23 de junho de 2024 - 19:06

Cultura

Coletivo de Herdeiras do Quariterê firma parceria com o TRT/MT para promover inclusão de pessoas negras na magistratura

fotos: Hilda Cândida Ribeiro

 

Em uma iniciativa pioneira voltada para a promoção da diversidade e inclusão racial, o Coletivo de Herdeiras do Quariterê assinou na última quinta-feira (20 de junho) uma parceria significativa com o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT). O acordo visa proporcionar acesso às pessoas negras aos cursos oferecidos pela Escola Judicial do Tribunal, preparando-as para ingressarem na magistratura.

O principal objetivo dessa colaboração é aumentar a representatividade negra dentro do sistema judiciário, oferecendo oportunidades educacionais e de formação para que pessoas negras possam se qualificar e competir em condições mais equitativas nos processos seletivos para cargos de magistrado.

A assinatura do acordo reforça o compromisso do TRT/MT com a diversidade e a inclusão, alinhando-se às políticas de promoção de igualdade racial e combate ao racismo institucional. A presidente do Tribunal, em seu discurso durante a cerimônia de assinatura, destacou a importância de iniciativas como esta para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Esta parceria é um marco na luta pela igualdade de oportunidades. É fundamental que todas as pessoas, independentemente de sua raça, tenham acesso às mesmas chances de crescimento e desenvolvimento profissional”, afirmou a desembargadora e presidente do TRT-MT, Adenir Carruesco.

A cerimônia de assinatura contou com a presença de Gilda Portella Rocha, diretora executiva que representou a presidente do Coletivo de Mulheres Negras Herdeiras do Quariterê, doutora Silviane Ramos Lopes da Silva. Em sua companhia estava a mestre e membro do coletivo, Júlia Café. Também participaram como ativistas da luta antirracista e membros do Centro Espírita Nossa Senhora do Carmo, Giulianna Altimari e Dionildo Campos.

Segundo Gilda Portella, "a assinatura desse acordo possibilita que outras portas sejam abertas, que as mulheres negras se inspirem na desembargadora Adenir e que assim, mais mulheres negras possam ocupar outros espaços de poder".

Silviane Ramos, presidente do Coletivo de Herdeiras do Quariterê, destacou a relevância desta parceria para a luta antirracista: “O TRT, parceiro na luta antirracista, celebra institucionalmente essa parceria com o Coletivo Herdeiras do Quariterê. Estamos muito entusiasmadas com essa colaboração, que representa um passo importante na luta contra a desigualdade racial no Brasil, especialmente em um campo tão crucial como o da Justiça”.

Julia Café, mestre e membro do Coletivo de Herdeiras do Quariterê, enfatizou a importância do acordo: “O acordo representa um passo significativo rumo à promoção da diversidade e inclusão na magistratura. A capacitação de pessoas negras abre portas e oportunidades para que elas ingressem nesse campo tão importante. O acordo contribui não apenas para a representatividade, mas também para a justiça e equidade dentro do sistema judicial”.

Dionildo Campos, ativista da luta antirracista e membro do Centro Espírita Nossa Senhora do Carmo, expressou sua satisfação com a parceria: “Momento feliz, quando o TRT-23, em acordo de cooperação, abre-se para acolher e apoiar candidatas negras à magistratura trabalhista, oportunizando a verticalização da comunidade negra, tão esquecida, no apagamento histórico, que agora é revisto. Um momento feliz e histórico”.

O Coletivo de Herdeiras do Quariterê, conhecido por seu trabalho em defesa dos direitos das mulheres negras e pela valorização da história e cultura afro-brasileira, vê nesta parceria uma oportunidade de transformar vidas e abrir portas para muitas pessoas negras que desejam seguir a carreira na magistratura. 

Cursos Oferecidos
Os cursos da Escola Judicial do TRT/MT são amplos e abrangem diversas áreas do direito, além de oferecerem capacitação específica para os desafios enfrentados pelos magistrados no exercício de suas funções. A parceria garantirá que as pessoas negras tenham acesso a esses recursos educacionais, aumentando suas chances de sucesso nos concursos públicos.

A parceria entre o Coletivo de Herdeiras do Quariterê e o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso marca um avanço significativo na busca pela equidade racial no Judiciário brasileiro. Espera-se que essa iniciativa inspire outras instituições a adotarem medidas semelhantes, promovendo uma Justiça mais representativa e inclusiva para todos.

Links:https://www.herdeirasdoquaritere.com.br/ ,  https://potenciasnegras.org/ 

https://portal.trt23.jus.br/portal/node/10603

 

 


David Moura assume Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de MT

David Moura é o novo Secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso. Em cerimônia realizada na quinta-feira (21.06), o governador Mauro Mendes oficializou a nomeação do profissional, que comandava a Secretaria Adjunta de Esporte desde o ano de 2022.


Ex-atleta profissional, David Moura ficou mundialmente conhecido por seus resultados como judoca. Atualmente, ele também responde pela presidência do Instituto Reação Olímpico.


David substitui o ex-titular da pasta, Jefferson Carvalho Neves. Em seu lugar na Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer, foi nomeado Beto Corrêa.


Tradicional Cavalhada de Poconé será realizada neste sábado (22)

A manifestação cultural integra a Festa de São Benedito, que conta também com a Dança dos Mascarados

A tradicional Cavalhada de Poconé ocorre neste sábado (22.06), a partir das 8h, no Clube Cidade Rosa (CCR). O evento é uma das manifestações mais populares de Mato Grosso e conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).


“É com orgulho que ajudamos a manter vivo um dos principais espetáculos culturais do Estado. É um evento de fé, história e tradição que reforça a potência da cultura mato-grossense”, destaca a secretária adjunta de Cultura da Secel, Keiko Okamura.


Integrando a Festa do Glorioso São Benedito de Poconé, a Cavalhada faz a representação campal da luta de caráter religioso entre mouros e cristãos. Também faz parte da mesma festa religiosa a Dança dos Mascarados, que acontece no próximo sábado (29.06), às 20h, na praça da Igreja Matriz do município. 


Na Cavalhada são 12 cavaleiros de cada lado simulando a disputa entre povos cristãos e muçulmanos. Originalmente, a luta buscava a consolidação do cristianismo durante a Idade Média. No final, bandeiras brancas são estendidas em pedido de paz.

Na apresentação dos Mascarados participam 28 dançarinos e mais 14 integrantes da banda. Usando máscaras, roupas de chitão, chapéus e outros adereços, metade deles dançam vestidos de homens, os galãs, e a outra metade vestidos de mulheres, as damas. A dança folclórica típica da região pantaneira presta homenagens ao Senhor Divino e a São Benedito.


A Festa do Glorioso São Benedito de Poconé é uma realização dos Festeiros de São Benedito e do Grupo Mascarados de Poconé. Além da Cavalhada e Dança dos Mascarados, a programação inclui ainda levantamento de mastro, procissão, missas e quermesses. O encerramento será no domingo (30.06), às 6h, com missa solene e apresentação dos novos festeiros.


Grupo Tibanaré apresenta peça inspirada na obra da escritora Luciene Carvalho

O projeto é viabilizado pelo Edital Viver Cultura, e as apresentações têm entrada gratuita ao público

O grupo Tibanaré retoma neste mês o projeto ‘Canção da Iniciação’, um espetáculo imersivo que mescla teatro e poesia, inspirado na obra da escritora e presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Luciene Carvalho. A peça terá apresentações gratuitas, entre os dias 28 e 30 de junho. Os ingressos precisam ser retirados antecipadamente pela internet.
O espetáculo foi selecionado no Edital Viver Cultura, e o projeto inclui realização de oficinas gratuitas de escrita criativa, que serão conduzidas pela própria Luciene. As inscrições para a atividade também devem ser feitas online.
Em relação ao espetáculo, o grupo explica que se trata de uma experiência teatral e poética, em formato de instalação visual com projeções, nas quais imagens são sobrepostas sobre os corpos dos atores e no palco. Com 40 minutos de duração, também há efeitos sonoros, textos e objetos que ajudam a dar vida à obra da escritora, apresentando temas como ancestralidade, vivências, raça e de gênero.

Espetáculo 'Canção da Iniciação' - grupo Tibanaré
Créditos: Francisco Alves


A oficina de criação literária será conduzida por Luciene Carvalho e tem a proposta de estimular os participantes a se aventurar na escrita criativa. Além da experiência com a artista, os inscritos também receberão um livro de autoria dela.
A agenda de espetáculos inclui apresentações nos dias 28 de junho, no bairro Jardim Passaredo, e dias 29 e 30, no Palácio da Instrução. As apresentações serão sempre às 19h. No Jardim Passaredo, o Grupo Tibanaré fará um cadastro dos interessados ao longo da semana, com retirada dos ingressos uma hora antes do espetáculo. No Palácio da Instrução, os ingressos estão disponíveis na internet.
As oficinas serão dia 27 de junho, no Jardim Passaredo, e dia 29 de junho, no Palácio da Instrução. As vagas são limitadas e é preciso ter no mínimo 14 anos de idade para participar.  A inscrição será presencial no Jardim Passaredo e online para o Palácio da Instrução.
O projeto ainda contempla apresentações do espetáculo em escolas públicas de Cuiabá, assim como a realização da oficina ‘Os vãos da Palavra’, conduzida pelo Grupo Tibanaré. Durante as atividades, serão distribuídos 100 livros de Luciene Carvalho para os participantes. 
O espetáculo ‘Canção da Iniciação’ estreou em dezembro de 2021, após seleção no Edital Conexão Mestres da Cultura, da Secel. Foram feitas três apresentações na Casa Cuiabana e no Palácio da Instrução. E está sendo retomado agora via Edital Viver Cultura.

Espetáculo 'Canção da Iniciação' - grupo Tibanaré
Créditos: Francisco Alves


Serviço
Projeto ‘Canção da Iniciação’
Oficinas de escrita criativa
27/06 – 19h - Complexo Cultural do bairro Jardim Passaredo, em Cuiabá
29/06 – 14h às 18h - Palácio da Instrução, Centro de Cuiabá
Inscrições gratuitas
Espetáculo Canção da Iniciação
28/06 – 19h – Complexo Cultural do bairro Jardim Passaredo, em Cuiabá
29 e 30/06 - 19h - no Palácio da Instrução, Centro de Cuiabá
Classificação: 12 anos. Espetáculo com acessibilidade em libras
Entrada gratuita
Inscrições para oficinas e ingressos para a peça: clique AQUI


Unidos do Arraiá Edição 2024 Celebra Tradições Juninas em Grande Estilo

Nos dias 7 e 8 de junho, Porto Alegre do Norte foi palco da edição 2024 do "Unidos do Arraiá", um evento que celebrou as tradições juninas com muita alegria e animação. Realizado pelas escolas municipais e estaduais, em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e organizado pelo Departamento de Cultura e Turismo, o arraiá reuniu a comunidade para duas noites inesquecíveis.

Apresentações Juninas e Espetáculos

O evento contou com vibrantes apresentações de quadrilhas juninas realizadas pelos alunos das escolas locais. Uma das atrações mais aguardadas foi a apresentação especial do grupo Flor do Sertão, que representou o município no festival estadual Festrilha. O grupo encantou o público com um trecho do espetáculo que levará para a final do festival em Água Boa, MT, no final deste mês.

Atrações Musicais

Além das apresentações escolares, a programação incluiu shows musicais que animaram ainda mais o arraiá. A dupla local Lucas e Marcos empolgou a plateia com seu repertório regional, enquanto a cantora nacional Camillinha encerrou as noites com uma performance marcante, encantando a todos com sua voz e carisma.

Celebração da Cultura e Tradição

O "Unidos do Arraiá" edição 2024 foi um sucesso, promovendo a cultura e as tradições juninas, além de fortalecer o espírito comunitário em Porto Alegre do Norte. O evento destacou o talento dos alunos e artistas locais, proporcionando momentos de diversão e confraternização para todas as famílias presentes.

Gestão 2021-2024: “A transformação é o compromisso de todos.”


13ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

13 sessões contarão com LIBRAS e audiodescrição.

Evento ocorre de 12 a 20 de junho

Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba ocupará as salas de cinema da capital paranaense de 12 a 20 de junho, com sessões no Cine Passeio, no Cinemark Mueller, na Ópera de Arame e também no Teatro da Vila, no CIC. 

 

O festival, que é um dos mais importantes dedicados à sétima arte do Brasil, além de promover o acesso do público a produções inéditas de todo o mundo e a versões restauradas de clássicos na telona a preços acessíveis, ainda contribui para a democratização do cinema por meio de sessões com recursos de acessibilidade. 

 

“Todos os anos, o Olhar de Cinema busca sempre aprimorar o seu papel na democratização do acesso ao cinema, promovendo serviços que vão além da exibição de filmes a preços acessíveis, como a exibição de produções com recursos de acessibilidade, como LIBRAS e audiodescrição”, comenta Antônio Gonçalves Jr., diretor do Olhar de Cinema. 

 

Retrato de um Certo Oriente - Cred Matizar Filmes, Divulgação

Para 2024, 13 sessões contarão com tais recursos, passando por diferentes mostras, como a Mostra Competitiva Brasileira, Mirada Paranaense, Pequenos Olhares, Novos Olhares, assim como os filmes de abertura e encerramento. Serão exibidos com recursos de acessibilidade as produções “Retrato de um Certo Oriente”, do diretor Marcelo Gomes; “A Cápsula”, produção de Maringá do diretor Ribamar Nascimento; o longa infantil de animação “O Sonho de Clarice”, de Fernando Gutierrez e Guto Bicalho; “Greice”, de Leonardo Mouramateus; “Quem É Essa Mulher?” de Mariana Jaspe; “Entre Vênus e Marte”, de Cris Ventura; “O Sol das Mariposas”, de Fábio Allon; “Idade da Pedra”, de Renan Rovida; e “Um Dia Antes de Todos os Outros”, de Valentina Homem, Fernanda Bond; “Salão de Baile”, de Juru e Vitã; e os curtas infantis “Casa na Árvore”, de Guilherme Lepca,”Lagrimar”, de Paula Vanina, e “Almadía, de Mariana Medina”. 

 

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial com valores a partir de R$8 (meia-entrada), com exceção para as matinês do Cine Passeio da Mostra Pequenos Olhares, em que o ingresso tem valor especial de R$6.

 

A Cápsula na Mostra Mirada Paranaense- Cred Reprodução

Filmes e horários das sessões com recursos de acessibilidade:

 

No dia 13 de junho, às 14h, no Cine Passeio Luz, será a reexibição do filme “Retrato de um Certo Oriente”, escolhido para abrir a 13ª edição do Olhar de Cinema. O longa, que leva direção de Marcelo Gomes (“Paloma”, “Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar”), traz personagens que foram expulsos de suas terras por conflitos sociopolíticos e é baseado no romance do escritor amazonense Milton Hatoum, ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Romance (1990). Os irmãos libaneses, Emilie e Emir, católicos, embarcam do Líbano em uma viagem rumo ao Brasil. No trajeto, Emilie, se apaixona por um comerciante muçulmano, Omar, causando ciúme incontrolável por parte do seu irmão, que usará as diferenças religiosas para separá-los. Porém, antes de chegar ao destino final, em uma briga com Omar, Emir é gravemente ferido em um acidente e a única opção de Emilie é descer em uma aldeia indígena no meio da selva para encontrar um curandeiro que o salve. Após a recuperação do irmão, Emilie toma uma decisão que levará a consequências trágicas. 

