08 de maio de 2021 - 23:08

Cultura

Novos escritores de Cuiabá.

 

Todo mal traz um bem, dizem os otimistas. Misture pandemia, confinamento, isolamento, trabalho em casa, criatividade e fé e uma jornalista se transforma em escritora.

Giulianna Altimari no tempo de reclusão alinhavou ensinamentos sobre o uso das velas, das cores, dos rituais e mandalas da Umbanda, em livro publicado pela Umanos Editora, ainda neste semestre: Rituais da Umbanda: velas e símbolos.

Cada Orixá, (manifestação da força de Deus), tem sua cor, sua música, seu ritual e orações próprias com as velas de cores correspondentes. O povo brasileiro é a soma das culturas indígenas, europeias e africanas, e nos últimos anos com pitadas da sabedoria asiática.

Místico, religioso, ritualista, supersticioso, o brasileiro tem uma natural curiosidade pelas energias do astral, que podem ser conhecidas dentro das mais diversas linhagens espirituais. Somos a nação mais católica, mais evangélica e mais espírita do mundo. Assim os livros que abordam este tema têm um interesse garantido perante o público leitor.

A mini biografia na orelha do livro, informa que Giulianna Altimari, natural de Penápolis SP, é bacharel em Direito, colunista social e radialista, comunicadora, psicoterapeuta holística com especialidade em abordagens terapêuticas, anatomia energética, aromaterapia, cromoterapia, terapia com florais de Bach, cristais, radiestesia, meditação, musica e Shiatsu.

Iniciada mãe de santo na Umbanda, por Maria José Matos fundadora do Centro Espírita Pai Jeremias em Cuiabá, onde atende também no Centro Nossa Senhora do Carmo (Jardim Imperial). Em chapada dos Guimarães fundou o Centro Espírita Santa Sara Kali e São Francisco de Assis. Devota de Santa Sara Kali, realiza todos os anos a Festa Cigana em homenagem a este povo musical e sem fronteiras. Conduzida pela mãe Wanira Altimari, estudou Kardec, e na Umbanda encontrou seu caminho espiritual. Seguindo a tradição de família, ensina para Paola Altimari, sua única filha, o caminho da sensibilidade e os princípios básicos da religião, continuando a tradição.

Para alinhar conceitos de matrizes tão diferentes e manter o ‘pé no chão’ da realidade, a autora pesquisou nos Centros Espíritas de Umbanda “Pai Jeremias”, “Nossa Senhora do Carmo”, “São Francisco de Assis”, as práticas espirituais que ornam o conteúdo do livro, sistematizando e atualizando o conhecimento desta fé.

A seguir, fez o levantamento bibliográfico das informações coletadas nos templos acima, para melhor identificação das praticas e rituais adotados nos terreiros. Para a digitalização das informações da pesquisa bibliográfica, foi ajudada pelo advogado Dionildo Gomes Campos, também médium e terapeuta, que dividiu em tópicos e capítulos os temas abordados.

João Almeida, geógrafo, professor e fotógrafo, fez o registro visual, reproduzindo em cores, as mandalas, velas, e oferendas utilizadas nos costumes tracionais dos centros espíritas por seu participantes, consulentes, crentes e aprendizes.

Toda a edição do livro, terá distribuição gratuita nas bibliotecas, escolas, centros de cultura de matriz africana e Centros Espíritas, para melhor conhecimento destas tradições que enriquecem o jeito brasileiro de ser. A Lei Aldir Blanc, veio abrir caminho aos noveis escritores, que exercitam o estudo, a pesquisa, a criatividade colocando no papel a sensibilidade, a visão de mundo, expressando a fé individual. Tudo feito sob a coordenação de Gilda Portella que atuou com total dedicação na criação da obra que foi feita pelo criterioso olhar da equipe da Editora Umanos. Todos os livros foram disponibilizados para instituições, bibliotecas, centros espiritas, entre outros. Devido a pandemia não houve uma cerimonia de lançamento para evitar aglomerações. 


Coral Desvendar grava seu primeiro CD

A música tem aliviado nossos dias nesse dito novo normal, a arte! E, é assim cheio de inspiros e expiros que o Coral Desvendar grava seu primeiro CD, intitulado DESVENDAR. Com uma sólida construção  coletiva, sob a regência estelar de Estela Ceregatti, o coro traz em sua bagagem paz, aninho e abrigo. Aliás esse é um trecho de "Irmãos", uma das canções que integram o álbum musical do coro.

O Coral Desvendar, nasceu em 2018, sendo inicialmente sediado no Sesc Arsenal, e desde 2020, fez pouso na Associação Solarium e Colégio Brasilis. Em virtude da pandemia, os encontros têm ocorrido de maneira virtual, o que propiciou a participação de pessoas de outras cidades e estados (quase 60 integrantes ao todo) e proporcionou ao grupo os estudos necessários para a gravação do seu primeiro disco. O coro - que é fundamentado pela Escola Desvendar da Voz -  transformou vidas, fez ninhos, sementeou e agora repousa em união para reverberação deste sonho em tramas musicais de amor, paz e gratidão por ainda estarmos aqui.

Os estudos e a pré - produção musical que traz um equipe incrível, contando com a direção artístico-musical, regência e arranjos vocais de Estela Ceregatti, produção musical e arranjos instrumentais de Jhon Stuart, mixagem e masterização de Manoel Neto, promete trazer arte musical de lares para lares. "Mais que isso, o álbum DESVENDAR promete deixar um legado sobre os dias em que atravessamos. As músicas que integram este disco foram cuidadosamente escolhidas e trazem mensagens cruciais a todos. Respiros, abraços musicais em doses terapêuticas de cantos de amor." diz Estela. O repertório é permeado de composições coletivas do coro, da Estela Ceregatti, Zé Modesto, Marcelo Petráglia, Gabriel Levy, Pedro Ivo e outros. Ainda nas Criações Artísticas e visuais, temos os maravilhosos desenhos de Daniela Monteiro, e na produção visual Augusto Figliaggi. A produção executiva fica por conta de Dênis Lopes, e a assessoria de imprensa é feita por Cássio Martins e Silviane Ramos.

O coro segue nos estudos, junto a equipe de produção do encarte do CD e os instrumentistas, que seguem as tramas, e o cirandar generoso em ser arte. A gravação só foi possível pela Lei de fomento emergencial Aldir Blanc, através da Secretária municipal de cultura, esporte e lazer de Cuiabá.

     Cássio Martins e Silviane Ramos


The Chanel>s promove estreia online de videoclipe “Transmutáveis”


Com dança e performance, trio luta pela desconstrução de estigmas sociais
O trio performático de dança The Chanel’s estreia o primeiro videoclipe
nesse sábado, 24 de abril, às 17h, no Canal do YouTube do trio (link
https://bit.ly/3cogwGJ). Com classificação indicativa livre,
“Transmutáveis” é fruto de projeto contemplado no segmento Culturas
LGBTQIA+ do Edital MT Nascentes da Lei Aldir Blanc/SECEL-MT. Com
locações no Museu da Caixa D’Água Velha, no Centro de Cuiabá, o
videoclipe teve figurino assinado por João Vitor e coreografia feita pelas
próprias integrantes do trio. O videoclipe é dirigido por Amilton Martins.
Arte de divulgação do lançamento de “Transmutáveis”, videoclipe do trio The Chanel’s
Criado em 2016 por Dan Close, Lupita Amorim e Pedro Scarlett, quando
ainda cursavam o ensino médio, o trio The Chanel’s busca, através da
performance e da dança, desconstruir estigmas da sociedade.
Fundamentadas pelo ideal de luta negro, LGBTQIA+ e artístico, as
integrantes do The Chanel’s procuram difundir ideias de poder e
reconhecimento de seu espaço enquanto, nas palavras de Pedro Scarlett,
“bixas travestis pretas e afeminadas”, de modo a quebrar o “padrão” préestabelecido pela sociedade.
The Chanel’s vai muito além de um trio de dança. É luta, é arte, é coragem
para empoderar aquelas que têm o mesmo sonho. Por isso, elas buscam
derrubar barreiras, abrir caminhos e, através da dança, mostrar que o
preconceito não tem espaço na arte, tampouco na sociedade.
O clipe Transmutáveis estreia dia 24/04, as 17h no canal oficial The
Chanel’s no YouTube. Siga The Chanel’s no Instagram:
https://www.instagram.com/thechanelsss/ O projeto é realizado com
recursos da Lei Aldir Blanc em Mato Grosso, através de seleção no Edital
MT Nascentes, segmento Culturas LGBTQIA+, da Secretaria de Estado de
Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Serviço:
O quê: Lançamento do videoclipe “Transmutáveis” do trio The Chanel’s.
Quando: Sábado, 24 de abril, às 17h.
Onde: Canal do YouTube do The Chanel’s: https://bit.ly/3cogwGJ
Quanto: Gratuito. Classificação indicativa livre.
Mais informações: 99292 3262 (Lupita Amorim).


Novidades na Literatura Infanto juvenil

Quem não gosta de novidades? E quando elas são boas a sensação é melhor ainda. Paty Wolf nossa escritora e multiartista potente nos traz um super presente relativo a  histórias para ler, ouvir e apreciar, mergulhar em suas gravuras. A ilustração também é dela que além de nos apresentar uma história incrível ainda nos envolve com sua arte em ilustrar. A obra que tem por título “Thehcitura”, aborda em seu enredo sobre as tramas de uma história real contada sob a forma de poesia sobre a expansão da fronteira oeste de Mato Grosso em uma época não tão distante. Os acontecimentos geo-históricos que atravessam o território do povo Nambiquara do Cerrado narrados nessa história acontecem nas décadas de 40, 50, 60 e 70 do século XX, mas geram consequências até hoje. O livro é pura inspiração e conhecimento dos povos originários. Neste mês de luta indígenas ganhamos esse presente!!!

A autora Paty Wolf  também estará no 4º  Contos do Mato Web Festival no dia 20 de abril na categoria lançamentos, falando desta obra tão potente e necessária!

 Paty destaca sobre a inspiração do título: “para compor o título, empresto da língua nambiquara a palavra /Theh/ que significa “linha, fio, caminho”, que se encaixa perfeitamente na palavra da língua portuguesa /tecitura/, que significa o “conjunto dos fios que se cruzam”. Abaixo uma das ilustrações presentes no Livro

Essa novidade você não pode perder!!!

"Thehcitura" título

Editora Entrelinhas

 Livro Produzido com incentivo de fomento da  lei Aldir Blanc por meio da  secretaria municipal de cultura, esporte e turismo de Cuiabá

 Por Silviane Ramos


Projeto Pequena África: revisitando o comércio, as vivências e os saberes negros.

A live que irá apresentar o projeto cultural Pequena África em Cuiabá: revisitando o comércio, as vivências e os saberes negros acontecerá dia 15 de Abril, às 19:00hs, no canal do youtube Pequena África de Cuiabá. Seguindo as indicações do edital Aldir Blanc da Secretaria Municipal de Cultura esporte e lazer de Cuiabá, a equipe do projeto pequena África segue trabalhando e maneira integrada junto ao Projeto da experiência sensorial à educação patrimonial com arte: Cuiabá em experimentos e acessibilidade”

 Esta atividade virtual é informativa educativa no que tange valorização e educação patrimonial cuiabana somada ao reconhecimento de uma ação para valorizar a cultura afro-brasileira cuja contribuição dos negros para sua produção é enorme e não pode ser silenciada.

