesc Arsenal–Rua 13 de junho, s/n–Centro Sul, Cuiabá/MT.

 Serviço:

Título do livro: Bardo – Versos e Rimas

Gênero: Literatura Brasileira / Poesia

Páginas: 116 / Edição: 1ª / Preço: R$ 30,00 / Formato: 14 x 21cm / Acabamento: Brochura

ISBN: 978-65-990096-0-0 Categoria: Poesia/ Literatura brasileira;

Lançamento: Umanos Editora, Cuiabá: 2020. (www.umanoseditora.com.br).

 SOBRE A EDITORA: Umanos Editora publica e comercializa obras de diversos gêneros, dentre os quais se destacam no portfólio, livros de história mato-grossense, espiritualidade, autoajuda, fantasia, infanto-juvenil, poesia, direito, administração, empreendedorismo, gestão, contos, saúde e psicologia. O que motivou a existência da Umanos Editora foi a concessão de oportunidade para facilitar o processo de publicação de uma obra para quem escreve e o auxílio para desenvolvimento de quem deseja escrever.

Por que Umanos com a letra “U”? Esta é uma peculiaridade do empreendimento que chama a atenção do público. Veja: Umanos é um termo que significa: Universalidade do conhecimento; União; Unificação da sabedoria. O formato côncavo da logomarca, voltado para cima, representa abertura para as possibilidades no universo do conhecimento. Na dimensão de uma visão sistêmica, Umanos representa a unicidade, uma convergência de possibilidades.

  Contato: Néliton Góis - Diretor de Marketing- WhatsApp: 65-9 9629-3453E-mail: [email protected]


1a Jornada Virtual sobre História da África e afro-brasileira do Mato Grosso

A "1ª Jornada Virtual sobre História da África e afro-brasileira no Mato Grosso" é uma iniciativa que visa reunir pesquisadores no Mato Grosso que trabalham com temáticas relacionadas à história e cultura africana e afro-brasileira. Organizado pelo Prof. Dr. Bruno Pinheiro Rodrigues (Departamento de História da UFMT), acontecerá durante o mês de novembro e início de dezembro de forma virtual. Contará com palestras, mesas virtuais e pré-lançamento de livro, reunindo pesquisadores dos programas de pós-graduação do Estado e a professora convidada Mariana Bracks Fonseca (doutora em história social pela USP).

 

 

 

 

A PROGRAMAÇÃO:

10/11, 19h - A história da África através do romance "As aventuras de Ngunga" de Pepetela, com a Profª. Drª. Aparecida Cristina da Silva Ribeiro (Doutora pela Unemat);
 
 
17/11 - O cinema e fotografia na História da África, com Felipe Carias (PPGHIS/UFMT) e Karla Mesquita (PPGHIS/UFMT)
 
  
 

18/11, 14h - Possibilidades de reflexão sobre a História da África através da rainha Ginga, com Mariana Bracks Fonseca (doutora em História social pela USP)

 

 
25/11 - 15h- Pesquisas sobre história afro-brasileira no Mato Grosso, com as professoras Cristina Soares (Profhistoria/UFMT), Lilian Andrade (Profhistoria/Unemat), Fabrizzia Santos (PPGE/UFMT) e Kamila Dinucci (PPGHIS/UFMT). Mediação: Prof. André Lopes (PPGHIS/UFMT).
 
      

 

5/12, 19h - Pré-lançamento do livro "Baobá: a árvore da vida" de Bruno Pinheiro Rodrigues
 
 

Aqui o site das inscrições, que são gratuitas  e limitadas (apenas 50 vagas): https://www.even3.com.br/jornadavirtualhistoriadaafricaufmt/

 

 
 
 

inscrições e Programação da XIV JORNADA DESIGUALDADES RACIAIS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

 

 

Inscrições prorrogadas até dia 26/10 às 14h pelo link: encurtador.com.br/ACKR4

Acesse o canal do Youtube e se inscreva: encurtador.com.br/kuLT3

E acompanhe a contagem regressiva pelo link: https://youtu.be/BK5YQAAZ1C0. 
 

Os dias 26, 27 e 28, vamos dar uma conferida em quem vai estar na mesa redonda “Realidades africanas e afro-brasileiras: Educação no contexto da pandemia COVID-19”, contará com a presença internacional do Prof. Dr. Antônio Cipriano Parafino Gonçalves, da Universidades Eduardo Mondlane (UEM) de Maputo/Moçambique e do Prof. Dr. Gustavo Henrique Araújo Forde, da Universidade Federal do Espírito Santo de Vitória/ES. esta mesa será mediada pelo Prof Dr. Sérgio Pereira dos Santos.

Neste ano, as discussões serão realizadas através de plataforma online e serão gratuitas, você pode se inscrever no canal do Youtube do Nepre - UFMT. As inscrições já estão encerradas e contabilizam mais de 1.898 (mil  oitocentas e noventa e oito) inscrições.