 

O elenco de “Retrato de um Certo Oriente”, conta com Wafa’a Celine Halawi, Charbel Kamel, Zakaria Kaakour, Rosa Peixoto e Eros Galbiati. O roteiro é de Marcelo Gomes, Maria Camargo e Gustavo Campos. 

 

No dia 14 de junho, às 16h20, é a vez do longa maringaense “A Cápsula”, que integra a Mostra Mirada Paranaense, dedicada a promover um panorama sobre a cena audiovisual do Paraná. Com direção de Ribamar Nascimento, o filme se passa em uma realidade assolada por um desastre ocorrido há muitos anos, mostrando a história de dois irmãos, a jovem Mariana, vivida pela atriz Danielli Pasquini, e Dinho, interpretado pelo curitibano Bernardon Hohmann. Eles encontram uma cápsula do tempo com objetos dos antigos habitantes da região, a família Raymon, atraindo a atenção do chefe das gangues do local, Breu (Luiz Carlos Persy), iniciando uma busca por desvendar os mistérios do passado a fim de remediar os traumas do presente. 

 

"O Sonho de Clarice", dirigido por Fernando Gutierrez e Guto Bicalho - Cred Reprodução

Nos dias 15 e 16 de junho, às 10h30, ocorre a exibição do longa animado “O Sonho de Clarice” (Brasil | 2023 | 83’), de Fernando Gutierrez e Guto Bicalho, que fala sobre Clarice, uma menina esperta que demonstrará toda sua capacidade criativa para ter que lidar com a morte de sua mãe. Ela passa os dias com seu pai, tentando se distrair e brincar mesmo em meio aos dias cheios de trabalho dele como carroceiro. Dessa maneira, na sua rotina, Clarice imagina um mundo mágico em que contará com a ajuda de inusitados amigos para viver grandes aventuras e aprender a conviver com a ausência e a lembrança de sua mãe. 

 

Nos mesmos dias, às 13h, é a vez da exibição dos curtas “Casa na Árvore” (Brasil | 2024 | 8’), de Guilherme Lepca, que conta a história de Ariel, que, ao chegar na escola, percebe que seu amigo Dudu não está. O motivo da falta? O pequeno ficou resfriado. Na imaginação de uma criança que tem como afazer principal ir pra escola, a ausência pode significar uma permissão total para a brincadeira. E quem não quer brincar o dia todo? Ficar resfriado pode fazer parte do cotidiano de uma criança, mas não quando essa criança é Ariel; “Lagrimar”(Brasil | 2023 | 14’), de Paula Vanina, que mostra uma menina que anda sozinha por uma mata seca e árida, mas algo em sua cabeça produz vida. Em algum momento, sua caminhada é surpreendida por uma outra vida que brota dessa cabeça fértil, dando a possibilidade de uma amizade inusitada; e “Almadia”  (Brasil | 2024 | 8’), de Mariana Medina, em que acompanhamos a história de um jangadeiro e sua família, suas jornadas que, por um momento, se distanciam no mar em terra firme, e que voltam a se entrelaçar em uma nova perspectiva de amor e memória. 

 

No dia 16 de junho, às 14h, o filme “Greice”,  (Brasil | 2024 | 110’) da Mostra Competitiva Brasileira contará com recursos de acessibilidade no Cine Passeio - Sala Ritz.  Com direção de  Leonardo Mouramateus, a produção gira em torno de uma jovem mulher brasileira estudando e trabalhando em Lisboa. Em um dia de trabalho, Greice conhece Alfonso, e essa relação vai ser o estopim para uma série de acontecimentos que a levam de volta a seu Ceará natal. Com seus diálogos mordazes, interpretados por um elenco cativante, o filme trata com notável leveza de temas complexos ao redor das identidades, e em especial das relações sociais e de gênero.

 

Entre Vênus e Marte, Mostra Novos Olhares - Cred Reprodução

Também no dia 16, às 14h, no Cine Passeio - Sala Luz, ocorre a exibição de “Entre Vênus e Marte” (Brasil | 2022 | 61’), da Mostra Novos Olhares. Dirigida por Cris Ventura, o filme mostra Ed Marte que, após séculos de hibernação em sua cápsula, ressurge na cidade de Belo Horizonte com a missão de resgatar a princesa Nickary. Misturando registros e dispositivos com a mesma anarquia furiosa e festiva de suas personagens, Cris Ventura cria um filme-OVNI totalmente auto-consciente de que a liberdade completa sempre será sua principal bandeira e mote.

 

Já às 16h20, é a vez da exibição de “Quem é Essa Mulher?” (Brasil | 2024 | 70’), de Mariana Jaspe, da Mostra Competitiva Brasileira. No filme, o público é convidado a pegar a estrada junto com a historiadora Mayara, que leva todos às origens da sua pesquisa sobre Maria Odília Teixeira, a primeira médica negra do Brasil. Nesse caminho, entenderemos aos poucos o quanto as trajetórias dessas duas mulheres, com os cem anos de história brasileira que as separam, têm em comum. Mariana Jaspe não se apega a um formato estático de aproximação documental, permitindo que o filme ganhe novos ares na medida em que essas histórias se iluminam mutuamente. 

 

No dia 17 de junho, às 14h15, “O Sol das Mariposas” (Brasil | 2024 | 105’), da Mostra Competitiva Brasileira, será exibido no Cine Passeio - Sala Luz. Dirigido por Fábio Allon, o filme, que é o primeiro longa ficcional em direção solo do cineasta, mostra Marta que, após a partida do seu marido, luta para manter funcionando o seu sítio de café resistindo aos avanços de um emergente agronegócio pelo interior do Paraná da década de 1970. Na medida em que sua relação com a colega Juliana se torna mais forte, vai ficando mais claro que o ambiente adverso e conservador ao seu redor é um risco tão grande quanto a promessa das geadas de um inverno inclemente. 

 

No mesmo dia, às 20h30, no Cine Passeio - Sala Luz, ocorre a exibição de “Idade da Pedra”(Brasil | 2024 | 70’), da Mostra Novos Olhares. Escrito, dirigido e protagonizado por Renan Rovida, a produção acompanha as andanças de Terceiro Mundo, um homem sem-teto que mergulha em uma deriva onírica pelas ruas da capital paulista. Fragmentos de tempos passados e presentes se enlaçam nessa dança entre memória, sonho e desejos de insurreição, em que a subjetividade de uma pessoa à margem favorece a reflexão crítica sobre um Brasil profundamente contraditório.

 

No dia 19 de junho, às 14h15, no Cine Passeio - Sala Luz, da Mostra Competitiva BRasileira, ocorre a exibição de “Um Dia Antes de Todos os Outros” (Brasil | 2024 | 73’). Com direção de Valentina HOmem e Fernanda Bond, o filme mostra a jovem Sofia, que improvisa rimas com suas amizades na comunidade em que vive, enquanto sua mãe Marli, organiza a desocupação do apartamento de classe média alta em que trabalhou por boa parte da vida como cuidadora. Na ficção, muitas camadas envolvem o público com sensibilidade no universo íntimo de suas personagens, revelando o afeto e também as dinâmicas de poder que atravessam as relações de três gerações de mulheres com importantes diferenças entre si. 

 

E, às 19h15, no Cinemark Mueller, será exibido “Salão de Baile”, filme de encerramento do Olhar de Cinema 2024. A produção do pesquisador Juru e da cineasta Vitã apresenta a cultura do ballroom, mostrando as Houses fluminenses, que se apropriam de influências estrangeiras e de elementos reconhecidamente brasileiros para construir um universo que combina dança, música, moda e performance a partir das experiências queer periféricas e racializadas. 

 

Além das sessões com recursos de acessibilidades, os seminários gratuitos do Olhar de Cinema também contarão com os serviços de inclusão, sendo ainda transmitidos ao vivo pelo canal oficial do festival no Youtube. Entre os temas a serem abordados, estão assuntos que vão além dos aspectos técnicos e estéticos da cinematografia, promovendo reflexões sobre o papel social da sétima arte.A programação completa dos seminários pode ser conferida no site oficial. 

 

"Salão de Baile" - Filme de Encerramento - Cred Reprodução

Acompanhe a programação e as novidades pelo site www.olhardecinema.com.br e pelas redes sociais oficiais: Instagram @olhardecinema e Facebook.com.br/Olhardecinema. A 13ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba é realizada por meio do programa de apoio e incentivo à cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, sendo também o projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e pelo Ministério da Cultura - Governo Federal, com patrocínio do Itaú e Peróxidos do Brasil, apoio do Instituto de Oncologia do Paraná, Sanepar, Cimento Itambé, Favretto Mídia Exterior, e apoio cultural de Projeto Paradiso, Cine Passeio, Instituto Curitiba de Arte e Cultura. Verifique a classificação indicativa de cada filme e sessões com acessibilidade de audiodescrição.

 

Serviço:

13º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

Data: 12 a 20 de junho de 2024

Locais: Cine Passeio (R. Riachuelo, 410 - Centro)

    Cinemark Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127, Centro)

  Teatro da Vila (R. Davi Xavier da Silva, 451, Cidade Industrial de Curitiba)

    Ópera de Arame (R. João Gava, 920, bairro Abranches)

Site oficial: www.olhardecinema.com.br.

Redes Sociais: Instagram: www.instagram.com/Olhardecinema

             Facebook: www.facebook.com.br/Olhardecinema

Patrocínio:  Itaú e Peróxidos do Brasil

Apoio:  Instituto de Oncologia do Paraná, Sanepar, Cimento Itambé e Favretto Mídia Exterior

Produção: Grafo Audiovisual

Apoio Cultural: Projeto Paradiso, Cine Passeio, Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Taiwan Film & Audiovisual Institute, Cinemark

Realização: Programa de apoio e incentivo à cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura - Governo Federal. Lei de incentivo à cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal.

 

Sugestões de palavras-chave: Olhar de Cinema, cinema independente, Festival Internacional de Curitiba, Olhar Retrospectivo, CIne Passeio, Cinemark Mueller, Ópera de Arame, Hou Hsiao-Hsien, homenagem em vida, cineasta influente, Retrato de um certo oriente, marcelo gomes, filme de abertura, festival de cinema, Mostra Competitiva Brasileira, Mostra Competitiva Internacional, Mostra Pequenos Olhares, O sonho de Clarice, animação, fantasia, mostra gratuita, oficinas, gratuito, programação completa, ballroom, recursos de acessibilidade, Libras


TOM CYKMAN e FÉLIX JUNIOR lançam CHORANDO EM FRENTE

Em mês comemorativo do gênero e depois de ser reconhecido como PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL, músicos inovam o choro em projeto inédito

 

“Uma visão tradicional e respeitosa do gênero do choro, e ao mesmo tempo oferece um frescor, algo inovador, reforçando a ideia que a tradição pode ser contada de maneira contemporânea e moderna”. É assim que a violonista, compositora e arranjadora Elodie Bouny definiu o disco Chorando em Frente, do guitarrista Tom Cykman e o violonista Félix Junior, que acaba de chegar nas plataformas digitais.

Nesse álbum, os músicos apresentam revigorantes releituras de choros clássicos de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, entre outros, através de interpretações cheias de liberdade e improvisação. A instrumentação inusitada da guitarra no choro, por Tom Cykman, tocada de forma fiel ao gênero e ao mesmo tempo moderna, se soma ao impecável violão de 7 cordas de Félix Júnior, trazendo um frescor para a música instrumental brasileira.

Para o clarinetista e compositor Caetano Brasil, “As melodias no disco estão muito bem colocadas na guitarra, com o respeito de quem reconhece a profundidade da linguagem e se dedica a pesquisar uma forma própria de exprimi-la em seu instrumento.”

Tom Cykman, nascido em São Paulo e criado em Florianópolis (SC), é um guitarrista com foco na música brasileira e na improvisação. Em 2022, realizou uma série de oficinas a respeito da guitarra no choro, com a qual alcançou repercussão internacional com público inscrito de todo o Brasil, Argentina e Europa. Realizou turnês na Argentina, Portugal e Israel (Shablul Jazz), além de ministrar uma Masterclass de música brasileira no Núcleo de Samba e Choro de Buenos Aires.  Atualmente integra o trio de Alexandre Rodrigues em seu inovador trabalho de pife em contexto jazzístico. Sua discografia inclui o single Intocável com Félix Júnior (2021), Iara Ferreira Trio (2022), Iara Ferreira VERDEAMARELA (2023), Choro Xadrez (2023) e Pife Enigmático - Alexandre Rodrigues Trio (2024).

Félix Junior é considerado um dos grandes nomes do violão de sete cordas no Brasil. Compositor e arranjador de MPB instrumental, iniciou seu aprendizado no norte de Minas, passando por Pirapora e Montes Claros, até chegar ao Distrito Federal. O músico já trabalhou com outros grandes mestres da nossa música, gente como Altamiro Carrilho, Osvaldinho do Acordeom, Turíbio Santos, Gabriel Grossi, Hamilton de Holanda, Dominguinhos, Yamandú Costa, Jane Dubok, Cristovão Bastos, Roberto Menescal e muitos outros. Sua discografia inclui discos como Quando as Cordas Choram (2012), Lamento mineiro (2019), Félix Junior Interpreta Francisco Araújo (2020) e  Chão de Minas (2022) em formato solo, e em dueto como Nascente- com Gabriel Grossi (2016), Pro Menesca Vol 1 e 2 com Marcia Tauil (Part Roberto Menescal), Caymmi-se com Marcia Tauil e Juliana Caymmi (2022) e Pro Cristóvão Vol 1 e 2 com Marcia Tauil (Part Cristóvão Bastos), 2022 e 2023.

 

REPERTÓRIO COMPLETO

  1. Chorinho de Gafieira (Astor Silva)
  2. Chorando Baixinho (Abel Ferreira)
  3. Receita de Samba (Jacob do Bandolim)
  4. Ingênuo (Pixinguinha e Benedito Lacerda)
  5. Eu Quero É Sossego (K-Ximbinho)
  6. Doce de Coco (Jacob do Bandolim)
  7. Perigoso (Orlando Silveira e Esmeraldino Salles)
  8. Naquele Tempo (Pixinguinha)
  9. Cochichando (Pixinguinha)
 

FICHA TÉCNICA

Guitarra: Tom Cykman

Violão 7 cordas: Félix Júnior

Captação: Jorge Lacerda (Florianópolis, SC)

Mixagem: JG Júnior (Brasília, DF)

Captação de vídeo: Guilherme Ledoux

Edição de vídeo: Tom Cykman


A Arte de Expressar e Ressignificar Experiências Cotidianas

A influenciadora digital Juvi Chagas, de 32 anos, conquistou as redes sociais com sua abordagem única e autêntica. Seus vídeos “Top 5” viralizaram, mas ela não se considera uma celebridade. Em uma declaração recente, Juvi compartilhou sua visão sobre a produção de conteúdo e como ela enxerga os vídeos verticais como processos artísticos.