As debatedoras convidadas para a noite do dia 15 abril são: Dra. Silviane Ramos (UFSCAR), Letícia Oliveira (UFRJ), Pós-doc. Joana Oliveira (USP) e Cristina Soares (mestre da UFMT). Gilda Portella (Artista Plástica, especialista/ UFMT). Além dos artistas convidados das performances, tendo como Diretora artística do Experiências Sensoriais com Arte, Paty Wolf (Multiartista, Mãe do Léo e mestre em geografia- UFMT)

Também faz parte destes projetos a produção de um flyer/guia que estará disponível no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC) onde constarão informações a respeito do centro da cidade de Cuiabá e suas características relacionadas à cultura afro-brasileira contemporânea e sua memória, bem como vídeo performance com acessibilidade.

Os participantes da live terão direito a um certificado, basta se inscrever no canal do youtube Pequena África de Cuiabá. Este projeto faz parte da lei Aldir Blanc.

 

 


COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS LANÇA A CAMPANHA “TEM GENTE COM FOME, DÁ DE COMER!”

A Coalizão Negra por Direitos Direitos lançou na última quarta-feira (31) a campanha “Tem gente com fome, dá de comer!” para arrecadação de alimentos pelo Brasil.

Em Mato Grosso, a campanha ganha adesão das entidades e movimentos sociais negros que compõem a Coalizão Negra por Direitos: Coletivo Negro Universitário da UFMT, Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso, Movimento Negro Unificado de Mato Grosso e União de Negras e Negros pela Igualdade Pantanal.

 A iniciativa é uma ação de enfrentamento à fome que, por conta da pandemia da Covid-19, tem crescido entre famílias socialmente mais vulneráveis.

 

Neste cenário, o desemprego e a alta no preço dos alimentos também têm dificultado o acesso a direitos sociais básicos para a população.

 De acordo com dados do Ministério da Cidadania, 39,9 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza no Brasil. Estes números revelam uma realidade que é dirimida por ações de enfrentamento às desigualdades.

 O impacto de ações deste tipo é demonstrado na experiência de Marlene C. da Silva, moradora do bairro Pirinéu, localizado na periferia de Várzea Grande.

 Mãe solo e diarista, ela já foi beneficiada com uma campanha semelhante realizada no último ano pelo Coletivo Negro Universitário da UFMT.

 

 

“Vejo esta campanha como uma grande ajuda, não é sempre que consigo trabalho como diarista, mas tenho trabalho. Existem pessoas no bairro que precisam dessa ajuda com mais urgência”, disse.

 A importância da campanha também é destacada pela coordenadora do Movimento Negro Unificado de Mato Grosso, Isabel Garcia de Farias.

 Para a liderança, a manutenção da segurança alimentar da população socialmente desassistida é uma pauta prioritária neste momento de pandemia.

 

 

“Uns perderam empregos e outros perderam parentes e amigos para este vírus. É uma situação muito difícil. Então, alimentar nosso povo e ajudar na prevenção do contágio é fundamental”, afirmou.

 Para aqueles que quiserem participar com doações de alimentos, a entrega é feita no Centro Cultural Casa das Pretas, localizado na Praça da Mandioca, em Cuiabá.

 Além da entrega de alimentos, existe a possibilidade de doações em dinheiro, que devem ser realizadas pelo site temgentecomfome.com.br.

M.Filipe Araújo 

 


Regina Maslem realiza exposição Rios de Águas Vivas

A artista plástica Regina Maslem, realiza a exposição “Rios de águas vivas’, de 19 a 30 de abril de 2021. A mostra individual apresentará 15 obras em Resina Epóxi e cinco objetos criativos, esculturas em instalação inédita no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis-MT. O projeto foi contemplado no Edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O projeto traça um perfil criativo dos mais de 26 anos de carreira de Regina. As obras refletem com muita intensidade, a superação das adversidades sofridas ao longo do ano de 2020, e mostram novas habilidades técnicas da artista. A exposição também se dará de forma digital, em registro audiovisual desde o início da produção, e será lançado nas redes sociais da artista.

De acordo com Regina Maslem a apresentação das obras e o audiovisual geram habilidades pessoais e culturais que enriquecem e concretizam a experiência do ser, suscitando o incremento na cultura estadual e municipal.

“Este evento vem de encontro a uma lacuna de ações culturais em Rondonópolis e tem o intuito de impactar a cena cultural mato-grossense e atrair interesse público, além de disseminar a criatividade e o saber artístico, beneficiar diversas áreas do conhecimento e possibilitar ao público-alvo, que sejam agentes de transformação, protagonistas de si mesmos e do meio, cooperando, sobretudo, para o nosso desenvolvimento cultural regional”, conta Regina.

Quanto a técnica usada em suas obras, Regina destaca a transparência entre as camadas de resina, demonstrando o movimento e as divisões de tinta e resina pura, criando um efeito de água e espuma sobre a tela, efeito este que dá nome à mostra. O layout das telas foi desenvolvido pela artista, foram feitas de MDF e sob medida para o projeto.

Regina Maslem é artista plástica e arte-educadora que possui no currículo exposições nacionais e internacionais com a experiência de mais de 23 anos como professora de pintura e objetos customizados.

Serviço

Exposição “Rios de águas vivas” por Regina Maslem

De 19 a 30 de abril de 2021

Rondon Plaza Shopping – Rondonópolis/MT

Exposição virtual pelas redes sociais Instagram e Facebook


Dinossauro em exposição no Museu de Historia Natural de MT

Gigante de aço: réplica de dinossauro de quase 20 metros entrará para exposição permanente do Museu de História Natural de Mato Grosso

Segunda maior réplica do Brasil

 

Está sendo construída no Rio de Janeiro, pelo paleoartista Carlos Scarpini, uma réplica de um dinossauro saurópode, conhecido como titanossauro, medindo pouco mais de 19 metros lineares, 1,80 de largura e mais de 3 metros de altura, que, devido sua disposição anatômica, ocupará um espaço de cerca de 17 metros quando pronto e instalado para exposição. O dinossauro irá compor a exposição permanente do Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá, e será uma grande atração para os cuiabanos e turistas que passam pelo município.

Os saurópodes são dinossauros herbívoros, de grande porte que viveram no Período Cretáceo, entre 84 e 85 milhões de anos, principalmente em massas continentais do Hemisfério Sul, incluindo a região de Mato Grosso.

Para Suzana Hirooka, presidente do Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), que faz a gestão do Museu, a construção do novo dinossauro é um desejo antigo, já que este animal pré-histórico viveu na região da Chapada dos Guimarães. “Os dinossauros entraram no gosto das crianças, dos jovens e até mesmo dos adultos. Nós percebemos isso com a forma que eles se encantam com a réplica que já temos do dinossauro Pycnonemosaurus nevesi, com 2,20 metros de altura por 7 metros de comprimento, sendo a principal atração do Museu e grande ponto de interesse para quem vive em Cuiabá. Com a construção da nova réplica, esperamos que a população tenha mais um atrativo de impacto, já que o próximo dinossauro será muito maior. Nossa meta na direção do Museu é passar para a população o conhecimento científico que temos a respeito desses dinossauros, da pré-história e da paleontologia, de maneira mais prazerosa, lúdica, ligada ao lazer, cultura, conhecimento e ciência, através da visita ao Museu, onde o visitante poderá ver duas réplicas fidedignas de dois dinossauros que viveram na região da Chapada dos Guimarães. ”

 

Para a construção do novo dinossauro estão sendo usados mais de 60 metros de aço entre a estrutura base e interna. Um “gigante de aço”, como cita Scarpini. A réplica pesará cerca de meia tonelada e terá o tamanho de quase dois ônibus, se tornando a maior réplica de Mato Grosso e a segunda maior do Brasil. As peças da réplica estão sendo construídas no Rio de Janeiro e, depois de prontas, serão transportadas para Mato Grosso para a montagem no espaço aberto do Museu de História Natural de Mato Grosso.

Para Carlos Scarpini, paleoartista construtor da réplica, seu trabalho é traduzir a ciência para uma linguagem popular, que possa mexer com a curiosidade das pessoas de forma didática e com fácil entendimento, estimulando assim o conhecimento científico de forma acessível. “A paleo réplica é muito gratificante nesse sentido, pois posso levar para as pessoas mais simples um conhecimento que vem em “blocos rígidos de concreto” e é dissolvido em “poeira”, para as pessoas absorverem. ”

O processo de construção do dinossauro começa com muita pesquisa e estudo em artigos científicos sobre a espécie do dinossauro, para replicar um animal preciso e fidedigno ao original. Em seguida, é confeccionada uma miniatura do dinossauro para dar base no conceito anatômico e, só depois, a construção das peças do animal começam. A confecção das peças passa por diversos processos para evitar desgastes com as intempéries, como a alta taxa UV e chuvas torrenciais que acontecem em Cuiabá.

A escultura base da réplica é feita em bloco de EPS de alta densidade, em cima dessa escultura vem uma camada de borracha líquida, em seguidas as peças são laminadas com folhas de alumínio de 08 mm e depois é aplicada uma camada de resina com sulfeto de alumínio para poder isolar as peças das intempéries. Dando continuidade ao processo, é passada uma camada de resina com pó de mármore para endurecimento e isolamento, depois é passada mais uma camada de resina com coloração branca e, por último, a peça ganha a cor final feita com carga mineral com tons de amarelo, vermelho e preto, explica Scarpini sobre a confecção da réplica.

Scarpini também destaca a importância das paleo réplicas para preservação dos fósseis originais encontrados, pois esses ficam salvaguardados em reservas técnicas, exibindo ao público apenas a réplica e mantendo protegidas as peças originais para que não se danifiquem.

O Museu de História Natural de Mato Grosso está localizado na Av. Beira Rio, n. º 2000, bairro Jardim Europa, com funcionamento de quarta a domingo, das 8h às 18h e entrada no valor de R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). O Museu conta com ampla área verde próxima ao rio Cuiabá, café, loja de artesanatos, parquinho, reserva técnica e ampla exposição com fósseis de animais pré-históricos, acervo indígena com máscaras sagradas da etnia Waurá e itens históricos da Casa Dom Aquino, casarão histórico que abriga o Museu. 

Radharani Kuhn - Assessora de Imprensa 

 


Exposição de Neide Silva - 01 a 21 de Abril Cine Teatro Cuiabá

Preparativos finais para apresentar ao público a exposição “Mulheres do Mato”, que contará com obras da artista plástica Neide Silva e poemas de Marli Walker e Divanize Carbonieri. A mostra tem apoio da Lei Aldir Blanc (Secel-MT) e será realizada entre os dias 01 e 21 de abril deste ano, no Cine Teatro Cuiabá.

As obras que Neide preparou para a exposição dialogam com as várias facetas da artista e com suas vivências enquanto mulher, mãe, filha, escritora, psicóloga e artista plástica. Os trabalhos carregam também os traços da história da própria Neide e das raízes indígenas que ela leva no sangue e no coração.