 

 

 

Dionísio BAHULE, Filósofo e Crítico de Arte; Professor de História da Arte, Cultura Visual, Ergonomia e Estética e História e Crítica do Design na Universidade Pedagógica de Maputo - Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes. Lecciona igualmente no Instituto Superior de Comunicação e Imagem de Moçambique as Disciplinas de Semiótica e Semiologia Visual, Estética e Escrita Criativa. É Actor, Músico e Escritor. Tem um livro publicado: Fotojornalismo [OU] a Gramática das Sensações. Professor convidado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Centro de Ciências de Educação - Programa de Pós-graduação em Educação - PPGE; como também foi para a Disciplina de Políticas e Poéticas Afro-americanas na UNIANDRADE – Curitiba. @bahuledionisio

 

 

Sukeh Tanni, começou a cantar desde cedo, com 6,7anos de idade em casa, depois entrou na igreja onde aperfeiçoei a minha voz, segundo ela. Em 2007 começou a compôr e, mais tarde (2011) compõe a primeira música com influências de música tradicional moçambicana. Hoje canta afro-jazz, jazz, soul, reggae e marrabenta ( música de origem e cultura moçambicana). Faz parte do projecto NÔMADE de Lenna Bahule e já trabalhou com vários outros artistas de Moç[email protected]nni

 

 

 

Uma criança negra em movimento.
Uma criança antirracista.@manuemanuellevitoria

 

Gê Lacerda
Mulher preta, feminista, cantora, compositora, terapeuta, educadora  mato-grossense e musicoterapeuta, Licenciada em Música pela Universidade Federal de Mato Grosso, instituição que lhe oportunizou, além do acesso ao ensino superior, o reconhecimento enquanto negra e o aprimoramento da criatividade musical. No PET Conexões de Saberes da UFMT, encontrou espaço fértil para o engajamento nas lutas sociais, para uma leitura crítica do mundo, o que resultou na produção do CD Negra Flor, totalmente autoral e que foi custeado pelo PET. Este trabalho traz 13 músicas que refletem parte dessa história


 

Mayura Matos é artista pluriversal, iniciou como atuadora na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, atuou no grupo 8 anos, passando por diversas linguagens teatrais. Apresentou no Brasil, Portugal, Argentina e Cuba.
Hoje participa do coletivo Humor Negro Night Show, stand-up comedy afrocentrado; é atriz e co-diretora do grupo Coadjuvantes, na peça Woyzeck; Atua na performance autoral ‘Tomada de Consciência"; Sua pesquisa acadêmica é voltada para lei 10.639, possibilidades e desdobramentos da lei no ensino do teatro, assim como questões voltadas a auto-estima do povo-corpo preto através e a partir do teatro. @matosmayura

 

 

O Grupo Quilombo Angola, coordenado pelo Mestre Olavo Perri Reis. Tem como objetivo de trabalhar as seguintes manifestações culturais: Capoeira Angola e o Samba de Roda. A capoeira traduz as experiências diárias – que passam muitas vezes despercebidas – em ritmos e ginga e faz com que o ser angoleiro(a) perpasse a roda de capoeira e ganhe a roda vida, a capoeira faz com que nós percebamos que é preciso gingar pelos meandros da vida, da universidade e assim criar meios e existência e resistê[email protected]

 

 

EXPOSIÇÃO VIRTUAL GUIADA "GRANDES HEROÍNAS NEGRAS". O objetivo é criar espaços de visibilidade às mulheres negras que atuam ou atuaram em diferentes áreas, destacando-se pela perspectiva antirracista, pelo brilhantismo com que executaram seus papéis. As escolas que tiverem interesse devem enviar e-mail para [email protected], informando o interesse e quantos alunos participarão. Os grupos devem ser formados por, no mínimo 20 pessoas e, no máximo, 90 pessoas.

 

Após a manifestação de interesse, a Comissão de Cultura do evento enviará informações aos professores, diretores e coordenadores interessados na visita virtual. A Jornada informará a data e horários disponíveis (14h, 15 ou 16h), após recebimento do e-mail de educadores interessados.

 

 Para acompanhar nossa programação 

A transmissão será gratuita e realizada pelo Youtube através do canal do Nepre - UFMT, inscrevam-se a partir deste link: encurtador.com.br/kuLT3

Contamos com sua colaboração e participação!

 

 

 


Filósofo e Crítico de Arte Poética - Dionísio BAHULE em evento da UFMT

 

 

Dionísio BAHULE, filósofo e critico de arte poética, moçambicano fará a abertura da  XIV Jornada Desigualdades Raciais na Educação Brasileira com a poética na IV Cultura Preta- Ações Afirmativas de Cultura da UFMT. O evento, gratuito, que teve 1898 inscrições acontecerá 25 à 28 de Outubro de 2020. A participação de BAHULE  será  no dia 26  às 8h 30.

Veja a  entrevista  desse intelectual moçambicano, de uma perspectiva estética impar onde se articulam as questões das riquezas culturais  africanas, das tradições, da religiosidade  e da história que é partilhada coletivamente pelos "olhar de um africano". Segue a conversa com a artista visual e textual Gilda Portella para o site Megapop. È um convite  a ouvir, a sentir, a olhar lentamente a narrativa de BAHULE. Permita que sua essência seja tocada, pelas palavras que pulsam sensibilidade  e voz própria. Mergulhe na escrita vivida que ora  sangra ou esta sepultada, mas é repleta de sagrados e possibilidades. Encanta-se. Bahule  desafia-se e nos oferece essa bela rede de memórias.     