 

Juvi é enfática ao afirmar que não encara a produção de conteúdo e os vídeos como uma documentação de sua vida pessoal. Ela acredita que essa perspectiva não se aplica a ninguém. Quando alguém se apresenta como uma celebridade nos vídeos, muitas vezes está fingindo para si mesmo e para os outros. Juvi não quer ser rotulada dessa forma e rejeita a ideia de ser “a pessoa dos vídeos”.

 

Em um papo de bar com Juvi, é possível perceber que ela é mais ouvinte e observadora do que alguém que fala incessantemente como nos vídeos. Essa característica é parte essencial de sua autenticidade. Ela posta seus vídeos e sai correndo, evitando o culto à celebridade e focando na essência das experiências cotidianas compartilhadas.

 

 

 

Para Juvi, os vídeos verticais são mais do que simples registros. São processos artísticos nos quais ela dá luz a experiências cotidianas com um toque de humor. Mesmo quando as situações são ásperas, ela busca expressar e ressignificar essas vivências através de suas criações. Talvez essa seja a verdadeira arte: transformar o comum em algo extraordinário.

Juvi não busca fama desmedida. Ela celebra o reconhecimento que recebe, mas sua essência está na autenticidade e na capacidade de expressar o mundo ao seu redor. Sua abordagem inspira outros influenciadores e nos lembra que a verdadeira arte está em encontrar significado nas pequenas coisas e compartilhá-las com autenticidade e criatividade.

Juvi Chagas é muito mais do que seus vídeos. Ela é uma artista que transforma o cotidiano em algo especial e nos convida a enxergar o mundo com novos olhos.


Incêndio atinge armazém com 4 mil toneladas de soja em Sorriso

O Corpo de Bombeiros de Sorriso, foi acionado ontem à noite, às 23h20, para um incêndio em um armazém de grãos de grande porte de uma empresa, localizada no distrito Industrial. No local, os militares identificaram que as chamas estavam em um armazém que continha, aproximadamente, 4 mil toneladas de soja.

Quatro guarnições do Corpo de Bombeiros Militar foram até o local e utilizaram o sistema de hidrantes do complexo industrial para debelar o incêndio, isso junto com o apoio da brigada de incêndio da empresa.

O combate as chamas durou menos de uma hora e a estratégia adotada foi utilizar as esteiras/elevadores transportadores de grãos (redler) para terminar de completar o armazém por cima, que estava com a sua capacidade quase máxima, com soja extremamente úmida e, assim, abafar o incêndio pela retirada de oxigênio e acumulo de vapor de água.

Não houve feridos na operação e as causas do incêndio serão verificadas pela perícia.


Prefeitura Municipal de Porto Alegre do Norte Apoiou o Sarau Cultural Balé das Águas

No dia 17 de maio de 2024, a Orla do Rio Tapirapé, em Porto Alegre do Norte-MT, foi palco do Sarau Cultural "Balé das Águas" do artista Edilson Santos. Este evento é parte do projeto realizado através do Edital Viver Cultura da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do Estado de Mato Grosso (Secel). O objetivo do projeto é valorizar a diversidade cultural do Araguaia e de Mato Grosso, com apresentações em várias cidades da região, incluindo Porto Alegre do Norte.

A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Lazer, por meio do Departamento Municipal de Cultura, forneceu o suporte necessário para a realização do evento. A coordenadora de cultura municipal, Rosa Dilma, ressaltou a importância de eventos como este para que os artistas locais possam mostrar seus talentos. Ela afirmou que é papel do poder público criar oportunidades para que os artistas desenvolvam e apresentem seus trabalhos.

O sarau contou com diversas apresentações, incluindo música, danças, poemas, poesias, exposições de artesanatos e telas. Além disso, houve um estande com exposição e venda de livros de autores da região Araguaia, como "Saberes e Sabores" de Célia Ferreira de Sousa e "Embiras" de Edilson Pereira Santos. O evento também contou com a presença do prefeito Daniel do Lago, vereadores e representantes das comunidades indígenas, quilombolas e dos Direitos Humanos.


Grag Queen se apresenta no palco principal da RuPaul's DragCon 2024

Multiartista estará presente no evento que acontece nos dias 19 e 20 de julho em Los Angeles, nos Estados Unidos

 

A multiartista Grag Queen se apresenta no palco principal da RuPaul's DragCon deste ano. O evento que acontece nos dias 19 e 20 de julho, em Los Angeles, nos Estados Unidos, celebra anualmente artistas do universo drag, sendo um dos maiores do mundo no segmento.

 

Apresentadora da primeira temporada da versão brasileira de RuPaul's Drag Race e vencedora da primeira temporada de Queen of the Universe, Grag Queen também liderou o próprio reality show e viajou por todo o país, se aprofundando na cultura da comunidade drag de cada região do Brasil na série “Grag Hearts Drag”.

 

O RuPaul's DragCon contará com performances das artistas no palco principal, sessão de autógrafos, encontro com fãs, painéis, além de programação exclusiva nos dois dias de evento.

Whindersson Nunes realiza show em Fortaleza com renda revertida para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

Humorista que já arrecadou R$ 3 milhões continua a auxiliar vítimas de tragédia e além de show, envia drones com mantimentos para pessoas ilhadas e cria projeto para salvar animais

 

O influenciador e humorista, Whindersson Nunes que já arrecadou R$ 3 milhões para as vítimas da tragédia que atinge o Rio Grande do Sul, realiza no dia 25 de maio, um show de stand-up no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, em que toda a renda será revertida para as vítimas das enchentes no estado. 

 

Whindersson também continua a ajudar as vítimas com drones que levam kits de proteína, água e aparatos para adultos e crianças nos prédios ilhados. O influenciador também criou em parceria com Dário, sócio do influenciador e PHD em física, uma solução viável para o resgate de animais de grande porte.

 

O projeto consiste em protótipo 3D, que pode ser criado em impressoras 3D, e que conseguem fazer um cavalo de 500kg flutuar na água. Nunes também está ajudando no desenvolvimento de uma solução para tratamento de água potável e solicitou nas redes sociais ajuda do maior youtuber do mundo, MrBeast.

Luan Estilizado atinge 1 milhão de ouvintes no Spotify

Cantor alcança marca na plataforma de música mais popular do país

 

O acordeonista, cantor e compositor, Luan Estilizado, acaba de atingir 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify. Com sucessos como, “Erro Que dá Certo” e “Tá Faltando Eu”, Luan é um dos mais populares forrozeiros do país. 

 

Além do sucesso na plataforma de música, Luan possui 896 mil inscritos no Youtube, e mais de 273 milhões de visualizações em seu canal.

 

O cantor também faz parte do projeto “À Vontade”, ao lado de Raí Saia Rodada e Zezo Potiguar, que traz grandes sucessos brasileiros em versão de forró.


JULIETTE ANUNCIA GRAVAÇÃO DE SÃO JUÃO, SEU NOVO PROJETO

Dia 23 de maio, no Rio de Janeiro, Juliette reunirá amigos para a gravação de seu mais novo projeto artístico: São JUão. Como o nome representa, o audiovisual será uma representação da festa típica brasileira sob o olhar da própria Juliette. 

 

"Durante muito tempo as festividades de São João foram tomando um caminho caricato, onfensivo e até mesmo xenofóbico. Mas São João não é nada disso. Uma das minhas missões é trazer uma representação diferente, cheia de alegria e beleza, como deve ser", comenta a cantora. Captado ao vivo direto de uma verdadeira festa junina, com direito a barraquinhas, comidas típicas, touro mecânico e muita dança, o São JUão terá um repertório escolhido por Juliette especialmente para a ocasião. 

 

"Não posso contar sobre tudo, senão acaba estragando a surpresa. Mas os meus fãs e público poderão acompanhar os próximos passos sobre este projeto nas minhas redes sociais. Tenho feito com muito carinho e amor", diz. Envolvida com a causa beneficente em favor das vítimas da catástrofe climática no Rio Grande do Sul, Juliette disponibilizará um QR code para que seus convidados realizem doações. 

 

"Não podemos esquecer de maneira nenhuma o que cidadãos brasileiros estão vivendo nesse momento. Apoiei e continuarei apoiando de todas as formas possíveis. E com meu novo projeto não poderia ser diferente. A ideia é continuar apoiando as vítimas no Rio Grande do Sul após seu lançamento", conclui. São JUão tem previsão para ser lançado no canal do YouTube da cantora durante o mês de junho.


BADI ASSAD E ORQUESTRA MUNDANA REFUGI lançam OLHO DE PEIXE

Disco que projetou Lenine ganha versão que celebra a versatilidade musical 

A cantora, compositora e violonista Badi Assad se une à Orquestra Mundana Refugi, sob a direção musical de Carlinhos Antunes, para lançar 30 anos de Olho de Peixe, uma releitura do disco homônimo de Lenine em parceria com o percussionista Marcos Suzano. Com a produção musical de Pedro Ito e arranjos de Daniel Muller, Danilo Penteado, Maiara Moraes, Rui Barossi e também Badi Assad, Carlinhos Antunes e Pedro Ito, o álbum estará disponível nas plataformas digitais no dia 24 de maio.

Essa versão do álbum Olho de Peixe, disco que projetou Lenine, representará um marco na trajetória musical de Badi Assad, cuja habilidade técnica e criatividade inigualáveis a tornaram uma figura de destaque não somente no Brasil, como no mundo. 

Para Badi, “O disco Olho de Peixe, tanto para mim, quanto para o Carlinhos Antunes, mentor da orquestra, é um divisor de águas. Um trabalho muito importante para nossas vidas, como inspiração, na seara do ritmo, do violão percussivo do Lenine, na percussão vocal, nas composições incríveis” E finaliza, “Merecia essa celebração”.

No projeto especial concebido por Badi Assad em colaboração com a produtora Elis Ribeirete, o objetivo era transcender o simples resgate e ressignificação do álbum original do músico pernambucano Lenine. A intenção era também homenagear o migrante Lenine, que, como tantos outros nordestinos e pessoas de diferentes regiões do Brasil e do mundo, chegou ao Sudeste em busca de novas oportunidades. Este movimento migratório contribui para São Paulo se estabelecer como um dos mais importantes polos de migração do Brasil. Assim, a integração foi natural e inevitável: Badi Assad harmonizou-se com os cânticos e sons da Orquestra Mundana Refugi, formada por músicos imigrantes e refugiados de diversas partes do Brasil e do mundo, resultando em uma interpretação única e emocionante. Com arranjos envolventes e uma fusão de influências culturais, o disco oferece uma nova perspectiva sobre as composições icônicas de Lenine e seus parceiros, ressaltando a diversidade e a riqueza da música brasileira.

As faixas escolhidas para essa gravação foram Leão do Norte (Lenine e Paulo César Pinheiro), Caribenha Nação / Tuaregue Nagô (Lenine e Bráulio Tavares), Acredite ou Não (Lenine e Bráulio Tavares), Gandaia das Ondas / Pedra e Areia (Lenine e Dudu Falcão), O que é Bonito (Lenine e Bráulio Tavares), Último Pôr do Sol (Lenine e Lula Queiroga), Escrúpulo (Lenine e Lula Queiroga) e a faixa título, Olho de Peixe (Lenine).

Além de comemorar o legado de Olho de Peixe, o lançamento deste álbum também destaca a importância da colaboração e da inclusão na música. Ao unir talentos tão diversos, Badi Assad e a Orquestra Mundana Refugi não apenas criam uma obra de arte inspiradora, mas também promovem a mensagem poderosa de solidariedade e união dos povos através da música. É a celebração da diversidade, da criatividade e do poder transformador da música. 

Badi Assad, nascida Mariângela Assad Simão em 1966 em São João da Boa Vista (SP) e criada no Rio de Janeiro, é uma renomada cantora, violonista, compositora, escritora e malabarista vocal brasileira. Iniciou sua trajetória musical aos 14 anos, rapidamente dominando o violão e conquistando prêmios em concursos internacionais. Em 1989, lançou seu primeiro álbum "Dança dos Tons" e logo chamou atenção pela sua originalidade, misturando voz, violão e percussão. Sua carreira internacional decolou com a gravadora Chesky Records, sendo reconhecida como uma das melhores artistas brasileiras. Após mudar-se para os Estados Unidos em 1998, lançou o aclamado álbum "Chameleon", ampliando ainda mais seu reconhecimento global. Em meio a desafios, como uma breve interrupção na carreira devido a uma incapacidade neurológica motora, Badi superou obstáculos e retornou ao cenário musical com projetos inovadores, como o álbum "Hatched" (2016) e o documentário sobre sua vida, "Badi" (2017). Ao longo dos anos, colaborou com diversos artistas, recebeu prêmios e participou de iniciativas sociais e culturais. Seu legado continua em constante evolução, com lançamentos recentes como o CD "ILHA" (2022) e projetos como "Mulheres do Mundo" (2024), evidenciando sua inabalável criatividade e compromisso com a música e a arte.

Criada em 2017 por músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo, como Palestina, Cuba, Turquia, Irã, Guiné e Congo, a Orquestra Mundana Refugi tem a direção musical de Carlinhos Antunes. Sua formação inclui instrumentos tradicionais como piano, saxofone, flauta e bateria, até os mais diferentes, como bouzouki, kanun árabe, alaúde e rebab.

Badi Assad e Orquestra Mundana Refugi – 30 anos de Olho de Peixe é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Economia Criativa e o Programa de Ação Cultural – PROAC.