Em breve traremos mais informações sobre os horários de visitação e todos os cuidados que serão tomados em função da pandemia de Covid-19. Contamos com o apoio de vocês para divulgar a exposição e prestigiar as mulheres artistas envolvidas.

A cocuradoria é assinada por Aline Figueiredo.


ESCOLA DE MÚSICA DE CAMPO VERDE ABRE TEMPORADA DE 2021

 

 

Estão abertas até sexta-feira (26.02) as matrículas para as modalidades de formação musical oferecidas gratuitamente pela Escola de Música de Campo Verde. A instituição atende crianças a partir de dois anos de idade, além de jovens e adultos. De acordo com o maestro e diretor artístico André Tavares, não há limite de vagas, pois todos que procuram a escola conseguem ser atendidos em alguma modalidade com disponibilidade de vagas.

A Escola de Música de Campo Verde que atende a mais de 380 crianças e jovens nos projetos socioculturais e educacionais. Na formação, o estudo de música (erudita e popular) é ofertado em módulos de trabalhos organizados pedagogicamente nas modalidades de coral (infantil, juvenil e adultos), violão (popular e erudito), cordas friccionadas (violino, violoncelo, viola clássica e contrabaixo), musicalização (iniciação musical), sopros/madeiras (clarinete, flauta transversal, saxofone alto e tenor), sopros/metais (trombone e trompete) e percussão (baterias). Além das atividades descentralizadas, ou seja, o professor (a) vai até o bairro para desenvolver as atividades musicais para as crianças e adolescentes que possui dificuldades de locomoção até a sede da Instituição, porém, devido a pandemia atividades ira aguarda o retorno das atividades escolares, pois, tais atividades necessitam de termo de cooperação com escolas públicas para acontecerem. 

Tendo em vista a pandemia do Coronavírus, a Escola de Música de Campo Verde retornou com as suas atividades de aprendizagem em instrumentos musicais através das aulas presenciais no dia 01 de fevereiro tomando todas as medidas de prevenção.

 

 

Sabendo da gravidade dessa doença que aflige o todo o mundo, o Instituto Germinando Sons tem tomado todos os cuidados necessários em sua rotina diária, reforçando a comunicação e o treinamento dos funcionários e equipe pedagógica quanto às medidas de prevenção ao novo Coronavírus. Cuidando do distanciamento no local de trabalho, nas salas de aula, mantendo a limpeza, desinfecção dos ambientes, dos instrumentos e uso obrigatório da mascaras de acordo com a Resolução do Instituto e também com a normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para o ano de 2021 a Instituição pretende trabalhar um calendário descentralizado e diversificado, com apresentações virtuais, ensaios abertos, recital da família, concertos em praça pública em período diurno. Com todas as medidas higiênicas necessárias. Também para este ano, a Escola de Música de Campo Verde com uma rotina mais intensa de atividades para que possa agregar ainda mais as crianças e adolescentes as atividades musicais com aulas práticas e teóricas, rotatividades dos alunos em diversas classes, e práticas coletivas, cujo, em 2021 a Instituição com um professor especifico para teoria musical e práticas coletivas em cordas e sopros.

Para participar, os interessados devem procurar a secretaria da Escola de Música, localizada na avenida Florianópolis, 197, Centro, em frente aos Correios. É preciso apresentar o RG e CPF do responsável e do aluno (ou certidão de nascimento), além de comprovante de residência.

 

 

Serviço:

Matrículas abertas para formação musical na Escola de Música de Campo Verde

Data de inscrições: até 26 de fevereiro de 2021

Endereço: av. Florianópolis, 197, Centro, em frente aos Correios, Campo Verde.

Mais informações: (66) 3419-3765 ou (66) 98414-2981

https://www.institutogs.com.br/

 

 

 

 

 


Casa da Pretas lança Exposição Arte e Resistência

 

 

O Centro Cultural Casa das Pretas, lança a EXPOSIÇÃO VIRTUAL E COLETIVA "ARTE E RESISTÊNCIA", no dia 26 de Janeiro de 2021,  os trabalhos artísticos valorizam a cultura negra. As fotografias, aquarelas e gravuras digitais da exposição criados na concepção da luta antirracista, exibem ainda referências de identidade onde um novo olhar evidencia as transformações da Arte como potência e potenciadora do que segue invisibilizado em nossa cultura.

A Casa das Pretas em Mato Grosso, é sediada na Praça da Mandioca, centro histórico de Cuiabá, criada pelo IMUNE-MT (Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso) para ser um centro de cultura, arte, literatura, cursos, palestras, eventos, enfim toda produção cultural que valorize a cultura afro-cuiabana em nosso Estado.

Para a Exposição "Arte e Resistência" foram convidados quatro (04) artistas residentes em nosso estado. Com abertura prevista pra dia 26 de Janeiro de 2021 no seguinte link : https://casadaspretasmt.wixsite.com/exposicao

Carina Valeria da Comunidade Ribeirão do Mutuca, uma das localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento-MT, traz em suas fotografias, um olhar para a ludicidade das crianças no criar e jogar. "Sou criança, sou negra/Também sou resistência/Racismo aqui não, se não gostou, paciência"  (MC Soffia)

Eliana Fogaça nos brinda com aquarelas e pinturas inspiradoras com "olhos" que tudo vêem e se deixam ser penetrados e desvelados. Nos sensibilizam ao nos lembrar da potência e resistência feminina: "Sou mulher, sou dona do meu corpo/E da minha vontade. Fui eu que descobri Poder e Liberdade. Sou tudo que um dia eu sonhei pra mim" (Doralyce)

O geógrafo João Almeida fotografa Betinha, mediunizada na Tenda de "Maria Sabino", entidade que trabalha na Umbanda, há mais de cinqüenta anos, empoderando mulheres ao lhes apresentar fé ancestral, força, resiliência, um farol contra intolerância religiosa. Cinco décadas de compromisso e conexão com sua linhagem de mulheres Xamãs, curadoras, benzedoras, abençoadoras. "Sua bença minha mãe Betinha!"

Lia Amazonas com sua arte digital mostra resistência, referência e construção de outras matrizes de representação de corpos pretos, segue no caminho da desconstrução da estética opressora dos anúncios de revistas e jornais que perpetuam a branquitude."Há tanta beleza em mim/Há tanta riqueza em mim/Um mergulho pra dentro da casca.../As feridas que herdei são antigas mas a realeza tá há mais tempo no nosso DNA" (Drik  Barbosa e Rashid)

Arte e Resistência por Lupita Amorim 

Lupita Amorim do CNU/UFMT faz reflexões sobre Arte e Resistência e a luta antiracista:  "Para nós pessoas pretas a arte tem sido um espaço muito importante, sobretudo de resistência, pois por meio dela podemos falar de nossas vivências como elas são, imaginar como gostaríamos que fosse ou até mesmo denunciarmos situações de desigualdades, dentre outras possibilidades de representações artísticas ao qual tenho a honra de afirmar que fazemos isso com muita maestria, demonstrando nossa potência com nossa a manifestação de nossos desejos, vontades e expectativas diante de tantos assuntos, principalmente aquele que mais nos limita que é o racismo. Seja na poesia, música, artes visuais, dança, teatro ou outras formas de expressão artísticas a população preta brasileira tem evidenciado há muito tempo que a arte é esse espaço de resistência por não ter limitações em relação ao que podemos criar, registrando o que aconteceu ontem, construindo o hoje e projetando o amanhã através da arte conseguimos exercitar nossos talentos e potencialidades! Em Mato Grosso temos uma juventude negra disposta e comprometida em trazer em sua arte as urgências de nossa população para os tempos atuais e futuros, mas também falar de outros temas que não somente a violência que nos acomete diariamente. Feliz em fazer parte desse movimento!"

Confiram https://casadaspretasmt.wixsite.com/exposicao


A história de Justina Ferreira, mestre quilombola que mantém tradições e memórias

Público poderá conhecer a história de Justina Ferreira da Silva, mulher quilombola que mantém tradições e memórias através da cultura alimentar.

 Justina Ferreira da Silva, é uma das 75 condecoradas com o título de mestre da Cultura do Estado de Mato Grosso, concedido através do Edital Conexão Mestres da Cultura - Marília Beatriz de Figueiredo Leite (Lei Aldir Blanc), da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT).

A homenagem em vida é o reconhecimento à força que Justina carrega e propaga ao resguardar a cultura alimentar da Comunidade do Ribeirão do Mutuca, uma das 06 localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, localizado no munícipio de Nossa Senhora do Livramento.

Dona Justina, é filha de Rosa Domingas de Jesus e Miguel Domingos Ferreira de Jesus, bisneta de Vicente Ferreira Mendes, Neta de Mácario Ferreira de Jesus, casada com João Pedro da Silva, ela é trabalhadora rural, cozinheira, doceira, mãe de 07 filhos, sendo 04 homens e 03 mulheres, e com  a perca de um filho, ficaram 06 filhos, e conhecida como “São Benedita” pois assim como o Santo negro, é cozinheira por ofício. São mais de 50 anos utilizando gêneros alimentícios produzidos na própria comunidade para demarcar a identidade quilombola, o pertencimento territorial, e dessa forma manter a história, códigos alimentares, tradições e inovações.

A cultura alimentar é uma das formas de se reconhecer processos que envolvem as identidades de diferentes grupos. Através das receitas e atividades coletivas como o 'Muxirum' (um trabalho coletivo que a comunidade organiza para plantar a banana e carpir o roçado), Justina repassa para as novas gerações a herança de seus antepassados para a manutenção da vida e sustentabilidade do local, já que também é ela quem comanda a cozinha da tradicional Festa da Banana. De acordo com a homenageada, seu Bisavô Vicente Ferreira Mendes e avô, conhecido como Macário faziam melado e rapadura, inclusive o famoso açúcar de barro (açúcar mascavo) em especial para as festas de São Benedito, Festa de São Gonçalo e Festa do Congo, a qual originou-se na comunidade Mutuca, sendo esta produção repassada para seu pai, Miguel Domingos Ferreira de Jesus, que deu seqüência a tradição familiar que hoje é realizada por ela.

O projeto As Mãos Beneditas de Justina, é coordenado pela líder quilombola Laura Ferreira, também da Comunidade Mutuca – Território do Mata Cavalo e conta om a direção geral de arte da artista visual Paty Wolff. A proposta está constituindo um acervo com  depoimentos, fotografias da comunidade e vídeos como memorial dos saberes e fazeres e em homenagem e comemoração aos 65 anos da mestra Justina. Todo esse conteúdo será entregue ao público através de um documentário resultante de uma capacitação que será realizada pela equipe do projeto  dentro da comunidade de Mata Cavalo para um grupo de dez jovens; também serão realizadas  fotografias que comporão 01 um livro e uma exposição em uma plataforma virtual, sob curadoria de Gilda Portella. A equipe do projeto já esteve na Comunidade Mutuca – Território  Mata Cavalo realizando o registro de um Muxirum, pois o mesmo acontece em data específica à cada ano. Fazem parte do da produção audiovisual  a diretora e roteirista Isabela Ferreira da Silva, Cauê Onirê, Gabriel Paulo Oliveira da Silva, Anna Carolina Mello, Lucas Bezerril, João Almeida, Luiz Henrique Nogueira, Lidiane Alves Lopes;  a responsável pela curadoria da exposição é Gilda Portella, Téo Miranda da Editora Sustentável realiza a Direção de fotografia e edição do livro.