 

1) Para a gente começar esse nosso diálogo gostaria que você fizesse um breve resumo sobre o Dionísio BAHULE. De onde ele vem? Do que gosta? O que te movimenta hoje? 

Resposta: Sou de uma região ao Sul de Moçambique  - Chidenguele. Meu pai, um excelente Ginecologista que se deu aos outros até aos seus últimos dias de vida, só na transição para a minha segunda infância conseguiu se fixar na cidade da Maxixe, Inhambane; primeiro, num pequeno bairro com resquícios de uma burguesia tardia; tenho ainda essa imagem presente; de um bairro agitado na encosta da capital económica de Inhambane. Com o motor da modernidade a rugir continuamente na ruela que dividia a nossa casa de outras. Filippo Marinetti em alguns pontos do seu manifesto  tinha razão; a electricidade era fascínio e privilegio para poucos. E nós, éramos o muito que não usufruia deste encanto, mas o perigo da infância com todos seus segredos – passei neste lugar. Aprendi aqui o amor com as plantas – meu pai – um compulsivo apreciador do verde – sinto-o ainda hoje em cada canto da minha casa. Foi-se em Agosto do ano passado sem antes fumar com ele o tabaco dentro do Cachimbo. É tudo isso que me prende. Essa doce lembrança da minha mãe ajudando nos trabalhos da Escola. E hoje, gosto de ter comigo essas lembranças todas. E acredita – isso move muito a minha escrita; esses pequenos nadas que contaminam o meu processo criativo. A minha poesia; a minha narrativa; as canções que escrevo para a Banda – têm muito desses nadas. E ainda continuo acreditando nessa arte que nos força a revisitar as frescas sensações da existência. Por isso – digo e volto a dizer: a poesia para mim é uma tortura; ela me invade; me padece; me sangra; porque a existência me atropela continuadamente; me dilui em farpas verbas. E isso dói! Um dia –um amigo leu Rasura PATOLÓGICA  - uma pequena colecção de textos meus. Depois, cravou seus olhos num insubmisso olhar e disse: a sua escrita dói. É verdade – ela me faz padecer. Eu choro toda vez que escrevo poesia. E hoje, dentre muitas coisas que me movem – é a crítica; pensá-la tão-ela. Esse exercício parasita –que para mim – ela está obsoleta. Já teve seus tempos de glória, mas hoje, está calamitosa.

2) Quando surgiu o seu interesse pela literatura enquanto leitor? Quais autores e ou livros marcaram sua formação de ensaísta e critico de arte.

Resposta: Eu conto sempre essa história. Tão real. Meu pai era grande leitor. Um grande pesquisador na sua área. E parte de seus compêndios deixava-os numa caixa em nosso quarto. E era um tempo em que o papel higiênico era para uma certa classe privilegiada e, nós  - pertencíamos a esses muitos que limpavam o ânus com papel de livros e/ou cadernos. E eu agradeço essa parte. Porque foi por meio dela que comecei a ter o contacto com o facto verbal. E numa dessas finais-de-tarde rasguei mais uma página do compêndio de Obstetrícia e segui para o ritual fecal. Enquanto aguardava a saída das fezes – eu ia apreciando aquele pedaço de papel preso em minhas mãos. A informação que lá estava era boa que não consegui usar. Dobrei. Levantei-me. Dei a volta à Latrina e comecei a rastejar para limpar o resto das fezes no chão. Depois daquele dia; aquele em que não consegui usar pedaço de papel para limpar as minhas fezes – comecei a olhar o livro com outra sensibilidade. Depois fui ao Seminário  - e lá tive outras experiências com o livro e com a limpidez do humano. Mas no ensino Pré-universitário – conheci um Professor a quem devo muito a minha paixão pela Literatura e pela Crítica  - o Professor Cristóvão Seneta. Ele é e, ainda hoje continua sendo um daqueles sujeitos com uma inteligência que, para além de encantar, puxa. E foi isso que aconteceu. Travamos laços não apenas de aluno-professor, mas de irmandade. Naquela mesma altura, coincidentemente, meu pai sofre um processo disciplinar e é transferido para o interior; tão distante de nós; (mas que pecado? Eu sempre me interrogava. E um dia quando ia fechar o livro que publiquei no ano passado – liguei para ele e questionei: pai, o que aconteceu? Chorou copiosamente. E na altura estava a asfixiar a fumaça do Cachimbo em pleno Março. Apenas ajudei um doente que estava à caminho do abismo, disse. Imagino que na altura em que disse isso estivesse sentado. Porque eu hesitei colocar o pé na 24 de Julho depois que continuou a história toda; ficou uma mãe com seis filhos; numa cidade; onde tudo se deve comprar. Foi trágico. Dormíamos muitas vezes sem comer. Meus irmãos que eram mais novos – choravam de fome. Esse imagem toda – me faz chorar até hoje. E de lá – regressou para morrer nas mãos da sua esposa. E mais uma vez – uma mãe com seis filhos; sozinha. Alguém um dia disse que eu estava traumatizado. Talvez. Não importa agora saber se o meu caso é para a Psiquiatria. Verdade! Não consigo superar aquilo tudo. Foi nevrálgico. E Seneta, ele começou a pagar a mensalidade da minha Escola. E Gregário Dos Costumes  - um outro amigo-irmão  - ajudou nas despesas de casa. E tudo isso - deu-me mais força para ler. Na Universidade  - comecei a ganhar fascínio pela Crítica.  Isso me atropelou. Eu não queria seguir Filosofia. Ou era Medicina ou Serviços de Inteligência. Isso era meu fascínio. Mas não foi possível; caí na Filosofia. Na altura, os Departamentos de Filosofia e de Português lutavam para me ter. Passei quase a pertencer aos dois. E isso deu-me espaço para ter acesso à outras leituras. Mas Maurice Blanchot - esse sim – foi meu primeiro fascínio. Depois vieram outros. Fui conversando com R. Barthes, J. Rancière, T. Eagleton,  P. Bürger. E hoje, sigo com outros tantos nomes como Francisco Noa (que depois de lê-lo tanto, comecei a questioná-lo), Ana M. Leite, Pires Laranjeira, Russel G. Hamilton, Augusto Ponzio, Harold Bloom, GertudeStein, Tzvetan Todorov, Bakhtin com todo seu Círculo. É tanto nome.