  

OLHO DE PEIXE - FICHA TÉCNICA COMPLETA

IDEALIZAÇÃO DO PROJETO

Badi Assad e Elis Ribeirete

COORDENAÇÃO GERAL

Badi Assad, Elis Ribeirete e Carlinhos Antunes

 

DIREÇÃO MUSICAL

Carlinhos Antunes

 

PRODUÇÃO MUSICAL

Pedro Ito

 

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Elis Ribeirete, André de Oliveira e Ana Lima

 

ARTE CAPA

Pedro Oka

 

ARTE CAPA SINGLE (Gandaia das Ondas/Pedra e Areia)

Loli Molina

 

PROJETO VISUAL / ENCARTE

Elis Ribeirete e Pedro Oka

 

GRAVAÇÃO 

Estúdio Apodi 185: Beto Mendonça 

Estúdio Porão do Batera: Pedro Ito 

Estúdio Space Blues: Pedro Luz

 

MIXAGEM 

Estúdio BG Estúdio: Bernardo Goys

 

MASTERIZAÇÃO 

Reference Mastering Studio - Homero Lotito

 

ARRANJOS 

Leão do Norte: Pedro Ito 

Caribenha Nação/Tuaregue Nagô: Daniel Muller

Acredite ou Não: Carlinhos Antunes

O Que é Bonito, O Último Pôr do Sol: Danilo Penteado

Gandaia das Ondas/Pedra e Areia: Maiara Moraes 

Escrúpulo: Rui Barossi

Olho de Peixe: Badi Assad e Carlinhos Antunes

 

 

MÚSICOS

Badi Assad: Voz e Violão

Carlinhos Antunes: Violão, N'goni, Cuatro, Percussão, Voz  

Maiara Moraes: Flauta e Pífanos

Laura Santos: Clarinete

Luís Cabrera: Saxofone

Daniel Muller: Acordeon

Chadas Ustuntas: Alaúde

Danilo Penteado: Piano e Violão

Nelson Lin: Harpa Chinesa

Pedro Ito: Bateria, Percussão

Beto Angerosa: Percussão

Abou Cisse: Djembe

Rui Barossi: Baixo Acústico e Elétrico

Abou Cisse: Djembe

Yousef Saif: Bouzouki

Mariama Camara: Balafon e Voz

Leo Matumona, Mah Mooni, Oula Al-Saguir, Fran Castellar, Mariama Camara, Hidras Tuala, Paula Tesser, Hilda Maria: Vozes

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Débora Venturini 
Assessoria de Comunicação
Tel.: (11) 98326.3851


A MULA, de PAULO FREIRE

Violeiro, compositor e contador de histórias lança disco sobre seu encontro com a mula sem cabeça

Um grande causo musicado em que o autor narra seu encontro com uma mula sem cabeça no interior do Estado do Tocantins. Assim é A Mula, álbum do violeiro, compositor e contador de histórias Paulo Freire, que será lançado nas plataformas digitais no dia 22 de maio. Essa fantástica e curiosa fábula é vivida pelo próprio violeiro, seguindo a linha da “oratura”, ou seja, das narrativas inspiradas na tradição oral, como se fossem causos contados à beira de uma fogueira.

O álbum tem a participação especial do percussionista Adriano Busko, parceiro antigo de Paulo Freire que também se apresentará no show de lançamento no próximo dia 30 de junho na Casa Museu Ema Klabin, na capital paulista. Além de autor e executante – em prosa e viola! – desta intrigante história, o projeto tem a direção musical também de Paulo Freire, e foi viabilizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do Estado de São Paulo, com a elaboração, gestão e coordenação geral do projeto de Gisella Gonçalves, da Borandá Produções.

A Mula chega após os lançamentos dos singles, e capítulos, Clarões da MadrugadaOlavo e Padre Armando e Zélia. É nesse universo que Paulo Freire trata de esmiuçar as verdades científicas que comprovam a existência de uma mula sem cabeça, seu surgimento e consequências. Ponteados de viola foram criados para este grande acontecimento, além de novas versões para outras músicas de Paulo Freire, como “Mosquitão” e “Dona Júdica”.

O violeiro, contador de histórias e escritor Paulo Freire segue se especializando na temática dos seres de nossa terra. Em 2020, criou o espetáculo Cunhado de Lobisomem, juntamente com o compositor e instrumentista Danilo Moraes. Autor de trilhas sonoras, canções, romances, biografias, livros de causos, livros infantis e CDs de viola, Freire tem entre seus trabalhos mais recentes os CDs “Alto Grande” e “Pórva”, e o romance “Jurupari”.

Nascido em São Paulo, já morou no sertão do Urucuia (MG) - região onde se passa a trama do romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa - onde aprendeu a tocar viola com Manoel de Oliveira e outros mestres, além de aprofundar-se nos costumes e lendas do sertão. Posteriormente viveu em Paris, ali estudou violão clássico, e atuou em grupos de música brasileira em vários países da Europa e na Argélia. Em 2015 e 2016, realizou 120 apresentações pelo projeto “Sonora Brasil”, do Departamento Nacional do SESC, por todos os estados brasileiros. Foi o curador da “Ocupação Inezita Barroso”, exposição sobre a artista, realizada pelo Itaú Cultural, em São Paulo, 2017. Em 2018 gravou o CD “Viola Perfumosa”, um tributo à Inezita Barroso, com Ceumar e Lui Coimbra, pela Natura Musical. Das viagens pelo projeto Sonora Brasil nasceu o livro “Uma Aventura Violeira”.

Faixas

1.) Clarões na Madrugada (Paulo Freire) 

2.)  Olavo (Paulo Freire)

3.) Padre Armando e Zélia (Paulo Freire)

4.) A Hóstia e a Bola de Fogo (Paulo Freire)

5.) Coice (Paulo Freire)

6.) A Cruza na Sexta-feira da Paixão (Paulo Freire)

 

 

SERVIÇO:  A MULA – álbum completo

LANÇAMENTO: 22/05/24

Link de pre-save: https://tratore.ffm.to/amula

 

FICHA TÉCNICA: A MULA

 

Criação, direção artística e musical
      Paulo Freire

Viola, narração, texto e criação
      Paulo Freire
Percussão e efeitos sonoros
      Adriano Busko

Gravado nos estúdios
      Vai Ouvindo (viola e voz)
      Geroma (percussão e efeitos sonoros)

Edição
      Pedro Luz

Mixado por
      Alexandre Fontanetti (Estúdio Space Blues – São Paulo – SP)

Masterizado por
      Homero Lotito (Reference Mastering Studio – São Paulo – SP)

Assessoria para finalização
      Swami Jr.
Coordenação geral de produção e gestão do projeto
      Gisella Gonçalves (Borandá Produções)

Ilustração da capa
      Cinthia Camargo

Fotos
      Tarita de Souza

Projeto gráfico da capa
      Otávio Bretas

ASSESSORIA DE IMPRENSA: 

Débora Venturini Assessoria de Comunicação
Tel.: (11) 98326.3851


Série destaca pessoas com mais de 100 anos na TVE

A série documental inédita ‘Seculares – o mundo a mais de cem’, coloca em foco a oralidade de idosos que testemunharam momentos importantes da História do Brasil nos últimos cem anos, e estreia na TVE a partir do dia 14, sempre nas terças-feiras, às 20h30. A obra pode ser assistida também horários alternativos nas quintas-feiras, às 19h, e aos domingos, às 12h.

 

Com o objetivo de resgatar memórias importantes e ainda promover a valorização e o respeito pela terceira idade, a produção dirigida por Henrique Dantas é composta por 13 episódios, trazendo entrevistas com pessoas que alcançaram a expressiva marca dos cem anos de vida. No primeiro episódio, Dona Ana Rosa, Dona Maria José, Seu Cândido e Dona Alda Mota falam sobre avião, onça cabocla, lobisomem, a ida do homem à lua e as limitações da velhice.

 

A obra é resultado do edital Bahia na Tela, realizado pela Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB). Lançado em 2017, o Bahia na Tela é o maior edital da história da televisão pública, com um investimento de R$ 15 milhões na produção de conteúdos audiovisuais baianos inéditos, entre séries e filmes, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e exibidos na TVE.

 

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Serviço:

Série Seculares estreia na TVE

Quando: Terças-feiras (a partir do dia 14), às 20h30. Horários alternativos: quintas-feiras às 19h e domingos às 12h.

Onde: TVE e tve.ba.gov.br 


Michelle Heard lançará “Feel Like I'm in Heaven”

Filha de mãe brasileira, a cantora inglesa pretende trazer turnê para o Brasil no segundo semestre

Sucesso na Europa, a cantora e compositora-mirim Michelle Heard (13), está prestes a lançar a sua nova música, “Feel Like I’m In Heaven”. O single chega nas plataformas digitais no dia 31 de maio e transmite uma mensagem de libertação alcançada pela jovem artista. Além disso, reflete a jornada pessoal de Michelle em encontrar a felicidade, sem depender de outras pessoas.

A música é autoral e surge de um período de superação em que a artista foi vítima de bullying. Feel Like I’m in Heaven explora a ideia de realização interior, que pode ser encontrada na solitude. Na faixa, Michelle cita diversas vezes a palavra “céu”. A interpretação do termo transcende a sua definição literal, representando um lugar onde a cantora encontra a paz, sem preocupações e ansiedades.

O bullying ainda é um fator cada vez mais frequente em crianças da geração Alpha, que descreve os nascidos em 2010 até os que irão nascer em 2025. Nesse cenário, é importante que haja uma intervenção dos responsáveis e da sociedade. No entanto, Michelle descobriu na música uma válvula de escape para que ela superasse essa violência.

Para a artista, o novo trabalho é uma conquista de todos os anos se dedicando à música. Filha de mãe brasileira, a cantora pretende trazer uma nova turnê para o Brasil, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, onde espera se aproximar do público brasileiro e firmar laços no país. Sua discografia conta com músicas de sucesso como “Can It Ever Be the Same”, “Cold”, “Walking in the Moonlight” e “The Last Dance”. Heard reúne mais de 450 mil seguidores no Instagram, além de estar presente no Youtube, Tik Tok e em todas as plataformas de streaming.


Maio Fotografia no MIS 2024

Museu retoma programa anual dedicado exclusivamente ao universo da fotografia. Público confere, a partir de 10 de maio, sete mostras individuais – de artistas renomados e novos talentos –, permeadas pelo fio condutor do fotojornalismo, linha curatorial desta edição

Em 2024, o Museu da Imagem e do Som (instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo) volta a dedicar um espaço na agenda de programação para exposições exclusivamente de fotografia, com obras de artistas nacionais e internacionais, já consagrados e novos talentos, com o Maio Fotografia no MIS. A programação se completa com lançamentos de livros, mostras paralelas, conversas com artistas, cursos e diversas atividades relacionadas ao mundo da fotografia inseridas na agenda do Museu. 

Com curadoria do diretor-geral do MIS, André Sturm, integram esta edição séries individuais de: Sebastião Salgado, aclamado fotógrafo brasileiro, numa série jamais vista sobre a Revolução dos Cravos em Portugal, 50 anos atrás; Thereza Eugênia, fotógrafa baiana que registrou de forma íntima o convívio de artistas brasileiros no Rio de Janeiro das décadas de 1960 a 1980; Sergio Poroger, que traz um resgate, esteticamente belo e ao mesmo tempo triste e necessário, dos cinemas de rua do Brasil e do mundo; Gabriel Chaim, experiente fotojornalista paraense, que cobriu diversas guerras, em registro do seus últimos dez anos na linha de frente da missão de registrar, em imagens, esses horrores e reunir as fotografias em exposição inédita e lançamento de livro; e Bruno Mathias, fotógrafo selecionado pelo programa Nova Fotografia do MIS, com uma produção que nos remete à fantasia de paisagens tradicionais. Além dos fotógrafos mencionados, a exposição conta com uma seleção da Coleção Allan Porter, trazendo imagens icônicas da memória coletiva do séc. XX e uma curadoria especial na coleção do próprio Acervo MIS, com quatro fotógrafas engajadas e com diferentes perspectivas por trás das lentes.

 

“Após 12 anos de sua estreia e de sete edições realizadas, retomamos o projeto Maio Fotografia no MIS em sua essência: uma verdadeira ocupação fotográfica por todo o Museu, contemplando desde novos talentos até grandes nomes nacionais e internacionais do meio”, afirma André Sturm, diretor-geral do MIS e curador geral da exposição.

Confira, a seguir, todas as exposições presentes no Maio Fotografia no MIS 2024:

 

 “50 anos da Revolução dos Cravos em Portugal” | Sebastião Salgado

O renomado fotógrafo Sebastião Salgado apresenta uma série inédita, com curadoria do jornalista Leão Serva. A partir de registros feitos por Sebastião na déc. de 1970 em Lisboa, na cobertura da Revolução dos Cravos a exposição exibe fortes imagens enquanto o fotógrafo era membro da Agência Magnum. As mais de 50 fotografias ficaram guardadas pelos últimos 50 anos e vem à público pela primeira vez no aniversário de um dos maiores marcos da história de Portugal e da democracia na Europa.

“10 anos de guerras sem fim” | Gabriel Chaim

O trabalho do premiado fotógrafo e cinegrafista paraense Gabriel Chaim, que há uma década se dedica a documentar guerras e crises humanitárias no Oriente Médio, na Europa e na África, ganha sua primeira retrospectiva. Em maio, o lançamento do livro “Gabriel Chaim: 10 anos de guerras sem fim”, da editora Vento Leste, e a abertura da exposição homônima, no projeto Maio Fotografia no MIS, trazem ao público um conjunto de imagens que sintetizam a trajetória e as visões do fotógrafo de conflitos recentes ou em curso na Síria, no Iêmen, na Líbia, na Armênia, no Iraque e na Ucrânia. Com curadoria do jornalista Fernando Costa Netto, livro e exposição ressaltam a perspectiva única que as imagens de Chaim oferecem sobre o conturbado panorama internacional desse início de século, além de reafirmar sua relevância como documento histórico, já reconhecida no cenário internacional.

 

No dia 22 de maio, o fotógrafo realiza o lançamento de seu livro, seguido por bate-papo, no Auditório MIS, com entrada gratuita.

Havi Zarai, Iraque, West Mosul (2017) | crédito: Gabriel Chaim

“Encontros” | Thereza Eugênia

A baiana Thereza Eugênia frequentava as rodas culturais mais ativas no Rio de Janeiro entre as décadas de 1960 e 1980. Sua amizade com o produtor musical Guilherme Araújo e diversos artistas lhe permitiram, a princípio como um hobby, fotografar as estrelas em momentos dos mais variados. A exposição “Encontros” retrata figuras muito conhecidas do grande público em situações comuns do dia a dia. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Gal Costa, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Djavan, Gonzaguinha, Zezé Motta, Roberto Carlos estão na exposição através do sensível olhar de Thereza Eugênia.  

Chico Buarque e Gal Costa (Rio de Janeiro, 1976) | Crédito: Thereza Eugênia

“Mulheres na frente e por trás das câmeras” | Acervo MIS

O Museu da Imagem e do Som tem o acervo com a maior quantidade de itens entre todos os museus da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, somando mais de 250 mil; somente a coleção fotográfica conta com aproximadamente 140 mil exemplares, com imagens produzidas desde o século 19 até o ano de 2023, e continua em constante atualização com novas incorporações.

 

Desse vasto mosaico de imagens realizadas não só em períodos, mas em suportes diferentes e com temas mais diversificados ainda, a exposição destaca quatro nomes: a inglesa radicada no Brasil Maureen Bisilliat, a cubana Maria Eugenia Haya (Marucha), a paulistana Lucila Wroblewski e a sérvia radicada no Brasil Gordana Manić. Elas oferecem um sucinto panorama da representação feminina na coleção. São mulheres que nos dão uma perspectiva multigeracional e multiétnica da plural produção fotográfica da década de 1960 até o final da primeira década dos anos 2000.

Fazendo bigoudis (década de 1960) / Crédito: Maureen Bisilliat

“Como a história foi contada” | Coleção Allan Porter

Adentrando a “Era de Ouro” do fotojornalismo (que contempla o período que cerca as Guerras Mundiais), esta exposição exibe dezenas de imagens da “Coleção Allan Porter”, cedidas ao MIS por Wulf Rössler. O fotojornalista Allan Porter, falecido em 2022, resguardou aproximadamente três mil negativos, cromos, ampliações em papel fotográfico e papel japonês de diversos fotógrafos que tiveram seus trabalhos publicados durante os 15 anos em que ele esteve à frente da cultuada Revista Camera (1966 – 1981). Para o Maio Fotografia no MIS 2024, foram selecionadas mais de 60 fotografias de momentos históricos ao redor do mundo dentro desse recorte temporal, muitas delas ganhadoras do aclamado prêmio Pulitzer.