 A condecoração segundo a proponente do projeto Laura Ferreira: "traz além do reconhecimento pessoal, a oportunidade de expandir o conhecimento acerca das comunidades quilombolas existentes no Estado de Mato Grosso e a força feminina que as movimenta".  De acordo com a coordenação do projeto Paty Wolff, "pesquisas recentes têm apontado que existe um silenciamento quanto a historiografia dessas territorialidades na mídia, nos livros didáticos, dentre outros."

Além de trazer a público a existência desses territórios, a proposta reforça também a importância dos fazeres quilombolas, onde se poderá reconhecer as  boas práticas agroecológicas e a valorização desta cultura, em todos os aspectos, dessa forma, a necessidade da manutenção dessas terras pelas comunidades que nelas residem.


Lançamento: “Feito: melhor que perfeito!” de Marlon Carvalho S. Rocha

 

 

O escritor de 31 anos, Marlon Carvalho de Sousa Rocha, natural de Cuiabá, lança sua terceira obra neste ano de 2021. 

“Feito: melhor que perfeito!”  marca o resgate da carreira literária do cuiabano, após um longo período sabático de quinze anos.

Coletânea de contos, crônicas e poemas guardados, a sete-chaves, desde o 18º aniversário do escritor, “Feito: melhor que perfeito!” evidencia a visão de mundo do autor em uma fase de transição de sua adolescência para a vida adulta. Tendo como pano de fundo, lugares, pessoas, experiências pessoais e fantasiadas pelo autor, a pretensão é de fazer refletir nas dimensões filosófica, espiritual e política, além de fornecer entretenimento de qualidade, inclusive para o sonhado pós-pandemia.

O livro já está disponível para aquisição em formato e-book na Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda e, em breve, na forma impressa pela mesma editora, sob demanda.

 

Vida e Obras do Escritor 

  

Formado pela Universidade Federal de Mato Grosso e servidor público federal desde 2009, iniciou sua carreira profissional no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso. Desde 2011 na Justiça do Trabalho, atualmente serve como assessor no gabinete da Desembargadora Eliney Bezerra Veloso.

 Sua verve literária nasceu junto com sua carreira estudantil. Gota D'Água, coletânea com escritos redigidos desde a tenra infância, foi publicado no ano 2000 durante a célebre Festa dos Filhos Ausentes de Torixoréu, terra natal de seus pais e avós maternos e paternos.

 Pantamons: uma aventura no pantanal, sua segunda obra, também publicada com recursos próprios, foi lançada no ano de 2006. Narrativa de conteúdo infanto-juvenil, retrata aventuras de personagens ficcionais pelo pantanal mato-grossense.

“Feito: melhor que perfeito!” evidencia a visão de mundo  do escritor delineada pelo "Cronos" - tempo, que faz a transição da adolescência para a vida adulta. A escrita leve é marcada por transitar por diferentes gêneros literários dos contos, a crônicas até os poemas. A obra apresenta a apreciação pessoal de fatos, eventos da vida cotidiana, uma história de terror, tendo como cenário lugares que marcaram a vida do escritor. Em outros momentos, há uma liberdade de criação poética, inclusive com aspectos da religiosidade cristã. Caráter crítico  sobre comportamentos, o uso de humor é utilizado para abordar questões sociais e políticas. ,

A obra é uma retomada em que o autor ousa divulgar sua ideias, sem se preocupar, em demasia, com os julgamentos alheios. Afinal, feito é melhor que perfeito!

O livro já está disponível para aquisição em formato e-book na Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda.

Também pode ser encomendado em formato impressa, sob demanda, diretamente com o autor ([email protected]) ou no site da Amazon.com.


Cine Teatro Cuiabá reabre as portas após ficar 8 meses fechado

Após oito meses fechado, o Cine Teatro Cuiabá reabriu as portas nesta terça-feira (10) com o filme Bacurau.

O longa, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019, eleito o melhor filme da competição internacional Cinemasters no Festival de Munique 2019 e também recebeu prêmios de melhor direção e melhor filme no Festival de Cinema de Lima 2019.

A classificação indicativa, segundo o Cine Teatro, é de 18 anos.

O local estava fechado desde março deste ano, devido à pandemia de Covid-19.

O Cine Teatro Cuiabá passou então a disponibilizar para o público gratuitamente a gravação das apresentações que estavam marcadas até o dia 29 de março no local. O espaço teve que suspender a programação com público em cumprimento aos decretos dos governos estadual e municipal.

No entanto, as apresentações que estavam programadas até o dia 29 foram realizadas, sem público, e disponibilizadas no canal do Cine Teatro no YouTube.


Lançamento do Livro: Diário de uma ex-mãe

 

Uma Obra de Célia Alves, escritora mato-grossense,em um momento difícil encontrou o conforto que precisava na escrita, a melhor forma de expressar os sentimentos dela, refletir sobre as próprias vivências de uma perda inesperada.

O livro será lançado no dia: 23 de Setembro/2020 (Quarta-feira) Horário: 18 horas
Local: Roots Açaí e Café - Rua Sírio Libaneza, 30 - Goiabeiras, Cuiabá – MT

 

Você já ouviu falar em ex-mãe?

É quando a dor se aproxima. Mas, mesmo com a aparência de sofrimento, ela vem cheia de amor, um sentimento que transborda, transforma e fortalece.
Quando você pensa na expressão ex-mãe, um misto de questionamentos pode vir à tona. No entanto, tudo se torna claro quando há a compreensão que uma mãe nunca estará sozinha, e que a nobreza de ser mãe é a presença do amor, seja ele aonde for. É dessa maneira que este livro aborda a trajetória da escritora Célia Alves, que teve uma gestação interrompida, sofreu, sentiu dores, cansou e ajoelhou-se ante à busca de entendimento, e não perdeu a fé. Ela acreditou, agradeceu e se tornou
resiliente. Tornou-se a prova, como muitas mães, que um laço materno jamais se rompe. A autora define que o instinto materno nasce a partir do momento que se ouve "positivo", lê-se "reagente", ou, quando os dois tracinhos vermelhos aparecem no exame de farmácia. Para ela, mãe é mãe, ponto final.

Célia Alves é publicitária, mãe dos 3 Joões. Além de 4 patas da Kate e da Amy. Amor do Cairo. Filha da Dona Maria Helena e do Seu Ademyr, irmã da Hara e do Beto. Ex-professora e ex-apresentadora de rádio. E, aos 39 anos, ex-mãe. Não foi para a autora incluir esse "titulo" no currículo. Ser "ex" significa perder algo, e aceitar a perda de um filho não faz parte da natureza humana. Teve que aprender de uma forma triste e dolorosa que algumas coisas acontecem como tem que ser, não como são planejadas. São os planos de Deus, simples assim. E coube à ela aceitar e aprender com cada lágrima derramada. Neste livro Célia abre o diário de ex-mãe para contar a história do Bento, que apesar de ser um anjo, jamais será "ex" no meu coração.


Título do livro: Diário de uma ex-mãe

Páginas: 94 / Edição: 1ª / Preço: R$ 35,00 / Formato: 14 x 21cm / Acabamento: Brochura ISBN: 978-65-990096-2-4 Categoria: Criação de filhos; Diário; Família, Literatura Brasileira; Lançamento: Umanos Editora, Cuiabá: 2020. (www.umanoseditora.com.br)

 

Contato:

Néliton Góis

Diretor de marketing - E-mail: [email protected]
65-9 9629-3453

 


O Guardião da Beleza 

 
 

O ceramista Osmar Virgílio tem no barro sua alegria.  

Autodidata, aprendeu o ofício só observando os antigos ceramistas da capital Cuiabá.

Hoje aos 50 anos diz que percorreu um longo caminho até conseguir viver da arte. 

São 35 anos trabalhando com prazer e alegria.

Produz para seu ateliê e também para outros profissionais que pintam suas obras.

Nesse período tornou-se professor e ama ensinar tudo o que sabe.

Domina a arte do torno e em poucos minutos consegue moldar lindíssimas peças.

Ao se sentar para moldar as peças diz que entra em transe profundo. 

Passa o dia moldando suas obras e não raras vezes vira a madrugada criando e dando vida ao barro. 

Ensina sempre com sorriso largo e muita simplicidade; em sua humildade não se reconhece como artista. 

As suas peças estão espalhadas nos quatro cantos do mundo e são muito apreciadas por turistas e estrangeiros. 

Para encontrá-las basta se dirigir à Av. da Prainha em seu ateliê chamado "BARRO VIVO" .

 Gilda Portella 

Osmar Virgílio da Silva.
É Ceramista e Professor 
Ateliê Barro Vivo - Prainha - ao lado Centro Espírita Cuiabá.
Contato: 65 9903-4370 
 
 
 
 
 

OLHARes PARA sobre CORPUS PRETUS

 

 

A Exposição Virtual Coletiva Corpus Pretus é a primeira atividade da recém lançada virtualmente Casa das Pretas, coordenada por Paty Wolff em gestão coletiva de Gilda Portella, Natália Nogueira, Isabela Ferreira, Antonieta Costa, Jackeline Silva e Juliana Segóvia. A mostra virtual reúne sessenta e cinco artistas (65) de todo o Brasil e uma artista brasileira na Alemanha. São obras em pinturas, fotografias, colagens, aquarelas, artes digitais, esculturas, xilogravura, técnicas mistas, performances de cantorias e poesias, que manifestam a potência criativa das raízes africanas em nossa cultura.

O tema “Corpus Pretus”, é amplo, por isso abriga obras sobre corpos marcados, torturados física e emocionalmente pela Diáspora Africana e período escravocrata no Brasil, posto que isso reverbera nestes corpos e nas relações sociais contemporâneas.Ainda,“Corpus pretus” invisibilizados e sem representantes nos espaços de poder e visões estereotipadas, que hiper sexualizam esses corpus.

 

Para a Profa. Dra. Ana Luisa Alves Cordeiro 

“A exposição Corpus Pretus é espaço estratégico e necessário

Lugar de entrelugares que enfrenta racistas olhares

De afirmação de todo um potencial criativo de pessoas pretas

Historicamente deslegitimado e desperdiçado pelo racismo à brasileira

Desta potência que pulsa, existe e resiste diariamente

De uma vida insistente, que respira, inspira e sempre se quis força motriz!”  

Neste sentido, o tema “corpus pretus” é composta também por obras de ressignificação de imagens e olhares. A representação dos “Corpus Pretus”em situações de afeto, empoderados pela autoestima, dignidade e oportunidades, com suas múltiplas identidades reconhecidas e religados à ancestralidade de matriz africana e afrobrasileira, também compõe a exposição, que foi concebida para conter obras no caminho da descolonização das representações e olhares.

 

Para Maria Sylvia de Oliveira, Presidenta do Geledès-Instituto da Mulher Negra

“A exposição Corpus Pretus tem um significado muito especial num momento em que corpos negros lutam para ter o direito de respirar.Contra a desumanização e a invisibilidade essa exposição nos traz a possibilidade de ressignificar esses corpos pretos, projetando sobre eles a potência criativa do olhar artístico que lhes fecundam vida plena e dignidade.”