 

3) E quando você se descobriu escritor e critico de Arte? Foi um processo natural para você? O que move a sua escrita? Qual sua relação com a escrita.

Resposta: A situação concreta; a existência; essas coisas forçaram-me a escrever como uma maneira de chorar. De emergir ao vivido. E quando experienciei o acto de escrever como realização do ser – comecei a procurar perceber as manobras do objecto que me prendia; o que era isto de escrever? Essa coisa de Literatura  - como é que se manifesta? Já no Ensino Pré-Universitário – participava de alguns círculos de debate sobre essa coisa de processos artísticos. Acredito ser nesses lugares que tudo começou, mas a necessidade de querer conhecer o objecto da minha prisão – foi importante para chegar ao lugar de Crítico. E tudo isso foi me ajudando a depurar a palavra; a tomá-la como um Cemitério que guarda o que de mais único tivemos; daí – a minha recusa em publicar um livro de Poesia premiado pelo Banco de Moçambique em 2012.Eu acreditava e, ainda hoje continuo pensando nisso – a escrita só é possível quando encontramo-la uma voz própria; quando o processo de criatividade vem com a originalidade do repertório linguístico nosso. Isso é possível quando desafiamos o nosso ser; quando digo desafiar o nosso ser – digo: mergulhar a circunstância possível da vida. Aqui mora a minha escrita. E a minha relação com a escrita passa primeiro por conhecer a língua como sistema; seus segredos e suas possibilidades predicativas. É nisso que me faz acreditar na Francine Prose ao lembrar um amigo que a disse que escrever é um pouco como convidar alguém a vir a nossa casa. E é mesmo isso – casa como ethos – esse nosso lugar de demora, de permanência; essa nossa interioridade. Infelizmente – temos muitas vozes sem preparo, mas nesta cacofonia – temos  boas excepções com rigor estético bem apurado. Depois da língua – gosto sentir tudo. Houve tempos em que tinha parado de ler Poesia, por exemplo. Tinha essa obsessão de querer encontrar meu repertório próprio; essa ferrovia só minha; essas coisas que ressoam meu mundo; e isso acontece também no meu exercício crítico.

 

4) No trabalho  “A insossegável tarefa de pensar o pós-independência”. Como essa questão atravessa suas produções e sua vida? O que você pode me contar sobre a construção desse trabalho textual? 

Resposta: Particularmente, na crítica  - discuto muito isso. Há aquilo que na crítica chamo por Estética Poetológica Epistémico-Existencial na novíssima engenharia dos processos criativos da Arte em Moçambique. Um processo que se anula das preocupações identitárias e de pertença a um xadrez territorial. A primeira geração de críticos (Rui Knopfli, Ana M. Leite, Orlando Mendes que vai e arrasta outros nomes depois da criação da AEMO e da Geração Charrua) – teve sua produção numa temática bifurcada entre a questão da legitimidade  de uma Literatura Moçambicana como sistema e a especificidade dela em termos identitários. A segunda – circunscrita na academia – vai dar continuidade ao elemento identitário perdendo de vista a nova geração de artistas que deixa de lado essas preocupações. Na verdade, é pela insuficiência em traduzir a linguagem desta geração que enferma a crítica na actualidade. Porém, a Insossegável Tarefa de Pensar o Pós-independência surge das inúmeras conversas que fui tendo com a Obra da Paulina CHIZIANE e com os fragmentos da sua vida. Paulina CHIZIANE é um ser de muitas águas; que prova a loucura e a rejeição da família; que entra na escrita com uma proposta estética própria e os meios literários de então, maioritariamente masculina ecom mulheres todas mestiças–a rejeitaram e chamaram a sua chegada por ASSALTO À INSTITUIÇÃO LITERÁRIA (1): pela proposta estética que dava um passo de volta ao ser próprio da alma africana e (2): por ela ser negra de pele preta. Partilhei tudo isso entre leituras e conversas. Em 2018, ela me tira de uma casa em que estava  arrendando e me dá um tecto em sua casa pedindo que eu use o meu dinheiro para comprar um espaço e construir; nisso ela disse o seguinte: filho, tu és muito bom, mas ninguém te vai respeitar enquanto não tiveres o teu canto. Isso foi profundo: por isso digo sempre: eu devo à Paulina CHIZIANE o muito que hoje sou. E nesse quase um ano e meio no seu território –aprendi muito. Ela abriu-se para mim. Falou de tudo. Aliás  - ofereceu-me sua vida. E foi nisso que eu escrevi aquele texto como forma de introduzir a Paulina CHIZIANE para o leitor. Uma Paulina que muitos não conhecem. E hoje, devo a ela uma Biografia. E ela pediu que a escrevesse no estilo da INSOSSEGÁVEL TAREFA DE PENSAR O PÓS-INDEPENDÊNCIA.