Batalha de Iwo Jima (1945), em foto ganhadora do prêmio Pulitzer | crédito: Joe Rosenthal

“Infravermelho, uma realidade oculta” | Bruno Matthas | Nova Fotografia

O público do MIS passará a enxergar com outros olhos paisagens ora cotidianas da cidade e estado de São Paulo. Por meio do uso da tecnologia infravermelho aplicada a fotografias, o artista Bruno Mathias passa a revelar um universo onírico e por vezes distópico.

 

A exposição é a segunda mostra de 2024 do projeto Nova Fotografia do MIS, que seleciona novos talentos da fotografia nacional por meio de convocatória anual.

Rio Tietê, na cidade de Suzano/SP | crédito: Bruno Mathias

“Uma rua chamada cinema” | Sergio Poroger

Nesta exposição, com curadoria de João Kulcsár, somos convidados por Sergio Poroger a embarcar em uma jornada imagética pelo universo do cinema de rua, onde cada esquina nos conduz a novas aventuras, revela alguns segredos e nos transporta para o fascinante universo paralelo da sétima arte. Em cada clique, o fotógrafo revela sua paixão e reverência pela sétima arte. Suas fotografias retratam não apenas os espaços físicos, mas também as pessoas que trabalham incansavelmente nos bastidores para que um filme ganhe vida numa sala de cinema, desde os bilheteiros até os projetistas, passando pelos vendedores de pipoca. É, portanto, uma homenagem não apenas à arte do cinema, mas também aos profissionais que tornam possível essa mágica. 

Cinema Iluzjon (Kino Iluzjon) –- Varsóvia, Polônia (2023) | crédito: Sergio Poroger

Programação paralela

Além das exposições, o mês de maio está recheado de outras atividades voltadas ao mundo da fotografia – todas com entrada gratuita.

– 11/5: lançamento do livro “Thereza Eugênia: Portraits 1970-1980” (2ª eição, Editora Motriz);

– 18/5: abertura exposição de Claudio Edinger + Bate-papo e lançamento de livro do fotógrafo;

– 22/5: bate-papo com Gabriel Chaim e lançamento do livro “10 anos de guerras sem fim” (Editora Vento Leste)

Cursos

Durante todo o ano, o MIS promove cursos em diversas áreas do conhecimento – e fotografia não poderia estar de fora, seja ela digital, seja analógica. No site oficial do Museu, você confere a lista completa de opções disponíveis: mis-sp.org.br/cursos

 

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XP apresenta a exposição Maio Fotografia no MIS 2024.

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra conta com patrocínio das empresas Sabesp, Suzano e Enseada, apoio das empresas Ségur States e NaNaYa e apoio cultural da Folha de S.Paulo e JC Decaux. O MIS tem patrocínio institucional das empresas Livelo, B3, John Deere, NTT Data, TozziniFreire Advogados e Grupo Comolatti e apoio institucional das empresas Vivo, Grupo Travelex Confidence, PWC, Colégio Albert Sabin, Unipar e Lenovo. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima, Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, illycaffè e Sorvetes Los Los.

 

Sobre o Clube MIS 

O Clube MIS é o programa de sócios do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Sendo membro, você possui acesso livre a todas as exposições do MIS e do MIS Experience, desconto nos Cursos MIS e benefícios em mais de 40 instituições parceiras, incluindo museus, teatros, cinemas, casas de show e muito mais! Conheça: clubemis.com.br

 

 

SERVIÇO

Maio fotografia no MIS 2024

Data: a partir de 10 de maio

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia); grátis às terças-feiras e, na terceira quarta-feira do mês, graças a uma parceria com a B3, a entrada também é franca.

Classificação indicativa: 10 anos 

 

Museu da Imagem e do Som – MIS 

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br


Canecão ganha vida com projeto de complexo multicultural e consórcio divulga cronograma de ações para reabertura no Rio de Janeiro

O lendário Canecão, um ícone da cultura carioca e brasileira, está prestes a renascer. Após meses de intenso trabalho nos bastidores, depois da assinatura da homologação do leilão realizado em 2023, o Consórcio Bonus Klefer, composto pelas empresas Bonus Track Entretenimento e KLEFER, está se preparando para dar os primeiros passos no processo de reconstrução e continuidade do Canecão. O consórcio, que venceu o processo de licitação para assumir a concessão da casa por 30 anos, tem o objetivo de preservar sua rica história enquanto reconstrói o espaço, para atender às expectativas do público contemporâneo. 

 

O projeto

Com as licenças de obra em mãos e projeto definido, o renascimento do Canecão, que terá um investimento total de R$170 milhões (englobando todas as benfeitorias), irá oficialmente começar a sair do papel, com um cronograma de ações e start oficial a partir de maio de 2024.  João Niemeyer foi o nome escolhido para assinar o projeto do novo empreendimento. O arquiteto tem o desafio de, além da casa de show em si, dar contorno a um verdadeiro complexo multicultural, com 15.000m² de terreno em concessão e um total de 18.000m² de área construída, dividida em cinco pavimentos (subsolo, térreo e 3 andares). A grande inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2026.

 

“O Canecão é o palco mais importante da música popular brasileira até hoje, que foi por muito tempo a grande referência de entretenimento do Rio de Janeiro. E agora vai ser mais do que era. O projeto previsto é um espaço multiuso que fomenta a cultura de diversas formas, dinâmicas e formatos. Teremos um palco onde será possível fazer qualquer tipo de apresentação, mais de uma configuração de plateia... Além de restaurantes, bares, espaço de experiências cênico-gastronômicas... Sem dúvidas, iremos mudar a concepção de casas de entretenimento no Rio de Janeiro e no Brasil. Depois de muito tempo, estamos partindo para um projeto totalmente novo, minucioso, com uma equipe de altíssimo nível envolvida. Será um marco na cultura brasileira, um grande presente para os cariocas”, comentou João Niemeyer.

 

Como grande objetivo do projeto, o Canecão será um agente ativo de fomento à cultura brasileira. E, com isso, o complexo está dividido em sete diferentes unidades de negócio. A começar pela grande sala (onde serão realizados os shows, concertos, peças e apresentações gerais), que terá 3.300m² (divididos em três pavimentos) e capacidade total para até 6 mil pessoas. O público também será presenteado com um espaço dedicado ao ilustrador e escritor Ziraldo, onde seu famoso painel será totalmente reformado e preservado. Será um local de homenagem e reverência a esse grande mestre que nos deixou no início de abril, onde seu nome será eternizado e sua influência continuará inspirando gerações. O espaço multiuso, com 600m², será voltado para a realização de pocket shows e eventos sociais e corporativos.

 

O Canecão trará também um Espaço de Exposições (para mostras artísticas visuais) em um espaço de 500m², além de um ambiente inovador voltado para experiências cênico-gastronômicas, que irá ocupar uma área de 1.000m². O Complexo contará também com um estúdio criativo e com um centro de memórias - espaço dedicado à história da casa com curadoria e acervo exclusivo, ocupando um espaço de 1.000m².

 

Na área anexa, um grande bosque ao ar livre, rodeado de árvores centenárias e paisagismo exclusivo, gratuito, voltado para para todas as idades, terá funcionamento independente das demais atividades, oferecendo uma programação agradável e com a cara do Rio de Janeiro. Um novo ponto de encontro do carioca, com 5.000m² de área verde descoberta, ideal para receber feiras, pequenos eventos e experiências gastronômicas de toda a cidade.

 

Novidades na UFRJ

 

Como parte das contrapartidas para a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), dona do terreno, o consórcio Bonus Klefer irá construir um Centro Acadêmico com 80 salas de aula, além de um Refeitório com capacidade para até 2.500 refeições ao dia. A Universidade também terá datas para uso nos espaços do Complexo Cultural Canecão, além de benefícios acadêmicos. A área construída é de 10.000m², somando as duas novas construções.

 

Roberto Medronho, reitor da UFRJ, comentou sobre o novo projeto do Canecão. “Estamos muito entusiasmados, é um projeto robusto, consistente. Esperamos brevemente ter essa casa de espetáculos absolutamente fantástica disponível para a sociedade carioca e para o país. Para nós, é uma honra estarmos neste momento em uma iniciativa como essa, o Canecão faz parte da história da música brasileira, da história da cultura do nosso país. Através de um acordo de concessão com o consórcio, estamos fazendo com que a nossa missão seja dada à sociedade, que é o acesso à cultura, às artes. Através dessa, teremos muitas atividades tanto para a casa como também para a UFRJ. Teremos benefícios fantásticos para os nossos alunos, especialmente para os mais vulneráveis. Teremos um grande pavilhão de aulas, pilotis para interação dos alunos, novas salas de aula de altíssimo nível, além da construção de um restaurante universitário no Campus da Praia Vermelha, que era uma reivindicação antiga dos alunos e dos funcionários”, celebra Medronho.

 

Primeiros passos - Fomento à cultura, espaço para novos artistas e ações sociais

 

Como pontapé inicial no projeto de revitalização do espaço, o consórcio Bonus Klefer anuncia a criação de um Tapume Arte em todo o entorno do terreno, que está sendo desenvolvido e pensado como uma obra de arte informativa para a cidade, com fotos e histórias do Canecão, além de interação com as pessoas que passarem durante todo o período de obras.

Nos próximos meses, será lançado o documentário “Canecão: tantas emoções”, dirigido por Bruno Levinson e produzido por Clélia Bessa, que terá a participação de grandes nomes da cultura brasileira. A obra já está em fase de pós-produção, com parceria do consórcio Bonus Klefer.

 

Além disso, será inaugurada ainda em 2024, já no segundo semestre deste ano, uma praça temporária externa do Canecão. O espaço terá maquete do projeto, materiais explicativos, ativações de marcas parceiras, além de um palco para pequenas apresentações de novos artistas, colocando o público e o meio musical no clima do Canecão desde já, antes mesmo da sua reabertura.

 

“Após um período de silêncio e saudade, o lendário Canecão irá retornar como um grande complexo cultural. Nosso objetivo é preservar, enaltecer e dar continuidade a um dos palcos mais importantes do Brasil. Todas as iniciativas que compõem o renascimento do complexo Canecão, transbordando o espaço físico e abraçando o papel do projeto como uma verdadeira plataforma de cultura. Nós vamos escrever juntos as próximas décadas da história da cultura popular brasileira”, comentou Kleber Leite, fundador e sócio do Grupo KLEFER.

 

“É um projeto muito diferente do que já foi visto anteriormente. Será um desafio muito grande, trata-se de um projeto enorme, com alto investimento e com alta responsabilidade, por se tratar de um espaço que faz parte da história da música brasileira. Nossa meta é dar continuidade a esse legado que o Canecão construiu e trazer novamente esse ativo cultural tão importante para o Rio de Janeiro. Por ser um ícone da cidade e por se transformar agora em um espaço multiuso que vai além dos shows, acreditamos que o Canecão irá se tornar uma importante atração turística da cidade”, conclui Luiz Oscar Niemeyer, da Bonus Track.

 

Sobre o Consórcio Bonus Klefer:

 

A parceria entre as empresas Bonus Track Entretenimento e KLEFER é antiga. Na década de 90, se uniram para abrir a casa de espetáculos Imperator, no Méier, local que fez história na cultura carioca, recebendo nomes nacionais e internacionais como Bob Dylan, Tim Maia e Stevie Wonder. Em 2023, as duas companhias se uniram em um consórcio e venceram o processo de licitação para assumir a concessão do Canecão por 30 anos.

 

A Bonus Track é responsável pelos principais eventos de entretenimento, cultura e música dos últimos anos. A empresa foi a responsável por trazer Madonna para o Brasil este ano (‘The Celebration Tour in Rio’) e esteve à frente também do histórico show dos Rolling Stones em Copacabana em 2016 e todas as passagens de Paul McCartney pelo país. Luiz Oscar Niemeyer é considerado um dos maiores nomes do entretenimento nacional e foi responsável por trazer pela primeira vez ao Brasil nomes como Nirvana, Bob Dylan, Red Hot Chilli Peppers, Beyoncé, Miley Cyrus, Rihanna entre outros. A empresa também abriu novas frentes de atuação como a inauguração do Teatro XP (atualmente Teatro I Love PRIO), em 2017, que é hoje uma das maiores referências para as artes cênicas no país, além de idealizar os festivais MITA e Doce Maravilha.

 

Com 40 anos de experiência, a KLEFER é reconhecida como um dos principais players de captação de patrocínio e gestão de projetos e negócios do país. Com uma atuação 360°, a agência possui projetos em esporte, entretenimento, games e foca hoje no desenvolvimento, ativação e gestão de projetos autorais para o esporte e também para o mercado de entretenimento. Através de parcerias sólidas com as maiores marcas do mercado, o Grupo KLEFER é especialista em desenvolver soluções sob medida para seus clientes, viabilizando projetos nos ambientes online e offline. O Grupo já trabalhou com mais de 400 empresas e marcas, movimentando mais de R$1 bilhão em valor de venda de patrocínios em projetos autorais e parceiros e impactando mais de 2,8 bilhões de fãs no Brasil. Em seu portfólio, a agência já possui projetos desenvolvidos para marcas como Sky, Coca-Cola, TikTok, Ambev, Itaú, McDonald 's, Elo, Continental, entre outras.