 Assinam a curadoria da exposição Paty Wolff (artista visual e geógrafa) e Gilda Portella (artista visual e historiadora), que pensaram e organizaram o percurso expositivo em sete salas temáticas:Corpus pretus de memórias imemoriais, Corpus pretus florescem a bença, Corpus pretus in natura, Corpus pretus movimentam, Corpus pretus transbordam esperanças, Corpus pretus querem continuar respirando e Corpus pretus transcendem o belo.

 

Para a Profa. Dra Cândida Soares, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da Universidade Federal de Mato Grosso: 

"Corpus Pretus é uma proposta que parte do histórico, para adentrar no que há de mais extraordinário: a criatividade humana, que se materializa em todas as dimensões da vida e de modo especial na arte. Ao trazer essa exposição, a Casa das Pretas evidencia a força criativa da mulher preta que mobiliza, que movimenta, que toca, que impulsiona. Uma realização cujo significado transcende o aqui e o agora, o visível, o palpável para tocar os sentidos e impulsionar novas perspectivas de olhares e de significados, inspirando novas criações."

 

Para Beatriz Silveira, Advogada, Enfermeira Sanitarista e Articuladora Nacional da Nova Frente Negra Brasileira e no estado do RJ atua na Frente Favela Brasil: 

“Ao abordar a temática da negritude, a carga dos corpos escravizados e, ao mesmo tempo, o acolhimento, afeto e ancestralidade. Possibilitamos que a sociedade pense em corpos pretos sob o viés de uma afetividade aquilombada, que significa a rede de apoio, resistência e afeto que envolve o ser preto, a sua formação social e humana.

Essa rede é sinônimo de proteção e perpetuação de um povo, que mesmo invisibilizado e caçado, resiste. Projetos como esses são necessários porque humanizam. Transformam o objeto em  sujeito. E ao sermos vistos como humanos, geramos uma corrente de empatia e construímos uma sociedade com uma realidade com mais equânime.”

  A exposição virtual pode ser visitada em: https://corpuspretus.wixsite.com/expo/ no período de 25 de julho a 25 de setembro de 2020.

Realização

Centro Cultural Casa das Pretas

Instagram @casadaspretasmt

[email protected]

 

 


Lançamento do Livro “Rasuras Negras”

 

 

 

 

A poesia é sempre um convite. Leitura do mundo, vivências, amores, afetos, procuras, desencontros. A poesia teima no ato de existir em um mundo caduco, que privilegia o concreto, o palpável, o produtivo.

Essas procuras e desencontros se apresentam na obra "Rasuras negras", organizada pela escritora Helenice Faria, doutora em linguística pela Universidade de Brasília, e mestre em linguística pela UNEMAT.

A obra é um compilado de poemas de sete escritoras negras mato-grossenses. Os mais diversos temas compõem o livro: negritude, amor, afetividade, violência doméstica, ancestralidade, resistência, entre outros.

As vozes do livro são de Betsemens Marcelino, Helenice Faria, Claudia Franco, Jacinaila Ferreira, Luana Soares, Maria Fernanda Ferreira e Marlene Silva. Além disso, o prefácio da obra foi escrito por Cristiane Sobral, atriz, escritora, diretora de teatro e professora.

 

"Rasuras negras" será lançado no dia 14 de agosto no canal do Youtube "Palavras em movimento", às 19h30, horário de Mato Grosso (https://www.youtube.com/channel/UC2D8KR1V97sOAq9zbCRjBpA)

 

O livro pode ser adquirido diretamente com as autoras pelo valor promocional de 25 reais.


Exposição Virtual Coletiva Corpus Pretus

  

Exposição Virtual Coletiva Corpus Pretus reunirá virtualmente sessenta e quatro artistas (64)de Mato Grosso e outros estados brasileiros como Bahia, Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraná,São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, além de uma artista brasileira residente na Alemanha. Amostra terá obras em pinturas, fotografias, colagens, aquarelas, artes digitais, esculturas, xilogravura, técnicas mistas, performances de cantorias e poesias, que manifestam a potência criativa das raízes africanas em nossa cultura.

A plataforma virtual será lançada no Sarau de abertura neste sábado, 25 de julho de 2020 às 19 horas (horário de Cuiabá MT) na plataforma Google Meet no seguinte link https://meet.google.com/gun-fraf-mfq. Data importante para o movimento negro, pois é comemorado “Dia de Tereza de Benguela” e “Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha”.

A exposição é a primeira atividade do Centro Cultural Casa das Pretas e marca as comemorações do mês julho das pretas. A Casa das Pretas é coordenada por Paty Wolff em co-gestão colaborativa de Gilda Portella, Natália Nogueira, Isabella Ferreira, Antonieta Costa, Jackeline Silva e Juliana Segóvia. A Casa das Pretas é fruto de um sonho gestado dentro do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (IMUNE MT) em promover e dar visibilidade principalmente a artistas negros e negras de Mato Grosso.

Com o tema“Corpus Pretus”, quer ressignificar o olhar do expectador sobre os “Corpus Pretus” marcados, torturados física e emocionalmente pela Diáspora Africana e período escravocrata no Brasil, que reverbera ainda nas relações sociais. "Corpus Pretus” invisibilizados e sem representantes nos espaços de poder. Visões estereotipadas, que hiper sexualizam esses corpus.  Enxergar “Corpus Pretus” com afeto, respeito e empatia, eis o resultado do novo olhar descolonizado. “Corpus Pretus” merecedores de autoestima, dignidade e oportunidades, com suas múltiplas identidades reconhecidas.

Assinam a curadoria da exposição Paty Wolff (artista visual e geógrafa) e Gilda Portella (artista visual e historiadora).

Para Paty Wolff, “é cada vez mais necessário canais de comunicação aberto às artes criadas para artistas negros e aqueles, que subscrevem suas artes em não reafirmar o padrão excludente. Além disso, os artistas necessitam de visibilidade de suas obras, e o mundo virtual é um reinventar-se neste momento de pandemia do COVID-19”.

Para Gilda Portella a exposição “permitirá ao expectador se sensibilizar com a multiplicidade afro-brasileira em vários saberes e fazeres artísticos, percebendo quão rico e múltiplo é o berço africano, formador da força do patrimônio cultural brasileiro.”

A seguir, os artistas participantes: Ade Moreira, Adelina Barcelos, Airton Reis, Amanda Bambu, Ana Cacimba, Andréa Penha, Anna Maria Moura,  Antônio Carlos Ferreira (Banavita), Barbra. Ilustra,  Carina Valéria, Karla Mesquita, Célia Soares, Clau Costa, Cláudia Lara,  Cléia Melo, Cunto Neto,  Denissena, Diego Roberto de Oliveira Freitas, Dilson de Oliveira, Elaine Fogaça, Eliana Brasil, Érica Bastos, Eugênia Santana Goulart, Fred Gustavos, Helenice Faria, Isla Castro, Jacinaila Ferreira, Janaina Monteiro, Jefferson Gomes, Jenifer Costa, João Almeida, Karla Mesquita, Kênia Coqueiro, Laine Machado da Silva, Leandro Guimarães, Leandro Kelven, Leonardo Leoni, Letícia de Oliveira, Lia Amazonas, Lindalva Alves, Lourdes Duarte, Luana Soares de Souza, Luara Caiana, Lupita Amorim, Maria Fernanda Ferreira, Marta Azevedo, Meg Marinho, Miriam Venâncio, Murilo Kauê, Nhantumbo'space, Raimundo Mario Bomfim Passos, Raquel Bacelar, Raquel Silva, Regina Ortega Calazans, Rita Delamari, Rosângela Maria de Jesus, Rosylene Pinto, Sara Maria, Silvana Maris, Silvia Turina, Sônia Nigro, Sophia Cardoso, Terezinha Malaquias, Vanney Neves  e Vera Paixão.

  

Realização

Centro Cultural Casa das Pretas

Instagram @casadaspretasmt

[email protected]

 


FESTANÇA DE VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (MT): ANCESTRALIDADE NEGRA E DEVOÇÃO RELIGIOSA

   

"A Nossa Identidade tá ai: Vila Bela, Festança e o Povo Negro": Heranças da Comunidade Negra de Vila Bela da Santíssima Trindade - MT. Este o tema do estudo da pesquisadora Letícia Helena de Oliveira, em sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em História Social, no Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, ex capital de Mato Grosso, vive em Julho, durante doze dias e homenageia quatro santos católicos: Divino Espírito Santo, São Benedito, Três Pessoas da Santíssima Trindade e Nossa Senhora Mãe de Deus, na expressão de devoção religiosa, nas práticas culturais vindas dos antepassados africanos, vibrando nas danças do Congo e do Chorado.

Nestes doze dias, a população vila-belense narra a memória dos ancestrais negros e negras, suas heranças étnicas e culturais, elos vivos ao longo das gerações.

Vila Bela nasceu à direita do rio Guaporé, em 1752, como sede administrativa da Capitania de Mato Grosso; alimentada com o ouro da região guaporeana, junto à fronteira com a América espanhola.

Os veios auríferos formataram a nova capitania, de minas e fortes, para a proteção da demarcação portuguesa. Com a decadência da produção, transfere-se a capital para Cuiabá, em 1835. A elite branca veio para a nova sede e o povo da ex-capital ficou á mão dos descendentes de escravizados.

Esse episódio é a porta para a (re)elaboração da identidade dos negros remanescentes.

O grupo organizou-se em decisões coletivas, troca de experiências e compartilhamento de experiências. Em suas festanças ressignificaram signos e símbolos do catolicismo imposto e os integram aos costumes culturais africanos, revestindo suas práticas em estratégias de resistência, sobrevivência e seus direitos de encontro, organização e sociabilidade com outros grupos.

Essas expressões trans-culturadas permearam ao longo das gerações vila-belenses e são defendidas e resguardadas como um verdadeiro “ouro” pela população negra.

A sobrevivência dessas práticas culturais provam a força das heranças negras na área fronteiriça mato-grossense. E, nesse sentido, caminha a pesquisa de mestrado em História Social de Letícia de Oliveira sobre o festejo religioso de Vila Bela.  A pesquisadora ressalta: "Ao examiná-lo busco identificar, por meio das narrativas orais das moradoras e dos moradores negros, as permanências culturais e como os membros percebem sua ligação com o passado ancestral e ressignificam suas tradições e heranças. A Festança apresenta-se como elemento agregador e exteriorizador das raízes culturais, sociais e históricas do povo vila-belense, lhe fornecendo as bases para a formação identitária, legitimação e preservação de seus patrimônios culturais".

E prossegue em sua explicação: "Em um viés diaspórico e decolonial, considero potente as narrativas orais e as bandeiras levantadas pelas moradoras e moradores negros de Vila Bela. Assim sendo, apoiando-me em aportes teóricos como os postulados por Ecléa Bosi, Michel Pollak, Néstor Canclini e Stuart Hall intento compreender as reafirmações identitárias desse grupo nesse “tempo de festa”. Mary Del Priore (2000), ao analisar as festas no Brasil Colonial, assinala que esse período não somente diverte e provoca uma quebra na rotina, também desempenha importantes funções sociais: promove a ligação dos membros da comunidade e reinvindicações dos grupos."

A Festa do Congo e a Dança do Chorado mantêm viva a chama cultural e artística da populaçãovila-belense - Fonte das imagens: Letícia Oliveira, 2019.