 

 

 


SOS Filhas do Pantanal e do Cerrado

 A campanha SOS Filhas do Pantanal e do Cerrado busca amenizar os efeitos da crise socioambiental (covid-19, período de seca prolongado e queimadas intensas) vivida pelos povos indígenas, comunidades tradicionais pantaneiras e quilombolas de Mato Grosso.

O movimento é articulado pela Casa das Pretas/ MT com apoio do Instituto Centro de Vida - ICV com repasses diretos para a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de MT - CONAQ (Conaq MT), a Federação de Povos e Organizações Indígenas de MT (Fepoimt) e a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras.

Laura Silva  quilombola do Ribeirão do Mutuca território do Mata Cavalo  ressalta  que "a campanha de doação é fundamental para as populações quilombolas. Neste momento de pandemia e queimadas no Pantanal". E menciona uma expressão do Mestre Jesus símbolo do AMOR Universal:  "Dar-lhe agua, a quem tem sede; Dar-lhe comida a quem tem fome". E finaliza destacando: "São as mãos construindo a solidariedade e alimentando".  O símbolo da Campanha SOS são mãos que resistem lutando por justiça social;  representa a mão  das filhas do pantanal e cerrado que  trabalham mas também acolhe, dar e recebe.

 Eliane Xunakalo assessora da Fepoimt destaca a importância da doação para a Campanha SOS Filhas do Pantanal e  do Cerrado esse gesto   estar para além,  da empatia e da solidariedade, ela fala da manutenção dos povos enquanto GUARDIÕES de seus territórios, garantindo assim a preservação de saberes e fazeres enfim para que vida continue a existir: É necessário, que toda sociedade tenha  solidariedade com os povos indígenas, com os quilombos, pantaneiros, precisamos auxiliar os guardiões dos Biomas, para fortalecer sua conexão de luta, de afeto com ambiente que vivem.”

Edinalda Pereira do Nascimento – Membro da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais Pantaneiras fala também da necessidade de manter a população ribeirinha e pantaneira neste bioma: “Os incêndios florestais devastaram nossos territórios tradicionais, alteraram nossa maneira de manejar e utilizar a biodiversidade. Precisamos nos reconectar com nosso ambiente, precisamos continuar em nosso lugar as doações iram possibilitar essa permanência nestes locais.  

 A campanha seque ate o dia 30 de novembro, todas as doações recebidas pelo www.icv.org.br/doar serão totalmente revertidas para a campanha.

 


Rede Feminina de Combate ao Câncer de Cuiabá - MT

Você conhece a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Cuiabá - MT?
Ela é uma instituição sem fins lucrativos que realiza uma série de ações para apoiar o Hospital do Câncer de MT... Parte das arrecadações é, sempre, destinada ao HC e a outra parte fica com a Rede para que desenvolva outras ações, entre elas a construção de uma Casa de Apoio para quem vem a Cuiabá acompanhando pacientes. O HC atende pacientes de todas as cidades de MT e de várias cidades de outros Estados...
Presidida por Maria Carmem Volpato, a Rede apresenta hoje às 17h30 no Hospital do Câncer a campanha do Outubro Rosa...
Hoje serão apresentadas a camiseta comemorativa, criada pela artista plastica Rubi Reolon e a bonequinha Bem Bem que passará a ser a Mascote da Rede... Confeccionada pela artesã Maria Ximenes, o nome é uma homenagem a uma das mulheres mais marcantes da história de Cuiabá...(lembra da Casa de Bem Bem? rsrs.... Pois é ela...)... Quem puder comparecer, será bem vindo (com máscara, é claro)..
Está ai, também, uma boa pauta para nossos veículos de comunicação....

Morre aos 69 anos o artista plástico Rafael Rueda após se recuperar da Covid-19

Morreu na tarde da última quinta-feira (1º) o artista plástico Rafael Rueda, 69 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Rosa, onde foi submetido a uma cirurgia de retirada de um tumor localizado no rim. Ontem, sofreu um infarto e não resistiu. 

O artista estava internado há quase um mês por conta da cirurgia. No hospital, ele também acabou diagnosticado com o novo coronavírus. Porém, segundo familiares, já havia se recuperado da doença.