 

IMAGENS: Divulgação Consórcio Bonus Klefer


Secel promove shows e festivais de teatro em Cuiabá e no interior do Estado

A primeira ação será em Cuiabá, nesta sexta-feira (3), e a próxima em Campo Novo do Parecis, de 8 a 12 de maio

uiabá, Alta Floresta, Campo Novo do Parecis e Sorriso recebem neste mês de maio e em junho shows de música e festivais de artes cênicas realizados via Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Os projetos integram o leque de 266 ações selecionadas no chamamento público, que conta com R$ 10 milhões de investimentos em atividades de formação, experiências artístico-culturais, mostras, festivais e outros.
A primeira ação será em Cuiabá, com o show Canto-Transição, da artista Renata Crizanto. O espetáculo inédito traz 13 músicas autorais de MPB, com melodias que vão do pop ao guarânia (estilo musical paraguaio que inspirou o sertanejo). A apresentação será nesta sexta-feira (03.05), às 20h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.
A cantora seguirá para Alta Floresta, onde encontra o público da sua cidade natal, no dia 17 de maio, às 20h, no Teatro Agostinho Bizinoto. Lá, ela também irá participar de atividades de formação, no dia 18 de maio. Serão oferecidas oficinas de produção cultural, baixo e etapas da produção musical, a partir das 14h, no Centro Cultural - Praça da Cultura.
Show Canto-Transição, da artista Renata Crizanto, foi selecionado no Edital Viver Cultura
Créditos: Divulgação

"É a concretização de um sonho poder levar e mostrar a minha música a duas cidades que fazem parte da minha história. Eu me sinto muito honrada de poder oferecer a minha música ao público", destacou Renata. A entrada em ambos eventos é gratuita. Em Cuiabá, a organização está pedindo doação de um brinquedo novo ou em bom estado de conservação.
Também viabilizados pelo Edital Viver Cultura, da Secel, serão realizados festivais de artes cênicas em Campo Novo do Parecis e Sorriso. Os projetos contarão com apresentações teatrais de grupos regionais e do país, com oferta de cultura e lazer para a população.  
O 16º Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis (Femute) será realizado entre os dias 8 e 12 de maio, incluindo espetáculos para todas as idades. Entre os grupos, artistas e coletivos estão representantes de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, além da presença de artistas mato-grossenses.
Espetáculo Iatundê, do Teatro Ogan, é uma das atrações do 16º Femute
Créditos: Divulgação

O festival é realizado pelo Teatro Ogan, fundado em 1995, e sendo um dos mais antigos grupos em atuação ininterrupta no Estado. A atuação do grupo é por meio do Ponto de Cultura Ninho do Sol, que mantém projetos de artes, educação e cidadania, voltados especialmente a crianças e adolescentes.
O evento, que teve sua última edição em 2015, será realizado neste ano com espetáculos selecionados via edital. As apresentações serão divididas entre as mostras oficial, com as peças dos grupos Karma Coletivo de Artes Cênicas (SC), Cia de Teatro Kaos (PR), Palhaço Fusquinha (SP) e Cia Tantan (SP).
A mostra estadual contará com participação dos grupos Tibanaré (Cuiabá), Penumbra (Cuiabá), Du Cafundó (Rondonópolis) e artista Wellini dos Santos Izidre (Primavera do Leste). Já a mostra local terá os grupos  de Campo Novo do Parecis (Teatro Ogan, Grupo Cena7 e Revelação Teen).
O festival ainda conta com espetáculos da mostra de cenas curtas, com duração de 10 a 20 minutos, na qual participam os grupos Associação Ciranda (Barra do Garças), Plenilúnio (Cáceres), Gira (Cuiabá) e artista Iram de Almeida (Cáceres).
Espetáculo Asas da Poesia, da Cia de Teatro e Audiovisual Contrastes, foi uma das atrações do 14º Festival de Artes Cênicas de Sorriso
Créditos: Divulgação

O 15ª Festival de Artes Cênicas de Sorriso, que será realizado de 10 a 15 de junho, também está sendo viabilizado via Edital Viver Cultura e está com inscrições abertas para grupos e artistas que concorrerão ao prêmio Francisco Donizete de Lima. As inscrições podem ser feitas gratuitamente até 13 de maio pela internet.
Ao todo, serão selecionadas apresentações de teatro para palco e de rua, circenses e de dança, além de outras expressões artísticas. Serão seis dias de programação com espetáculos para as mostras infantil, juvenil, adulto e misto. Além disso, o evento irá proporcionar atividades de formação como workshops e oficinas para os profissionais da cultura e público iniciante.
O festival foi criado pelo professor Francisco Donizete de Lima em 2007, com o objetivo de difundir o teatro e proporcionar lazer, reflexão social e valorização para a cultura da região. Após o falecimento do fundador, passou a ser realizado pela Associação Cultural Ribalta, que assumiu o projeto em 2012.

Espetáculo Iatundê, do Teatro Ogan, é uma das atrações do 16º Femute
Créditos: Divulgação

Serviço:
Show Canto -Transição – de Renata Crizanto 

03/05 – Cuiabá (Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros), às 20h. Entrada: um brinquedo novo ou em bom estado de conservação.
17/05 - Alta Floresta (Teatro Agostinho Bizinoto), às 20h. Entrada gratuita
16º Femute - Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis
Período: 08 a 12 de maio
Mais informações: Instagram @teatroogan
15º Festival de Artes Cênicas de Sorriso
Período: 10 a 15 de junho
Inscrições para grupos e artistas: Link AQUI
Mais informações: Instagram @facesfestivaldeartes e @ribaltasorrisense

MinC divulga resultado da primeira fase do programa Rouanet nas Favelas

Lista inclui apenas propostas que cumpriram regras do edital e estão habilitadas a seguir no processo seletivo

Já está disponível para consulta o resultado provisório de habilitação do Programa Rouanet nas Favelas , que vai apoiar, via mecanismo de incentivo fiscal pela Lei Rouanet, projetos nos territórios de favela das capitais Belém (PA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Goiânia (GO) e suas respectivas regiões metropolitanas. Nessa primeira lista estão todas as 330 propostas inscritas, com a indicação das que cumpriram ou não as exigências do edital, sem análise de conteúdo por enquanto. Os proponentes inabilitados nesta fase têm até o dia 12 de abril para apresentar recursos.

Na fase de habilitação, a Diretoria de Fomento Indireto (DFIND) da Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic) do Ministério da Cultura identificou se os candidatos cumpriram o prazo de inscrição, se a proposta está de acordo com a área e o segmento cultural citados, se a sede ou residência do proponente está nos territórios de favela previstos no edital e se o valor proposto segue o limite da seleção. Além disso, todas as propostas precisam se enquadrar no artigo 18 da Lei Rouanet, que elenca os segmentos culturais atendidos.

Os recursos apresentados ao resultado provisório serão analisados até dia 3 de maio, quando será publicada a lista final da fase de habilitação. A partir daí começa a fase de celebração do chamamento público, com a análise da Comissão de Seleção. Cada proposta será avaliada por pelo menos dois integrantes do colegiado, que levará em conta para as notas os seguintes critérios:

  • Conceito / conteúdo:análise da clareza do objeto e dos objetivos da proposta, da contribuição para o desenvolvimento econômico local e do impacto da proposta na geração de empregos e retorno social no território onde as ações serão executadas.
  • Currículo do proponente / Viabilidade Técnica:análise da experiência das equipes técnicas envolvidas na proposta, do histórico de atuação na localidade em que o projeto será desenvolvido, viabilidade de cronograma e consistência de orçamento.
  • Promoção da Cidadania e Diversidade Cultural:análise da oportunidade de uma maior diversidade de agentes culturais envolvidos, bem como a diversidade do público beneficiado atingido.
  • Criatividade / Ineditismo:análise da originalidade e do ineditismo da proposta, considerando o(s) território(s) onde será executada, as linguagens artísticas, os conceitos propostos, a atratividade e a participação de novos agentes culturais.
  • Desdobramento / Replicabilidade:impacto social para o público e para a comunidade, ações de democratização, recursos de acessibilidade e gratuidades oferecidos e possibilidade de replicação do projeto em outros territórios.

O resultado provisório da última etapa da seleção será divulgado no dia 24 de maio, com prazo para apresentação de recursos até 31 do mesmo mês. No dia 14 de junho será publicado o resultado final do edital, com a lista dos contemplados que devem receber incentivo de até R$ 200 mil cada para realizar ações culturais entre 1º de setembro de 2024 e 30 de dezembro de 2025.

O Programa

O Edital Rouanet nas Favelas é fruto do Termo de Compromisso de Incentivo celebrado entre o MinC, a Vale, o Instituto Vale Cultural e a Central Única das Favelas (CUFA). “O programa foi criado justamente para garantir a participação de produtores de lugares historicamente menos favorecidos pela Lei Rouanet e já vulnerabilizados socialmente, além de induzir o investimento em projetos com potencial de promover o desenvolvimento local dos territórios de favelas”, explica o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic) do MinC, Henilton Menezes.

A iniciativa também cumpre o objetivo de democratizar e nacionalizar os recursos incentivados pela Lei Rouanet, como prevê o art. 50 do Decreto nº 11.453/2023, que “dispõe sobre os mecanismos de fomento do sistema de financiamento à cultura”.
Os locais que receberão os recursos previstos no edital foram definidos porque registram baixo índice de projetos aprovados para captação de valores e já contam com a atuação da Vale, patrocinadora do programa.

Link: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/minc-divulga-resultado-da-primeira-fase-do-programa-rouanet-nas-favelas


Nunca mais o país entrará na escuridão do fim da cultura, diz Lula

Presidente participou da 4ª Conferência Nacional de Cultura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que é preciso defender a cultura no Brasil em todas as suas vertentes. Ele participou da abertura da 4ª Conferência Nacional de Cultura, após mais de 10 anos sem a realização do evento no país. 

“Nunca mais esse país entrará na escuridão do fim da cultura porque queremos as luzes acesas”, disse, lembrando que o Ministério da Cultura foi extinto no governo anterior e recriado em seu terceiro mandato. 

Ele também ressaltou a necessidade da criação de comitês de cultura em todas as capitais e disse que o povo deve se apoderar do movimento no país. “Quando o povo se apoderar da cultura, nenhum presidente poderá ofender a cultura, nem dizer que a Lei Rouanet é para sustentar vagabundo”, destacou Lula, lembrando episódios de perseguição do governo anterior a artistas, tentativas de censura e a paralisação de leis de incentivo ao setor. 

Brasília (DF), 04/03/2024, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre oficialmente a 4ª Conferência Nacional de Cultura, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Brasília (DF) - O presidente Lula abre oficialmente a 4ª Conferência Nacional de Cultura. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, agradeceu a sensibilidade do presidente Lula ao recriar o Ministério da Cultura e possibilitar a retomada da conferência, que, segundo ela, é um direito de todo o setor cultural. "Agora sim, o Ministério da Cultura está de volta, maior e mais fortalecido". 

Com o tema “Democracia e Direito à Cultura", a conferência vai até a próxima sexta-feira (8). São esperados mais de 3 mil participantes de todo o Brasil. O objetivo é debater políticas públicas e definir orientações prioritárias para assegurar transversalidades nas ações do setor. As propostas aprovadas durante a conferência vão embasar as diretrizes do novo Plano Nacional de Cultura (PNC), que norteará a pasta na próxima década.

“A elaboração do Plano Nacional de Cultura traçará o mapa de percurso do que queremos: políticas de cultura que sejam acessíveis, transversais e capitalizadas”, disse a ministra. 

O evento é realizado pelo Ministério da Cultura e Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). 

Palestina 

O poeta pernambucano Antônio Marinho iniciou o evento declamando dois poemas destacando o momento histórico do retorno da conferência. Durante sua fala, ele ergueu uma bandeira da Palestina e gritou: "Viva o povo palestino livre e soberano", e e foi aplaudido de pé por todos os presentes. 

Depois, o próprio presidente Lula falou sobre o assunto. “Com o tempo, a gente vai provar que eu estava certo. O povo palestino tem que ter o direito de viver, de criar o seu país. Você não pode anunciar comida e mandar torpedo, mandar morte para aquelas pessoas”, disse. 

Lula também comentou a respeito do ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que reuniu apoiadores em manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na semana passada. “Aquele ato é de um cidadão que sabe que fez caca, que sabe que fez uma burrice, que sabe que tentou dar um golpe e que sabe que irá para a Justiça e que será julgado. E se ele for julgado, ele pode ser preso e está tentando escapar”, disse.

Participação 

Brasília (DF), 04/03/2024, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre oficialmente a 4ª Conferência Nacional de Cultura, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Brasília (DF) - Abertura da 4ª Conferência Nacional de Cultura. Foto -Ricardo Stuckert/PR

A conselheira nacional de Cultura Daiara Tukano destacou a força da cultura indígena. “Somos cultura viva e vivemos e morremos defendendo nossa cultura e expressões culturais que resistem a todo tipo de violência”. Para ela, a Conferência é um local de escuta e pactuação das demandas para a reconstrução de um cenário “onde muitas vezes faltam ouvidos públicos atentos para a voz da sociedade civil”. 

A secretária dos Comitês de Cultura, Roberta Martins, disse que os quase 11 anos sem a realização do evento trouxeram “desesperança, morte, tristeza e a destruição do nosso setor”. “Mas também nos mostra que é a democracia o nosso negócio. O direito à cultura tem que ser compreendido como uma forma de fortalecer o Estado Democrático de Direito”. 

A abertura da conferência também contou com apresentações de danças tradicionais e modernas, com os grupos Cria, Raízes da terra, Manifesto Cultural Popular e Grupo Tchê.

Edição: Carolina Pimentel


No dia 2 de março de 2024, o poeta torixorino Vanney Neves, lança o livro de poemas "Priimaveras Destoantes"

No dia 2 de março de 2024, o poeta torixorino Vanney Neves, lança o livro de poemas "Priimaveras Destoantes", de publicação independente, pela VL Produções Artísticas. O lançamento da obra literária e sessão de autógrafos será aberta ao público e terá início a partir das 19h, na programação do 1º Festival Cultural de Torixoréu, evento organizado pela Prefeitura de Torixoréu, através da Secretaria Mun. De Cultura, que acontecerá no Centro de Múltiplo Uso Prof.ª Lenir Neves, em Torixoréu – MT.  

Na obra, o poeta, por ele mesmo, “com os olhos de condor e a boca cheia de orvalho”, busca com a sua poesia alçar voos ao alto das cordilheiras dos seus sonhos, entoando o seu canto de amor e de luta, cantando os seus ideais e o que inventa como eu lírico pra não parar de cantar.

“A poesia de Vanney Neves rejeita o pragmatismo e o utilitarismo do tempo presente, busca por meio da arte uma intervenção na vida social, na tentativa de transformar esse modelo de sociedade classista. O processo criativo da arte permite ao sujeito estabelecer uma reflexão sobre a existência, sobre as coisas do mundo, sobre as relações humanas, sobre as contradições da realidade, mesmo que na maioria das vezes parta da negação da realidade dada, criando um universo próprio.”, descreve a criação poética, no prefácio do livro, o poeta e mestre em Estudos Literários, pela Universidade Federal de Mato Grosso, Bruno Ribeiro Silva, de Barra do Garças – MT.

A produção poética tem em suas ilustrações nas páginas do livro, a arte de Augusto Figliaggi, de Ribeirão Preto – SP. Na capa, a ilustração é do artista negro Ilustrablack, de Itajaí, em Santa Catarina, idealizada pelo autor do livro, uma homenagem ao seu sobrinho, Paulo Guilherme, que faleceu aos 11 anos, em julho de 2022. O desenho também ilustra à memória do Pinguim, o filho de quatro patas, do poeta.

“O livro “Primaveras Destoantes” é a primeira obra do poeta torixorino Vanney Neves e reúne poemas, em grande parte, da juventude do autor.  O título da obra já prediz ao leitor o que encontrará nas páginas: um antagonismo inconciliável.”, enfatiza, Bruno Ribeiro, em “convite para uma imersão” nas páginas da obra literária.

A publicação de Primaveras Destoantes resulta da aprovação de projeto do proponente/autor, fomentado pelo Edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-grossense, que foi promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A Seleção Pública nº 06/2022/SECEL/MT, lançada em junho de 2022, apreciou projetos no segmento PUBLICAÇÃO DE OBRAS LITERÁRIAS.