       

Nessa abordagem o município de Vila Bela da Santíssima Trindade, em sua Festança,  segundo Letícia de Oliveira:  "que a população negra reivindica seu protagonismo, exterioriza a ancestralidade e reafirma as identidades étnica, cultural e comunitária. O resgate e ressignificação de traços da cultura africana somada a devoção aos sacrossantos representa todo o ciclo festivo. Esses elementos valorizam a história pretérita e, fazendo o mesmo percurso realizado pelas gerações pregressas, é conservada a cultura tradicional vila-belense".

Perguntada porque escolheu esse tema e o que mais encantou, Letícia de Oliveira responde: " quis compreender lado dos moradores sobre sua própria cidade. A Festança foi algo que me encantou por ver que os moradores e moradoras negras mantinham um festejo desde o tempo em que estavam relativamente isolados (relativamente, pois havia relações com as localidades vizinhas), após a transferência de capital para Cuiabá".

E prossegue falando que quando se questionava durante a pesquisa: O que faz um grupo manter uma festa? Letícia de Oliveira revela que é uma superação das barreiras academicistas trilhadas no eixo Sudeste e Nordeste e ressalta que há a necessidade de congregar as diferentes festas como uma forma de enfrentar a segregação, o silenciamento e é luta contra o racismo: "Uma festa enquanto uma herança que define as identidades daquele povo. A Festança é cheia de sentido para os moradores e para quem vê de fora. Ancestralidade latente no uso de turbantes, batucadas do Congo, dança de roda e pés descalços no Chorado, sacrossanto negro, nas diversas representações, nos modos de fazer e festar. Ela é a memória da África nos sertões mato-grossenses. Assim, escrever sobre uma festa tradicional que tem a frente uma população negra da região fronteiriça de Mato Grosso propõe superar o eixo de análise dessa temática no Sudeste e Nordeste do Brasil e interligar a multiplicidade das manifestações culturais que definem os grupos afro-brasileiros e afro-americanos. Conectar as festas negras das diferentes regiões do país é congregar a luta contra a segregação dos grupos, o silenciamento e o racismo. E mais: garantir a existência deles na história - e em nossa memória. Me encanta tudo isso que representa essa festa. Mas, sobretudo, a entrega e respeito dos negros e negras vila-belenses em torno dela".

Destaca ainda que sempre se interessou pela história da África e dos negros no Brasil  e ficou curiosa quando trabalhava no setor de conservação e restauro no acervo central do IPHAN, no Rio de Janeiro, e ao organizar o inventário e o processo de tombamento dos monumentos históricos de Vila Bela tomou consciência desse universo cultural  riquíssimo e pouco estudado.

A partir desse primeiro contato com a documentação, fez a monografia de conclusão de curso com narrativas do órgão federal sobre a cidade de Vila Bela. Resultando no texto intitulado: Memória, patrimônio e identidade: a comunidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) no Arquivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN (1950-1980). que a sua Monografia em Bacharel de História pela  Universidade Federal do Rio de Janeiro em  2018 .

 Sua dissertação  retrata uma Festança em Vila Bela: "repleta de alegria e cores com a comunhão de cantos e santos, a manifestação vila-belense é um efetivo exercício de patrimônio. E conclui  que ela é a luta de um povo pela manutenção de suas heranças e coesão comunitária. A Festança, enquanto um ritual religioso-festivo constitui-se como um momento singular para a comunidade negra. Os moradores saúdam amigos, parentes, vizinhos e turistas nos (re)encontros; renovam laços em meio as danças, rezas e cantorias; valorizam a cultura e os costumes tradicionais; identificam-se com a celebração, exteriorizam sua identidade; incentivam os mais jovens a participarem; reafirmam sua devoção religiosa e protegem e preservam, ao longo das gerações, o patrimônio advindo dos antepassados. Na associação entre a fé e o festar, a manifestação cultural de Vila Bela da Santíssima Trindade persiste". 

 

Devoção religiosa e ancestralidade negra em Vila Bela representadas, na imagem, pela bandeira do Divino Espírito Santo, o mastro do Santo negro, São Benedito, e placa da Dança do Congo na praça da cidade- Fonte da imagem: Letícia Oliveira, 2019. 

 

[1]DEL PRIORE, Mary. Festas e utopias no Brasil Colonial. São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 10.

[2] Letícia de Oliveira contou: "Cabe contar que devido a pandemia do Covid-19, a Festança de 2020 foi cancelada. No entanto, os ritos festivos das rezas cantadas nas casas dos festeiros ocorrerão com data prevista para o último trimestre do ano de 2020 e seguindo as recomendações médicas e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A oralidade, religiosidade e a irmanação comunitária se manterão. Lamentavelmente, a celebração externa não acontecerá. Mas, no ambiente privado, das famílias negras vila-belenses, ela resiste –simbolicamente (e ancestralmente)".


ACADEMIA DA ORQUESTRA SINFÔNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO.

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso inicia neste ano de 2020 um novo programa de atuação no estado, a Academia da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso. O programa, em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica em música orquestral, oferecerá oficinas e mentorias em instrumentos como violino, viola de arco, clarineta, trompete e trombone, enquanto atividade de extensão que no momento se dará em formato online devido à realidade de isolamento social, porém, com o forte propósito de aproximar de forma perene, o conhecimento superior, representado nas universidades, dos níveis escolares fundamentais.

 A promessa é possibilitar aos jovens músicos instrumentistas se prepararem com mais competência para a atuação em práticas orquestrais e suas vertentes em nosso mercado. Vale lembrar que o grupo de técnicos envolvidos no processo conta com uma herança de mais de 40 anos de tradição na produção de espetáculos e concertos, certificando assim, a qualidade da missão da proposta. 

Das batutas dos maestros Konrad Wimmer, Marcelo Bussiki, Ricardo Rocha, Roberto Vitório, Silbene Perassolo, e agora com Fabrício Carvalho – diretor artístico da proposta, a Orquestra cumprirá o seu papel “promovendo a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos na música, próprios do nível superior, por meio de uma comunicação específica da prática extensionista” - um norte e papel de democratização do conhecimento estratégico dentro da Universidade Pública no país, explica o maestro.

 Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional nos aspirantes a músicos, integrando os conhecimentos que foram adquiridos na trajetória das diversas gerações envolvidas no processo, segundo o violista Edson Assunção, que respira o cotidiano da Orquestra desde 1983, quando, aos nove anos, começou a aprender o instrumento, é uma satisfação. “Como supervisor, você vê o resultado acontecendo, e embora, mesmo com problemas que às vezes surgem, ver depois o sucesso da apresentação de cada um, dá uma satisfação pessoal por ter contribuído para aquilo acontecer”, completa o servidor com sua visão particular sobre sua atividade como um todo, e as propostas da Academia OSUFMT.

O lançamento do trabalho será liderado pelo músico Fernando Pereira. Bacharel, mestre, licenciado em música pela Academia Nacional de Sofia, o integrante da Orquestra mediará um conjunto de ações em duas vertentes, formação comportamental no qual chama de Soft Skills para músicos de orquestra, com participação livre a todos que assim desejarem, e formação técnica, hard skills, com ênfase em performance em violino e/ou viola de arco. A proposta toda, segundo o músico, é suscitar discussões para uma melhor inserção de jovens na dinâmica de um mercado bastante aquecido, mas, que em suas palavras, “é pouco conhecido e explorado”. Em um título provocador “do gênio incompreendido ao profissional de sucesso” a proposta busca “aguçar a reflexão sobre paradigmas e práticas em uma carreira tão nobre dentro da sociedade, a profissão de músico” finaliza o servidor. 

Para aqueles que quiserem participar deste novo momento da Orquestra Sinfônica, capacitando se, atualizando se para o futuro da música de concerto por meio das Ações Extensionistas da Academia, a produtora cultural do grupo, Fernanda Ficagna orienta a todos a acessarem o link de cadastramento para as atividades no portal da UFMT, ou para maiores informações entrar em contato pelo e-mail [email protected], visto que os acessos presenciais estão suspensos temporariamente enquanto medida restritiva de saúde pública. 

Para os amantes e entusiastas da cultura e arte, todas as discussões podem ser acompanhadas de forma gratuita pelo instagram da Orquestra Sinfônica da UFMT @orquestraufmt.

 SERVIÇO

Academia da Orquestra Sinfônica da UFMT

Oficinas em Habilidades Comportamentais e técnicas aplicadas ao musico de orquestra.

1º Módulo 

Condições para participação

Certificação Soft Skills  participação livre a maiores de 14 anos

Certificação Hard Skills: participação com experiencia em violino e/ou viola de arco e idade acima de 14 anos

 

 


Narrativas de Aluguel

 

Agora existe um clube de leitura em que você pode participar, recebendo em casa até cinco livros por vez e quantos conseguir ler, pagando apenas R$ 40,00 por mês. O projeto consiste no aluguel de acervo particular de obras contemporâneas. Conta com um acervo de 220 obras e a cada mês dez novas vão sendo inseridas. São romances, livros de contos, novelas, crônicas e poesia.

IMPORTANTE

Enquanto durar o período de isolamento social o participante receberá os livros em sistema de delivery, com entregas agendadas para casa ou local de trabalho.Os livros são entregues plastificados com etiqueta de identificação. O pagamento deve ser efetuado sempre na primeira semana do mês, via conta bancária, por transferência ou depósito (Banco do Brasil). Os dados bancários serão divulgados individualmente após contato pelo facebook.

Ao fazer a inscrição o cliente recebe um exemplar do romance “Xibio”, inteiramente grátis. Promoção válida até o final do mês de julho. O clube tem por objetivo atingir o número de 30 associados, não mais, uma vez que a iniciativa não tem caráter de acumulação capitalista, e sim de auxiliar na aquisição de mais livros para dilatar o acervo.

O cardápio completo para o mês de julho em "Narrativas de Aluguel".

Para o mês de Julho são mais dez títulos entrando no catálogo: 3 de poesia, 3 de contos e 4 romances.

Romance de Andrea del Fuego - livro premiado. Mais recente livro de Gisele Mirabai. O primeiro romance ambientado na era corona vírus.... A Imperdível narrativa de Carola Saavedra, um dos grandes nomes da literatura contemporânea, sem dúvida alguma!  Tem o belo  romance de Luisa Geisler, os contos de Rafaela Tavares Kawasaki editados pela Patuá.Boa pedida para quem gosta do gênero. Marcelino Freire sabe das coisas, valoriza cada palavra de nossa fala para entranhá-la em nossa língua. Mais um de contos desse pernambucano paulista. Para quem se amarra em contos com narrativas ágeis, Luís Henrique Pellanda... Ganhadora do Jabuti com livro de contos Maria Fernanda Elias Maglio traz seus poemas de impacto indescritível do humanismo contemporâneo. Nicolas Behr transforma em clássicos seus livros de poesia. E para finalizar o mês  Lucinda Persona e sua poesia majestosa..... 

É só procurar por Luiz Renato de Souza Pinto no facebook.