Rafael Rueda não era casado. Não haverá velório e o seputalmento acontece no Cemitério da Piedade. 

Rafael é um artista conhecido em Cuiabá. Ele pinta quadros abstratos desde 1988 e foi o primeiro a fugir da pintura cabocla e integrar o núcleo de artistas dessa corrente artística. Já expôs na UFMT, Chapada dos Guimarães, Pontifícia Universidade Católica São Paulo, Salão Jovem Arte Mato-grossense, Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande (MS), Sociedade Brasileira de Belas Artes - Rio de Janeiro (RJ), dentre outros locais, mas estava há certo tempo afastado das telas.


INAUGURAÇÃO DO CENTRO CULTURAL CASA DAS PRETAS

 

 

O Centro Cultural  Casa das Pretas, será inaugurado neste sábado, dia 03 de outubro, com visitação aberta ao público a partir das 18h até às 21h. O endereço do local é Rua Governador Rondon nº 25 em frente à Praça da Mandioca (final da Rua Pedro Celestino), bairro Centro Norte, Cuiabá-MT.

A equipe gestora da Casa das Pretas informa que o uso de máscara é obrigatório, assim como a higienização das mãos com álcool que será disponibilizado no local. “É importante frisar que mesmo o espaço sendo amplo, adentrarão o recinto pequenos grupos a fim de evitar aglomeração, mantendo o distanciamento como norma de segurança”, afirma Antonieta Costa, fundadora do IMUNE e gestora do espaço. 

O Centro Cultural Casa das Pretas é a materialização do sonho coletivo do Instituto de Mulheres Negras (IMUNE) que neste mês de outubro completa 18 anos, de criar uma sede para torná-la um centro de referência acessível e aberto a toda população, especialmente para as mulheres negras, com intuito de potencializar o trabalho de artistas e produtores culturais negros, como também dinamizar o afroempreendedorismo a nível local. A Casa das Pretas é gerida por uma equipe multidisciplinar com mulheres negras plurais, formada por: Paty Wolff, Gilda Portela, Natália Nogueira, Isabela Ferreira, Juliana Segóvia, Antonieta Costa e Jackeline Silva. 

Para a Paty Wolff, "a Casa das Pretas é um espaço de aquilombamento. Quando essa pandemia passar, já vejo saraus, muitas rodas de capoeira, apresentações teatrais, oficinas e cirandas em nosso quintal. Aqui será lugar de muito afeto e alegria também." 

A Casa das Pretas é um espaço multicultural e de uso coletivo, destinado a fomentar e divulgar cultura afro-matogrossense. Para Antonieta Costa “a nossa meta é oportunizar a toda população, especialmente aos afrodescendentes, conhecer e desfrutar a arte, participar de formações, adquirir artesanato, assistir as manifestações culturais protagonizadas por negras/os da nossa cidade, do nosso estado e até de outros países”. 

O Centro Cultural Casa das Pretas está em fase de estruturação, o intuito é montar uma biblioteca com literatura infanto-juvenil;  uma sala que vai abrigar galeria de exposições; uma lojinha de artesanatos afro; sala para atividades educativas e de formação profissional para gerar renda, visando profissionalização e fortalecimento da autoestima por meio da estética afro (tranças, penteados, tratamento capilar, turbantes e acessórios); além de oficinas de moda afro e bonecas negras no ateliê de costura. 

Estamos muito otimistas e acreditamos que, tomando as medidas de segurança em saúde, conseguiremos possibilitar à comunidade negra, especialmente às mulheres negras e juventude, alternativas para gerar renda e superar a situação de vulnerabilidade social agravada pela covid-19, reafirmando o nosso compromisso com a equidade, inclusão social e econômica, afirmam as gestoras.

 

SERVIÇO

Inauguração do Cento Cultural Casa das Pretas 

Data: 03/10/2020

Horário: das 18h até as 21h

Endereço: Rua Governador Rondon nº 25 em frente à Praça da Mandioca (final da Rua Pedro Celestino), bairro Centro Norte, Cuiabá-MT

Informações: [email protected]

Instagram: @casadaspretasmt @imunemt

 


Na live de Gusttavo Lima, empresário Bruno Pereira dará incentivos para quem quer aprender mais sobre marketing digital

Cupons de até 50% serão disponibilizados durante o show virtual do artista que acontecerá nesta sexta-feira, 25

Com intuito de incentivar as pessoas que desejam aprender mais sobre os segredos do marketing digital, o empresário Bruno Pereira (internacionalmente conhecido como Mister Ins), em parceria com o cantor Gusttavo Lima, dará cupons de até 50% para o curso “Academia do Instagram”. A promoção acontecerá durante a live “Buteco em Casa III”, que Gusttavo Lima fará com o cantor Daniel nesta sexta-feira, 25, a partir das 20h, com transmissão pelo YouTube.

Idealizada por Bruno Pereira, a “Academia do Instagram” é um curso que já ajudou milhares de brasileiros. Visionário, o proprietário da Mister Ins é um nome de referência quando se fala em estratégias de vendas, marketing digital de sucesso e importação de produtos dos Estados Unidos.