Sobre o autor

Poeta, cantor, letrista, educador e fazedor de cultura, Vanney Neves Dias Moraes nasceu à margem do Rio Araguaia, na cidade de Torixoréu – Mato Grosso, em 15 de julho de 1982. O autor do livro Primaveras Destoantes é graduado em Letras – Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT; pós-graduado em Educação Interdisciplinar. Em Torixoréu, trabalhou na equipe efetiva de Agentes Comunitários de Saúde; foi líder comunitário, elegendo-se vereador e presidente da Câmara. Através do Núcleo de Programas e Projetos da Secretaria de Estado de Educação - SEDUC / MT, atuou de 2014 a 2019, na Escola Estadual Febrônio Rodrigues, como professor do Projeto Interdisciplinar de Arte na Escola – PRINART, posteriormente denominado Projeto Arte e Comunicação (Educarte). Atualmente é Diretor da Secretaria de Cultura; presidente do Conselho de Políticas Culturais e Secretário Executivo do Fundo Municipal de Cultura.


Em Busca das Pérolas de Lilia Guerra por Gilda Portella

 

 

Quem melhor para falar sobre Lilia?

Ela mesma e se define: “Sou composta por fragmentos de outras, que vieram antes de mim, preparando o caminho. E espero também contribuir na construção e adequação dessa estrada por onde andamos ainda com cautelas, receios. Estrada que será percorrida por muitas. Procuro semear utilidades para acelerar o passo das próximas caminhantes, afastar obstáculos, alargar a passagem. Sinto que minha voz vai soando um pouco mais firme, menos tímida, à medida em que avanço. Escrever torna o volume mais potente, o tom mais límpido. Coloco minha voz à disposição das que foram silenciadas. Emudecidas. Tento resgatar o que foi dito com os olhos, com lágrimas. Estou aqui, ainda, afinal. A serviço. Na missão!”

Em feliz coincidência a conheci virtualmente no segundo semestre de 2021, no curso da Universidade das Quebradas, que conectou mulheres das múltiplas periferias brasileiras. Não sei quem amei primeiro. Seus textos ou ela mesma. Ainda guardo impacto da leitura de “Entre Roseiras e Jabutis” e “Vó”, contos de Perifobia, da oficina de leitura e escrita.

Certa noite, ela participou da aula saindo do plantão, pura generosidade! Outra feita nos brindou com sua companhia, via celular após o trabalho, indo para casa, revelando seu processo de escrita. Voz baixa e firme ao expressar sentimentos, me impressionou. Guardei Heloisa Buarque falando da genialidade e delicadeza dos “caquinhos vermelhos”. As criações das redes afetivas ficaram a cargo de Alana Francisca, Drica Madeira e Rozzi Brasil as oficineiras. Tempos depois armei-me de ousadia e me propus fazer um texto sobre e com ela.               

A romancista Lilia Guerra é autora de Amor Avenida (2014), da coletânea de contos Perifobia (2018), do romance Rua do Larguinho e outros descaminhos (2021), de Novelas, escritas para o rádio (2022), volume 1, 2,3, de Crônicas para colorir a cidade (2022), e O céu para os bastardos (2023) é seu mais recente romance.

Sua escrita exuberante é inspirada na zona leste de São Paulo, em cidade Tiradentes, espelhando em suas escrevivências sua sensibilidade de enfermeira negra do SUS, onde tudo se potencializa em vibrante pluralidade que aponta para as silenciadas e invisibilizadas.

O coração de Lilia Guerra pulsa vibrante nas margens, abrindo-se para os trabalhadores dos becos, morros, favelas, comunidades periféricas e conjuntos habitacionais, onde habita. Confessa sua ‘guerra’ interna de onde sente as cores, vozes, dores, músicas, danças, alegrias e também injustiças da vida de diaristas, domésticas, babás, patroas, manicures, cabeleireiras, comerciantes, mães solo, casadas, viúvas, estudantes, cozinheiras, enfermeiras, professoras, compondo um mosaico ora antropológico, ora sociológico de cosmovisão lilianica ou seria lilianista?  

Em contos e romance entrecruzam-se experiências das mulheres negras de sua família e de inúmeras mulheres das quebradas. Sensitiva, ela se dissolve no que ouve, observa, acolhe e conhece das-nas ruas, trens, ônibus, periferias, cozinhas e no serviço público. Atendendo aos sonhos da mãe torna-se literatura, destilando ancestralidade, sentimentos de quem caminha ao lado de outras afrodescendentes, em dores perenes que se eternizam em suas escritas.

Com a avó aprendeu amar a música, com a tia ouvia belas histórias da vida, da novela, do cinema, com a mãe conheceu os livros, os romances. A grande sensibilidade destas raízes femininas, vocacionou Lilia para manifestar nas letras, a sensibilidade das potencias adormecidas na ancestralidade.  Ela rememora:  

“Minha avó, Maria Júlia, não era alfabetizada. Ainda assim, consumia cultura nos formatos mais variados, em grande quantidade. E incentivava a todos os que a rodeavam a servirem-se também. Com ela, aprendi a amar a música. Minha tia, Júlia Maria, irmã mais velha de minha mãe, a segunda autoridade na hierarquia de nossa casa administrada exclusivamente por mulheres, me ensinou a apreciar boas histórias. Semialfabetizada, era amante de novelas impressas, de rádio e, mais tarde das televisionadas. E de cinema. Também decalcou em mim seus gostos. Ana Júlia, minha mãe estudou um pouco. O suficiente para se tornar uma leitora frequente e apaixonada. E me apresentou os livros como objetos essenciais. Introduziu a leitura em minha vida como hábito natural da rotina. Ao longo dos anos, desenvolvi algumas atividades na região onde moro, como apoio voluntário a alfabetização. Sempre desejei ardentemente que oficinas e atividades culturais contemplassem a minha vizinhança.

À certa altura, entendi que uma maneira possivelmente eficaz de me inteirar com o coletivo seria através da escrita. E a matéria-prima que utilizo em meus escritos é exatamente a que herdei das mulheres que me educaram. Negras, trabalhadoras domésticas. Guardiãs da ancestralidade. Partilharam comigo tudo o que possuíam. Sobretudo, o senso de coletividade. Me fizeram compreender que coisas boas só fazem sentido se forem compartilhadas. ”

Tal como a ostra que transforma o corpo estranho em uma pérola, ao cobri-lo com camadas de madrepérola, vejo várias camadas nos textos de Lilia que traduzem dor, pela indignação de mazelas sociais e econômicas. Assim somos premiados com a raridade dos contos, a beleza dos romances que de lágrimas, viram gotas, que viram pérolas que são lindo colar, brincos, bracelete a nos enriquecer com inspirações, cenários, personagens e tramas à moda Lilia. 

Com a voz serena e aveludada, reconecta-se ao que ouve dos grandes músicos e compositoras do samba, inspira-se nos fragmentos das múltiplas narrativas negras e recompõe esses sentimentos e emoções em suas criações literárias.  Seus escritos são obras que tornam as mulheres negras visíveis, recolocando-as ao nível das imortais, estão todas ascencionadas como nos itans.

Encerro esse texto parafraseado Lilia “a serviço, e na missão” com ela tudo fica mais fácil, sinto-me segura. Obrigada por estar comigo nesta.


PEN Clube do Brasil. Região Centro-Oeste: Mato Grosso Presente! por Gilda Portella

 

P Poetas
E Escritores
N Novelistas

Fundado em 1921, em Londres, pela escritora inglesa Catherine Amy Dowson Scott.

Instalado em 02 de abril de 1936, no Rio de Janeiro-RJ, por iniciativa do escritor Cláudio de Souza, com objetivo de congregar escritores do país em promover a literatura e a concepção universalista dos bens da cultura, da liberdade e da paz.

Presidente Atual Mundial, Jennifer Clemente, mexico-americana.
Presidente Atual Brasil, Ricardo Cravo Albin.

PEN Clube Região Centro-Oeste

Instalado em Campo Grande-MS, em 06 de novembro de 2023 com 46 Escritores empossados.
E, agora em 14 de março de 2024, no Teatro Zulmira Canavarros em Cuiabá-MT, com 46 escritores a serem empossados, pela Delegada Regional, Delasnieve Daspet e pelo representante Mato Grosso, Airton dos Reis Júnior.

Segue a lista dos 46 escritores, poetas, dramaturgos, novelistas e demais  artistas matogrossenses que serão empossados. 

1)Abel Santos Anjos Filho.
2)Amilton Jorge da Costa Reis.
3)Antônio José Ferreira da Costa.
4)Carlos Luciani de Almeida.
5)Cleutta Inêz Paixão Rodrigues.
6)Daniela Paula Oliveira
7)Danilo Zanirato.
8)Diná Vicente da Silva.
9)Edir Pina de Barros.
10)Edna da Silva Lara.
11)Filemon Félix de Moraes.
12)Flávio José Ferreira.
13)Francisco de Arruda Machado.
14)Gaudêncio Filho Rosa de Amorim.
15)Gilda Portella Rocha.
16)Hélio Inácio Santana.
17)Jacy Ribeiro de Proença.
18)Janete Ferreira da Silva.
19)João Bosco Campos.
20)José Augusto Tenuta.
21)José Elias Antunes Neto.
22)Kilwangy Kya Kapitango-A-Samba.
23)Leni Chiarello Ziliotto.
24)Márcio Benedito da Silva Mendes.
25)Maria Amélia Assis Alves Crivelente.
26)Maria Aparecida da Silva.
27)Maria Elizabete Nascimento de Oliveira.
28)Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira.
29)Mariano Leal de Paula.
30)Milton Pereira de Pinho.
31)Moisés Mendes Martins Júnior.
32)Nilda Ramos.
33)Nilton Pereira Pinto.
34)Odair José da Silva.
35)Sandro Miguel da Silva Paula.
36)Sidnalva Costa Serra.
37)Silviane Ramos Lopes da Silva.
38)Suziene Cavalcante.
39)Vera R. M. Baggetti.
40)Vera Lúcia Capilé.
41)Vitor Modesto Braz.
42)Wagton Douglas Fonseca.
43)Wendel Xavier de Souza.
44)Zeila Cecília da Conceição e Silva.
45)Zita Eliney da Conceição.
46)Zuleica Cunha de Arruda.

PEN Clube do Brasil. Região Centro-Oeste: Mato Grosso Presente!

A literatura mato-grossense com suas obras em poesias (em todas as vertentes), crônicas, contos, romances, pesquisas, narrativas, infantil, historiadores, novelas, canções, dramas, teatro, ficção, prosa, técnica, popular. Em narrativo ou épico, lírico e dramático. O caleidoscópio é imenso e intenso. Todas as cores se fazem presente, o que engrandece sobremodo a entidade que chega e a arte literária do estado de MT.


Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de São Paulo de 2024

Escola de samba da zona norte leva o bicampeonato

A Mocidade Alegre é a vencedora do carnaval de São Paulo de 2024, repetindo o feito do ano passado. Em segundo e terceiro lugares ficaram a Dragões da Real e a Acadêmicos do Tatuapé. 

Com uma homenagem, na avenida, ao Brasil imaginado por Mário de Andrade, a escola de samba Mocidade Alegre desbancou outras 13, com uma nota de 270 pontos, e se tornou a campeã do carnaval de São Paulo, pela 12ª vez. Com 268,7 pontos, a Tom Maior e a Independente Tricolor foram as duas piores colocadas do Grupo Especial e, com isso, farão parte do Grupo de Acesso 1, conforme as regras estipuladas pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo.

Este ano, a Mocidade Alegre competia com a Camisa Verde e Branco, Barroca Zona Sul, Dragões da Real, Independente Tricolor, Acadêmicos do Tatuapé, Mancha Verde, Rosas de Ouro, Vai-Vai, Tom Maior, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Águia de Ouro, Império de Casa Verde e Acadêmicos do Tucuruvi. 

A Mocidade Alegre foi fundada em 1967 e tem sua quadra no bairro do Limão, zona norte da capital paulista. Atualmente, a presidente da escola é Solange Bichara. 

A escola foi a terceira a desfilar na segunda noite, no sábado (10), no Sambódromo do Anhembi.

Disputa acirrada

São Paulo (SP) 13/02/2024 - Cerimonia de Apuração das Escolas do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi. Escola de Samba Mocidade Alegre, Bi-Campea, com sua presidenta Solange Cruz Bichara .  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cerimônia de Apuração das Escolas do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Os critérios analisados para fazer a média das notas que define a posição das escolas na lista de classificação são nove: evolução, comissão de frente, fantasia, enredo, samba-enredo, bateria, alegoria, mestre-sala e porta-bandeira e harmonia. Até o penúltimo quesito, a disputa permaneceu acirrada, como é de costume, por diferença de décimos. Alternaram-se no topo da lista escolas como a Mocidade Alegre, Dragões da Real e a Acadêmicos do Tatuapé.

Alguns elementos passaram, muito recentemente, a ter peso maior na avaliação, com uma mudança nas diretrizes dos jurados. Como exemplos, podem ser citadas a letra da música, que agora deve ser menos abstrata e narrar e refletir melhor o tema do enredo, e a qualidade da caixa de som das escolas. 

O anúncio das pontuações dadas pelos jurados é realizado sem a presença do público. O evento fica aberto somente para representantes das escolas, a imprensa e é transmitido ao vivo pela emissora TV Globo. 

Identidade brasileira

São Paulo (SP) 13/02/2024 - Cerimonia de Apuração das Escolas do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi. Escola de Samba Mocidade Alegre, Bi-Campea, com sua presidenta Solange Cruz Bichara .  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Cerimônia de Apuração das Escolas do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O enredo concebido pela escola para este ano é de autoria do carnavalesco Jorge Silveira e do enredista Leonardo Antan e sugere a revisão do conceito de identidade brasileira.

"O ano de 2024 marca o centenário do início da histórica viagem que o poeta fez pelo Brasil profundo, em busca de compor a colcha de retalhos que forma a nossa identidade cultural nacional. Nosso desfile se propõe a abrir o diário de viagem do 'Turista Aprendiz' e percorrer com ele os passos de sua expedição. Junto com Mário, descortinar a riqueza de nossa arte, nosso território e nossa gente", explicou Silveira. 

A Mocidade Alegre é conhecida também como "Morada do Samba”. O termo foi cunhado por um integrante da escola chamado Argeu e resumiu o que o fluminense Juarez da Cruz, o idealizador da escola, planejava para ela, que era manter as portas e a receptividade para qualquer pessoa, independentemente de qualquer origem. 

Edição: Carolina Pimentel


Carnaval é melhor do que celular, dizem crianças em bloquinho no DF

Festa em Brasília, Carnapati, celebra alegria com ciranda e maracatu

Na cabeça, as fitas vermelhas do capacete do caboclo de lança emolduram os olhos e o sorriso encantados do menino Rudah, de 8 anos. O garoto brasiliense, desde tão cedo, aprecia o maracatu de baque solto, da zona da mata pernambucana. “Eu sou muito fã”. O menino diz que aprendeu na escola e com os pais, artistas, sobre cultura brasileira. Dançou, sacudiu as fitas e o figurino todo colorido, e procurava pelos amigos enquanto se divertia no Bloco Carnapati, nesta segunda-feira (12), na região central da capital. “Muito melhor o carnaval do que ficar no celular”.