CHAMADA PARA A EXPOSIÇÃO VIRTUAL| CORPUS PRETUS

 

 

Os Corpus Pretus carregam séculos de opressão, de racismo, de violência física e de violência psicológica. Corpus, que somem nas valas e nos becos de forma naturalizada, corpus invisibilizados. Corpus Pretus sujeitos a séculos de trabalhos forçados, trabalhos inumanos, trabalhos ininterruptos, o corpo negro carrega em si a carga da escravidão, um corpo escravizado, violentado.Corpus Pretus estigmatizados. Mas, esses Corpus Pretus também carregam acolhimento, afeto, ancestralidade, comunidade, a luta pela identidade e resistência. Os Corpus Pretus pedem ressignificação, autoestima, dignidade, oportunidade de despertar e fortalecer suas potências.Para abordar essas temáticas através das artes plásticas, visuais, audiovisuais e da escrita, chamamos os (as) artistas/escritores(as) para enviar trabalhos, que abordem essa temática, a fim de compormos a EXPOSIÇÃO VIRTUAL “CORPUS PRETUS” do Centro Cultural Casa das Pretas.

 

PARA PARTICIPAR:
- Podem participar da Exposição Virtual Corpus Pretus, artistas brasileiros natos ou naturalizados, e artistas estrangeiros residentes no Brasil, maiores de 18 anos.
- Escolha UMA das categorias (texto, imagem ou audiovisual), dentro da temática acima exposta.Aceitaremos inscrições de:
- Até 03 obras em imagem JPG de mínimo 1Mb (desenho, pintura, colagem, desenho digital, gravuras, fotografias e afins (as obras tridimensionais como esculturas poderão ser enviadas em imagem);
- Somente 01 (um) vídeo com duração máxima de 59 segundos;
- Somente 01 (um) texto (em prosa, prosa poética ou poesia), que deverá ter no máximo 1000 caracteres (com espaço);
- Salve o(s) arquivo(s) com o título da obra e nome do artista/autor(a);
- No assunto do e-mail coloque a categoria escolhida (texto, imagem ou audiovisual) e o nome do artista/autor (a), exemplo: IMAGEM – ROSANA PAULINO;
- No corpo do e-mail insira:
Título da (s) obra (s):
Artista (s)Autor(a) (s):
Técnicas/Materiais/Categoria do texto:
Dimensões/Duração:
Ano:


PRAZOS:
- Envie para [email protected] até o dia 12 de julho; Após os envios, as obras serão selecionadas pelas colaboradoras da Casa das Pretas.
- O resultado será divulgado dia 20 de julho nas redes sociais da Casa das Pretas;
- A exposição virtual será hospedada no site da Casa das Pretas (em construção) e tem previsão de abertura virtual dia 25 de julho de 2020 (Dia de Tereza de Benguela e Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha).
- Dúvidas/esclarecimentos pelo e-mail: [email protected]

Realização
Casa das Pretas
Centro Cultural


O VIOLÃO E A ANDRAGOGIA

O termo andragogia (segundo a definição cunhada na década de 1970 por Malcolm Knowles), é a metodologia de ensinar adultos a aprender.

Para os adultos as incógnitas são mais frequentes. Com isso nos deparamos com o primeiro ponto do nosso estudo. A necessidade do saber. Os adultos precisam entender o que vão fazer, porque vão fazer e porque tem que ser desse jeito ou daquele, para obter a autoconfiança de que desta maneira será proveitoso o aprendizado.

Embora a resistência na fase adulta impere, teremos profissionais e alunos mais centrados e responsáveis. Chegamos no autoconceito. O aluno precisa sentir-se peça chave do aprendizado individual ou coletivo. Funciona como uma empresa, você aplica a tarefa ou atribuição e se o funcionário (aluno), sentir-se parte fundamental atingira o sucesso da ação. Atividades que o exponha pode ser produtivo, como competições online na espécie de fóruns ou discussões pois promove a busca pelo conhecimento.

É sempre importante avaliar experiências antigas, como por exemplo; se alguma vez já fez aula do instrumento, se por acaso sim, identificar os possíveis bloqueios, o porque sua experiência musical não obteve sucesso, e buscar analisar os pontos de bloqueio para que se busque uma proposta de ensino adequado para tal situação.

A palavra emoção, deriva do termo latino emovere, onde o e- (variante de ex-) significa "fora" e movere significa "movimento". A parte do cérebro que armazena toda essa linha neuronal é o hipocampo responsável pelas recordações. Pode ser um sonho de criança, uma necessidade já da fase adulta ou uma indicação para reforçar os processos musicoterápicos de reabilitação. Na andragogia é importante que os educadores trabalhem com o estimulo da emoção, músicas que o aluno conheça e sinta vontade de tocar, que evoque nele recordações e vontades armazenadas no hipocampo, que o deixe sempre feliz. Não é necessário que saia tudo perfeito inicialmente, que tenha uma cobrança rígida do politicamente correto, porém, mesmo não surtindo o efeito desejado por parte do professor, o importante é perceber que o aluno esteja visualizando seus avanços e seus aprendizados em pequenos detalhes.

Estudar música com objetivos, com docência de qualidade técnica e conhecimento pedagógico especifico e neurociência aplicada a música, a você que busca uma terapia, uma atividade prazerosa ou algo mais técnico, um direcionamento sobre a atividade musical trazendo assim benefícios psicológicos, onde tal benefício atuará juntamente aos neurônios e hipocampo, aumentando as fibras do corpo caloso, fazendo com que tenha constantes avanços neurológicos prevenindo doenças degenerativas da mente.

 

Ricardo Alberto Basso

Professor de Violão

Escola de Música Campo Verde

 


Espetáculos nacionais da MITsp online

Tem dica boa para quem ama teatro! Quatro espetáculos nacionais da MITsp 2020 (Mostra Internacional de Teatro de SP) serão exibidos online e na íntegra. São peças de vários lugares do Brasil que tiveram suas sessões canceladas por conta do fechamento dos equipamentos culturais devido à pandemia de coronavírus.

Para completar a boa notícia, os artistas e a equipe envolvidas nessas montagens participam de lives para falar sobre seus processos criativos. As conversas são mediadas pelos curadores da MITbr – Plataforma Brasil Alejandro Ahmed, Grace Passô e Francis Wilker.

As atividades acontecem em diferentes momentos, por isso, ATENÇÃO!

As peças ficam disponíveis no YouTube da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (clique aqui para acessarentre os dias 22 e 28 de maio. Já as lives ocorrem entre 21 e 31 de maio nas redes sociais dos teatros municipais (confira abaixo).

Conheça os espetáculos em cartaz na MITsp online

Em “Cancioneiro Terminal”, o grupo MEXA (SP) explora um acervo de fotos e vídeos produzidos sobre si. Os atores e atrizes se relacionam com as imagens e se perguntam com quais delas gostariam de contar a história do seu presente. A cada performance, o coletivo reencena e edita em tempo real um novo filme, por meio de exercícios de tradução e dublagem.
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos

 
 

No espetáculo “Entrelinhas”, o Coletivo Ponto Art (BA) evidencia como a voz da mulher negra é historicamente silenciada dentro de uma sociedade opressora, machista e de mentalidade escravocrata. A coreógrafa e intérprete Jaqueline Elesbão costura uma narrativa essencialmente visual, quase sem palavras.
Duração: 35 minutos
Classificação: 18 anos

O solo “Recolon”, do Coletivo Mona (AM), é inspirado nos impactos ambientais e humanos causados pelas construções de usinas hidrelétricas na bacia do Rio Madeira, em Rondônia. O artista Leonardo Scantbelruy manipula elementos simbólicos e regionais para investigar a vida na Amazônia, marcada por ciclos de colonização.
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos

Já em “tReta”, o grupo Original Bomber Crew (PI) expõe as várias “tretas” enfrentadas diariamente por jovens periféricos, refugiados e minorias em geral, como as relacionadas à política, ao patriarcado, ao colonialismo e às batalhas de breaking que geram embates pela sobrevivência.
Duração: 60 minutos
Classificação: 16 amos

 

Agenda de lives com os coletivos

Dois espetáculos que não serão exibidos online farão lives sobre as pesquisas que nortearam a construção de seus trabalhos. São eles “ZOO”, do grupo Macaquinhos,  e “violento.”, de Preto Amparo, Alexandre de Sena, Grazi Medrado e Pablo Bernardo.

Lives “Entrelinhas”: 21 e 22 de maio, às 20h
Convidada: Grace Passô
Onde assistir: redes sociais do Teatro Cacilda Becker / @teatrocacildabecker

Lives “tReta”: 22 de maio, às 21h, e 24 de maio, às 19h
Convidado: Alejandro Ahmed
Onde assistir: redes sociais do Teatro Arthur de Azevedo / @teatroarthurazevedosp

Lives “ZOO”: 23 de maio, às 21h, e 24 de maio, às 18h
Convidado: Alejandro Ahmed
Onde assistir: redes sociais do Teatro João Caetano / @teatrojoaocaetanosp

Lives “Cancioneiro Terminal”: 26 e 28 de maio, às 19h
Convidado: Francis Wilker
Onde assistir: redes sociais da Biblioteca Mário de Andrade / @bibliotecamariodeandrade

Live “violento.”: 29 de maio, às 21h
Convidada: Grace Passô
Onde assistir: redes sociais do Teatro Alfredo Mesquita / @teatroalfredomesquita

Lives “Recolon”: 30 de maio, às 21h, e 31 de maio, às 19h
Convidado: Francis Wilker
Onde assistir: redes sociais do Teatro Paulo Eiró / @teatropauloeirosp

fonte : https://catracalivre.com.br/agenda/mitsp-2020-mostra-internacional-de-teatro-de-sao-paulo-online-quarentena/

 


Festival Varilux De Cinema Frances em Casa

UMA INICIATIVA SOLIDÁRIA, PATROCINADA PELA EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL EESSILOR/VARILUX, REALIZADA PELA BONFILM PARA AMENIZAR OS DIAS DE QUARENTENA.

Assistam a seleção de 50 grandes filmes das últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês em casa de graça até o dia 27 de agosto!

Comédias, dramas, filmes históricos, fantásticos e infantis, a seleção é diversa e recente.

Assista a seleção de 50 grandes filmes das últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês em casa de graça até o dia 27 de agosto! 

Basta acessar nosso site e escolher o filme que deseja assistir. Depois, no site do Looke, faça seu cadastro e pronto! www.festivalvariluxemcasa.com.br

 

O #FestivalVarilux já é o maior de cinema francês do mundo título conquistado em 2017 com mais de 180 mil pessoas nas salas de cinema de todo o Brasil.

O intuito é levar a cultura cinematográfica francesa, uma das mais conhecidas e apreciadas no mundo, para a maior quantidade possível de pessoas. E não apenas com longa metragens de sucesso da atualidade, mas com curtas e diversos outros conteúdos audiovisuais.

Entre Sessões Educativas, em parceria com escolas; Sessões com Audiodescrição, em parceria com as distribuidoras dos filmes; Mostras de Curta-metragens; Mostras de Filmes em Realidade Virtual; Sessões com artistas, com a delegação francesa; Laboratórios de Roteiros com profissionais experientes e Debates, com parceiros renomados para os temas propostos, objetivamos diversificar a experiência em salas de cinema e ainda levar o cinema para fora delas.