A parceria desses dois fenômenos da internet consiste em juntar as experiências, a visibilidade, a credibilidade e os aprendizados que ambos passaram ao longo do processo da construção de carreira, mostrando como funciona cada passo no universo virtual, para que os milhares de brasileiros com o espírito empreendedor consigam escalar o próprio negócio, principalmente no Instagram.

“É hora de aproveitar as oportunidades para mudar de vida, não podemos deixar o isolamento e a pandemia nos parar para novos conhecimentos e desafios” ressalta Bruno.

O curso “Academia do Instagram” foi pensado e produzido para quem quer vender no Instagram, para quem está começando no meio digital e que não tem tanto conhecimento e para as pessoas que já tem afinidade com a plataforma, mas quer aprender detalhadamente como implantar estratégias de vendas de sucesso.

Para saber mais, assista a live “Buteco em Casa III” nesta sexta-feira, 25.

Mais sobre Bruno Pereira

Nascido em Goiânia, Bruno Pereira que prestava serviços de call center em uma empresa de telefonia, atualmente é referência e inspiração para os jovens que procuram investir tempo e dinheiro em importação de produtos dos Estados Unidos para o Brasil.

Relançando a loja física da marca masculina “Mister Ins”, que traz a qualidade da moda americana, Bruno vive em uma ponte aérea entre a cidade natal e os Estados Unidos e divide seu tempo nos negócios e em ensinar os alunos a economizarem até 80% nas importações, de forma legal e segura.

O primeiro curso lançado por Bruno foi “Academia de Importação”, que ajudou mais de 13 mil alunos a importarem produtos dos Estados Unidos, além de ensinar as melhores maneiras de comprar, mesmo com o dólar em alta.

Para acompanhar as redes sociais de Bruno, acesse:

Instagram:https://www.instagram.com/bruno.misterins/?hl=pt-br
Facebook:https://www.facebook.com/bruno.misterins/
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCaYNIbZ9fDITOCtojkazebQ


Música Sertaneja: Mayck & Lyan lançam “Truque da Moeda”

A canção chega hoje nas plataformas digitais e YouTube 

Representantes do sertanejo caipira e tradicional, os irmãos Mayck e Lyan lançam nesta sexta-feira, 25, a canção “Truque da Moeda”. A faixa chega nas principais plataformas digitais de streaming e o clipe será disponibilizado no canal oficial do YouTube da dupla. O single enaltece, de forma ímpar, o amor entre pai e filho em versos embalados pelo inconfundível som da viola.

Ouça agora “Truque da Moeda” pelo seu aplicativo favorito: https://ps.onerpm.com/truquedamoeda

Assinada por Mayck, Lyan em parceria com Luigi, Leandro Visacre, Gabriel Rocha e Lucas Carvalho, a canção vem acompanhada por um videoclipe que traz cenas lindas de montanhas e um fim de tarde acompanhado de um pôr do sol, o vídeo promete emocionar o público em um desfecho surpreendente.

Com cenas gravadas nas cidades de Cabreúva (SP) e Maringá (PR) durante o período da pandemia causada pela COVID 19, a produção conta uma linda história baseada na vida real e mostra que o tempo passa num piscar de olhos abrindo espaço para a saudade, mas que nada é capaz de apagar as boas lembranças e substituir o valor de um abraço entre pais e filhos.

O clipe de “Truque da Moeda” tem direção de Jacques Jr. e traz participações dos atores Rafael Bezerra (avô), Vagner Voinich (filho), Vanessa Lopes que interpreta a filha e Murilo Vieira (neto).

+ Sobre Mayck e Lyan

A dupla de irmãos naturais de Alta Floresta (MT), Mayck e Lyan possuem a verdadeira alma sertaneja e uma história traçada no interior brasileiro, palco de talentos natos que fizeram e fazem até hoje muito sucesso, como por exemplo, Tião Carreiro e Pardinho e Ronaldo Viola.

Considerados os representantes do sertanejo caipira e tradicional, os irmãos também compõem, produzem e interpretam grandes sucessos que marcaram época, sempre acompanhados da tradicional viola de dez cordas.

A viola caipira repercutiu em solo americano. No ano passado, a dupla realizou a sua primeira turnê internacional, passando pelas cidades de Orlando e Fort Lauderdale (Flórida), Newark (Nova Jersey) e Boston (Massachusetts).

Mayck (29) é dono de uma voz marcante, grave e aveludada, que se destaca entre os outros cantores sertanejos. Já Lyan mostra outro diferencial e muita versatilidade ao adaptar sucessos de artistas internacionais como Michael Jackson, Bee Gees, além de trilhas de grandes séries como Game Of Thrones, na viola caipira.

Ao longo da carreira de mais de 20 anos, Mayck e Lyan atingiram marcas significativas como Disco de Ouro, Disco de Platina e DVDs de Ouro, além de indicações a diversos prêmios. 

Outra curiosidade que surpreende: Em paralelo com a música, a dupla não deixou de estudar. Mayck é formado em Rádio e TV (Comunicação Social) e Lyan é formado em música. Atualmente, Lyan cursa o 3º ano de Medicina Veterinária.