O pai, o músico Randal Andrade, de 51 anos, tocava o tambor. Foi ele que desenhou e confeccionou o capacete. “Ele adora brincar. Não quer nem saber de TV ou joguinhos de celular. Estimulamos que ele viva a arte”. A mãe, Verônica Alves, de 32, tocava o ganzá e se orgulhava do colorido da roupa que ela produziu para o menino com o desenho do carcará, pássaro que a família acha mais bonito. “Carnaval é tempo da gente se divertir em família. Ir para a rua. A gente espera muito por esse momento”. 

 

A família e outras dezenas de pessoas, participavam também da ciranda, ao som de música pernambucana no Eixo Cultural Ibero-americano (antiga Funarte). Adultos e crianças se divertiam com a brincadeira do caminho do peixe Nonô, o boneco criado pela Companhia Teatral Mapati, que organiza a festa há 27 anos. Idealizadora do teatro e dessa festa carnavalesca, a dramaturga Tereza Padilha enfatiza que é fundamental garantir espaço para que crianças curtam a época. 

“Nós somos pioneiros (na década de 1990, junto com o Bloco A Baratinha) nos carnavais infantis. É muito saudável que as pessoas responsáveis tirem as crianças de frente das telas para poder viver o carnaval, essa festa democrática e de tanta alegria”, afirma a artista. 

Cultura

Com fantasia de pomerano, o menino Heitor, de 9 anos, acompanhado do pai, Antonio Santos, e da mãe, Andrelesse Arruda, ambos de 41, estava empolgado com a ciranda, o que fez com que esquecesse os joguinhos de celular. “Bem mais legal”. Os pais concordam que o carnaval, a música e o sol tornaram a segunda de carnaval mais atraente para o menino do que as telas. “Temos a preocupação de apresentar para ele a cultura do nosso país”, afirmou o pai. “Ele está vendo que é muito mais saudável”, disse a mãe. 

Entre ritmos nordestinos, uma família matava saudades da terra natal, com a camiseta com as cores e símbolos da bandeira pernambucana. Radicado em Brasília, o casal Tiago Meireles, de 39, e Isabela, de 40, levou o pequeno Artur, de 2 anos, para a festa, e assim ensinarem as músicas desde pequeno. “É uma saudade boa da nossa terra. Os bloquinhos nos ajudam”. 

Com o sol que persistiu em Brasília, a criançada brincava de mãos dadas com os adultos ao som da música de Lia de Itamaracá. Aprenderam rápido a cantar… “Minha ciranda não é minha só/Ela é de todos nós/ ela é de todos nós”.

Brasília-DF 12/02/2024 Bloquinho infantil de carnaval Carnapati. Família Pernanbucana do Thiago Meireles) Foto Antônio Cruz/ Agência Brasil.
Brasília-DF 12/02/2024 Bloquinho infantil de carnaval Carnapati. Família Pernanbucana  - Foto Antônio Cruz/ Agência Brasil.

Edição: Sabrina Craide


Circuito Folia Cuiabá oferece programação gratuita e diversificada para variados públicos

 

Festa é realizada pela Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá, com apoio do Governo de MT

De sexta (09.02) até terça-feira (13.02), diferentes públicos poderão curtir a festa carnavalesca realizada pela Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá. Com apoio do Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o Circuito Folia Cuiabá dispõe de uma ampla e diversa programação gratuita. Confira:

Bloquinho dos Estudantes: em seu primeiro ano de atuação, o bloco busca fazer a interação da juventude e debater o acesso à cidade. Com variados ritmos, a agenda tem início nesta sexta-feira (09.02) e segue até o domingo (11.02), na UFMT e na avenida Mato Grosso.

Carnaval da Casa das Pretas e da Casa do Centro: localizadas na Praça da Mandioca, no Centro Histórico da capital, as instituições celebram manifestações tradicionais da cultura popular, de sexta-feira (09.02) a terça-feira (13.02).  No sábado (10.02) e na segunda-feira (12.02), os Bloquinhos Independentes finalizam os percursos no mesmo espaço.

Carnaval da Central: no evento marcado pela diversidade terão mais de 30 atrações que contemplam ritmos do Carnaval, rap e música eletrônica. Organizado conjuntamente pela Sumac Records, Oddly e Mandinga Bar, o Carnaval da Central acontece na Orla do Porto II, em Cuiabá, de sábado (10.02) até terça-feira(13.02).

Carnaball: organizado pelo movimento Ballroom, o evento conta com atividades que exaltam a existência da população LGBTQIAPN+, com premiações de alegorias e performances. A segunda edição do Carnaball ocorre no domingo (11.02) dentro do Carnaval da Central, na Orla do Porto II.

Baile da Calorosa: a rua 1 do Boa Esperança vai fechar em frente ao Rebu Bar no domingo (11.02), a partir das 17h, com muito axé, swingueira, brega, hits de Carnaval e produções autorais. O Baile começa com a banda Calorosa, que traz também expressões da música mato-grossense, como o lambadão.

Bloco Bode Bonito: o bloco carnavelesco faz a folia na Praça Popular, em Cuiabá, na segunda (12.02), a partir das 15h, e conta com atrações artísticas que unem sambas de enredo e de exaltação. A entrada é solidária para quem quiser contribuir com duas caixas de leite ou dois quilos de alimentos, que serão doados para a Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá (AAPOC).
 
Desfiles dos blocos e escolas de samba: reunindo cerca de três mil desfilantes, a festividade será realizada na terça-feira (13.02), a partir das 19h, na Orla do Porto II. Arquibancadas serão montadas no local para que o público assista o desfile oficial, que contará com a participação das escolas de samba Payaguás e Império de Angola, e dos blocos Tradição do Araés, Unidos do Araés, Império de Casa Nova, Boca Suja, Explosão Cuiabá, Luxo Folia, Duque Folia, Povo Feio e Melados. 

De acordo com o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, o carnaval é uma das manifestações culturais mais celebradas no Brasil que traz muitos benefícios socioeconômicos.

“A estimativa é de um retorno para a sociedade de três ou quatro vezes o valor investido no Carnaval.  Além do aspecto de cultura e lazer para a população, estima-se um potencial impacto socioeconômico, que impulsiona uma cadeia produtiva, com contratação de mão de obra local, maior movimentação do comércio e valorização de nossos artistas”, conclui Jan.


Projeto Viva a Cena vai selecionar artistas e bandas de MT para gravação de coletânea

Em sua terceira edição, iniciativa é apoiada pela Secel; inscrições estão abertas até 29 de fevereiro

O projeto “Viva a Cena!” vai selecionar 12 artistas e/ou bandas de Mato Grosso para participar da gravação do terceiro volume da coletânea. Em sua terceira edição, a iniciativa apoiada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) visa valorizar a música autoral e, principalmente, o Rock n’Roll e estilos musicais que conversem com o gênero. 
Além de integrar a coletânea e ter suas canções distribuídas em formatos físico e digital, as bandas e artistas selecionadas participam de quatro apresentações em uma grande casa de shows de Cuiabá, que também serão transmitidas online. Inscrições abertas até 29 de fevereiro por AQUI.
Para participar, é necessário preencher os dados solicitados e disponibilizar link para vídeo ou áudio de uma música autoral em perfil público. Poderão se inscrever bandas e artistas de Rock de todas as cidades de Mato Grosso, exceto de Cuiabá.
Conforme o edital, os interessados já devem ter um prévio trabalho autoral no segmento de Rock e gêneros que se comunicam. Além disso, pelo menos uma música deve ter sido comprovadamente apresentada de forma pública até o dia 31 de janeiro de 2024, seja em shows, plataformas digitais, e outros.
Apenas pessoa física e maior de 18 anos pode se inscrever no projeto, representando a banda ou artista. Outro critério para os participantes é que não tenham participado das edições anteriores do projeto “Viva a Cena!”.
 
“O Viva a Cena! é um projeto muito importante para a cena da música mato-grossense e estamos muito felizes em vê-lo crescer e poder alcançar todo Mato Grosso. Esta terceira edição significa muito para nós, enquanto realizadores, mas principalmente para os artistas e bandas que apostam na música autoral”, destaca o produtor cultural, Daniel Scaravelli. 
A terceira edição do “Projeto Viva a Cena!” é uma realização da Associação Mato-grossense de Cultura (AMC), com patrocínio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), via emenda parlamentar.
O edital completo pode ser acessado no Instagram do projeto ou diretamente pelo link AQUI 
 


SP abre inscrições para novos projetos culturais em programa de fomento

ProAC ICMS conta com novas atualizações na sua execução; em 2023 o programa aprovou mais de 1.500 projetos

As inscrições de novos projetos no ProAC ICMS, Programa de Ação Cultural de fomento paulista que funciona por meio de patrocínios incentivados e renúncia fiscal, será reaberta no dia 9 de fevereiro. Este ano, o programa está de cara nova, com atualizações importantes em sua regulamentação e com uma nova identidade visual. Em 2023, foram aprovados mais de 1.500 projetos. A resolução sobre a reabertura das inscrições foi publicada no Diário Oficial na última quarta-feira (31).

Neste ano, o ProAC ICMS conta com mudanças importantes na sua execução, que visam facilitar a compreensão pela sociedade civil interessada, superar os pontos defasados, apresentar inovações e desburocratizar o funcionamento do programa, que é operacionalizado pela UFEC – Unidade de Fomento à Cultura. Entre os destaques estão a prestação de contas de acordo com o porte do projeto, a flexibilidade na gerência financeira da proposta, solução para rendimentos financeiros, medidas compensatórias, entre outros.

Outro destaque é que, a fim de compreender melhor o perfil cultural dos projetos inscritos nos programas culturais, os proponentes deverão realizar sua atualização cadastral no sistema, a partir do dia 9, com informações pertinentes para o desenvolvimento da Cultura em todo o território do Estado.

As mudanças apresentadas na nova resolução que regulamenta o ProAC ICMS não alteram as questões relacionadas à lei e ao decreto, mas modernizam as normativas que regiam o programa.

Sobre o ProAC ICMS

O ProAC ICMS é a modalidade do programa de fomento paulista que funciona por meio de patrocínios incentivados e renúncia fiscal. Para ter acesso aos recursos disponíveis, os artistas, grupos ou produtores devem submeter seus projetos à análise de uma comissão especializada, que avalia requisitos como relevância artística, cultural e compatibilidade da proposta orçamentária.

Com o projeto aprovado, o proponente pode solicitar patrocínio a empresas sediadas em São Paulo que podem apoiar os projetos culturais com parte do valor do ICMS devido. Qualquer empresa pode ser patrocinadora via ProAC ICMS, bastando ser contribuinte deste imposto e estar em dia com suas obrigações fiscais.

Todas as informações estão disponíveis em www.proac.sp.gov.br


Mais de 80 blocos desfilam no Rio no fim de semana antes do carnaval

Folia atrai milhares de pessoas

Mais de 80 blocos de rua oficiais (autorizados pela prefeitura) desfilam ou se apresentam na cidade do Rio de Janeiro neste fim de semana, o último antes do carnaval. Segundo a programação oficial divulgada pela prefeitura, são 49 blocos neste sábado (3).

Já no início da manhã, milhares de foliões se dividiram entre o Céu na Terra, que desfila, desde 2001, com tradicionais marchinhas pelas ruas de Santa Teresa, na zona sul, e o Chora Me Liga, bloco sertanejo criado em 2010 que saiu no Centro da cidade.

Céu na Terra foi o primeiro bloco do ano para o estudante João Miranda, de 23 anos. “É um dos blocos tradicionais. É lotado, mas é legal ver a festa, ver gente feliz, se divertindo, com música boa”, conta.

Vestida com uma fantasia de abelhinha, a cadela da raça rottweiler Nutella era uma atração à parte nas ruas de Santa Teresa. “É o segundo ano dela. Esse ano ela caprichou na fantasia, porque assim ela ganha carinho [das pessoas]. Quando ela escutou o som do bloco ela já ficou agitada em casa para vir”, contou a engenheira Daniela Manger, moradora do bairro.

Para os cariocas e turistas que não acordaram tão cedo quando João e Nutella, no entanto, estão previstos quase 40 blocos para a tarde deste sábado, entre eles o Simpatia É Quase Amor, que desfila, a partir das 14h, pelas ruas de Ipanema, na zona sul da cidade.

Também há desfiles e apresentações no Centro e em outros bairros da zona sul (como Copacabana e Botafogo) e das zonas norte (como Tijuca, Ilha do Governador, Ramos, Abolição e Irajá) e oeste (como Jardim Sulacap, Sepetiba e Barra da Tijuca).

No bairro do Maracanã, na zona norte, por exemplo, tem o Põe na Quentinha?, fundado pelo fotógrafo Berg Silva, que faz a folia, parado, na Praça Niterói, a partir das 14h. Este ano, o bloco se dedicará a arrecadar livros e alimentos não perecíveis, para beneficiar a população do Morro dos Macacos, em Vila Isabel.

 

Domingo

No domingo (4), estão previstos mais 34 blocos oficiais, em vários bairros cariocas. logo no início da manhã, já tem blocos no Centro da cidade, como o Bloco da Favorita, o Cordão do Boitatá e o Fogo e Paixão, todos começando entre as 7h e as 8h.

“Às vésperas de mais um desfile do bloco brega Fogo e Paixão, o frio na barriga contrasta com o calor que sempre domina o Largo de São Francisco de Paula. Certamente seremos muito felizes neste domingo e pode apostar que não vai faltar brilho!”, conta Pedro Martins, um dos organizadores do Fogo e Paixão, que estreou no carnaval em 2011.

“O bloco é brega”, resumiu à Agência Brasil outro organizador do Fogo e Paixão, João Marcelo Oliveira.  “Nós somos um bloco de música brega; nosso visual é brega. O repertório é brega. Quanto mais brega, melhor. A gente adora brega".

As músicas tocadas são as dos grandes ícones bregas, como Sidney Magal, Reginaldo Rossi, Rosana, Fagner. “Nosso padrinho é o Wando”. Mas o bloco toca os bregas mais atuais também. “As sofrências, os funks mais bregas entram também no repertório. A gente tem sorte de ter escolhido um tema que continua sempre produzindo material.”

João Marcelo afirmou que o bloco faz questão de descaracterizar a palavra brega como ela era usada de forma pejorativa. “O brega, para a gente, não é ruim. Para nós, o brega é muito. É aquela sofrência demais, o colorido demais. É excesso de alegria, de fogo, de paixão. Para a gente, isso é o brega”. A bateria do Fogo & Paixão é denominada Sem Limite e composta por 140 integrantes, além de dois cantores, dois sopros e um guitarrista. A equipe de produção e apoio tem entre 25 e 30 pessoas.

Ainda na manhã de domingo, tem Suvaco de Cristo (no Jardim Botânico), o infantil Gigantes da Lira (em Laranjeiras) e Empolga às 9h (em Ipanema), todos na zona sul. Ao longo do dia haverá desfiles e apresentações também em outros bairros como Méier, Grajaú, São Cristóvão e Engenho de Dentro (na zona norte), além de Vila Valqueire e Bangu (na zona oeste).

Edição: Valéria Aguiar

 
 

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