O festival conta sempre com um filme clássico, remasterizado, vinculado com o hoje, provocando debates e discussões culturais e temporais. Também, sempre um documentário, que mostra, de alguma forma, questões a serem refletidas. Para aumentar a diversidade dos filmes que importamos e reproduzimos em todo o país, sempre buscamos uma animação para integrar nossa lista de filmes.

Produzido pela Bonfilm, o evento tem patrocínio principal da Varilux/Essilor, Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Sugestões? Mande para [email protected] 😉


Antologia –ARTE em Poesias

Antologia –ARTE em Poesias trata-se de uma coletânea composta por poemas e poesias de vários segmentos produzidos em parceria com diversos escritores, poetas e poetisas nacionais.

São eles:

Emery Sheel, SP.

Flaviane Borges, Portugal.

Hugo Prado, SP.

Lindalva Alves, Cuiabá MT.

Luciana Tidoco Bianchine Improta, MG.

Marcelo Claudio Antunes de Souza, Cuiabá, MT.

Maria Sônia Laukaitis, SP.

Wilson de Oliveira, SP

O termo Antologia  provém do grego ‘anthos’, que significa flor, e ‘lego’, o qual traz a conotação de escolher; assim resulta em ‘florilégio’, ou seja, coleção de flores. Que o leitor possa sentir a emoção de colher as mais belas flores de matizes diversas e que o aroma delicado inebrie seus sentimentos.  

Valorize a publicação independente, valorize o trabalho autoral.

Compre antologias, ajude a fortalecer a literatura brasileira e seus autores.

Lindalva Matos Alves Cabral Nasceu em Jaciara MT, no dia 13 de dezembro de 1975. É pedagoga, atua como intérprete de Libras na rede de ensino, Psicóloga Clinica e atua como psicóloga no Município de Várzea Grande. É graduando do último semestre do curso de Letras Libras na Universidade Federal de Mato Grosso.

Tem poesias publicadas na revista eletrônica Diálogos UFMT, Falange Miúda UFMT e na revista Ruídos Manifesto UFMT.

Participa de saraus e exposições com as Artistas Plásticas e Visuais: Aparecida Silva, Gilda Portella, Jamaika Farias, Karla Mesquita, Laura Borges, Maria Auxiliadora, Meg Marinho, Paty Wolff e os fotógrafos Célia Soares, Eder Marques e João Almeida.

 Lindalva Alves, escreve sobre o amor, fala da dor e da saudade, trilha por caminhos que a poesia lhe permite sonhar, faz duras criticas em seu escrito e solta um grito que nunca irá se calar.

 

 

 

 


MAIO - COLETIVO DI JEJE por Gilda Portella

Galera temos uma notícia maravilhosa!!!

Estamos apresentando a vocês o MAIO - COLETIVO DI JEJE.

O Coletivo Di Jeje é um grupo criado para troca de informações sobre a mulher negra e a cultura africana e afrobrasileira. Espaço de divulgação de cursos, networking, oficinas e atividades ligadas à mulher negra, cultura africana e afrobrasileira. 

Um mês que será especial, nesse mês de Maio o Coletivo Di Jeje estará disponibilizando todos os cursos do site por R$ 51,00.

A intenção é que todas/todos/todes tenham acesso aos cursos, missão dele é: ”Produzir conhecimento que emancipa, compartilhar conhecimento que liberta!” 

Todos os cursos do site estão com inscrições abertas, para se inscrever e conhecer os cursos acesse o link https://coletivodijeje.com.br/cursos.php e se inscreva. 

Confira os cursos: 

CASA PRETA - Curso: O pensamento de Abdias do Nascimento

Quando: dia 11/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O Pensamento de Lélia Gonzalez

Quando: dia 12/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: Psicanálise e Racismo

Quando: dia 20/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O pensamento de Beatriz Nascimento

Quando: dia 27/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O pensamento de Frantz Fanon

Quando: dia 28/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O que é lugar de fala?

Quando: 18/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O pensamento de Kabengele Munanga

Quando: dia 14/05 das 19hs às 21:30hs 

CASA PRETA - Curso: O que é racismo?

Quando: dia 13/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O que é colorismo?

Quando: dia 26/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O que é feminismo negro?

Quando: dia 25/05 das 14hs às 17hs 

CASA PRETA - Curso: O pensamento de Angela Davis Parte 1

Quando: dia 21/05 das 19hs às 21hs 

CASA PRETA - Curso: O Pensamento de Sueli Carneiro

Quando: dia 19/05 das 14hs às 17hs 

Curso Nossas Vozes: Pensando em masculinidades com Bell Hooks

Quando: de 15 de maio a 15 de junho

Curso Nossas Vozes: Corpo Travessia: Ponto de arte

Quando: 15 de maio a 15 de junho 

Curso Nossas Vozes: Curso - Sistema prisional e encarceramento feminino

Quando: 15 de maio a 15 de junho 

Curso Nossas Vozes: Pensamento Pan Africanista

Quando: 13 e 14 de maio

 

Casa Preta - Sede Nacional Coletivo Di Jeje

Rua Lauro Linhares, 2055 Sala 809 Torre Max - Ed. Max Flora/ Florianópolis-SC

Telefone: 48 3365-4746

Visite-nos!

http://dijeje.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/dijejes

www.instagram.com/c_dijeje/

www.twitter.com/c_dijeje

http://coletivodijeje.com.br/

 

 

Coletivo Di Jejê


Fundado em Fevereiro de 2014, o Coletivo Di Jejê, é um espaço de formação e produção de conhecimento sobre a mulher negra, para a mulher negra, feito por mulheres negras. É um lugar de troca, de fala, de transformação, de poder, de conhecimento onde as mulheres negras podem ser o que são e como são, sem estereótipos, padrões ou imposições.

Atualmente, ele funciona com a oferta de cursos de temas ligados a mulher negra do Brasil (aspectos históricos, políticos, econômicos, filosóficos e identitários). Os cursos presenciais acontecem na Casa Comunitária Preta em Florianópolis, e em espaços parceiros em todo o Brasil e no Mundo; os cursos presenciais têm duração de 4 horas onde é oferecido um café da tarde. Os encontros presenciais, são mediados a partir da nossa experiência educativa dos povos de terreiro, tendo o diálogo e a valorização das experiências de cada participante como ponto central dos encontros. Os cursos à distância, são planejados de maneira que a experiência dos participantes possa ser significativa e significada pelo conjunto de participantes dos encontros virtuais. Os cursos à distância têm duração de 30 dias ou podem ser adquiridos através de nossas plataformas de e-learning; e os participantes podem acessar o material dentro de sua rotina, e contam com o apoio de uma tutora. Nas duas modalidades de curso as participantes recebem certificado e apostila virtual contendo textos para aprofundamento teórico. Atualmente temos 4 plataformas de e-learning (ensino a distância), como uma série de conteúdos: Nkanda (racismo e sexismo), Kukala (para professores sobre a lei 10.639), Intié (sobre educação indígena) e Ifá (para empresas sobre racismo e sexismo no mercado de trabalho). As plataformas podem ser adquiridas através de assinatura mensal ou anual, ou pacotes de formação on line e presencial, como no caso da Kukala (para professores e escolas) e Ifá (para empresas e instituições). Desde 2014, já atendemos mais de 6 mil mulheres em nossas atividades virtuais e presenciais. Faça parte do Coletivo Di Jeje você também!


OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA PARA AS CRIANÇAS EM TEMPO DE ISOLAMENTO

Nestes tempos de isolamento social, as crianças ficam em um estado de ansiedade e sem conteúdo mental para passar pelo tempo ocioso, sem rotina. Ela organiza nossa maneira de ver as questões sociais, comportamentais e organizacionais. Neste mundo estamos imergidos numa catástrofe psíquica chamada depressão, que assola cada vez mais os lares do brasil e do mundo. De acordo com a OMS (organização mundial de saúde), a depressão cresceu 18 % nos últimos 10 anos. A doença afeta 4,4% da população mundial e 5,8% de brasileiros. Na corrida contra este estado emocional conturbado, precisamos entender os cuidados necessários para não nos depararmos com essa situação. Segundo o ministério da saúde, algumas medidas são importantíssimas para evitar o quadro de depressão em nossas famílias: Ter uma dieta equilibrada, atividade física regular, combater o estresse concedendo tempo na agenda para atividades prazerosas, evitar o consumo de álcool, não usar drogas ilícitas, diminuir as doses diárias de cafeína, ter uma rotina de sono regular, não interromper tratamento sem orientação médica.

A intenção musicoterápica em advento de certas patologias seja de ordem psíquica ou não, tem sempre o objetivo de causar nas pessoas uma sensação de alegria e bem estar, fazendo com que nossa vida seja plena e tenha prazer ao viver nesse plano orquestrado por Deus. A música é uma atividade que desde os primórdios teve o papel no ser humano de trazer alegria, libertar ou até mesmo curar. Seus elementos como melodia, harmonia e ritmo possibilita ao terapeuta que atinjamos um nível de catarse ímpar, favorecendo nosso bem estar. Numa área chamada de hipocampo a música faz seu papel importantíssimo pois é a área do nosso cérebro responsável pelas emoções e que tem uma profunda ligação com memorias antigas. Com isso o terapeuta utiliza essas informações em prol do seu paciente que será muito beneficiado por isso.

Para contribuir para a resolução desse tédio é muito interessante a afetividade familiar e sua completa união nestes tempos. Pois devemos exercitar o amor mútuo e o entendimento de espaço interno X espaço externo. Muito produtivo é a criação de rotinas onde aproximem os pais dos filhos que estudam música. Para isso é super interessante que as redes sociais fiquem de lado, é um tempo de revermos certos conceitos que temos de relaxamento caseiro, com atividades que promovam a auto-estima, amor recíproco com os nossos familiares, atividades de desenvolvimento neuronal. As atividades que a escola passa é uma boa alternativa para trabalhar situações neurológicas pois vamos exercitar funções cognitivas e executivas.

E muito importante lembrarmos que se não cuidarmos da ansiedade e do estresse, em índices elevados poderá progredir a uma depressão.

RICARDO ALBERTO BASSO – Professor de Violão

RICARDO ALBERTO BASSO – Professor de Violão

Escola de Música de Campo Verde


USP disponibiliza conteúdo cultural gratuito online

A Universidade de São Paulo (USP) está disponibilizando de forma online diversos conteúdos culturais em um site unificado, chamado USP Cultura em Casa. O visitante poderá escolher entre quatro diferentes editorias: arte, patrimônio cultural, ciências e comunidade.

Na plataforma, estão mais de 30 institutos da universidade, entre unidades de ensino, órgãos culturais, museus e laboratórios. Um dos destaques é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, cujo acervo virtual e o projeto interativo Atlas dos Viajantes do Brasil podem ser conhecidos por meio da plataforma.

Também estão disponíveis conteúdos musicais, oferecidos pela Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) e pelo Coral da USP (Coralusp), que incluem apresentações e concertos, assim como videoaulas, exercícios de técnica vocal, textos e vídeos sobre música.

O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP) preparou uma lista de atividades especiais para quem quer aprender mais sobre as Ciências da Terra e do Universo, sem precisar sair de casa, que pode ser acessada pela plataforma. Já o Museu de Zoologia, entre outros conteúdos, está sendo disponibilizando, para as crianças, materiais para colorir, que podem ser baixados e impressos.


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