Vale ressaltar que recentemente, Mayck e Lyan lançaram o clipe do single “É Pipoco” em parceria com dupla Rionegro e Solimões, somando mais de um 1 milhão de visualizações no canal oficial da dupla no YouTube.

Site: www.mayckelyan.com.br
Instagram: @mayckelyanoficial
Facebook: www.facebook.com/mayckelyanoficial
YouTube: www.youtube.com/user/mayckelyanbr


Novo single “3G” de Danilo Bottrel chega hoje às plataformas digitais

A canção chega com um clipe feito no apartamento do artista

Os fãs de uma boa sofrência já podem se preparar para curtir mais uma moda de doer o coração, pois Danilo Bottrel acaba de disponibilizar a música “3G” nas principais plataformas digitais. O lançamento chega com um clipe produzido no período de pandemia no apartamento onde o artista mora, em Goiânia (GO), o vídeo está disponível no canal oficial do YouTube, do cantor.

Assista o clipe: ttps://www.youtube.com/watch?v=YdfMDbP5TCE&feature=youtu.be

Composição de Alê Monteiro, Rafael Quadros, Vinni Miranda, Ruan Soares e Waléria Leão, a música conta a história de uma falha na conexão da internet, que acabou evitando o envio de uma mensagem onde o rapaz estava dando um fim no relacionamento. “Quem nunca se arrependeu ao enviar uma mensagem? Ainda bem que muitas vezes o “3G” salva a gente, e eu tenho certeza que muita gente vai se identificar com essa música” ressaltou o artista.

“Nesses tempos de shows e de estrada já vi muita gente terminando o relacionamento por telefone, aí depois se arrepende, chora, ouve uma boa moda sofrida e sem contar que a gente também sempre tem um amigo que já fez isso, né?” brinca Danilo.

A canção que despertou ansiedade nos fãs desde o anúncio, tem produção de Ivan Miyazato e o vídeo que traz cenas de Goiânia da janela da casa de Danilo, foi assinado por Ricardo Bikay.

Confira agora “3G” no seu aplicativo de música preferido:
https://onerpm.lnk.to/3G_DaniloBottrel

Siga os passos de Danilo Bottrel nas redes sociais:

Site: www.danilobottrel.com.br

Instagram: @danilobottrel

Facebook: www.facebook.com/danilobottrel

YouTube: www.youtube.com/user/danilobottrel


Barra da Saia reúne grandes clássicos sertanejos em playlist especial

– Seleção estará disponível a partir do dia 25/09 nas principais plataformas digitais – 

Sempre com uma proposta moderna e pioneira dentro da música sertaneja, a Barra da Saia (única banda feminina e sertaneja do Brasil) está disponibilizando nas principais plataformas digitais uma playlist especial com grandes clássicos do gênero. A divulgação de cada faixa será semanal e começa nesta sexta-feira (25/09) com o lançamento da regravação de “Marvada Pinga” – canção caipira gravada originalmente em 1953 por Inezita Barroso.

Escute: https://radar.ffm.to/barradasaia-marvadapinga

A seleção seguirá com “Chico Mineiro” (Tonico & Tinoco), “Beijinho Doce” (de As Galvão “Sonho de um Caminhoneiro” (Milionário & José Rico) e “Caminhoneiro” (Roberto Carlos) - músicas que ganharam uma nova roupagem na voz da Barra da Saia.

“Vamos iniciar a divulgação dessa playlist especial com Marvada Pinga que é um clássico muito importantes que apresentamos no nosso projeto que conta a história da mulher na música caipira e sertaneja. Na sequência, escolhemos algumas canções para homenagearmos os caminhoneiros, pois temos uma ligação bem especial com eles, desde os tempos em que fazíamos shows pelas estradas e nas caravanas. É uma seleção musical que estamos preparando com um grande carinho e esperamos que todos vocês curtam! E fiquem ligados, pois há mais novidades chegando”, comenta Adriana Sanchez – líder da Barra da Saia.

A playlist tem lançamento pela Radar Records e estará disponível pelo Spotify, Deezer, Apple Music, Google Play Music, Tindal e Pandora.

SOBRE A BARRA DA SAIA:

Na estrada desde 1999, a Barra da Saia apresenta uma proposta moderna e pioneira dentro da música sertaneja. Amadrinhada por Hebe Camargo, a banda traz o estilo roça’n’roll – gênero que traz a interessante mistura da moda de viola, com pitadas do country e do rock. As integrantes trazem influências que passam pelo sertanejo de raiz, pelo country, pelo rock e pela música latina, com as polcas, guarânias e chamamés.

Em nova fase desde 2019, a Barra da Saia conta com Adriana Sanchez (voz e sanfona) e Eliza Marin (voz e violão) na linha de frente. Nos shows, outras integrantes têm participado como convidadas. Os lançamentos mais recentes são os singles: “Para Que Tá Feio” (que mistura as batidas do country norte-americano com o nosso ritmo bem brasileiro) e “Não Vou Perdoar” (que aborda como tema os relacionamentos abusivos).

Em 2020, a Barra da Saia segue com a divulgação do projeto “A História da Mulher na Música Caipira”, que inclui a atual turnê da banda (pausada por conta da COVID 19).

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Telefone para shows: (11) 3873-9169 / 11 96614-5262


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